quarta-feira, 24 de agosto de 2016

The Apprentice - Sixth chapter




Já estava pronta para ir para aula, só estava esperando a Caitlin chegar.

- Está gostando do curso? – meu pai me perguntou pela milésima vez durante esses dias.

- Estou, pai. – respondi.

- Fico feliz por você. – ele respondeu sorrindo.

- Apesar de sabermos que você tem capacidade para outro bem melhor. – minha mãe respondeu, nunca satisfeita com nada.

- Mais é desse que eu gosto. – respondi e ouvi a buzina do carro da Caitlin. – Minha carona chegou, beijos, até mais tarde.

- Beijos. – eles responderam e saí de casa.

Cumprimentei a Caitlin e fomos para a Universidade.

- To morrendo de medo de dar branco na hora da prova. – Caitlin disse.

- Relaxa que vai dá certo. Acho que essa semana vai ter trabalho. – disse pensativa.

- Deve ter. Eles geralmente passam alguma coisa, geralmente não, sempre. – ela disse e rimos.

Caitlin estacionou e adentramos a Universidade. Algumas pessoas ficavam me olhando estranho. Será que eu fiz algo demais na festa? Vou lembrar nunca mais ingerir bebida alcoólica e nem ir a uma festa. Repito, foi uma péssima ideia.

- Eu já vou para a minha sala. Preciso revisar algumas coisas antes da prova. – Cait disse.

- Tudo bem. Já vou entrar na minha mesmo. – disse.

- Tchau, baby. – ela cantarolou mandando beijinhos.

- Tchau, Cait. – disse rindo e caminhei um pouco, em seguida entrando na minha sala.

Coloquei meus materiais em cima de uma carteira e dei uma olhada tímida pela sala. Encontrei Paul conversando com alguns amigos.

- Paul? – chamei me aproximando.

De imediato ele me olhou e sorriu. Pude perceber que tinha um roxo em seu olho.

- Oi. – ele respondeu.

- Podemos conversar? – perguntei acanhada sentindo os olhos dos meus colegas de classe sob mim.

- Claro. – ele respondeu e aproximou-se de mim. – Aconteceu alguma coisa? – perguntou enquanto íamos para o canto da sala.

- Eu gostaria de me desculpar pelo o que aconteceu. – disse sem jeito.

- Você não tem culpa de nada, Kate. Deixa de besteira. – ele riu fraco.

- Eu acho que tenho sim. Se eu não tivesse bebido, nada daquilo teria acontecido e você não teria ganhado um roxo no olho.

- Tem certas coisas que valem um ou mais roxos no olho. – ele disse me olhando e senti minhas bochechas corarem.

- Então, você me desculpa? – perguntei.

- Me dê um abraço e você está desculpada. – ele disse e ri fraco.

- Tudo bem. – respondi e fui abraça-lo.

Justin Bieber’s POV

Estacionei meu carro na minha vaga de sempre e entrei na Universidade. No caminho as pessoas me cumprimentavam como se fosse o presidente dos Estados Unidos que estivesse chegando. Pensei que minha popularidade terminasse lá no Ensino Médio do meu antigo colégio, porém ela deu continuidade na faculdade. Não estou achando ruim, aliás, eu adoro a atenção voltada para mim.

- Hey dude! – disse Ryan assim que cheguei perto deles.

- Fala viado. – disse e fizemos nosso toque, depois com Christian e Chaz.

- Geral tá falando do soco que você deu no Paul. – Chaz disse e sorri de lado.

- Eu já não ia com a cara dele, aquilo foi basicamente uma desculpa para eu socar o filho da puta. – respondi dando de ombros.

- Eu até deixaria você continuar batendo nele, porém se isso cai nos ouvidos do diretor, ele nunca mais iria deixar dar nossas festinhas. – Ryan disse e assenti com a cabeça.

- A Caitin já chegou? – perguntei ao Christian.

- Se você quer saber se a Kate já chegou, já sim. – ele respondeu e os garotos riram.

Revirei os olhos.

- Idiotas. Vou na sala depois colo aqui. – disse.

- Ou vai vigiar seu pedaço de carne? – Chaz perguntou.

- Também. Tem muito urubu rondando por aqui. – disse alto e eles riram.

Caminhei até a minha sala e antes mesmo de entrar, vi Kate e Paul abraçados. Que merda é essa? Continuei olhando a palhaçada, eles se separaram e Paul me viu dando um sorriso sarcástico. Deu um beijo na bochecha da Kate e veio em direção à porta, ela até o certo momento não tinha notado minha presença.

- Parece que o jogo virou, não é mesmo? – Paul disse debochado parando em minha frente.

- Você é muito filho da puta! – rangi os dentes.

- O que foi, Bieber? Não sabe perder? – perguntou rindo.

- Eu já mandei você ficar longe da Kate. – disse com raiva.

- Tem um pequeno detalhe que você esqueceu, você não manda em mim.

- Otário. Sai da minha frente antes que eu quebre a sua cara de novo. – disse e esbarrei meu ombro com força nele, entrando na sala.

Kate estava já sentada em sua carteira. Joguei minhas coisas de qualquer jeito em uma carteira do seu lado.

- O que aconteceu? – ela me perguntou assustada.

- Eu já não falei pra você não falar com o Paul? – disse mais arrogante do que eu queria.

- Eu fui me desculpar pelo o que aconteceu ontem. E porque eu não posso falar com ele?

- Porque ele quer se aproveitar de você, eu já te disse Kate. – respondi a olhando.

- Ele é uma pessoa legal, Justin. Não sei de onde você tirou isso. – ela disse me deixando com mais raiva ainda.

- Ele não é! Eu o conheço faz um bom tempo e você chegou aqui agora. Se eu estou dizendo que ele não presta, é porque ele não presta caramba! – bati minha mão na mesa com força, fazendo algumas pessoas nos olhar por conta do barulho que causou.

Kate me olhou assustada, com seus olhos verdes esbugalhados.

- Tá, calma. Não é pra tanto. Eu só fui me desculpar com ele. – ela disse tentando se explicar.

- Nem era pra ter ido. – respondi.

- Eu me senti culpada pelo soco que você deu nele. – ela disse e bufei.

- Então você vai se sentir muito culpada pelos socos que virão. – disse me levantando e saindo da sala.

O Paul está pedindo para apanhar, e eu vou atender o seu pedido em breve.

Kate Beadles’s POV

Fiquei assustada com a atitude do Justin. Eu não estava fazendo nada demais com o Paul, e alias, porque eu não posso se quer chegar perto dele? Suspirei encarando o quadro branco à minha frente. Não saí da sala até o professor chegar.

Já estávamos na aula de desenhos, e como eu previ, o professor já iria passar um trabalho. Era para desenhar a planta da nossa sala, por isso mais cedo fomos tomar as medidas. Não era algo difícil para mim, já que eu gostava de rabiscar.

- Trabalho já explicado, agora vamos separar as duplas. – ele disse.

Justin não estava nessa aula, em alguns dias da semana nossos horários eram diferentes, pelo fato dele estar já no terceiro semestre e eu no primeiro.

- Paul, você com a Srta. Beadles. – o professor disse, olhei para o Paul e ele soltou um sorrisinho.

Dez minutos depois, a aula foi encerrada.

- Kate, quando vamos fazer o trabalho? – Paul me perguntou enquanto arrumava minhas coisas.

- Seria bom hoje né, já que é pra amanha. – entortei os lábios.

- Me passa o endereço da sua casa por mensagem. – ele disse.

- Ok. – sorri fraco. – Pode ser às 7:30h?

- Claro. Até mais tarde. – ele disse beijando minha bochecha e saindo da sala.

Terminei de arrumar minhas coisas e saí da sala, já topando com a galera.

- Vamos sair hoje? – Chaz sugeriu.

- Vamos ao cinema, to muito a fim de assistir Esquadrão Suicida. – Justin disse animado.

Desci o ocorrido na sala ele não havia falado comigo.

- Cara, eu também. – Christian disse.

- Eu não posso. – disse.

- Porque não? – Caitlin perguntou.

- O Paul vai lá em casa... – disse e Justin me olhou rapidamente. – O professor de desenhos passou um trabalho em dupla e temos que entregar amanhã.

Justin revirou os olhos.

- Justo com o Paul? Você sabe o que ele tentou fazer contigo na festa. – Christian disse.

- Foi o professor que escolheu. – dei de ombros.

- Que horas nós vamos? – Cait perguntou.

Já estávamos chegando ao estacionamento.

- Tem certeza que não quer ir, Kate? – Ryan me perguntou.

- Eu adoraria ir, mas...

- Tem a sessão das dez... – Justin disse indiferente.

- Então vamos às dez para a Kate ir. – Chaz disse e eles assentiram com a cabeça.

- Vamos prima? – Cait me chamou.

Vi que Justin já ia entrar em seu carro.

- Espera um minutinho. – fiz um com o dedo e caminhei rápido até o Justin. – Hey. – chamei sua atenção e ele fechou a porta do carro, encostando-se na mesma.

- Pois não? – perguntou me olhando.

- Não acredito que você vai ficar assim comigo. – disse indignada.

- Impressão sua, Kate. – ele disse.

- Não quero que fique chateado comigo, eu não fiz por mal. – disse e encarei meus dedos que estavam entrelaçados.

- Esse é o problema, você achar que ninguém vá te fazer mal. Paul está se aproveitando da sua inocência. – Justin disse calmo.

- Eu não sou tão inocente assim. – protestei.

- Sim você é, e ele não vai sossegar até não conseguir o que quer. – ele bufou.

- E o que ele quer? – perguntou levantando meu olhar.

- Você. – ele respondeu simples e franzi a testa.

- Mas...

- Tome cuidado com ele. Eu já disse, se ele encostar em você com segundas intenções eu vou quebrar a cara dele e você pode me odiar depois. – ele disse e senti a raiva em sua voz.

- Eu sei me cuidar...

- Na festa eu vi que sim. – ele riu debochado. – Eu passo na sua casa antes das dez. – se desencostou do carro e abriu a porta.

- Justin... – resmunguei indignada.

Não acredito que ele iria embora sem nem me dar um abraço.

- Sim? – ele perguntou se divertindo com a minha cara.

- Nada. – bufei e girei os calcanhares para sair dali.

Ouvi sua risada e meu braço foi puxado, me fazendo bater em seu corpo.

- Me beija? – Justin pediu e fiquei atordoada.

- Estão todos nos olhando... – sussurrei já envergonhada por ter a atenção voltada para nós.

- Para mim isso não é um problema. – sorriu cínico.

Ouvimos Caitlin buzinar impaciente. Fiz sinal com a mão pra ela esperar, não tive nem tempo de agir e Justin me puxou, colando nossos lábios.

- ESSE É O MEU GAROTO! – ouvi Ryan gritar.

Senti Justin sorrir entre o beijo.

- WOW, DEIXEM PARA SE PEGAR DEPOIS, EU ESTOU FAMINTA. – foi a vez de Caitlin gritar.

Separei nossos lábios e dei risada. Olhei para Justin e ele mantinha um sorriso nos lábios, encarei o chão envergonhada.

- Vá antes que eu Cait venha aqui te arrastar. – Justin disse tirando as mãos da minha cintura.

- Tem razão. – mordi o lábio inferior. – Até mais tarde.

- Até gatinha. – ele disse piscando e dei as costas.

- Dá próxima vez deixo vocês ai se pegando e vou embora. – ela disse indignada e dei risada.

- Calma. Já estou aqui. – disse ainda rindo e entrei no carro.

Caitlin me deixou em casa e encontrei minha mãe na sala lendo alguns papéis.

- Oi mãe. – disse jogando minha mochila no sofá.

- Oi Kate. Como foi na aula? – ela perguntou mais por educação, porque ela não tirou os olhos dos papeis.

- Foi bem. Ah, eu tenho que fazer um trabalho com um colega. Ele vem às 7:30 pra cá. – disse e ela me olhou.

- Que colega? – perguntou não parecendo gostar da ideia.

- Da minha sala, mãe. É trabalho em dupla.

- Eu o conheço?

- Não. Nem eu o conhecia. – respondi.

- Cuidado com esses coleguinhas. – ela disse e revirei os olhos.

Peguei minha mochila e fui para o meu quarto. Me deitei na cama e fiquei mexendo no celular até às 7:00h, onde fui tomar banho e me arrumar. Separei os materiais e levei para a sala. Não ia pegar nada bem levar o Paul para meu quarto.

- Oi querida, pra que essas coisas aqui na sala? – meu pai perguntou saindo da cozinha.

- Tenho um trabalho para fazer com um colega da faculdade. – respondi organizando em 
cima da mesinha de vidro.

- Que legal. Adorava fazer trabalhos da faculdade. – ele disse me olhando e sorri.

- Chegou cedo por quê? – perguntei estranhando.

- Cheguei mais daqui a pouco estou saindo. Eu e a sua mãe temos um jantar de negócios. – ele respondeu sentando-se no sofá.

- Entendi. Eu vou ao cinema depois com o pessoal, ok? – o avisei.

- Com os garotos e a Caitlin? – ele perguntou e assenti com a cabeça. – Tudo bem, sei que está em boas companhias. – disse e sorri.

Se ele soubesse mesmo, o quão boas eram as companhias.

Meus pais saíram mesmo antes de Paul chegar. Conversamos sobre o trabalho para chegar a um censo, eu iria desenhar e ele ficar com a parte de anotar os dados da planta da nossa sala.

- Você e o Bieber tem alguma coisa? – Paul me perguntou do nada e o olhei estranhando a pergunta.

- Por quê? – perguntei voltando a olhar para meu desenho.

- Eu vi vocês se beijando no estacionamento hoje mais cedo. – ele disse e cocei a garganta.

Será que Justin me pediu para que o beijasse porque viu o Paul? Seria muita infantilidade da parte dele.

- Nós somos amigos. – respondi simples.

- Amigos que se pegam, mas acontece né.

Preferi não responder. Minha relação com o Justin é bem complicada de se explicar. Terminei minha parte de desenhar e passei para o Paul.

- Acho que vamos nos dar bem nesse trabalho. – Paul disse anotando no papel.

- Também acho. – respondi olhando.

- Você desenha bem. – ele elogiou e sorri. – Pronto.

- Deixa eu ver. – disse pegando o papel e analisando. – Ótimo. – sorri.

- Você vai fazer alguma coisa hoje? – Paul perguntou.

- Vou sair com o pessoal daqui a pouco.

- Ah ok. Deixa para outro dia então, eu vou indo nessa. – ele respondeu levantando-se do sofá.

- Eu te acompanho até a porta. – disse.

Nos despedimos e entrei em casa, peguei meus materiais junto com o trabalho e fui guardar no meu quarto. O tempo havia passado rapidinho e já era 9:30h, então fui me arrumar. Terminei de passar perfume e desci colocando o celular no bolso do meu short jeans. Me sentei no sofá da sala e fiquei assistindo TV enquanto Justin não chegava. Minutos depois ouvi a buzina do carro, olhei pela janela e vi sua Ferrari preta em frente à minha casa. Esse carro é lindo. Desliguei a TV e saí de casa, trancando a porta.

- Eai. – Justin disse assim que entrei.

- Oi. – respondi.

- Fizeram o trabalho? – ele perguntou e assenti com a cabeça. – Paul não fez nenhuma gracinha né?

- Não. Só perguntou se tínhamos algo, já que ele viu a gente se beijando no estacionamento. – disse e Justin sorriu cínico dando partida no carro.

- Ah ele viu? – perguntou debochado. – Que bom.

- Você não fez de propósito, não é? – perguntei desconfiada e ele riu.

- Não preciso te beijar na frente dele para que fique sabendo de algo, ele já sabe disso.

- Você não respondeu minha pergunta.

- Eu nem o vi. – ele respondeu dando de ombros, porém não me convenceu muito.

Chegamos ao shopping e o pessoal estava nos esperando na praça de alimentação, depois fomos comprar nossos ingressos.

(...)

- Caralhoooo! Que filme foda. – Christian disse aos berros no meio do shopping.

- Christian! Para com isso seu louco, as pessoas estão olhando. – Caitlin disse irritada e rimos.

- To nem aí, mais que o filme foi foda, ele foi. – Chris disse dando de ombros.

- Também achei. – Ryan disse.

- Bora pra casa galera? To morto de sono. – Chaz bocejou.

- Nem as galinhas dormem numa hora dessas, Chaz. – Ryan disse rindo e Chaz mandou dedo pra ele.

- Eu tenho o que fazer pela manhã, não sou tu que fica dormindo de bunda pra cima. – Chaz disse e gargalhamos.

- Ai, magoou. – Ryan fez uma voz fina.

- Bando de gays. – Justin disse.

Fomos para o estacionamento e me despedi dos meus amigos. No caminho para casa fui conversando com o Justin sobre coisas aleatórias.

- Ah... – comecei a falar. – Esqueci de dizer uma coisa para você.

- O quê? – perguntou curioso.

- A Caitlin comprou anticoncepcional para mim. – disse e Justin abriu um sorriso safado.

- Ótimo. – ele disse ainda sorrindo e mordendo o lábio inferior.

- Você foi sempre assim?

- Assim como? – perguntou desentendido.

- Safado. – disse e ele gargalhou.

- Depende da situação. – ele respondeu e neguei a cabeça como reprovação. – Entregue.

- Obrigada. – sorri para ele.

Justin ficou me olhando como se estivesse esperando por alguma coisa. Ri fraco e me aproximei beijando seus lábios.

- Pensei que tivesse medo de seus pais nos vê aos beijos. – Justin disse.

- Isso é um risco que eu vou correr. – disse piscando e Justin riu.

- Está aprendendo direitinho.

- Eu tenho o melhor professor. – sorri e saí do carro.

- Gostosa! – Justin sibilou sem emitir som e dei risada.

Acenei para ele, entrei em casa e logo ouvi ele cantar pneu. Fechei a porta e dei de cara com o meu pai.

- Quem era aquele? – ele me perguntou.


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!

Esse Paul...

Meu instagram: breandrade__

Ah, antes que eu esqueça, postei essa fic lá no Social, se quiser me amar por lá, pode ir, é só favoritar e comenta para eu saber que você leu. E ainda podemos ser amiguinhas, olha que legaaaal! 
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Amo vocês <3

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

The Apprentice - Fifth chapter





- Me foder? – perguntei com as sobrancelhas arqueadas.

- Transar com você, está bom assim? – ele perguntou e dei risada.

Ele nem me deixou responder e deu meia volta entrando no carro. Saí do transe e abri a porta, entrando em seu carro. Justin deu partida e manobrou, ele estava bastante inquieto. Saímos da Universidade e ele acelerou. Minutos depois, Justin parou em uma rua totalmente deserta. As pessoas de Atlanta costumam ir dormir cedo, não havia ninguém.

- Não é perigoso? – perguntei olhando para Justin que já estava ajustando o banco do seu carro.

- O único perigo sou eu, Kate. – ele respondeu e senti meu corpo estremecer. – Vem!

Mordi meu lábio inferior apreensiva e pulei para o colo, rodeando sua cintura com minhas pernas. Justin colocou suas mãos em minhas coxas e direcionou seu olhar para as mesmas, ele as apertou com força e mordeu os lábios. Como ele conseguia ser assim? Fiquei olhando sua feição, enquanto ele subia suas mãos em meu corpo, passando por meu bumbum onde apertou também, em seguida meu quadril, cintura e por fim, em meus seios onde ele começou a massageá-los. Minha respiração já começava a ficar descompassada e sentia o ambiente esquentar, ou meu corpo que estava em chamas mesmo? Idem.

- Você está uma delicia nesse vestido, baby. – Justin sussurrou ainda apertando meus seios.

Os bicos já estavam rígidos somente com seus toques. Sua ereção começava a surgir apertada em sua calça, eu sentia no meio de minhas pernas. Céus! Justin direcionou seu olhar para meu rosto e sorriu safado. Se ele soubesse que esse sorriso me causava mil sensações estranhas, ele não faria tal ato. Segurei em seu queixo e olhei em seus olhos por alguns segundos. O garotinho do Hair Flip e que amava implicar comigo, havia se tornado esse homem tão lindo e tão... Quente!

- Porque não me beija logo? – ele perguntou impaciente.

Ri da sua impaciência e grudei nossos lábios. Sua língua adentrou minha boca rapidamente, travando uma guerra gostosa por espaço. Suas mãos desceram novamente pela lateral do meu corpo e subiu meu vestido até a minha cintura, de imediato sentir seus dedos me acariciando por cima da calcinha. Justin afastou minha calcinha e começou a me estimular de verdade. Um de seus dedos faziam movimentos circulares em meu clitóris sem parar. Eu estava amando essas sensações novas que meu corpo estava conhecendo, graças ao Justin. Até que não foi uma má ideia me entregar para ele. Justin introduziu um dedo em mim, depois outro me fazendo dar um pulinho. Ele começou a movimentá-los rapidamente e eu nem conseguia mais corresponder seu beijo. Separei nossos lábios e comecei a soltar meus gemidos que estavam presos. Fechei meus olhos com força sentindo seus dedos irem fundo.

- Abra os olhos, Kate. Olhe para mim. – ouvi Justin mandar.

Mordi meus lábios com força hesitando.

- Eu quero ver o prazer em seus olhos, baby.  – ele disse segurando em meu queixo e abri os olhos. – Isso. – sorriu satisfeito. – Você está gostando? – sussurrou o mais sexy possível.

Apenas assenti com a cabeça o olhando. Sorriu novamente e grudou nossos lábios em um beijo desesperado. Justin tirou seus dedos de mim e segurou em minha cintura me levantando um pouco, senti sua mão inquieta debaixo de mim e depois ouvi seu zíper ser aberto. Separei nossos lábios e dei alguns beijinhos em seu pescoço, sempre lembro o quanto ele gosta disso e particularmente adoro beijar seu pescoço. Ele é tão cheiroso. Logo senti sua pele rígida entre minhas pernas.

- Começou a tomar anticoncepcional? – Justin me perguntou com dificuldade por eu ainda estar beijando seu pescoço.

- Não. – sussurrei.

- Ah Kate... – murmurou decepcionado. – Comece a tomar.

Ele esticou-se e pegou algo no porta-luvas, era um preservativo. Peguei da sua mão e ele me olhou surpreso. Eu sabia fazer isso.

- Vai ganhar uma pontuação alta hoje. – ele disse e sorri.

Rasguei a embalagem com o dente e peguei o preservativo, me levantei um pouco e pude ver seu pênis já rígido. Olhei para Justin que me olhava mordendo os lábios, coloquei o preservativo no Justin e ele sorriu, segurou em minha calcinha colocando para o lado.

- Espera! – disse para Justin que me olhou confuso, segurei na barra da sua camisa a puxando para cima.

Justin entendeu e levantou seus braços. Eu preferia assim, sua pele quente em contato com a minha. Ele voltou a colocar minha calcinha para o lado e segurei em seus ombros.

- Pode sentar à vontade. – ele fez graça e dei risada.

Segurei em seu pênis e posicionei em minha entrada. Olhei para Justin que assentiu com a cabeça para continuar, fui sentando devagar, ainda sentia um pequeno incômodo.

- Está doendo? – Justin me perguntou e neguei com a cabeça.

Sentei em Justin por completo e gemi abafado. Eu não conseguia explicar a sensação de ter Justin dentro de mim. Ele deu alguns tapinhas em minha bunda e comecei a me movimentar, suas mãos estavam em minha cintura me ajudando. Tanto eu, quanto Justin gemíamos baixinho. Espalmei minhas mãos em seu peito e senti sua pele quente, estava em chamas que nem a minha.

Justin Bieber’s POV

Kate cavalgava lentamente em mim. Não sei se ela queria me castigar por algo, mas estava conseguindo. Seu gemido baixinho e tímido era uma melodia deliciosa que eu gostaria de ouvir sempre. Meu pau deslizava com facilidade em sua buceta encharcada. Oh Kate, porque tão gostosa? Suas mãos pequenas estavam em meu peito e arrastava suas unhas em minha pele, só sentia a ardência depois.

- Mais rápido! – mandei impaciente. Eu iria explodir a qualquer momento.

Como uma boa aluna que ela é, Kate começou a quicar mais rápido. Minhas mãos em sua cintura a ajudavam a não perder o ritmo, pendi minha cabeça no banco do carro e o suor já começava a escorrer de minha testa. Eu estava em um grau de excitação elevado e não iria aguentar por muito tempo. Kate tinha o poder de me fazer liberar minha porra rápido demais, tenho que aprender a me controlar quando estou com essa garota.

- Justin... – ele disse entre gemidos.

Sabia que ela estava quase gozando, a puxei pela nuca e colei nossos lábios iniciando um beijo. Sua buceta começou a mastigar meu pau. Ah... Que sensação deliciosa. Kate ficou mole em meu colo e por fim, ela gozou. Rodeei sua cintura com meus braços e não deixei que ela parasse de quicar em mim, minha porra estava perto. Eu sentia sua respiração descompassada bater em meus cabelos, Kate puxou os mesmos fazendo meu pescoço ficar exposto para ela, foi onde cravou seus dentes e sugou minha pele. Urrei de prazer gozando.

- Caralho, Kate! – disse por fim.

Ela não disse nada e me abraçou pelo pescoço, estávamos suados e ela não se importava.

- Você foi maravilhosa. – a elogiei e ouvi sua risada nasalada.

- Eu estou muito cansada. – ela disse separando o abraço e encostou-se no volante, acionando a buzina.

- Meu Deus! – disse gargalhando a puxando de volta. Ela deu risada juntamente comigo.

- Desculpa. – ela disse tímida.

Não sei como ela conseguia ser tímida comigo.

- Só desculpo se me beijar. – disse e ela riu fraco.

Kate segurou em minha nuca e grudou nossos lábios iniciando um beijo. Pensando bem, acho que vou reprovar a minha aluna para ter mais aulas com ela.

Kate Beadles’ POV

Agora sim estávamos indo para a casa. Eu tentava ao máximo não cochilar no carro. Eu me sentia muito cansada. Dei graças a Deus quando chegamos à casa do Justin, ele estacionou e saímos do carro. Justin não tinha colocado mais sua blusa e quando entramos em sua casa, pude ver as marcas das minhas unhas em seu peito. Ri fraco e subimos para o seu quarto.

- Preciso de um banho. – disse largando meus saltos no chão.

- Podemos tomar banho juntos. – ele disse.

- Eu tenho vergonha. – disse tímida.

- Vergonha de mim, Kate? Pelo amor de Deus. – ele disse incrédulo.

- Sim, eu tenho. – respondi.

- Entenda, que eu já vi tudo ai. Não precisa ter vergonha, eu conheço cada pedacinho do seu corpo. – ele disse e senti minhas bochechas corarem.

- Você me deixa constrangida. – disse me distanciando dele.

Justin soltou uma risada gostosa e jogou-se em sua cama.

- Já falei para se acostumar. Tem toalha limpa no banheiro. – ele respondeu e assenti com a cabeça.

Que bom que ele não insistiu. Entrei no banheiro, me despi e fui tomar um banho, Não demorei tanto porque estava caindo de sono, me enrolei na toalha e saí do banheiro. Justin estava rindo com o celular na mão.

- Pode pegar minhas roupas. – ele disse ainda rindo.

- O que foi? – perguntei curiosa.

- Chaz mandando vídeos deles na festa. – respondeu morrendo de rir.

Neguei com a cabeça e fui procurar alguma coisa no seu closet. Justin foi para o banheiro, peguei uma boxer dele e uma blusa. Vesti e caminhei preguiçosa para a cama, me joguei e me enrolei em seguida. Fechei os olhos e minutos depois senti Justin deitar atrás de mim.

- Justin? – o chamei baixinho. Já estava quase dormindo.

- Hum? – respondeu.

- Qual foi a minha nota? – perguntei e o ouvi rir.

- Dez, baby. – ele respondeu e beijou minha bochecha.

Sorri e acabei adormecendo.

(...)

Acordei com uma movimentação na cama e Justin reclamando enquanto atendia seu celular.

- Que é porra? – ele disse após atender.

-

- Caramba Caitlin! Você sabe que horas são? – perguntou irritado.

-

- Está aqui. – ele disse me olhando, enquanto eu esfregava os olhos.

-

- Já entendi. Tá. – ele disse por fim e desligou.

Fiquei olhando para Justin.

- O que foi? – ele perguntou.

- Não vai me dá patada? – perguntei e ele riu fraco.

- Não. Sua prima que me estressa. – respondeu levantando-se. – Ela quer que te leve para a casa dela.

Olhei no celular do Justin e eram oito e meia da manhã. Não dormi quase nada. Eu havia deixado meu celular no quarto da Caitlin, por isso que ela ligou para o Justin. Ele foi para o banheiro e fiquei esperando ele sair, peguei a minha roupa de ontem e a vesti. Escovei meus dentes com o dedo mesmo e dei um jeito no meu cabelo. Eu estava horrível com resíduos de maquiagem ainda para tirar. Saí do banheiro e Justin estava colocando uma blusa.

- Belo chupão. – ele disse.

- Onde? – perguntei.

- Olha. – ele disse apontando para o seu pescoço.

- Nossa! – disse rindo. – Isso tá um pouco feio.

- Vai demorar uns dias para sair. – ele respondeu pegando seu celular e a chave do carro.

- Desculpa. – disse e Justin virou-se para mim.

- Imagina Kate. Tem mesmo que marcar seu território. – ele disse piscando e saindo do quarto.

Meu território? Fiquei parada e confusa. O que ele quis dizer com isso? Ouvi Justin gritar meu nome e saí do transe, saindo do quarto em seguida.

(...)

- Entregue! – Justin disse ao chegarmos em frente à casa da Cait.

- Obrigada. – respondi.

- Avisa a Caitlin que se ela me acordar mais uma vez, ela vai me pagar caro. E eu estou falando de grana mesmo. – ele disse e ri.

- Tudo bem.  Ah, antes que eu esqueça. O que você conversou com a Caitlin ontem? – perguntei curiosa.

- Ahm... Ela quis saber por que bati no Paul. – ele respondeu.

- E bateu porque mesmo?

- Porque você estava alcoolizada e ele estava se aproveitando de você. – disse estressado.

- Ok! Obrigada por isso também. – sorri para ele. – Vou indo.

- Não vai me dar nenhum beijo? – ele perguntou indignado.

- Claro. – respondi e dei um beijo estalado em sua bochecha.

- Kate! – ele me repreendeu.

Ri fraco e o selei rapidamente. Saí do carro e fechei a porta vendo a cara de frustração de Justin. Dei tchauzinho e entrei na casa da Caitlin. Se eu o beijasse, não queria que ninguém visse e pensasse alguma coisa, porque somos só amigos, certo? Certíssimo. Entrei em casa e fiz o mínimo de barulho possível, se a tia Sandi me visse e perguntasse de onde eu estava chegando uma hora dessas, eu estava muito ferrada. Subi às escadas e me direcionei para o quarto de Caitlin, abri a porta e ela estava esparramada na cama, parecia mais uma morta.

- Caitlin? – a chamei e ela deu um pulo.

- Aaaah meu Deus! Que susto. – ela disse se ajeitando. – E que ressaca. Nunca mais eu bebo.

- E nem eu. – disse jogando meu salto no chão. – Teve maior confusão por causa de mim, não foi?

- Por sua culpa não. Justin que começou. – ela respondeu. – Dormiu na casa dele né? – assenti com a cabeça. – Só dormiu mesmo?

- Só Caitlin. – respondi.

- E não transaram? – ela arqueou as sobrancelhas.

- Ah mais isso foi no carro dele. – disse envergonhada e ela riu jogando almofada em mim.

- SUA SAFADA! – ela berrou.

Dei risada e me joguei na cama.

- Tá sabendo do jantar? – ela me perguntou.

- Que jantar?

- Nossas famílias marcaram um jantar. – ela revirou os olhos.

Tanto meus pais, quanto os de Caitlin, Justin, Ryan e Chaz são bastante amigos. Por isso que somos amigos desde fraldas.

- Ah que legal. – sorri animada.

- Só você mesmo para se animar com essas coisas. Eles vão passar a noite toda falando besteira.

- Você precisa me ajudar com uma coisa. – disse mordendo meu lábio inferior.

- O quê? – perguntou curiosa.

- Justin quer que eu tome anticoncepcionais. Só que eu não tenho coragem de ir comprar e nem sei como tomar. – respondi acanhada.

- Ele pediu? – ela perguntou incrédula e assenti com a cabeça. – Quer dizer que ele quer continuar transando com você. – ela disse mais para si do que para mim.

- Então? – perguntei.

- Você quer continuar com isso mesmo? Só porque ele tirou sua virgindade não quer dizer que você tem que sair com ele, Kate. – ela respondeu.

- Eu sei Caitlin. Mas eu me sinto bem com ele, nós somos amigos e acho que com outra pessoa eu não teria coragem.

- Já pensou que pode acontecer alguma merda e estragar a amizade de vocês?

- Até agora isso não interferiu na nossa amizade. – respondi.

- Eu espero que não interfira em nada mesmo. Lembrem-se que nós somos um grupinho e não podemos nos separar! – ela disse me abraçando pelo pescoço me sufocando.

- Ok! Eu entendi. – disse rindo e me calei.

- O que foi? – Caitlin perguntou.

- É que o Justin é meu amigo e eu estou transando com ele. Meu Deus! – disse encarando o teto.

- Relaxa, eu também transo com meus amigos. – ela disse e gargalhamos.

- Vou me sentir menos mal agora. – respondi e ela riu.

Depois da nossa conversa, Caitlin disse que iria comprar anticoncepcionais para mim. Eu fui tomar um banho, me livrei da roupa da festa e coloquei uma roupa normal. Tomei café com a Cait e depois ela me levou para casa. Meus pais estavam em casa. Pelo menos no domingo tem que estar. Dei bom dia para eles e fui para o meu quarto. Eu precisava muito dormir.

(...)

- Kate? – ouvi minha mãe me chamar.

- Oi. – respondi enquanto mexia nas minhas redes sociais.

Em seguida minha mãe entrou no meu quarto.

- Nós vamos a um jantar hoje a noite. – ela disse.

- A Cait me disse.

- Esteja pronta às 8:30h.

Ela disse e dei uma olhada no hora.

- Mas já são quase 8:00h, mãe. – disse indignada.

- Então comece a se arrumar, querida.  – ela disse e saiu rindo do meu quarto.

A minha sorte era que eu não demorava muito para me arrumar. Larguei meu celular e fui correndo para o banheiro. Me sentia revigorada, já que tinha dormido a tarde inteira. Tomei um banho gostoso, me enrolei em uma toalha e fui até meu closet. O que eu visto? Encontrei um vestidinho rosa bebê, que era apertado nos seios, na cintura e soltinho no quadril. Ele era lindo. Vesti uma lingerie, passei um creme de pele que tinha um cheirinho bom, por fim me soquei dentro do vestido. Olhei meus calçados e vi os saltos que tinha comprado com a Caitlin. Apesar de não gostar muito, eu tinha que me acostumar a usar, não comprei para ficarem de enfeites no meu closet. Coloquei um salto preto médio e fui arrumar meu cabelo. Só penteei e coloquei meus fios pretos para o lado. Passei o básico da maquiagem que a Caitlin havia me ensinado. Por fim, passei perfume, peguei meu celular e saí do quarto.

- Kate! Nós vamos nos atrasar. – minha mãe gritou da sala.

- Já estou aqui. – respondi.

- Você está linda, querida. – meu pai me elogiou e sorri. – Podemos ir agora?

- Podemos. – minha mãe respondeu.

Fomos até a garagem e entramos no carro. Meu pai manobrou e fomos em direção ao restaurante, que pelo nome eu não conhecia. Deve ser algum novo. Meus pais iam falando sobre trabalho. Eles não se cansam. Chegamos ao restaurante e estava bem cheio, o garçom veio até nós.

- Boa noite senhores! Vocês tem reserva ou não? – o garçom perguntou simpático.

- Sim temos. Família Beadles, Bieber, Butler e Somers. – meu pai respondeu.

- Ah claro. Vou levá-los até lá. – o garçom respondeu e fomos o seguindo.

Logo avistamos aquele pessoal animado conversando e rindo.

- Finalmente chegaram. – o pai de Caitlin disse.

Ele é irmão do meu pai.

- Culpem essas mulheres. – meu pai disse e os homens da mesa riram.

Rolei meus olhos pela mesa, encontrando meus amigos. Olhei para Justin, ele estava tão lindo que quase suspirei, quase.

- Essa é a Kate? – Jeremy perguntou me olhando.

Desde que eu tinha voltado para Atlanta que não tinha o visto. Justin disse que ele estava viajando a negócios.

- Sim, é. – minha mãe respondeu.

- Caramba! Como ela cresceu. – Jeremy disse e sorri envergonhada.

- Não elogia muito pai, porque se não a Kate vira um tomate. – Justin disse e eles riram.

Virei um tomate do mesmo jeito.

- Deixem minha menina. – meu pai me abraçou de lado beijando minha cabeça.

Enfim nos sentamos, fiquei sentada de frente ao Justin, Caitlin estava do meu lado e os garotos do lado do Justin. Nossos pais começaram a tagarelar sem parar. Eram assuntos diversos sobre trabalho, família, vida pessoal, essas coisas de velhos amigos. Eu me sentia feliz em vê-los reunidos. Eu sentia falta disso tudo quando estava no convento. Foram os piores anos da minha vida.

- Quem escolheu sua roupa? – Caitlin sussurrou para mim.

- Eu. – respondi.

- Tá pegando o jeito com as coisas. Tá gatona e o Justin não para de te olhar. – ela sussurrou de novo.

- Para Caitlin. – bati de leve na perna dela. Ela riu e olhei para frente encontrando aqueles olhos caramelados fixos em mim.

Justin piscou para mim e sorri fraco abaixando a cabeça. O jantar foi ótimo e me diverti bastante. Tio William era um ótimo contador de piadas. Christian até arriscava imitar seu pai, porém ninguém o superava. No final das contas, os homens da mesa resolveram beber e tudo ficou mais engraçado. Meu pai não costumava beber muito, por isso que no final da noite minha mãe teve que dirigir enquanto íamos para casa.

Fui para o meu quarto bem cansada. Tomei um banho e vesti meu baby doll, me joguei na cama e peguei meu celular. Tinham várias notificações. Caitlin havia postado uma foto da família inteira no Instagram, dei like e comentei vários coraçõezinhos. Justin também postou uma foto comigo e a Caitlin, com a seguinte legenda: My girls! Na foto eu e Cait sorríamos para a câmera e Justin sorria para mim. Tinha ficado linda. Comentei também, nos chamando de lindos. Resolvi ir dormir, devido ao cansaço. Quando eu estava no convento, minha vida não era tão badalada assim.

Acordei com meu celular tocando. Estava virando hábito já? E mais uma vez era a Caitlin, ela ama acordar os outros.

- Oi. – respondi sonolenta. Nem abri os olhos.

- Comprei seu anticoncepcional. Vem aqui em casa e eu te explico direitinho. – ela disse e desligou na minha cara.

- Nossa. – resmunguei e me revirando na cama.

Que preguiça! Me arrumei e saí do quarto, meus pais já tinham saído para trabalhar, Peguei uma maçã e sai mastigando. Iria a pé até a casa da Caitlin. É o jeito. Era duas quadras depois da minha. Ao chegar lá, toquei a campainha e Christian atendeu.

- Bom dia, gata! – ele disse me abraçando.

- Bom dia, Chris. Cadê a Caitlin? – o perguntei separando o abraço.

- Lá em cima. Eu vou indo na casa do Justin, quer mandar algum recado? – ele perguntou fazendo graça.

- Engraçadinho. – ri sem humor. – Pode ir.

- Beijos. – ele disse saindo.

Subi as escadas e fui para o quarto da Caitlin. Ela estava estudando.

- Oi. – disse.

- Te acordei né? – ela perguntou rindo.

- Imagina. – disse irônica.

Ela levantou-se e pegou uma sacolinha dentro de uma gaveta em seu criado-mudo.

- Aqui está. – me entregou. – Presta atenção, você tem que tomar todos os dias no mesmo horário entendeu? Não pode esquecer, se não, vem um novo integrante da família Beadles e Bieber. – ela disse rindo.

- Deus me livre. – disse fazendo o sinal da cruz. – Meus pais me matam.

- Eu sei disso. – ela respondeu. – Quando acabar, me avisa que eu compro mais.

- Tá bom. Obrigada! Quanto eu te devo? – perguntei e ela me olho indignada.

- Nada né, Kate. – ela respondeu.

- Tá bom. – dei de ombros. – Tem prova hoje? – perguntei olhando seus livros abertos em cima da cama.

- Tenho. – bufou. – Esse conteúdo é bem chato.

- Por isso que eu sou de exatas. – disse me gabando e ela riu.

Caitlin cursava faculdade de medicina veterinária, justamente por seu amor incondicional por animais. É uma linda profissão.


Hoje eu iria conversar com o Paul, iria pedir desculpas pelo o que aconteceu. Justin é explosivo desde pequeno, ele não aceitava perder em nossas brincadeiras, mas a metade da culpa era minha, eu estava um pouco bêbada e se estivesse sóbria aquela briga não teria acontecido. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários.

Hey girls, estão bem? To abalada porque vou voltar às aulas :(

Avisem a Kate pra ficar no cantinho dela, porque vai dá merda em.

Meu instagram: breandrade__

Ah, antes que eu esqueça, postei essa fic lá no Social, se quiser me amar por lá, pode ir, é só favoritar e comenta para eu saber que você leu. E ainda podemos ser amiguinhas, olha que legaaaal! 
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Amo vocês <3