Fanfics - Justin Bieber

sábado, 13 de janeiro de 2018

Sete anos de blog!

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Amores, eu nem estou acreditando que meu bebê hoje (13 de janeiro) fez SETE ANOS DE EXISTÊNCIA.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dangerous Life 3° - Capítulo 16 - New mommy

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- Amor? Acorda! – Ouvi Justin dizer enquanto acariciava meus cabelos.

- Hum? – Resmunguei me virando para o lado.

- Levanta preguiçosa. Você tem que levar o Jason para o colégio. – Ele disse e lembrei mesmo que tinha que fazer isso.

Bufei e cocei os olhos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Designer novo + Férias

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Olá meus amores, tudo bem com vocês?

Vamos por etapas: 

domingo, 26 de novembro de 2017

Dangerous Life 3° - Capítulo 15 - No baby

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Fiquei calada absorvendo o que a Lilly tinha acabado de me dizer. A minha amiga mais putona, tinha acabado de dizer que estava grávida, caramba!

- Mel? Tá aí? – Ela perguntou aflita e balancei a cabeça negativamente saindo do transe.

- Lilly, pode repetir o que você disse? – Perguntei.

- Caralho Mellanie, eu estou grávida. – Ela disse e notei sua voz chorosa.

- Você não está tirando com a minha cara né?

- Acha mesmo que eu ia brincar com uma coisa dessas? Eu não sei o que fazer. – Ela gritou no celular.

- Como assim? Você deveria estar feliz! Você vai ter um bebê e eu vou ser titia. – Disse sorrindo já imaginando a Lilly com barrigão.

- QUÊ? TÁ LOUCA? – Ela berrou. – Um bebê vai ferrar com a minha vida. – Ouvi seu soluço.

Franzi a testa e cheguei à conclusão que aquela conversa não poderia acontecer por celular.

- Onde você está? – Perguntei subindo as escadas.

- Estou em casa. Porque?

- Cadê o Ryan? – Cheguei ao meu quarto e peguei a primeira chave de carro que eu vi na minha frente.

- Ele foi para o galpão.

- Você o contou? – Saí do meu quarto e caminhei apressada pelo corredor, desci as escadas e fui até o quintal, a procura do Jason.

- Claro que não.

- Ok, não saia daí que eu estou chegando. – Disse e desliguei a chamada.

Porque a Lilly está tão transtornada com a gravidez? Tudo bem que eu também fiquei um pouco quando soube que estava grávida do cara que havia me estuprado, porém, o bebê não tinha culpa de nada.

- Jason? – O chamei e vi cinco cachorros correndo ensaboados pelo quintal.

Os pit bulls estavam enormes e apesar da raça, eles eram dóceis e adoravam o Jason. Logo, Jazzy, Jaxon e Lucca apareceram correndo com coleiras atrás dos cachorros, e bem depois, Jason correndo atrás deles. Dei risada da cena.

- Eu vou ter que sair agora, olhem o Jason! – Disse alto para eles ouvirem.

- Pode deixar! Está tudo sob controle. – Lucca disse.

- Só não deixem os cachorros entrar dentro de casa. A Pattie fica uma fera. – Os avisei.

- Tá bom! – Jazzy gritou alcançando uma cachorra.

Enquanto isso, Jason corria rindo para lá e para cá. Deixei eles se divertindo e fui para a garagem, a chave era da minha Ferrari preta. Entrei na mesma, manobrei e saí da garagem. Os portões foram abertos e ganhei estrada, pisei fundo até chegar à mansão do Ryan.

Parei o carro no portão e baixei o vidro para que me reconhecessem e liberassem a passagem.

- Bom dia Sra. Bieber. – Disse um dos seguranças.

- Bom dia! – Respondi e passei pelo portão.

Estacionei minha Ferrari bem à frente da entrada e saí. Entrei sem apertar campainha porque eu sou de casa.

- A senhora Lilly está lhe esperando no quarto. – Uma das empregadas disse.

- Ok! – Respondi e subi as escadas.

Por que esses garotos fizeram mansões com escadas enormes? Quando você chega lá em cima, parece que correu uma maratona. Saí abrindo porta em porta porque eu não sabia qual era o quarto e não tive a inteligência de perguntar a empregada. Finalmente encontrei o quarto e já vi Lilly deitada na cama em posição fetal.

- Porquê está assim? – Perguntei fechando à porta do quarto e ela assustou-se, sentando na cama.

A olhei e parecia que ela estava chorando fazia algumas horas.

- Ainda me pergunta o porquê? – Ela perguntou e levantou-se, foi até o banheiro e trouxe algo em suas mãos e jogou em cima da cama. – Esse é o porquê!

Eram cinco testes de gravidez, olhei e todos deram positivo.

- Mais Lilly, eu ainda não entendo! É um bebê que você está gerando, não um monstro. Tem noção de como o Ryan vai ficar feliz quando souber disso? – Perguntei me sentando na cama e ela fez o mesmo.

- Mellanie, isso era tudo o que eu menos queria. Como eu fui burra, como eu deixei isso acontecer? – Ela se lamentou, voltando a chorar.

- Às vezes os métodos anticoncepcionais falham. Acontece, Lilly. Eu também não quis engravidar do Jason tão cedo, mas aconteceu.

Ela me olhou e passou as costas das mãos no rosto, limpando as lágrimas.

- Você teve a opção de abortar, porque era um estupro, porque não fez isso? – Ela me perguntou.

- Essa opção nunca passou pela minha cabeça, porque além do Jason ser filho do Justin, ele também era meu! Um bebê não é um brinquedo que você pode simplesmente jogar fora se não quiser mais, é uma vida. – Disse a olhando.

- E a minha vida? Como fica? – Ela disse me olhando fixamente. – Eu vou ter que cuidar de uma criança...

- Cuidar do seu bebê e do Ryan. É fruto do amor de vocês. – Respondi. – Você contou a Caitlin?

- Ainda não. Eu liguei logo para ti. – Ela respondeu.

- Eu vou chamar ela aqui, porque eu não estou gostando nada do rumo dessa conversa. – Disse sincera e peguei meu celular.

Lilly ficou calada e voltou a se jogar na cama. Liguei para a Caitlin e ela atendeu depois de alguns toques.

- Caitlin?

- Oi amor da minha vida! – Ela respondeu animada e ri fraco.

- Vem aqui para a casa do Ryan, urgente!

- Nossa, aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou preocupada.

- Vai acontecer se você não vier. – Disse.

- Estou indo! – Ela disse e desligou.

Olhei para a Lilly que estava choramingando. Parecia que o mundo estava acabando para ela.

- Você gosta tanto de crianças.... Você adora o Jason, Lilly. – Disse a olhando.

- Mas é diferente, ele é seu. Eu não tenho a responsabilidade que você tem. – Ela respondeu.

Passei as mãos no rosto e respirei fundo. Eu sei bem o que ela estava pensando em fazer, porém ainda tinha esperança de estar enganada. Fiquei calada até que a Caitlin chegasse, apenas ouvindo os soluços da Lilly.

Nunca a vi chorar tanto na vida.

- Chegueeei! – Caitlin disse adentrando o quarto.

Ela olhou para mim e depois para a Lilly.

- Aconteceu alguma coisa com o Ryan? Porque está chorando? – Ela perguntou indo até a Lilly e a abraçando, mesmo sem nem saber o que tinha acontecido.

- Não aconteceu nada com o Ryan, Caitlin! Conta a novidade para ela, Lilly. – Respondi.
Lilly só chorou e Caitlin viu os testes em cima da cama.

- Você está grávida? – Caitlin perguntou pegando os testes e olhando. – Ai meu Deus! Vou ser titia! – Ela surtou de felicidade, muito diferente da Lilly que chorava sem parar.

- Não Caitlin, você não vai. – Respondi me levantando da cama.

- Porquê não? – Ela me perguntou confusa.

- Conta para ela também, Lilly, que você está pensando em aborto! – Esbravejei irritada.

- Eu não disse isso! – Lilly disse.

- Mas pensou! – Rebati.

- Que droga! – Lilly disse com raiva. – Eu não quero essa coisa, satisfeita?

Pela primeira vez, senti vontade de enfiar a mão na cara da minha melhor amiga. Como ela tinha coragem de se referir à um bebê assim?

- O quê? Porque está dizendo isso, Lilly? – Caitlin a perguntou.

- Porque ela é uma egoísta, é por isso. – Respondi cruzando os braços, porque coçando a minha mão já estava para dar um tapa na Lilly para que talvez, ela pudesse voltar a realidade.

- Eu sou egoísta só porque não quero essa... criança? – Ela perguntou.

- Lilly, você está recebendo um presente tão lindo e quer jogá-lo fora como se não fosse nada? – Caitlin a perguntou.

- Mas eu estou no primeiro mês e... – Lilly começou.

- MAS JÁ BATE A PORRA DE UM CORAÇÃO AÍ DENTRO, ENTENDEU? – Gritei com muita raiva.

- A DECISÃO É MINHA SE EU QUERO OU NÃO TER ESSE BEBÊ! – Lilly gritou de volta.

- Nada disso! – Caitlin disse. – Foi bom fazer né? Agora arque com as consequências. Você não tem esse direito, Lilly.

- Vocês não me entendem! – Lilly disse sentando-se na beirada da cama.

- Você vai mesmo tirar essa vida? – Perguntei à Lilly sem acreditar.

- Não vai fazer muita diferença. – Ela respondeu e riu sem humor.

- Eu não acredito no que eu estou ouvindo. – Caitlin disse perplexa.

- Pois então engravidem vocês! – Lilly disse.

- No seu lugar eu me comportaria como mulher e estava feliz saltitante por aí, porque estava grávida. – Caitlin respondeu.

- Não importa, eu vou em alguma clínica e faço o aborto! Não contem ao Ryan. – Lilly disse.

- Vai lá, assassina! – Disse debochada.

- Não muito diferente de você! – Lilly rebateu.

- Pelo menos os que eu mandei para o saco, eram pessoas que não prestavam, que já haviam feito mal para outras pessoas, não um bebê, que não tem culpa de a mãe ser tão filha da puta à ponto de pensar só nela! – Respondi a olhando fixamente.

- Não me julgue por isso, Mellanie! – Lilly disse.

- Foda-se, Lilly. – Disse. – Vai com ela nessa droga de clínica Caitlin, para ter a certeza que depois que matarem o bebê, ela não morrer também.

Saí do quarto batendo à porta. Eu não ia conseguir mais ficar ali ouvindo tamanha besteira. Eu só conseguia pensar no Jason, se naquele tempo eu tivesse pensamentos como os da Lilly, talvez não existisse Jason hoje. Talvez a minha vida não faria sentindo, como faz hoje sendo mãe do Jason. Ele é a minha vida!

Entrei no meu carro, dei à volta no jardim, abriram o portão e fui para casa. Eu precisava colocar minha cabeça no lugar. Estacionei meu carro na garagem e entrei em casa, assim que cheguei à sala, Jason vinha correndo atrás do cachorro, que aliás, estava sujando o piso todo.

- Meu Deus! – Exclamei.

- Segurem ele! – Jaxon disse com a coleira na mão.

- A Pattie vai matar vocês. – Disse.

- Esse é o último. – Jazzy disse.

- Mandem limpar logo. Vem amor, vamos tomar banho. – Disse pegando o Jason nos braços.

- Ah não mamãe! – Ele disse emburrado, cruzando os braços.

Como alguém pode rejeitar uma criança? Ah Lilly...

- O almoço irá sair daqui à pouco. – Ouvi Rose avisar.

- Oh, vamos ficar limpinho para almoçar. – Disse subindo às escadas com ele nos braços.

- Quelo banhela. – Jason disse.

- Sim senhor! – Disse beijando suas bochechas que estavam rosadinhas de tanto correr pelo quintal, atrás dos cachorros.

Chegamos ao seu quarto e levei o porquinho direto para o banheiro. Coloquei a banheira para encher e fui tirando suas roupas sujas de grama, shampoo dos cachorros e suor.

- Bolinha mamãe. – Ele disse batendo na água.

Logo entendi que ele queria espuma. Além de tudo, é exigente.

- Ah claro, isso não pode faltar. – Disse pegando uns sais e jogando na banheira, logo começou a fazer espuma e Jason continuou balançando as mãozinhas na banheira, todo feliz.

Desliguei a água e o coloquei dentro da banheira. Peguei alguns brinquedos e dei para ele brincar.

- Amor, amanhã você vai para a escolinha, conhecer novos amiguinhos... – Disse ensaboando seu cabelo.

- Vou blincar também, né mamãe? – Ele perguntou brincando com um barquinho.

- Sim, vai brincar muitoooo. – O coloquei de pé para ensaboar seu corpo. – Bebê, você ficaria feliz se a titia Lilly desse um amiguinho para você?

- A titia vai me dar um miguinho? – Ele perguntou.

- Você ia poder brincar muito com ele. – Disse e suspirei.

É uma pena, Lilly.

- Com o auau. – Ele disse e sorri fraco.

- Vocês iam ser bons amiguinhos...

Eu não conseguia parar de pensar nas palavras da Lilly. Foram tão frias... Não era a minha amiga ali.

Terminei de dar banho no Jason e ele nem queria sair da banheira. O enrolei em seu roupão do homem-aranha e fui até o seu closet, deixei que ele escolhesse sua roupinha. Ele só pegou a primeira coisa que viu à sua frente. Vai ser prático que nem a mamãe aqui. O arrumei e descemos para almoçar. Os garotos estavam subindo naquele momento para tomar um belo banho.

- Quer que eu espere vocês? – Perguntei.

- Seria uma boa. – Lucca disse. – Onde está a sua mãe?

- Foi fazer umas compras com a Pattie, talvez almocem por lá.

- Ah ok! Já voltamos! – Ele respondeu e fui para a sala com o Jason.

Liguei à TV para focar minha atenção em outra coisa e parar de ficar pensando na Lilly. Ela já era uma mulher e sabia o que fazer da vida dela, certo? Nada certo. Ela ia fazer uma grande merda!

Balancei minha cabeça negativamente e fiquei passando os canais, até parar em um de desenhos animados e Jason pediu para deixar lá. Meu celular começou a tocar, o peguei no bolso e vi que era o Justin.

- Oi. – Disse ao atender.

- Vou almoçar fora com os caras. – Ele disse e eu tinha quase certeza que ele estava dirigindo.

- Tudo bem. – Respondi.

Justin ficou alguns segundos calados que até pensei que ele tinha desligado na minha cara.

- Aconteceu alguma coisa? – Ele me perguntou.

- Não. – Disse.

- Sei! – Ele disse desconfiado. – Vou chegar tarde em casa.

- Tá bom.

- E quando eu chegar, a gente vai ter uma conversa. – Ele disse seguro das suas palavras.

- Beijos! – Disse e desliguei.

Não queria descontar minha raiva da Lilly, no Justin. Mas se ela aparecesse aqui, eu ia socar ela até a mesma criar juízo. Fiquei viajando em pensamentos até os garotos descerem para almoçarmos.

- Onde está o Jeremy? – Perguntei enquanto nos servíamos.

- Ele foi jogar golfe com alguns amigos. – Jazzy disse.

- O típico programa de caras ricos. – Lucca respondeu e eles riram.

- Meu típico programa é beber uma cervejinha na beira da piscina. – Jaxon disse.

- Faz tempo que não fazemos uma festa na piscina. – Jazzy disse.

- E vai fazer mais tempo ainda. – Disse cortando o barato deles.

Só de imaginar aqueles adolescentes ficando bem loucos em volta daquela piscina, já sinto dor de cabeça.

- Estão liberados para sair em festinha na casa de amigos mais aqui não. – Disse dando comida ao Jason.

- Porquê? – Jaxon perguntou.

- Adolescente bêbado é confusão na certa e não queremos atrair mais olhares para a gente, não é mesmo? – Disse os olhando.

- Ah claro. – Jazzy respondeu.

- É foda mesmo ser filhos de pessoas bem-sucedidas. – Lucca disse.

Jazzy e Jaxon se entreolharam e concordaram com a cabeça. Lucca ainda não sabia de toda a verdade, mas não daria para esconder por muito tempo. Meu pai que com certeza, não poderia saber.

Terminamos de almoçar e fui para o meu quarto com o Jason. O deixei assistindo e fui tomar banho, estava precisando relaxar. Não demorei muito no banho e vesti uma roupa confortável. Peguei meu celular e me deitei ao lado do Jason na cama. Fiquei conversando com o Hugh por alguns minutos e recebi mensagem do meu pai elogiando o Jason, devido à foto que mandei mais cedo.

Jason subiu em cima de mim e ficou conversando sozinho. Crianças tem essa mania estranha e engraçada de conversar com elas mesmas. Fiquei acariciando seus fios caramelizados e tempo depois o percebi quieto, ele havia dormido. Pouco tempo após, adormeci também.

Acordei por volta das três da tarde com o Jason reclamando de fome. Quando chegamos à cozinha, Jazzy, Jaxon e Lucca já estavam atacando a geladeira.

- O que estão fazendo? – Perguntei os assustando.

- Ai Jesus! – Jazzy colocou a mão no coração.

- Vamos fazer sanduiche. – Lucca disse colocando algumas coisas em cima do balcão.

- Eu tento fazer essa criança comer coisas saudáveis, mas vocês não colaboram né! – Disse.

- Sentem aí, vamos fazer uns sanduiches deliciosos. – Jazzy respondeu.

- Se apressem, tem alguém impaciente aqui. – Disse apontando para o Jason que já queria meter a mão nas coisas.

Ficamos jogando conversa fora enquanto eles bagunçavam a cozinha. Lanchamos e fomos para a sala assistir TV. Ouvi um carro estacionar em frente à porta, segundos depois, Pattie e minha mãe passaram pela porta carregadas de sacolas.

- Wow! Nem me chamaram. – Jazzy reclamou.

- Na próxima você vai, querida. – Pattie disse.

- Compraram os materiais do Jason? – Perguntei.

- Sim, está tudo aqui. – Minha mãe respondeu.

- Ótimo, deixem no quarto dele, depois a Jack vai arrumar.

Elas subiram as escadas com as coisas tagarelando sobre o dia no shopping. Pelo visto, já são bem amigas.

- Mellanie? Quando é seu aniversário? – Jazzy me perguntou.

- Infelizmente, mês que vem. – Respondi.

- Ué, porque infelizmente? – Lucca perguntou.

- Quem gosta de ficar velha? – Perguntei e eles riram. – Ninguém gosta.

- Mas você está novinha ainda. – Jaxon disse.

- Ainda bem né. – Respondi.

- Vai ter festão? – Lucca perguntou.

- Não sei.

- Com certeza vai. Você sabe quem a sua irmã é? Ela é... – Jazzy começou a falar e Jaxon pigarreou. – Foda demais.

- Eu sei disso. – Lucca riu. – Uma pena que já vou estar no Brasil.

- Qualquer coisa, você dá uma fugidinha para cá, cara. – Jaxon disse.

- Se meu pai deixar... – Lucca disse.

- Daqui para lá, eu convenço ele. – Respondi.

- Não sei, ele é bem severo e eu vou estar fazendo faculdade.

- Ah meu filho, você precisa ver o anjo que a Mellanie se transforma quando quer algo. Coitado do meu irmão, sempre cai nesse rostinho angelical... – Jaxon disse e gargalhei.

- Nem tanto, Jaxon. – Disse. – Cadê a Stefane? Não a vi mais.

- Ela estava viajando, mas volta hoje. – Jaxon disse.

- A gente podia ir ao cinema. – Jazzy sugeriu.

- Tem uns filmes bons em cartaz. – Lucca respondeu.

- Combinado então!  - Jaxon disse.

Uma hora depois, Jeremy chegou em casa.

- Eai moçada! – Ele disse sentando-se no sofá, logo depois dando um grande suspiro. – É a idade. – Rimos. – Cadê o abraço do vovô? – Ele perguntou abrindo os braços, Jason desceu do sofá e correu para o avô. – Ah, que abraço gostoso!

- Como foi o jogo? – Jaxon o perguntou.

- Ótimo! Mas da próxima vez vou levar meu amuleto da sorte. – Ele disse bagunçando os cabelos do Jason que riu.

E a paz reinou na mansão até à noite. Jantamos sem o Justin, talvez ele vá chegar tarde mesmo hoje. Os garotos foram para o cinema, minha mãe e Pattie estavam conversando na sala e Jeremy foi descansar.

- Vou colocar o Jason na cama. – Disse me levantando com ele nos braços, ele estava quase dormindo.

- Quer ajuda? – Minha mãe perguntou.

- Não, está tudo bem. – Sorri. – Boa noite.

- Boa noite! – Elas responderam.

Levei Jason para o seu quarto, o deitei e liguei o abajur. Dei um beijo no meu anjinho e fui para o meu quarto. Fui para o banheiro e dessa vez, liguei a banheira. Deixei encher, me despi e entrei. Fechei os olhos e fiquei pensando em várias coisas, entre elas, de hoje mais cedo na mansão do Ryan. Da Lilly sendo tão egoísta...

Eu tentava não pensar, mas era impossível. Eu me importava tanto com ela.

De banho tomado, fui até meu closet, peguei uma calcinha e procurei uma blusa do Justin. Seu perfume estava impregnado no tecido. Peguei um hidratante e passei no meu corpo, vendo os minutos passar tão devagar, queria que esse dia acabasse logo. Me deitei na cama e liguei à TV, coloquei em um canal qualquer e fiquei assistindo. Era documentários de animais, ótimo!

Peguei meu celular e tinha algumas mensagens da Caitlin. Com certeza era sobre a Lilly, então preferi não abrir. Já havia me irritado bastante por hoje. A porta foi aberta, era o Justin. O olhei e estava bem nítido o seu cansaço, só espero que ele deite e durma.

- Só vou tomar um banho. – Ele disse colocando celular, arma, chave do carro e carteira em cima do criado mudo e depois marchou para o banheiro.

Minutos depois, Justin saiu de banho tomado e foi para o closet. Voltou de lá, com uma 
cueca boxer e caminhou até a cama.

- O quê que tá pegando? – Ele me deu um selinho molhado e jogou-se do meu lado.

- Não é nada. – Respondi.

- Está mentindo. – Ele disse me olhando e olhei para a TV.

- Sei que está cansado, melhor ir dormir. – Mudei de assunto.

- Cansado é pouco, eu tô cansado pra caralho, mas eu quero saber o que você tem. – Ele disse paciente me fitando.

- Só estou triste. – Respondi e o olhei, ele me olhava com a testa franzida.

- E você tem algum motivo para estar triste? – Ele me perguntou.

- Tenho.

- Quer me dizer qual é?

- Na verdade eu estou triste e muito puta por causa disso.

- Você estar puta com alguma coisa é normal, agora triste é novidade para mim. – Ele respondeu.

- Porque isso é triste, Justin!

- Amor, tem como parar de enrolar? Daqui a pouco eu deixo você falando sozinha, meus 
olhos estão pesando. – Justin bocejou.

- Então vai dormir.

- Tá bom, se você conseguir dormir com isso te atormentando... – Ele disse e deu às costas.

Ele me conhecia, filho da mãe.

- A Lilly está grávida! – Disse rápido e Justin virou-se me olhando.

- A Lilly? Cacete! E eu que pensei que aquele filhote de cruz-credo não ia engravidar tão cedo. – Ele deu risada e depois cessou o riso. – Ué, e você está triste por isso?

- É porque ela não quer o bebê.

- Como assim não quer? Depois que faz não tem devolução não. – Ele respondeu irônico.

- Ela simplesmente não quer, Justin!

- Mas ela não pode fazer nada, o bebê já está lá crescendo. – Justin deu de ombros.

- Ela disse que vai abortar. – Disse e Justin arregalou os olhos.

- O Ryan sabe disso? – Ele me perguntou.

- Não, ele não sabe de nada ainda.

- O que a Lilly tem na cabeça? O Ryan ia soltar fogos se soubesse que ia ser pai.

- Eu sei que ia. – Suspirei. – Eu não acredito que ela vai fazer isso...

- Vocês são amigas, não conversou com ela?

- Eu conversei, mas ouvindo ela chamar o bebê dela de “coisa”, a raiva me subiu à cabeça e mandei logo um foda-se.

Justin olhou para o teto e coçou o queixo.

- É complicado, amor. – Ele disse. – Acho que vocês têm que conversar com calma, talvez ela mude de ideia. Ela gosta tanto do Jason, qual a dificuldade de gostar de um bebê dela?

- Eu gostaria de saber a resposta da sua pergunta. – Bufei. – Quando eu descobri que estava grávida de você, eu nem pensei mais em mim, só pensava no bebê que estava crescendo aqui dentro. Eu amei o Jason logo nas primeiras semanas, porque ela não pode amar também? – Olhei para o Justin que ainda encarava o teto.

- Talvez ela só esteja apavorada com essa ideia de ser mãe, exige mais responsabilidade. Tem que criar, educar uma criança e ainda viver como a gente vive. – Justin respondeu. – O Ryan não iria deixar ela abortar.

- Eu conheço a Lilly, foda-se se o Ryan deixasse ou não...

- Então se a conhece tão bem, você acha que ela faria isso mesmo? – Ele me perguntou.

- Depois do que ela me disse hoje, eu não sei. – Suspirei.

- Vem cá! – Ele abriu os braços me convidando para o seu peito.

Me aconcheguei ali e ele acariciou meus cabelos.

- Eu estou com medo por ela. Medo dela fazer alguma besteira... – Confessei – E se alguma coisa der errado nessa merda de aborto?

- Você sabia que baratas conseguem sobreviver à uma bomba nuclear? Ela vai tirar isso de letra. – Ele disse rindo.

- Amor! – O repreendi.

- Foi só para descontrair. Mas, tenta uma última conversa com ela. Ser mãe não é um bicho de sete cabeças, é?

- Não é.

- Então? Conversa com ela amanhã.

- Tudo bem, eu vou fazer isso.

- Ótimo. – Ele beijou minha testa.

- Obrigada. – Disse e ele me olhou.

- Por?

- Por estar quase dormindo de olhos abertos e ainda ter me dado ouvidos. – Respondi e ele fechou os olhos, rindo.

- Te amo. – Ele sussurrou.

- Eu também te amo. – O selei.

Minutinhos depois, Justin parou de mexer em meus cabelos e vi que ele tinha dormido para valer. Quando ele está muito cansado, ele tem a mania de roncar e era isso que ele estava fazendo agora. Era tolerável.