Mellanie’s
POV
Porque que as pessoas não gostam que eu durma? Por quê?
Meu celular tocava sem parar, cocei meus olhos
freneticamente, bolei na cama e estiquei o braço até o criado-mudo alcançando o
bendito aparelho. Espremi os olhos para visualizar o nome na tela. Emily.
- Alô! – disse após dar um longo bocejo.
- Estava dormindo? – ela perguntou.
Não, estava treinando pra quando eu morrer. Revirei os
olhos.
- Estava Emily. – respondi. – O que foi?
- Liguei pra avisar que vou viajar.
- Viajar pra onde? – perguntei curiosa.
- Como já terminei meus serviços com o Renan, pensei em
viajar e rever alguns familiares.
- Pensei que você fosse só, Emily. – disse.
Acho que me lembro dela dizer que não tinha ninguém
quando a chamei para conversar naquele dia.
- Eu fiquei mesmo sozinha quando sai de casa, mas já se
passaram tanto tempo. Acho que devo voltar e pedir desculpas aos meus pais.
- E você saiu de casa porque mesmo?
- Porque meu pai era muito chato e me prendia bastante em
casa. Tudo o que eu fazia não era o bastante pra ele, sempre me cobrando e
algumas amizades me influenciaram.
- Ok, não vamos aprofundar a história. Vai para onde?
- Texas. Minha família é de lá.
- Tudo bem Emily.
- Vou manter contato.
- Ótimo. Vou terminar de acordar, beijos. – disse e ela
riu.
- Beijos. – Emily disse e desliguei.
Me afundei nos travesseiros e dei um grande suspiro. Mais
um dia que começa, mais coisas a fazer. Me levantei e fui diretamente para o
banheiro, minha boca amargava. Que porra eu andei tomando ontem? Falando nisso,
o que aconteceu? Não me lembro de nada. Devo ter bebido horrores e o Justin
deve estar me odiando agora.
Estou virando uma alcoólatra. E acho que a noite foi boa,
nem com roupa eu estou, apenas um roupão. O tirei e entrei debaixo do chuveiro,
liguei na água fria para despertar. Meu corpo todo se arrepiou, tremi os lábios
e terminei meu banho rapidinho. Escovei os dentes e fui secar os cabelos. Já
secos, fui me arrumar, vesti algo confortável e que me deixasse aquecida, estava
fazendo um pouco de frio. Passei uma maquiagem leve, do tipo pó, bastante rímel
e lápis de olho. Já pronta, peguei meu celular saindo do quarto, e fui em
direção ao do Jason. Ele não estava lá. Segui o caminho e desci as escadas,
ouvi um falatório da cozinha e fui para lá.
- Bom dia. – disse para todos, menos o Justin que não
estava.
- Bom dia! – eles responderam animados.
- Sente-se. – Jeremy disse.
- Mamãe. – Jason me chamou estirando as mãos para mim.
- Oi bebê. – disse me sentando ao seu lado, ele saiu da
sua cadeira e veio para o meu colo.
Beijei seus cabelos. Cheirinho de bebê.
- Que coisa mais cheirosa da mamãe. – beijei seu pescoço
e ele deu uma risadinha.
- Não acha que ele está com swag? – Jaxon perguntou
olhando para Jason.
- Sim, está. – disse reparando nas roupas do Jason e ri.
- Claro, o tio que o vestiu. – Jaxon disse se gabando.
- Primeiramente, o que é swag? – Pattie nos
perguntou, confusa.
- Isso é coisa do Justin. – Jazmyn disse. – Tem alguma
coisa a ver com estilo.
- Tinha que ser. – Pattie disse. – Também acho que Jason
esteja com swag.
Ela disse e rimos. Olha só, parece a família do comercial
de margarina. Todo mundo feliz. Tomei meu café enquanto conversávamos sobre
coisas banais e Jeremy nos contava sobre as primeiras noticias do dia. Ele
costuma acordar cedo para assistir as reportagens e ler jornal, então logo pela
manhã ele é o encarregado de nos manter atualizados.
- E o Justin? Para onde ele foi? – perguntei limpando a
boca de Jason que ainda mastigava.
Ele é lindo até mastigando, ele fica fazendo biquinho.
- Foi para o galpão com os garotos. – Jeremy respondeu.
Deixei Jason com a Jazmyn, hoje ele teria aula e eu tinha
minhas coisas para fazer. Tipo ir ao galpão do Justin, depois de muito
tempo. Peguei minha bolsa e fui até a garagem, escolhi meu Porsche prateado.
Ele é lindo. Saí da garagem e logo estava nas ruas da Califórnia, em seguida
indo para um caminho de terra. Obviamente nossos galpões não são à beira de uma
estrada para a policia descobrir, tem que ser bem escondidos. Depois de alguns
minutinhos avistei o enorme galpão do Justin, e depois alguns carros. Reconheci
sua Ferrari e as dos garotos. Dirigi até a entrada do enorme portão e logo
capangas se aproximaram para ver quem estava chegando. Desliguei o carro e
desci, me deparei com cinco capangas me olhando.
- Algum problema? – perguntei os olhando.
- Você tem autorização para vir aqui? – um deles me
perguntou e eu dei risada.
- Isso não é obvio? – perguntei o olhando.
- Desculpe Senhora Bieber, ele é novo aqui. – o outro
capanga respondeu e o mesmo que tinha me feito a estúpida pergunta se encolheu.
- Acho melhor você manter esses capangas informados, não
quero me estressar com esse tipo de coisa. – disse e segui caminho.
Eles abriram o portão para mim, entrei e tinha alguns
caminhões sendo descarregados, ouvi algumas vozes e reconheci aquela rouca que
eu mais amo. Eu caminhava e os capangas praticamente me comiam com os olhos, e
eu nem estava com uma roupa vulgar, meu Deus, que tarados.
- Quero que ensaquem toda essa droga e levem para meus
distribuidores aqui em Los Angeles. O outro caminhão vai para o Canadá, lá as
drogas estão se acabando rapidamente.
Ele ordenava para muitos capangas, Ryan, Chaz e Chris
estavam prestando também atenção. Ryan me viu e fez um sinal com a cabeça para
Justin que parou de falar e virou me olhando. Dei um meio sorriso e ele veio
até mim.
- Oi. – disse e o selei.
- Você está bem? – ele perguntou me analisando com as
mãos apoiadas em minha cintura.
- Sim eu estou. Pensei que estivesse bravo comigo. –
disse olhando para aqueles olhos lindos caramelados.
Oh Justin, como consegue ser tão lindo?
- Porque eu estaria? – ele perguntou confuso.
- Eu bebi muito ontem à noite? Não consigo me lembrar de
nada. Devo ter aprontado muito.
Justin deu risada.
- Não, está tudo bem Mel. Por isso que veio aqui?
- Foi.
- Agora já pode ir. – ele disse e eu o olhei incrédula. –
Não gosto que venha aqui, tem muitos homens.
- Acho que você esqueceu que eu também trabalho com
muitos homens. – disse irônica.
- Não esqueci. – revirei os olhos. – Mas para a sorte
deles eu não estou lá, mas estou aqui vendo meus capangas te comer com os
olhos.
- Mas só você pode me comer com os olhos, com a boca, com
os dedos... - disse provocante enquanto descia minha mão em seu peitoral.
Justin deu um sorriso safado mordendo os lábios e segurou
minha mão.
- Mellanie... – ele disse me repreendendo.
Dei risada umedecendo meus lábios com a língua. Tirei
minhas mãos de cima dele e me afastei.
- O que estava fazendo? – passei em sua frente caminhando
em direção aos garotos.
- Para onde vai? – ele perguntou e nem precisei virar para
saber que ele estava atrás de mim.
- Ver se o Bieber foda não está vendendo droga de má
qualidade.
- Até parece.
- Oi Mellanie, como se sente? – Ryan me perguntou.
- Bem. – respondi com desdém.
- Tem certeza? – Chris perguntou.
- Claro que sim Chris. Ou eu não deveria estar bem? –
disse olhando para eles e agora para Justin.
- Eles só perguntaram como você está Mel. – Justin disse.
- Agora sei de uma pessoa que não estava nada bem. – Chaz
disse e cutucou o Chris que começaram a rir.
- Quem? – perguntei curiosa.
- A Lilly. Ontem ela pegou o Sebastian. – Chaz disse e
continuou rindo.
- Deixem de ser idiotas. – Ryan alfinetou.
Justin começou a rir também. Espera aí, eu ouvi direito?
A Lilly ficou com aquele nojento? Ok, ela não estava nada bem.
- Mas... Mas ela estava bêbada? – perguntei tentando
assimilar as coisas.
- Ela bebeu, mais não ao ponto de ficar bêbada. – Justin
disse.
- Cara eu não estou acreditando nisso. - disse.
- A ficha do Ryan também não caiu. – Chris cutucou e os
garotos riram enquanto Ryan os fuzilava com os olhos.
Me lembrei das coisas que ela falava ontem a noite, mas
não sabia que era pra cometer essa loucura. O que ela está pensando em fazer,
ficando com aquele estúpido? É isso que eu vou descobrir agora. Peguei meu
celular e mandei uma mensagem para ela ir ao galpão.
- Eu estou com a Vick, não me interessa o que a Lilly faz
ou deixa de fazer. – Ryan se defendeu.
- Não foi o que pareceu ontem quando você a viu aos
beijos com o italiano. – Justin disse sarcástico.
- Ah vão tomar no cú. Vamos terminar de despachar essas
cargas que é melhor. – Ryan disse raivoso e se afastou de nós indo falar com os
capangas.
- Vamos mesmo que eu quero folga mais cedo, tenho algumas
gatinhas para pegar hoje. – Chris sorriu malicioso.
- Chris, tu não vai sossegar mesmo não? Arranja uma
namorada cara. – disse.
- Namorada que nada. Eu sou de todas, e todas são minhas.
– ele disse e dei risada.
- Vai nessa. – respondi e olhei para Justin. – Já vou.
- Vai falar com a Lilly? Também fiquei com um pé atrás
sobre ela ter pegado o Sebastian.
- Vou. Isso foi muito estranho.
Me aproximei e dei um selinho em seus lábios.
- Até depois baby. – disse.
- Vou com você até o carro. – Justin disse pegando em
minha mão.
- Ninguém vai me sequestrar não.
- Nunca se sabe. – ele disse e dei risada.
Quem seria capaz de me sequestrar? Nenhum louco faria
isso.
- Cuidado. – Justin disse me olhando quando chegamos à
meu carro.
- Eu tenho cuidado.
- Deveria ter mais.
- Por quê?
- Por nada, só estou te pedindo que se cuide.
- Vocês estão todos estranhos hoje. – disse entrando no
meu carro.
Justin apoiou-se na janela.
- Alguns capangas vão acompanhar você. – ele disse.
- Pra quê isso, Justin? – bufei.
- Para a sua segurança.
- Não quero ninguém na minha cola.
- Nada do que me disser vai me fazer mudar de opinião,
apenas aceite.
- Tá bom, Bieber. – liguei o carro.
- À noite vamos jantar fora.
- Onde?
- Depois você vai saber.
Ele segurou em meu rosto e me deu um beijo, estilo Justin
Bieber. Quente e que te deixa implorando por mais. Ele se afastou e pude seguir
meu caminho.
(...)
- Só fiquei com o Sebastian para fazer ciúmes ao Ryan e
deixar a puta da Vick com raiva. – Lilly disse.
- Tem certeza Lilly? – perguntei a olhando.
- Eu tenho Mellanie. Não foi por outra coisa, foi só por
questão de descontar minha raiva.
- Se foi só por isso mesmo, conseguiu. Encontrei com os
garotos e Ryan não estava muito contente.
Lilly deu risada.
- Ótimo. Pra aquele filho da puta sentir na pele o mesmo
que eu sinto quando ele está com aquela magrela siliconada.
- Ainda gosta dele né?
- Infelizmente. – ela me olhou triste e suspirou. – Tudo
por causa de um plano idiota.
- Plano suicida isso sim. Quanto mais longe você ficar do
Sebastian, melhor.
- Ele já fez alguma coisa pra você? – ela perguntou
curiosa.
- Já.
- E como você não me disse nada, vadia?
- Na época não tinha importância, agora esse filho da
puta apareceu para infernizar a minha vida.
- O que ele fez? – ela perguntou.
Relembrei todo o episódio que aconteceu em uma boate
algum tempo atrás, quando Sebastian passou a mão em mim, até os dias de hoje,
onde ele fica querendo me impor medo.
- Cacete! Porque não me contou antes? O Justin sabe
disso?
- Estou te contando agora. Não, ele não sabe.
- E tá esperando o quê para contar? Isso é sério,
Mellanie.
- Ele não vai acreditar em mim. Ele sabe que eu odiei
quando eles me contaram do plano, e com certeza ele vai pensar que eu estou
inventando essas coisas para cancelar o plano.
- Óbvio que não. Você tem que contar. Ou você conta, ou
eu conto.
- Lilly! – disse aborrecida. – Não conte nada ao Justin.
- Sabia que está colocando sua vida em risco? Tem um
psicopata atrás de você, andando com você e sendo amigo do Justin, e você nem
ai? – ela surtou.
- Ele não vai fazer nada comigo, relaxa, ok?
- Acabo de crer que você é realmente louca. – Lilly
disse.
Encerramos o assunto e fomos dar uma volta pelas boates.
Caitlin chegou logo em seguida, me parece que a noite ontem foi ótima, ela
chegou acabada. Safada!
(...)
- Como eu devo ir? – perguntei procurando algo no meu
closet.
- Do jeito que achar melhor. – Justin respondeu arrumando
seu cabelo.
- Não imagina como isso ajudou. – disse irônica e ele
riu.
- Você fica bem em qualquer coisa. – ele disse e mandei
um beijinho no ar para ele que sorriu.
- Do jeito que eu achar melhor. – sussurrei para mim
enquanto passava os dedos nos meus vestidos e encontrei um fofo.
(...)
- Vestido e vans? – Justin perguntou analisando a minha
roupa.
- Nenhum senhorita. Além de estar gostosa,está com swag. –
ele disse pegando em minha mão me fazendo girar, logo depois segurou em minha
cintura e me beijou.
- Bobo. – separei nossos lábios. – Vamos que eu estou
faminta. – resmunguei indo retocar meu batom, já que ele fez o favor de tirar.
- Não mais do que eu. – ele me lançou um sorriso safado
enquanto limpava os lábios sujos de batom.
Dei risada e passei mais um pouco de perfume. Jeremy quis
ir a uma pizzaria, e Jason quis ir junto, se ele nos trocou? Óbvio.
- Tenho uma coisa para te mostrar. – Justin disse
segurando em minha mão e me arrastando para a garagem, já íamos para lá mesmo,
mas ele estava com pressa.
- Se eu estivesse de salto, já teria quebrado a cara. –
resmunguei.
- Cala a boca. – ele disse e chegamos à garagem. – Quero
te apresentar a Lisa.
- Que Lisa? – perguntei o olhando.
- Veja. – ele apontou para um carro e eu quase babei.
Quase mesmo. – Ela não é linda?
- Caralho, Justin! Que perfeito. – disse me aproximando e
passando a mão no carro.
Sim, era um carro e ele a denominou de Lisa.
- Sim, ela é. – ele disse sorrindo e arqueei as
sobrancelhas. – Venom GT, um dos carros mais rápidos do mundo.
- Vamos nele hoje? – perguntei olhando ainda maravilhada
para aquela fortuna.
- Nela. – Justin a corrigiu e revirei os olhos. – Sim,
vamos.
- Ótimo. – disse e entrei logo.
Por fora era lindo, por dentro era ainda mais.
- Fecha a boca pra baba não cair no estofado da Lisa. –
Justin disse ligando o carro.
- Lisa. – repeti e revirei os olhos. – Para mim é só um carro.
- Lisa é meu segundo romance a partir de agora.
- Vai enfiar o pênis aonde? Dentro do pneu ou vai fazer
um buraco no estofado? – perguntei irônica e Justin gargalhou.
- Engraçadinha. – ele disse e manobrou saindo da garagem.
Definitivamente, esse carro, ou melhor, a Lisa é
maravilhosa. Que inveja.
Era impossível não atrair olhares nas ruas, diferente das
outras vezes, Justin preferia ir devagar, esbanjando o mais novo carro da sua
coleção. Às vezes Justin pede para que um policial chegue à sua casa e
investigue tudo, porque ele não mede esforços para se mostrar.
- Qual restaurante que você quer ir? – Justin me
perguntou colocando a mão em minha coxa e alisando como forma de carinho.
- Um normal. – eu disse.
- Normal?
- É. Nada de restaurante chique, servindo aquelas comidas
que não me enchem. Vamos a um restaurante italiano?
- Ok, faz tempo que não como espaguete. – ele disse e
virou a esquerda, indo para o restaurante desejado.
Chegamos ao restaurante italiano e fomos bem recebidos.
Justin conhecia o dono e eram velhos “amigos”, escolhemos uma mesa reservada e
fizemos nosso pedido.
- Bebida? – Justin me perguntou.
- Coca-Cola. – respondi e Justin me olhou.
- Sério? Nem uma dose de Martini?
- Não. Esses dias eu bebi demais, ontem bebi tanto que
nem me lembro do que eu fiz. – disse e Justin olhou para o cardápio.
- Tem razão. – ele concordou e pediu Whisky.
O garçom se foi e ficamos conversando sobre o trabalho.
- Então, falou com a Lilly? – Justin me perguntou
curioso.
- Falei. Ela me disse que só ficou com o Sebastian para
fazer ciúmes ao Ryan e raiva a Vick.
- Certeza? – ele me perguntou.
- Ela disse que sim. – dei de ombros. – Pra quê o
interesse?
- Nenhum, não posso mais perguntar?
- Fique à vontade.
- Vamos viajar na madrugada.
- Porque eu sempre sou a última, a saber? – perguntei e
Justin deu de ombros rindo. – Para onde?
- Havaí. Vamos
passar o Réveillon.
- Que foda. Nunca fui lá. – disse animada. – Tenho que
arrumar minhas malas, que saco. Deveria ter me avisado antes.
- Já mandei as empregadas fazer isso.
- Mas elas não sabem o que eu vou querer usar. – cruzei
os braços.
- Deixa de frescura, qualquer coisa você compra lá.
- Homens. – bufei e ele sorriu.
Nossa comida chegou. Finalmente, eu estava faminta.
(...)
- Nossa casa é para lá! – disse para Justin que seguia
direto.
- Eu sei. Mas não vamos para a casa agora. – ele disse
pisando fundo.
- E vamos para onde?
- Um racha. Preciso matar as saudades. – ele disse
sorrindo.
- Os garotos estão lá né? – perguntei.
- Estão. O Sebastian deve estar, não sei.
Cacete.
- Ele vai também para o Havaí? – perguntei cruzando os
dedos para que Justin respondesse um não.
- Ele não comentou nada sobre isso. Se importa se ele
for?
- Tanto faz.
- Sei que não gosta da ideia do plano. Mas já estamos
quase lá, e logo vai se ver livre da Vick .
- Não vejo a hora. – resmunguei.
- Gostosa. – ele puxou meu rosto e me selou.
- Idiota. Presta atenção a estrada.
- Como você é amável.
- Se eu fosse cheia de frescuras tu iria reclamar, então
fica de boa aí que tu gosta do meu jeito. – disse e Justin riu.
- Ainda por cima convencida.
Chegamos ao racha, tinha muita gente mesmo.
Evidentemente, por esse ser o último racha do ano. As pessoas iam se afastando,
a medida que o carro de Justin entrava no meio da multidão. Estacionamos e descemos,
Justin deu a volta e segurou em minha mão. As apostas ainda estavam sendo feitas, e
não demorou para que urubus viessem em cima do Justin.
- Vai correr hoje, Bieber? – um cara perguntou.
- Depende do meu concorrente. – Justin disse.
- O cara é bom. Dificilmente ele perde uma. – o outro
homem respondeu.
- Então é com esse que eu quero correr. – Justin disse e
apertei a sua mão, repreendendo.
Ele me olhou e revirei os olhos.
- Qual a aposta? – o homem perguntou.
- Se ele ganhar leva o meu carro... – Justin apontou para
a Lisa estacionada atrás de nós.
- Venom GT? Deve ter sido uma fortuna. – o homem disse
maravilhado, Justin riu sarcástico.
- E se eu ganhar, eu quero o carro dele e mais dez mil
dólares. Vou ser bonzinho hoje.
- Ótimo. Quando for começar, nós avisamos. – o homem saiu
com mais dois caras o acompanhando.
- Não gostei disso. – disse o olhando.
- Acha mesmo que eu vou perder? Você está de frente do
maior corredor de Los Angeles, amor. – ele disse se gabando e envolvendo minha
cintura.
- Eu vou deixar, só se...
- Se? – ele perguntou debochado, já que ele sabia que eu
deixando ou não ele iria correr.
- Só se você arranjar alguém para correr comigo também.
- Não, Mellanie. – ele respondeu rapidamente.
- Porque não? É legal. – disse.
- Eu disse que não. – repetiu e emburrei a cara me
soltando dele.
- Eai, casal do ano. – ouvimos a voz de Chris e logo
atrás vinha Chaz e Caitlin, Ryan e Vick.
- Como nos acharam? – Justin perguntou.
- Não foi meio difícil quando contaram que Justin Bieber
apareceu com uma Venom GT para correr. – Ryan disse e Justin sorriu se gabando.
- Ela é linda cara. – Chaz disse.
- Perfeita mesmo. – Chris completou.
- E você gata, tá tudo bem? – Cait me abraçou de lado. –
Tá com essa cara emburrada por quê?
- To bem. Eu quero correr e o Justin não deixa. – cruzei
os braços.
- Porque não? Deixa cara, minha aposta é na Mellanie. –
Chaz disse.
- Também aposto nela. – Christian disse.
- Não Chris, tu tem que apostar contra, quero ganhar de
ti mané. – Chaz disse.
- Só porque é meu cunhado quer ter essa liberdade. Não te
dou liberdade não zé ruela. – Chris deu um soquinho no braço do Chaz e os dois
começaram a brincar de soquinho no meio do pessoal.
Tão adultos.
- Também acho que ela ganha. – Ryan disse.
- Acho isso muito perigoso, ainda mais para uma mulher. –
Vick disse com aquela voz de puta.
Ah desgraçada. Melhor ter ficado calada.
- Perigoso nada. A única diferença de um homem para uma
mulher é que eles têm um pau no meio, fora isso somos todos iguais. – disse a
olhando.
- Wooow. – Chris disse.
- Pode ir, mas se acontecer alguma coisa depois não diga
que eu não avisei. – Justin disse e dei um sorrisinho.
- Vamos cara, procurar algum trouxa que aposte contra.
Hoje eu quero ganhar um dinheiro fácil. – Chaz disse puxando Chris para o meio
da multidão.
- Heeey, avisem que vou correr. – disse animada e eles
assentiram.
- Acostume-se, ele nunca vai te dizer um não. – Cait
disse e olhamos para Justin que conversava com o Ryan.
(...)
Chegou a hora de o Justin correr. Mesmo sabendo que ele é um ótimo corredor, eu estava com o coração na mão. O outro cara iria
correr com um Bugatti, o segundo carro mais veloz do mundo. Também iria correr
com um, pedi para trazerem aqui. Os dois já estavam em seus postos, eles
rangiam os motores sem parar e tinha uma vadia com um short quase no pescoço e
um sutiã, no meio dos dois carros. Assim que ela tirasse, e jogasse o sutiã no
chão estaria dada a partida. Por isso que eu disse que ela é uma vadia.
Os dois lados da pista estavam lotados, as pessoas
queriam o melhor ângulo para ver o racha. Eu estava com o pessoal, logo à frente. Onde era dada a partida, e a chegada também. A vadia começou a
desabotoar o sutiã, se estivéssemos em outro local ela iria ver, onde já se viu
ficar mostrando os seios para o meu homem? Enfim, ela tirou o sutiã e o jogou no
chão. No mesmo segundo, os dois carros saíram em alta velocidade, eram
verdadeiras máquinas de correr. Só escutava-se o zoar dos motores, já não dava
para ver os carros. O circuito era um pouco extenso e cheio de curvas, aí eu
lembrava que meu Justin estava lá e logo me dava um desespero.
- Cara, o Bieber vai ganhar essa sem dúvidas. – Chaz
dizia com outro cara que apostou no outro corredor.
- Que nada. A máquina do Roger é mais potente. – o cara
disse.
- Estamos falando de uma Venom GT, meu jovem. A mais
rápida de todos os tempos.
Alguns minutos depois, vimos a Lisa vulgo carro do Justin
surgir na pista e logo depois ultrapassar a linha de chegada. Os que apostaram
nele comemoravam sem parar, e os que não, se mordiam de raiva. Fomos até o
carro e Justin saiu sorridente.
- Esse é o cara! – alguém gritou da multidão e todos
aplaudiram.
- Parabéns, bebê. – disse me aproximando dele.
Justin sorriu por causa do apelido e me beijou. E os
aplausos continuaram, me deixando de certa forma, envergonhada.
- E o Roger? – o homem que disse que Justin ia perder,
perguntou.
- Acho que ele vai precisar de uma ajudinha para sair do
carro. – Justin disse sarcástico.
- O que houve? – perguntei curiosa.
- O idiota bateu na curva.
- Certeza que foi ele? – Ryan perguntou divertido.
- Eu dei uma ajudinha. – Justin disse e eles riram. –
Agora ele vai ter que me comprar uma Bugatti e me dar dez mil dólares, por isso
que não gosto de correr com iniciantes.
Justin riu junto com os garotos e eles fizeram um toque.
- Próximo racha! Mellanie Bieber contra Renan Scott. – um
cara anunciou.
- O quê? – Justin parou a comemoração. – Renan?
- Acho que ouvi meu nome por aqui. – Renan apareceu entre
algumas pessoas, com um sorriso no rosto e acompanhado de duas vadias e dois
seguranças.
- O que faz aqui? Seu lugar é na lama, com os porcos. Foi
lá que eu te deixei. – disse o olhando com superioridade.
Os garotos riram, Justin olhava firme para o Renan.
- Que engraçada você. – Renan disse. – Um dia é da caça e
outro do caçador. E hoje é o meu dia, pronta para perder? – ele me desafiou.
- Se eu perder, minhas boates são suas. Mas se você
perder, as suas boates vão pelos ares.
- Mellanie, não faça isso. – Justin disse.
- Não confia na sua mulher, Bieber? – Renan provocou.
- Fica na sua, imbecil. – Justin o fuzilou com o olhar e
depois me olhou. – Essa aposta é muita alta. As suas boates custam uma fortuna
e são famosas, comparadas à desse trouxa.
- Estou esperando, Mellanie. – Renan disse retirando-se.
- Relaxa Justin.
- Agora pude comprovar que você é louca, amiga. – Caitlin
disse
- Se você perder, adeus boates. – Justin disse raivoso.
- Eu não vou perder. – disse com convicção.
- Ok, nada do que eu falar vai servir de alguma coisa.
Presta atenção, ele vai tentar de todas as formas te expulsar da pista. Então,
antes que ele te ataque, ataca primeiro. – Justin disse me olhando, como se a
minha vida estivesse em jogo.
E realmente estava, Renan faria de tudo para acabar
comigo nesse racha.
- Entendi. Cait vai encomendando logo os explosivos
porque aquelas porras vão pelos ares. – disse e ela riu.
- Boa sorte. Amiga, tenha cuidado pelo amor de Deus. –
ela disse me abraçando.
- Estou gostando dessa coisa de ganhar dinheiro fácil,
com quem vamos apostar agora Chaz? – Chris perguntou animado e dei risada.
- Espero que não aconteça o pior. – Vick disse.
A vadia passa a maior parte do tempo calada, quando abre
a boca é para falar merda.
- Talvez aconteça, mais não comigo. – a fuzilei e ela se
encolheu.
- Mel, tome cuidado. – Justin disse me olhando.
- Eu sei o que estou fazendo. Confia em mim, bebê. – o
selei. – Vou indo nessa, torçam por mim.
- Vamos torcer. – Ryan disse.
Entrei na Bugatti e me direcionei até o local da partida.
Renan já estava rangendo o motor como se me intimidasse, pobre coitado. A
vadia já estava no meio dos carros. A contagem se iniciou, as pessoas gritavam
praticamente. Ela começou a tirar o sutiã e quando o mesmo tocou o chão, pisei
fundo fazendo sair fumaça dos pneus em contato com o asfalto. Renan estava na
minha cola, ele me olhava com superioridade como se fosse ganhar alguma coisa
aqui.
Já estávamos longe o bastante da visão das pessoas, e
como Justin me avisou, Renan vinha para cima de mim com o carro, tentando me
expulsar da pista de qualquer forma. Eu desviava, mais ele não parava. Filho de
uma quenga. Chegamos a uma curva e passamos por ela com sucesso, acionei o modo
turbo e tomei a frente, mas logo Renan fez o mesmo. Estávamos perto de chegar,
continuávamos lado a lado. Me descuidei e Renan me acertou pela esquerda,
consegui controlar o carro e bufei. Filho da puta.
Ele conseguiu ficar à frente, eu já podia ver o
aglomerado de pessoas ansiosas para a chegada do vencedor. Pisei fundo e quando
estava lado a lado com o Renan, entrei pela direita bruscamente e o joguei fora
da pista, quase em cima de alguns carros que estavam estacionados, diminui a
velocidade e parei logo depois da chegada. Logo as pessoas começaram a
aplaudir, olhei pelo retrovisor e o carro do Renan estava com a frente amassada
e saindo fumaça, alguns seguranças correram para ajuda-lo, pois daqui a alguns
minutos iria pegar fogo.
Saí do carro sorridente e Justin veio me abraçar, me
tirando do chão e me fazendo rir.
- Hey, eu to bem. – disse rindo enquanto Justin me
esmagava em um abraço.
- Mellanie, você nunca mais vai fazer isso. – Justin
disse me soltando.
- O cara quase morreu do coração. – Christian disse e
Ryan deu risada junto com o Chaz.
- Calem a boca, paus no cú. – Justin esbravejou. – Você
tá bem mesmo? – ele perguntou me analisando.
- Estou amor. Onde vai ser a comemoração? – perguntei
animada.
- Acho que não tem forma melhor de comemorar, do que
acionar uns explosivos nas boates do perdedor e vê-las ir pelos ares. – Chaz
propôs.
- Acho uma ótima ideia para fechar a noite. – Ryan disse.
- Perfeito. Vou mandar meus capangas trazer. – disse
mandando mensagem pelo celular.
- Isso foi trapaça! – ouvi Renan dizer atrás de mim,
bufando de ódio.
- Onde? – perguntei sarcástica.
- Você me jogou fora da pista, vagabunda. – ele
esbravejou.
Não deu nem tempo de eu responder, Justin acertou um soco em eu rosto.
- Respeite a minha mulher, infeliz. – Justin disse com
raiva.
- Isso é entre mim e essa vadia. – Renan apontou para
mim.
Logo vi aparecer mais alguns capangas do Renan, prontos
para atacar. Justin estava ocupado demais em discutir com o Renan, os garotos
também estava à espreita, mas não estavam prestando atenção nos capangas
surgindo atrás do Renan. Puxei a arma que estava no cós do Justin e apontei
para o rosto do Renan, todos pararam o que estava fazendo para ver.
- Nesse racha vale tudo. Nós apostamos e você perdeu.
Agora tira esses lixos daqui, que você chama de capanga ou puxo o gatilho, e
além das suas boates irem pelos ares, a sua cabeça também vai. Pensou em nos
atacar em minoria? Você é um completo imbecil mesmo. Acabou pra você Renan
Scott, some daqui.
Renan fechou os punhos e rangeu os dentes.
- Escute aqui, você vai pagar caro por tudo isso
Mellanie. Vai pagar muito caro. Seu fim está próximo, mais próximo do que
imagina. – Renan disse me olhando fixamente.
- Tu é surdo cara? Fora daqui. – Ryan disse.
Renan me olhou por alguns segundos e se retirou com seus
capangas. Eram quase vinte, e o idiota ainda pensou em nos afrontar.
- Quando eu digo que essa mulher é foda ninguém acredita,
se o Justin não fosse meu bro, tu ia ganhar umas bitocas agora. – Christian
disse e gargalhei entregando a arma do Justin.
Só ai que fui perceber que era a banhada em ouro.
- Menos Chris, bem menos. – Justin disse me abraçando
pela cintura. – Teria dó de mim se fomos inimigos. – ele me disse e ri.
- Também acho. – dei risada.
- Então, vamos ou não explodir aquelas boates? – Ryan
disse animado.
- Vamoooos. – Caitlin disse.
(...)
Explodimos todas as boates do Renan, foi maravilhoso ver
tudo pelos ares. Chegamos em casa e nos noticiários não parava de passar que
dez boates em Los Angeles explodiram misteriosamente, a cidade se encontrava em
perfeito caos com corpos de bombeiros correndo para lá e para cá, para tentar
apagar o fogo. Não tem como recuperar nada mesmo, está tudo em chamas. Quem
mandou ser vacilão. Jeremy ainda estava acordado quando chegamos, e Justin foi
contá-lo sobre o racha.
- Que coisa de louco! – Jeremy disse. – Eu vi no jornal
os bombeiros desesperados tentando apagar o fogo de uma boate, e quando eles
estavam controlando, outra boate explodia. – ele parou um pouco de falar e
começou a rir.
- Essa mulher é louca, pai. – Justin disse e beijou minha
testa.
- Isso me fez lembrar meus tempos de gângster. – Jeremy disse.
– Bom, eu vou indo dormir, quer dizer, cochilar. Havaí nos espera. – disse
animado.
- Vamos também. – disse e subimos as escadas.
Passamos no quarto do Jason para ver se estava tudo bem.
Ele dormia feito um anjo. Chegamos ao nosso quarto e me livrei do Vans e me
joguei na cama.
- Está cansada? – Justin perguntou tirando seus supras.
- Um pouco. – disse encarando o teto.
- E para mim, você está? – ele disse subindo em cima de
mim, me cercando com suas pernas.
Suas mãos foram subindo, por debaixo do meu vestido, o
deixando na altura da minha cintura.
- Para você, nunca estou cansada. – disse e ele mordeu meu
lábio inferior.
- Isso mesmo. – ele disse e desceu os lábios para o meu
pescoço.
Ele foi subindo meu vestido, assim que o tirou, ele foi
jogado longe. Eu estava sem sutiã, porque o vestido por ele próprio dava
sustento aos meus seios. Justin sorriu sapeca e passou a língua em meu mamilo,
rapidamente ele ficou rígido. Ele passou a língua no outro e desceu para a
minha barriga, onde ele começou a morder. Causava uma sensação de cócegas, mas
ao mesmo tempo uma excitação. Justin foi descendo sua boca, para onde eu mais
desejava. Ele deu alguns beijos em cima da minha vagina, ainda coberta pela
calcinha e eu me encolhi. Ele passou a língua por cima e fez pressão alí em
cima. Gemi baixinho.
Justin tirou minha calcinha, já encharcada. Ele abriu
minhas pernas e puxou algo do cós. A arma banhada a ouro.
- É isso que eu estou pensando? – perguntei e ele riu
safado.
- O que está pensando, amor? – ele perguntou.
- Você não vai...
- Vou sim. – ele disse mordendo os lábios. – Abre a boca.
– ele mandou.
- Tira essas balas primeiro.
- Relaxa, eu não vou apertar o gatilho.
- Tira ou nada feito. – disse e ele bufou.
Justin tirou as balas e pôs-se em cima de mim. Abri minha
boca, e logo senti o objeto frio, era só para lubrificar. Justin passou os
dedos na boca, em seguida em minha vagina. Ele massageou meu clitóris e arfei.
- Isso vai ser bem divertido. – ele murmurou.
Justin abriu meus lábios maiores com os dedos e passou a
arma, em seguida descendo para minha entrada.
- Imagine que seja eu. – Justin disse. – Entrando... –
ele foi enfiando a arma em mim. – Lentamente em você. – bem devagar, eu gemi
sentindo aquela sensação deliciosa.
Sua língua começou a mover-se em meu clitóris, enquanto a
arma continuava parada dentro de mim. Segurei em seus cabelos com força, para
que ele continuasse. Justin começou a mover a arma, entrando e saindo. Era uma sensação
maravilhosa, sentindo algo gelado dentro de mim. Sua língua quente, dava
pinceladas em meu clitóris, ora movimentos circulares, ora ele puxava com os
dentes, ora ele sugava. Ele fazia com que a arma fosse fundo em mim, eu queria
subir pelas paredes. Era essa sensação que ele estava me proporcionando agora.
Ele aumentou a velocidade da arma e eu gritei, logo depois lembrei que tinha
mais gente na casa.
- Shiii amor, faça silêncio. – Justin murmurou, colocando
e tirando a arma da minha vagina.
- Filho da mãe... – foi isso que eu consegui dizer.
Justin tirou a arma, e ela estava encharcada com o meu pré-gozo.
Ele passou a língua limpando tudo, acho que gozei só em ver essa cena. Me
recompus e empurrei Justin na cama.
- Eu estava gostando da brincadeirinha. – Justin disse.
Tirei a arma da sua mão e joguei de lado. Nem respondi
nada e puxei bruscamente a blusa do Justin de seu corpo, depois abri o cinto na
maior rapidez, desci calça e cueca com tudo. Estava parecendo mais uma louca
por sexo. Fiquei por cima de Justin e beijei sua boca com vontade, eu estava
sedenta por seus beijos, por seus toques. Sua mão estava entre meus cabelos,
segurando com força, sua boca devorada a minha como nunca. Nossas línguas travavam
uma deliciosa guerra. Ele mordeu meu lábio inferior e demorou para soltar,
desci minha boca para seu pescoço e dei uma mordida, seguida de uma chupada,
com certeza essa vai ficar a marca.
- Todos sabem que eu sou seu, não precisa ficar marcando
território. – Justin disse e dei risada soltando a pele do seu pescoço.
- Cala a boca. – disse rindo e desci os beijos por sua barriga.
Especificamente para o caminho da felicidade. Como já era
de se esperar, Justin já estava no ponto. Segurei em seu membro e logo o levei
até a boca. Chupei a glande com força, ouvi o gemido rouco do Justin ecoar pelo
o quarto e isso me motivou a continuar. Assim que senti seu pau encostar na
minha garganta, comecei a chupá-lo com força, de imediato as mãos de Justin
foram para o meu cabelo, fazendo um perfeito rabo de cavalo, onde ele segurou
com força para que nada atrapalhasse a minha performance. O que não dava eu
masturbava rapidamente.
Justin dizia coisas imorais e me xingava, como sempre. É
assim que ele demonstra que está gostando. Seu pênis foi tão fundo que eu quase
me engasguei, parei por um momento e Justin começou a estocar em minha boca,
levei minhas mãos para suas bolas, as massageando. Quando senti que ele iria
gozar, o afastei e ele me repreendeu com o olhar.
- Vamos assinar o contrato do sexo que não se pode parar
quando o parceiro estiver quase gozando. – Justin disse e eu gargalhei.
- Pode tudo, bebê. – disse e subi em cima dele.
Justin segurou em minha cintura e fui me encaixando em
seu pau. Deslizei sobre ele e me empinei para alcançar sua boca. Suas mãos foram
para o meu quadril e ele começou a movimentá-lo, fazendo seu pau deslizar
lentamente para dentro e para fora de mim. Gemi contra seus lábios e comecei a
rebolar, com a ajuda de Justin. Separei nossos lábios e pendi a cabeça para
trás, sentindo completamente seu pau. Era uma sensação única e prazerosa.
Espalmei minhas mãos no peito de Justin para dar impulso, então comecei a
quicar em cima dele, tão rápido que meus seios chegavam a doer de tanto subir e
descer.
- Isso vadia, continue assim. – Justin disse entre
gemidos.
Eu não estava diferente, não conseguia pensar em mais
nada além de subir e descer nesse pau delicioso.
Justin’s
POV
Mel subia e descia no meu pau. Céus, que boceta
deliciosa. Ela já estava ficando cansada, então a tirei de cima de mim e a
deitei de lado, levantei sua perna e me encaixei nela. Essa é uma das posições que
eu mais gosto, a primeira sem dúvidas, é a de quatro, quando ela empina essa
bunda gostosa para mim.
Segurei em sua coxa, enquanto investia minhas intocadas
nela. Afundei meu rosto em seu pescoço sentindo seu perfume. O perfume da minha
mulher. Parei um pouco apenas para sentir a sensação de estar dentro dela.
- Você é uma delicia. – murmurei.
- Eu sei disso, agora continue. – ela ordenou e dei
risada beijando seu ombro.
Como ela mandou, continuei a penetrá-la. Nossos gemidos se
confundiam, mas nossos corpos eram um só. A sua vagina começou a mastigar meu
pau, essa é a parte que eu mais gosto. Impossível descrever isso era tão
delicioso. Mel começou a gemer sem parar, e em segundos senti seu gozo deslizar
em meu pau. Ela suspirou fundo, saí de trás dela e novamente abri suas pernas.
Era a minha vez de me libertar, ela sorria safada apertando seus seios e
mordendo seus lábios com força. Senhor, essa é a cena que eu quero ver até o
dia da minha morte. Já sentia as veias do meu pau engrossarem, então aumentei a
velocidade, minhas bolas batiam em sua bunda, alguns gemidos saíram quando meu
pau começar a bombear meu líquido para dentro dela.
(...)
- Amor! – a chamei, tentando acordá-la.
Depois da nossa transa, tomamos banho e Mel dormiu
rapidamente. Eu acordei com o despertador do celular, marcando 03:36 da manhã.
Nosso voo tá marcado para às 4:00, e nós fomos dormir às 2:00. Resumindo, não
dormimos nada.
- Hum... – Mel resmungou.
- Está na nossa hora, levanta. – disse já me arrumando.
Colocando uma roupa e uma jaqueta. Estava fazendo um frio
da porra.
- Eu quero dormir. – ela murmurou.
- Eu também quero, no jatinho nós dormimos. Agora
levanta, preguiçosa. – disse.
- Que sacoooo. – ela disse jogando o edredom no chão e ri
dela fazendo birra.
Parece mais uma criança, Mellanie levantou-se
completamente nua e parei o que estava fazendo para admirá-la andando nua pelo
o quarto. Incrível como ela ficava linda até de cara emburrada, parei de babar
no corpo da minha mulher quando ela entrou no banheiro.
- Fique calmo, parceiro. – disse pegando no pau e ri de
mim mesmo.
Agora sei por que ela sempre me chama de idiota.
Todo mundo já pronto, pegamos os carros na garagem e
fomos em direção a pista de pouso onde estava o jato. Jason estava dormindo no
colo da Mel, ao chegarmos encontramos nossos amigos. Pelo visto Vick não iria,
mas a Lilly estava alí. Ryan não parava de olhar para ela, algo me diz que vai
rolar alguma coisa. Os seguranças colocaram nossas coisas no jato e entramos,
era grande e espaçoso o suficiente para todos. Todos em seus devidos lugares, o
jato decolou.
Havaí, estamos chegando.
Chegamos ao Havaí e já era dia. Fomos para o Hotel e nos
acomodamos nos quartos. Todo mundo dormiu na viagem, então estávamos dispostos
para conhecer mais o lugar. Aqui era bem foda, já vim aqui outras vezes. As
garotas estavam maravilhadas com tudo e não paravam de tirar fotos. Estávamos
nos divertindo, como diz a Jazmyn, tudo perfeito. Hoje é a virada de ano, não poderia
dar nada errado.
(...)
- Dez! – começaram a contagem regressiva.
A família estava toda reunida, Mel estava do meu lado,
completamente linda, Jason estava em seus braços.
- Nove!
Não poderia ser melhor. Há algum tempo atrás não me
imaginaria assim, casado e com uma família.
- Oito!
É tudo o que eu tenho. E ninguém, jamais, vai por as mãos
em nenhum deles.
- Sete!
Jason apontava com o dedo para pequenos fogos que já
surgiam no horizonte. Meu campeão, eu o amo.
- Seis!
Daria minha vida por essas pessoas. Mesmo que para
algumas, a minha vida não vale nada.
- Cinco!
E como um flashback, tudo passou na minha mente. Desde o
momento que comprei a Mel, até os dias de hoje.
- Quatro!
Acho que eu deveria agradecer ao Hugo por tê-la me
vendido. Se não, não teria conhecido a mulher da minha vida.
- Três!
Ok, isso soou meio gay.
- Dois!
Mellanie me olhou e sorriu. Como eu amo esse sorriso,
como eu amo esses olhos. Como eu amo tudo que tem nela.
- Um!
Como eu a amo.
- FELIZ 2015! – todos gritaram e rapidamente os fogos
começaram. Um espetáculo para falar a verdade.
- Feliz ano novo meu amor. – ela disse e me beijou.
Retribui seu beijo, enquanto ouvíamos Jason reclamar.
- Feliz 2015 amor, eu te amo. – disse encarando aqueles
lindos olhos azuis.
- Eu também te amo, Justin. Te amo muito. – ela disse e
com aquelas palavras tive a convicção que sim, Mellanie é a mulher da minha
vida.
Não existirá outra. Nenhuma substituirá.
A selei e peguei Jason nos braços.
- Também te amo, campeão. – disse o jogando no ar enquanto
ele ria.
Fomos desejar feliz ano novo aos nossos amigos e o
melhor, fomos beber. Não é todo dia que se é Réveillon.
Lilly’s
POV
Já se passavam das três da manhã. Tudo muito lindo, tudo
muito bonito, mas eu precisava ir ao banheiro. Tomei muito liquido, esses havaianos fazem uns drinques muito bons. Avisei ao pessoal que já voltava e
quase sai correndo para o meu quarto no Hotel, que graças a Deus era perto.
Cheguei ao quarto e corri para o banheiro e fui fazer xixi. Deus, como isso é
bom. Me olhei no espelho e a maquiagem ainda estava legal, saí do banheiro
cantarolando uma das musicas que estavam tocando lá em baixo e quase enfartei quando
vi Ryan, sim o Ryan no meu quarto, na minha cama, no mesmo local que eu,
respirando o mesmo oxigênio que eu e ... Espera, o que ele está fazendo aqui?
- Acho que entrou no quarto errado. – disse o olhando.
Ele estava tão lindo.
- Vai querer continuar com isso? – ele perguntou e eu
olhei confusa.
- Com isso o que? – perguntei.
- Isso te tentar se enganar.
- Ryan, eu não estou entendendo nada. Fale frases
concretas, que dê para entender algo.
- Ok, eu quero saber se você vai continuar com isso de
esconder que ainda gosta de mim.
Ele disse e eu arqueei as sobrancelhas.
- Você deve ter bebido mesmo. Se quiser ficar aí, fica,
to descendo. – disse passando por ele.
- Espera. – ouvi ele dizer, e me virei.
Ele estava muito perto de mim.
- Eu ainda gosto de você. – ele disse e eu paralisei.
Opa, eu ouvi direito?
Ryan segurou em minha cintura e me puxou com força,
colando nossos corpos. Em questão de segundos, sua boca estava na minha. Eu
quase parei o beijo para orar e agradecer a Deus por esse momento. Para com isso
Lilly, concentra ai.
Uma parte de mim, pedia para eu parar, e a outra para
continuar. Wow, se decidam aí. Segurei em sua nuca e dei intensidade ao beijo.
Ryan foi me conduzindo para a cama, ok já sabemos o que vai acontecer aqui. Eu
vou mesmo dar para esse gostoso. Ele me deitou na cama e separamos nossos lábios.
- E a Vick? – perguntei.
- Foda-se ela. – ele respondeu e começou a tirar a
bermuda branca.
Logo revelando uma boxe vermelha. Que visão do paraíso.
Ryan tirou a blusa e veio para cima de mim, passei minhas unhas por suas
costas, em sua pele branquinha que logo ficaria as marcas. Ele apertava minhas
coxas com força, enquanto beijava meu pescoço e eu gemia. Desci minha mão até
chegar a seu pênis, onde eu apertei com força. Ryan gemeu ao pé do meu ouvido.
Como eu senti saudades disso. Logo ele foi tirando a minha roupa, fiquei apenas
de calcinha e sutiã, e nem isso porque ele em seguida tirou. Ryan mordeu os lábios
a me ver nua, eu sei que ele sentia saudades de mim. Que ele sentia saudades de
pegar em carne, já que a Vick só tem osso e pele.
- Vamos deixar as preliminares para o segundo round,
quero estar dentro de você logo. – Ryan disse e sorri safada.
- Está esperando o que? – perguntei e ele retribuiu o
sorriso.
Ryan tirou sua cueca e eu quase babei. Estou no céu. Ele
veio para cima de mim e abri minhas pernas, Ryan segurou em seu pênis e passou
a cabeça em meu clitóris, gemi de tesão. Ele fez isso mais algumas vezes e
finalmente foi me penetrando.
- Oh Ryan... – gemi quando ele entrou completamente
dentro de mim.
- Eu estava com saudades de você. – ele me disse e me
beijou.
Eu também estava. Não sabe o quanto.
(...)
Justin’s
POV
A virada de ano não poderia ter sido melhor. Com as
pessoas que eu amo e com a mulher que eu amo do meu lado. Fomos dormir quando o
sol apareceu, sinal de que foi bom. Ainda estava pensando nas coisas da noite
anterior, com preguiça de abrir os olhos quando ouvi algumas batidas na porta. Que
saco. Esfreguei meus olhos e os abri, eu estava sozinho no quarto.
Para onde a Mellanie foi? Sem me avisar?
O ser não parava de bater na porta e isso estava me
estressando.
- To indo! – disse.
Me levantei e abri a porta. Dei de cara com meu pai e
Ryan, eles pareciam aflitos.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei meio atordoado.
- Sim, aconteceu e muito grave. – Ryan disse.
- Falem logo.
- Não encontramos a Mellanie em lugar nenhum. – meu pai
disse.
- Ela deve estar por aí, aqui é enorme. Porque estão tão
preocupados?
- Justin, desde manhã que ela sumiu. Já procuramos em
todos os lugares possíveis. – meu pai respondeu.
- Mas como... – nem conseguia formar uma frase.
Meu celular tocou. Era uma mensagem, poderia ser ela
avisando onde estava.
- Espera. – disse e corri pra pegar meu celular.
O número era dela, mas a mensagem não.
Saudações
Bieber. Sei que já deve estar sabendo da novidade. Não sejam tolos e parem de
procurar a Mellanie, ela não está mais aí. Está aqui comigo, não fique com
raiva ou coisa parecida, ela veio por livre e espontânea vontade. Finalmente
ela percebeu que não se deve estar com perdedores, ela tem que estar com pessoas
como eu, verdadeiros campeões. Fique tranquilo, ela vai ficar bem, a menos que
você tenha a ridícula ideia de vir atrás dela, então ela não ficará nada bem.
Tenha um bom primeiro de janeiro, perdedor.
Eu não acredito nisso. Me digam que isso é uma pegadinha.
- O que dizem aí? – Ryan perguntou e pegou o celular da
minha mão. Eu fiquei sem reação.
- NÃO PODE SER! – gritei com ódio.
- A Mellanie foi sequestrada. – meu pai disse.
- Ou foi por livre e espontânea vontade. – disse tentando
controlar minha raiva.
- Como pode pensar uma besteira dessa, moleque? Ela nunca
faria isso, agora se arruma e nós vamos atrás dela. Me obedeça, eu ainda sou
seu pai! – ele disse com o dedo apontado para o meu rosto.
Realmente não sei o que pensar. Porque essas coisas têm
que acontecer? Ela não teria a coragem de me deixar, não teria. Ela me ama, eu
sei disso.
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Continua?
Obrigada por todos os comentários!
Amo vocês ♥

