terça-feira, 6 de setembro de 2016

The Apprentice - Seventh chapter



Gelei. Será que ele viu o beijo?
- Hmm... Era o Justin, pai. – respondi tentando transparecer normal.
- O Justin? Porque não o mandou entrar, querida? – ele me perguntou passando seu braço ao redor do meu ombro fazendo um carinho.
- Já está ficando tarde, quem sabe outro dia. – respondi soltando o ar preso em meus pulmões. Ele não havia visto nada.
- Tudo bem. – ele sorriu fraco.
Caminhamos até a porta do meu quarto, onde meu pai despediu-se de mim com um beijo na testa. O desejei uma boa noite e entrei no meu quarto. Me despi, tomei um banho e em seguida adormeci.
(...)
Me surpreendi a hora que acordei. Exatamente sete horas da manhã, porque acordei tão cedo? Desci para tomar café da manhã na esperança de encontrar meus pais, porém eles já não estavam mais em casa. Às vezes, penso que eles me colocaram no convento por não ter tempo para mim. Suspirei tomando um gole de café, enquanto mexia no Instagram. Meu celular começou a tocar, me assustando. Como sempre, era Caitlin.
- Alô? – disse após atender.
- Não estava dormindo? – ela perguntou cínica.
- Felizmente para sua infelicidade, eu não estava. – disse e ela riu.
- Acordou cedo para que?
- Para nada. – respondi dando de ombros, apesar de saber que ela não veria. – E você?
- Vou ir correr com meu pai e o Chris! Vamos? – ela perguntou animada.
- Ah não. Nem roupa eu tenho. – inventei a primeira desculpa que veio à minha mente.
- Não seja por isso, vou deixar uma na sua casa.
- Não Cait, eu tenho que... – ela nem deixou eu terminar de falar e desligou na minha cara.
Porque minha prima tem que ser tão imperativa? Bufei encarando a tela do celular e bloqueei indo terminar de tomar meu café. Dez minutos depois, a campainha tocou, era a senhorita imperativa.
- Aqui está. Se arruma logo porque meu pai vai passar aqui. – ela disse jogando uma sacola em cima de mim.
- Mas eu nem disse que ia. – protestei.
- Mas também não disse que não ia. – ela disse irônica.
- Você não deixou nem eu terminar de falar e desligou na minha cara. – cruzei os braços.
- Deixa de ser sedentária e vá se arrumar logo. Se o Justin estivesse lá, você iria voando. – ela disse cínica.
- Quem sabe. – disse rindo e fui colocar a roupa antes que Caitlin enchesse mais minha paciência.
(...)
Já havia perdido as contas de quantas vezes demos voltas nesse parque. Meu tio William estava intacto, parecia um garotão e corria no pique com o Chris em um animo extremo. Caitlin parecia nem se abalar com as voltas, já eu estava quase batendo as botas. Já me via no juízo final pagando pelos meus pecados.
- Não aguento mais. – disse ofegante parando e colocando as mãos nos joelhos.
- Mais já? Vamos, mexa-se! – Caitlin disse tentando me animar.
- Se eu correr mais um pouco, eu bato as botas, entendeu? – disse tomando um gole de água.
- Que dramática. Você tem pique para foder com o Bieber e não tem tempo para uma simples corridinha? – perguntou irônica colocando as mãos na cintura.
- Caitlin! – a repreendi. – Para com isso! E para também de associar tudo com o Justin.
- Mas só estou falando a verdade.
- Eu vou ficar irritada de verdade com você. – disse já me estressando.
- Ok, ok! Tudo bem, não está mais aqui quem falou. – levantou as mãos como forma de redenção. – Agora vamos dar a última voltinha.
- Eu não aguento. Pode ir! – disse me sentando em um banco.
- Fala sério, Kate! Só mais uma.
- Estou no meu limite físico. Pode ir, vou esperar aqui.
- Tá bom então. Até já.- ela disse e saiu correndo.
Tio William e Christian passaram correndo logo em seguida. Essa vida de fitness não dá para mim.
(...)
Cheguei em casa e dona Luisa – a nova empregada – já estava fazendo o almoço. Subi as escadas quase desfalecendo, entrei no meu quarto e fui tomar um banho. A roupa colada de suor estava me deixando impaciente, ainda era nove e meia da manhã. Tomei um banho e peguei meus livros dando uma olhada no conteúdo da aula anterior, fiquei assim até às onze, onde fui almoçar e me aprontei para a aula. Almocei sozinha, como de costume. No horário de sempre, Caitlin apareceu para me pegar.
- Você sabe dirigir? – ela me perguntou.
- Não. Porquê? – perguntei a olhando.
- Porque geralmente pessoas da sua idade, sabem. – ela disse rindo e fiz cara feia.
- Meus pais mal tem tempo para mim, imagine para me ensinar a dirigir. – bufei.
- Você pode aprender em uma auto-escola, bobinha.
- O fato é que, será que eles vão deixar?
- Cara, seus pais são muito Era Medieval, você não pode fazer nada. – ela bufou.
- O que eu posso fazer?
- Vou pedir para o meu pai falar com o seu, quem sabe daqui para o final do ano você não ganha um carro. – ela disse piscando para mim e sorri com a ideia.
Chegamos à Universidade e saímos do carro. Fui para a minha sala e Caitlin para a dela, a primeira aula seria de desenho, iria apresentar o trabalho com o Paul.
- Oi senhorita Kate. – falando no próprio, Paul apareceu do meu lado.
- Oi. – respondi sorrindo.
- Nervosa para o trabalho? – ele me perguntou sentando em uma cadeira vazio do meu lado.
- Até o momento não. – disse.
- Eu estava pensando aqui, será que podemos tomar um sorvete depois da aula? Aqui perto tem uma sorveteria ótima. – ele disse.
- Não sei. É que eu vou para a casa de carona com a minha prima.
- Não tem problema. Eu deixo você em casa.
- Posso te responder no final da aula? – perguntei e ele assentiu com a cabeça. – Ótimo!
Os alunos começaram a entrar na sala e em seguida o professor entrou também. Algumas duplas se apresentaram, depois eu e Paul. Apesar da vergonha que senti com a atenção voltada para mim, correu tudo bem.
Estávamos no intervalo, Caitlin apareceu me arrastando para o refeitório.
- Você podia ser mais carinhosa. – disse tentando puxar meu braço da mão dela.
- Não consigo ser carinhosa quando estou com fome. – ela disse e dei risada.
Chegamos ao refeitório e rolei os olhos pelas as mesas, com certeza os garotos estariam aqui. Os achei, porém juntamente com eles havia uma garota com os braços ao redor do pescoço do Justin. Pisquei várias vezes, eu poderia estar enxergando muito mal.
- Kate! Vamos, a fila vai aumentar. – Caitlin disse parando do meu lado, a olhei e ela olhou para a mesa dos garotos. – Aquela é a Ema.
- Ela é amiga de vocês? – perguntei sem tirar os olhos de lá.
- Eca, não mesmo. Não sou amiga de puta, ela é lanchinho do Justin. – ela respondeu e a olhei rapidamente. – Vem, não liga para isso.
Ela disse me puxando. O que tinha significado aquilo? Eles estavam íntimos demais. Claro Kate, vocês são só amigos e ele pode ficar com quem quiser. Não fique se martirizando. Esperei Caitlin comprar seu lanche, mais na minha cabeça estava uma bagunça. Comprei só um suco e fomos caminhando até à mesa dos garotos, apesar de eu não querer muito. Nem conhecia aquela garota e já não tinha ido com a cara dela. Justin viu nossa aproximação e tentou tirar as mãos da tal Ema do seu pescoço.
- Eai garotas! – Chaz disse.
- Oi! – respondemos.
- Você, quem é? – a Ema perguntou me olhando.
Ela era loira, pele branquinha, olhos negros e faltava pano no seu vestido.
- Kate. – respondi.
- Não sabia que vocês estavam andando com qualquer uma. – ela respondeu debochada.
A olhei incrédula.
- Hey! Não fale assim da MINHA prima, e nós a conhecemos antes mesmo do Justin enfiar o pau em você! – Caitlin disse arrogante, como eu nunca tinha visto antes.
Me senti mal, só em pensar que Justin tinha algo com aquela garota mesquinha.
- Calma Caitlin, desculpe! Eu não sabia que ela era a sua prima. É aquela que ia ser freira? – ela perguntou debochada.
Caitlin ia responder de novo, porém a interrompi.
- Eu não ia ser freira. – disse com raiva.
Odiava o fato de ter passado anos da minha vida em um convento, e alguém vir debochar disso me deixava extremamente irritada.
- Como não? Você estava em um convento, querida. – ela riu. – É verdade que lá vocês passam vinte e quatro horas rezando?
- Talvez você deveria ir para um. Está precisando, Ema. – Christian respondeu debochado.
- Claro que não. Convento é lugar para santinhas do pau-oco. – ela disse olhando diretamente para mim.
A encarei e me levantei rapidamente, saindo dali. Eu não sabia como agir diante desses “xingamentos”, eu nunca precisei disso e nunca fui tratada assim. Quem ela pensa que é? Ela nem me conhece. Eu não estava lá por escolha própria. Fui para a parte da universidade menos movimentada nessa hora, a quadra poliesportiva. Me sentei na arquibancada e fiquei olhando para o nada. Me sentia humilhada por aquela garota que eu nem a conhecia e nem ela a mim. Como ela podia julgar as pessoas desse jeito? Que raiva!
- Kate? – ouvi me chamar e me assustei.
Olhei para o lado e era Justin. Não disse nada e ele aproximou-se sentando do meu lado.
- Me desculpe pela Ema. Ela não sabe o que diz. – ele respondeu.
É sério que ele veio se desculpar por ela? Ela que me deve desculpas.
- Tudo bem. – respondi por fim.
- Sei que não está nada bem. – ele disse me olhando.
- Como você pode ter algo com aquela garota ridícula? Ela nem me conhece e falou aquelas besteiras de mim. – disse irritada o olhando.
- Não leve as coisas que Ema fala em consideração e... Espera, eu não tenho nada com ela. – ele respondeu.
- Caitlin me falou que sim.
- Eu já fiquei com ela algumas vezes, só isso.
- Ok, você não precisa ficar se justificando para mim. Só não imaginaria que você podia ter algo com uma pessoa tão podre.
- Eu não tenho nada com ninguém! – ele disse irritado.
- Eu sei, Justin. – respondi e me levantei.
Só passei no banheiro e fui para a minha sala. Só teria mais duas aulas e depois, estaria liberada.
- Paul? – o chamei quando o sinal tocou indicando o término das aulas.
- Oi! – ele disse.
- O sorvete ainda está de pé? – perguntei e ele sorriu.
- Claro.
- Só vou avisar a minha prima.
- Tudo bem. – ele respondeu e digitei uma mensagem para a Caitlin.
Não precisa me esperar. Vou tomar um sorvete com o Paul, ele vai me levar em casa. Beijos.
Kate.
- Podemos ir. – disse.
- Vamos! – ele respondeu sorridente.
Caminhei com Paul até o estacionamento, onde seu carro estava. Entramos e ele manobrou, Paul foi puxando assunto até chegarmos a sorveteria. Não conhecia aquele estabelecimento, mais queria logo provar o sorvete.
- Eu te disse que nos daríamos bem no trabalho. – ele disse e sorri.
- Até que um nove, não é nada mal. – respondi e rimos.
- Claro que não. Foi a maior nota da sala. – ele disse gabando-se.
- O professor foi generoso. – respondi.
- Você é tão modesta, Kate. – ele disse e dei risada.
- O sorvete daqui é muito bom. – disse lambendo os lábios.
- Sempre que quiser, nós podemos vir aqui. – ele disse.
- Ok. – sorri. – Bom, eu não posso chegar tarde em casa.
- Tudo bem. Só vou pagar a conta e nós podemos ir, ok? – ele disse levantando-se.
- Ah não, Paul. Eu posso pagar o meu sorvete.
- Eu que convidei, eu que pago. – ele disse piscando e foi até o caixa.
Homens, sempre tão machistas!
Chegamos à minha casa e Paul despediu-se com um beijo em minha bochecha. Entrei em casa e meus pais estavam em uma discussão sem fim.
- O que está acontecendo aqui? – perguntei parada no meio da sala olhando os dois discutir.
- O seu pai que é cabeça dura demais. Se ele tivesse assinado o bendito documento não teríamos uma multa agora para pagar. – minha mãe respondeu irritada, fuzilando meu pai com os olhos.
Tudo é sobre trabalho nessa casa. Revirei os olhos e fui para o meu quarto. Joguei minha mochila em cima da cama e fui tomar um banho. Liguei a TV e fui assistir às notícias. Meu celular vibrou, o peguei e era uma notificação do Instagram. Paul me marcou em alguma foto. Abri e era uma foto minha tomando sorvete, eu estava totalmente distraída. Como ele fez isso? Dei risada e dei like.
Por essa eu não esperava. Hahaha!
Comentei e larguei o celular. Alguém bateu na minha porta, era a minha mãe.
- Querida, nós vamos ter que ir a capital agora. Passaremos a noite lá, amanhã nós estamos de volta. Se quiser, pode ir para a casa da Caitlin para não se sentir sozinha. – minha mãe disse.
Me sentir sozinha? Eu me sinto só até mesmo quando eles estão em casa. Do que adianta estar fisicamente aqui e psicologicamente não? Tudo gira em torno do trabalho.
- Eu vou ficar bem. Boa viagem para vocês. – disse por fim.
- Qualquer coisa, nos ligue. – ela disse.
Assenti com a cabeça e ela saiu do meu quarto. Eu deveria estar acostumada com a ausência deles.
(...)
Por volta das nove e meia da noite a campainha tocou. Pensei até em não ir abrir, eu não estava esperando ninguém nesse horário. Me aproximei da porta e olhei pelo olho mágico, vi Justin. O que ele queria aqui? Abri a porta e ele entrou sem dizer nada.
- Seus pais estão em casa? – ele me perguntou.
- Não. Porque? – perguntei confusa.
-Ótimo. – ele disse pegando o celular. – Que merda é essa? – perguntou arrogante me mostrando a tela do celular.
Olhei e era minha foto no Instagram do Paul.
- Minha foto. – respondi.
- O que você estava fazendo com ele, Kate? – perguntou autoritário.
- Nós estávamos tomando sorvete, qual o problema? – perguntei colocando as mãos na cintura e o olhando.
- Todos os problemas. Já te falei para ficar longe dele, mas parece que entra em um ouvido e sai no outro. – disse bufando.
- Porque está tão irritado? Eu não fiz nada demais. – disse me irritando também. – Aliás, eu que deveria estar irritada com aquela sua amiguinha.
- Eu já disse que não tenho nada com a Ema.
- E eu também não tenho nada com ninguém. – rebati.
Eu não tinha esquecido da sua frase mais cedo. Justin me olhou e ficamos em silêncio.
- Kate, eu só não quero que você se machuque. Paul não é uma boa pessoa. – ele disse calmo.
- Ele não me tratou mal até agora. – dei de ombros.
- Tirando o fato de ter abusado de você na festa, ele não fez nada. – disse irônico.
Revirei os olhos e não disse nada.
- Você deixou o Paul postar uma foto sua?
- Eu nem sabia que ele tinha tirado essa foto. – respondi com desdém.
- Então manda ele apagar.
Justin parecia uma criança birrenta de cinco anos.
- Deixa de besteira.
- Vão pensar que vocês estão juntos.
- Eu não tenho nada com ninguém.
- Dá pra parar de repetir isso? – bufou.
- Eu não estou falando nenhuma mentira.
- Claro que está. – ele disse aproximando-se de mim e puxando minha cintura com força, colando nossos corpos. – Você sabe que nós temos algo.
- Temos, uma longa amizade. – disse e Justin revirou os olhos.
- Está fazendo isso para me irritar? – ele perguntou me olhando fixamente.
- Não. Eu só falei a verdade. – respondi e Justin me largou.
- Cadê seus pais? – ele me perguntou sentando-se no sofá.
- Viajaram e só vão voltar amanhã. – respondi me sentando.
- Eu mal os vejo.
- Imagine eu. Eles vivem ocupados demais para mim. – comentei suspirando.
- Não os culpe por isso. – ele disse.
- E eu vou culpar a quem? – perguntei e ele riu fraco.
- Eles fazem isso pensando no seu bem-estar, querem o melhor para você.
- A última coisa que eles pensam é em mim. Eles me colocaram em um convento, Justin! Você acha mesmo que estavam pensando no meu bem-estar? Estavam pensando somente neles. Na droga de trabalho. – disse com raiva.
- Ok, não tem como defender seus pais. Mas pense que é só uma fase, logo vai passar e eles vão ter tempo para ficar com você.
- Quem sabe. – respondi com desdém.
- Vem aqui. – ele me chamou.
- Eu estou do seu lado.
- Kate, eu estou pedindo para você vir aqui. – ele disse.
- Quando você passou a ser chato desse jeito? – perguntei me levantando do sofá.
- A partir do momento que você ficou teimosa. – ele disse e fiz cara feia. – Venha baby, sente-se no meu colo.
- Não estou no pique, Justin. – disse e Justin me puxou pela mão, cai exatamente em cima dele.
- Você precisa relaxar. – ele sussurrou e ficou por cima de mim, no sofá.
O olhei ofegante por tamanha aproximação.
- Não vamos fazer isso no sofá da minha casa. – disse e ele riu safado.
- Faremos tanto no sofá como em outros cômodos da sua casa.
Ele disse e estremeci. Justin aproximou seu rosto do meu e beijou meus lábios com urgência. Ele sugava com tanta força que sentia meus lábios arder. Acho que alguém está chateado com alguma coisa.

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Continua?
Obrigada por todos os comentários!
Amores, eu estou sem notebook. Peguei o da minha amiga emprestado para poder postar aqui no blog. Eu já tinha postado esse capítulo uns dias antes no Spirit, porque dá pra postar pelo celular. Já no blogger, eu até tinha o aplicativo, porém não tem mais na PlayStore para baixar, e além do mais, é péssimo. Vou ver o que posso fazer quanto a isso.
E sobre DL, eu ainda não tenho previsão para postar. Vai ser até difícil atualizar essa porque o ENEM tá chegando e eu tenho que estudar. Voltarei o mais rápido que puder.
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Milhões de beijos. Amo vocês! <3


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

The Apprentice - Sixth chapter




Já estava pronta para ir para aula, só estava esperando a Caitlin chegar.

- Está gostando do curso? – meu pai me perguntou pela milésima vez durante esses dias.

- Estou, pai. – respondi.

- Fico feliz por você. – ele respondeu sorrindo.

- Apesar de sabermos que você tem capacidade para outro bem melhor. – minha mãe respondeu, nunca satisfeita com nada.

- Mais é desse que eu gosto. – respondi e ouvi a buzina do carro da Caitlin. – Minha carona chegou, beijos, até mais tarde.

- Beijos. – eles responderam e saí de casa.

Cumprimentei a Caitlin e fomos para a Universidade.

- To morrendo de medo de dar branco na hora da prova. – Caitlin disse.

- Relaxa que vai dá certo. Acho que essa semana vai ter trabalho. – disse pensativa.

- Deve ter. Eles geralmente passam alguma coisa, geralmente não, sempre. – ela disse e rimos.

Caitlin estacionou e adentramos a Universidade. Algumas pessoas ficavam me olhando estranho. Será que eu fiz algo demais na festa? Vou lembrar nunca mais ingerir bebida alcoólica e nem ir a uma festa. Repito, foi uma péssima ideia.

- Eu já vou para a minha sala. Preciso revisar algumas coisas antes da prova. – Cait disse.

- Tudo bem. Já vou entrar na minha mesmo. – disse.

- Tchau, baby. – ela cantarolou mandando beijinhos.

- Tchau, Cait. – disse rindo e caminhei um pouco, em seguida entrando na minha sala.

Coloquei meus materiais em cima de uma carteira e dei uma olhada tímida pela sala. Encontrei Paul conversando com alguns amigos.

- Paul? – chamei me aproximando.

De imediato ele me olhou e sorriu. Pude perceber que tinha um roxo em seu olho.

- Oi. – ele respondeu.

- Podemos conversar? – perguntei acanhada sentindo os olhos dos meus colegas de classe sob mim.

- Claro. – ele respondeu e aproximou-se de mim. – Aconteceu alguma coisa? – perguntou enquanto íamos para o canto da sala.

- Eu gostaria de me desculpar pelo o que aconteceu. – disse sem jeito.

- Você não tem culpa de nada, Kate. Deixa de besteira. – ele riu fraco.

- Eu acho que tenho sim. Se eu não tivesse bebido, nada daquilo teria acontecido e você não teria ganhado um roxo no olho.

- Tem certas coisas que valem um ou mais roxos no olho. – ele disse me olhando e senti minhas bochechas corarem.

- Então, você me desculpa? – perguntei.

- Me dê um abraço e você está desculpada. – ele disse e ri fraco.

- Tudo bem. – respondi e fui abraça-lo.

Justin Bieber’s POV

Estacionei meu carro na minha vaga de sempre e entrei na Universidade. No caminho as pessoas me cumprimentavam como se fosse o presidente dos Estados Unidos que estivesse chegando. Pensei que minha popularidade terminasse lá no Ensino Médio do meu antigo colégio, porém ela deu continuidade na faculdade. Não estou achando ruim, aliás, eu adoro a atenção voltada para mim.

- Hey dude! – disse Ryan assim que cheguei perto deles.

- Fala viado. – disse e fizemos nosso toque, depois com Christian e Chaz.

- Geral tá falando do soco que você deu no Paul. – Chaz disse e sorri de lado.

- Eu já não ia com a cara dele, aquilo foi basicamente uma desculpa para eu socar o filho da puta. – respondi dando de ombros.

- Eu até deixaria você continuar batendo nele, porém se isso cai nos ouvidos do diretor, ele nunca mais iria deixar dar nossas festinhas. – Ryan disse e assenti com a cabeça.

- A Caitin já chegou? – perguntei ao Christian.

- Se você quer saber se a Kate já chegou, já sim. – ele respondeu e os garotos riram.

Revirei os olhos.

- Idiotas. Vou na sala depois colo aqui. – disse.

- Ou vai vigiar seu pedaço de carne? – Chaz perguntou.

- Também. Tem muito urubu rondando por aqui. – disse alto e eles riram.

Caminhei até a minha sala e antes mesmo de entrar, vi Kate e Paul abraçados. Que merda é essa? Continuei olhando a palhaçada, eles se separaram e Paul me viu dando um sorriso sarcástico. Deu um beijo na bochecha da Kate e veio em direção à porta, ela até o certo momento não tinha notado minha presença.

- Parece que o jogo virou, não é mesmo? – Paul disse debochado parando em minha frente.

- Você é muito filho da puta! – rangi os dentes.

- O que foi, Bieber? Não sabe perder? – perguntou rindo.

- Eu já mandei você ficar longe da Kate. – disse com raiva.

- Tem um pequeno detalhe que você esqueceu, você não manda em mim.

- Otário. Sai da minha frente antes que eu quebre a sua cara de novo. – disse e esbarrei meu ombro com força nele, entrando na sala.

Kate estava já sentada em sua carteira. Joguei minhas coisas de qualquer jeito em uma carteira do seu lado.

- O que aconteceu? – ela me perguntou assustada.

- Eu já não falei pra você não falar com o Paul? – disse mais arrogante do que eu queria.

- Eu fui me desculpar pelo o que aconteceu ontem. E porque eu não posso falar com ele?

- Porque ele quer se aproveitar de você, eu já te disse Kate. – respondi a olhando.

- Ele é uma pessoa legal, Justin. Não sei de onde você tirou isso. – ela disse me deixando com mais raiva ainda.

- Ele não é! Eu o conheço faz um bom tempo e você chegou aqui agora. Se eu estou dizendo que ele não presta, é porque ele não presta caramba! – bati minha mão na mesa com força, fazendo algumas pessoas nos olhar por conta do barulho que causou.

Kate me olhou assustada, com seus olhos verdes esbugalhados.

- Tá, calma. Não é pra tanto. Eu só fui me desculpar com ele. – ela disse tentando se explicar.

- Nem era pra ter ido. – respondi.

- Eu me senti culpada pelo soco que você deu nele. – ela disse e bufei.

- Então você vai se sentir muito culpada pelos socos que virão. – disse me levantando e saindo da sala.

O Paul está pedindo para apanhar, e eu vou atender o seu pedido em breve.

Kate Beadles’s POV

Fiquei assustada com a atitude do Justin. Eu não estava fazendo nada demais com o Paul, e alias, porque eu não posso se quer chegar perto dele? Suspirei encarando o quadro branco à minha frente. Não saí da sala até o professor chegar.

Já estávamos na aula de desenhos, e como eu previ, o professor já iria passar um trabalho. Era para desenhar a planta da nossa sala, por isso mais cedo fomos tomar as medidas. Não era algo difícil para mim, já que eu gostava de rabiscar.

- Trabalho já explicado, agora vamos separar as duplas. – ele disse.

Justin não estava nessa aula, em alguns dias da semana nossos horários eram diferentes, pelo fato dele estar já no terceiro semestre e eu no primeiro.

- Paul, você com a Srta. Beadles. – o professor disse, olhei para o Paul e ele soltou um sorrisinho.

Dez minutos depois, a aula foi encerrada.

- Kate, quando vamos fazer o trabalho? – Paul me perguntou enquanto arrumava minhas coisas.

- Seria bom hoje né, já que é pra amanha. – entortei os lábios.

- Me passa o endereço da sua casa por mensagem. – ele disse.

- Ok. – sorri fraco. – Pode ser às 7:30h?

- Claro. Até mais tarde. – ele disse beijando minha bochecha e saindo da sala.

Terminei de arrumar minhas coisas e saí da sala, já topando com a galera.

- Vamos sair hoje? – Chaz sugeriu.

- Vamos ao cinema, to muito a fim de assistir Esquadrão Suicida. – Justin disse animado.

Desci o ocorrido na sala ele não havia falado comigo.

- Cara, eu também. – Christian disse.

- Eu não posso. – disse.

- Porque não? – Caitlin perguntou.

- O Paul vai lá em casa... – disse e Justin me olhou rapidamente. – O professor de desenhos passou um trabalho em dupla e temos que entregar amanhã.

Justin revirou os olhos.

- Justo com o Paul? Você sabe o que ele tentou fazer contigo na festa. – Christian disse.

- Foi o professor que escolheu. – dei de ombros.

- Que horas nós vamos? – Cait perguntou.

Já estávamos chegando ao estacionamento.

- Tem certeza que não quer ir, Kate? – Ryan me perguntou.

- Eu adoraria ir, mas...

- Tem a sessão das dez... – Justin disse indiferente.

- Então vamos às dez para a Kate ir. – Chaz disse e eles assentiram com a cabeça.

- Vamos prima? – Cait me chamou.

Vi que Justin já ia entrar em seu carro.

- Espera um minutinho. – fiz um com o dedo e caminhei rápido até o Justin. – Hey. – chamei sua atenção e ele fechou a porta do carro, encostando-se na mesma.

- Pois não? – perguntou me olhando.

- Não acredito que você vai ficar assim comigo. – disse indignada.

- Impressão sua, Kate. – ele disse.

- Não quero que fique chateado comigo, eu não fiz por mal. – disse e encarei meus dedos que estavam entrelaçados.

- Esse é o problema, você achar que ninguém vá te fazer mal. Paul está se aproveitando da sua inocência. – Justin disse calmo.

- Eu não sou tão inocente assim. – protestei.

- Sim você é, e ele não vai sossegar até não conseguir o que quer. – ele bufou.

- E o que ele quer? – perguntou levantando meu olhar.

- Você. – ele respondeu simples e franzi a testa.

- Mas...

- Tome cuidado com ele. Eu já disse, se ele encostar em você com segundas intenções eu vou quebrar a cara dele e você pode me odiar depois. – ele disse e senti a raiva em sua voz.

- Eu sei me cuidar...

- Na festa eu vi que sim. – ele riu debochado. – Eu passo na sua casa antes das dez. – se desencostou do carro e abriu a porta.

- Justin... – resmunguei indignada.

Não acredito que ele iria embora sem nem me dar um abraço.

- Sim? – ele perguntou se divertindo com a minha cara.

- Nada. – bufei e girei os calcanhares para sair dali.

Ouvi sua risada e meu braço foi puxado, me fazendo bater em seu corpo.

- Me beija? – Justin pediu e fiquei atordoada.

- Estão todos nos olhando... – sussurrei já envergonhada por ter a atenção voltada para nós.

- Para mim isso não é um problema. – sorriu cínico.

Ouvimos Caitlin buzinar impaciente. Fiz sinal com a mão pra ela esperar, não tive nem tempo de agir e Justin me puxou, colando nossos lábios.

- ESSE É O MEU GAROTO! – ouvi Ryan gritar.

Senti Justin sorrir entre o beijo.

- WOW, DEIXEM PARA SE PEGAR DEPOIS, EU ESTOU FAMINTA. – foi a vez de Caitlin gritar.

Separei nossos lábios e dei risada. Olhei para Justin e ele mantinha um sorriso nos lábios, encarei o chão envergonhada.

- Vá antes que eu Cait venha aqui te arrastar. – Justin disse tirando as mãos da minha cintura.

- Tem razão. – mordi o lábio inferior. – Até mais tarde.

- Até gatinha. – ele disse piscando e dei as costas.

- Dá próxima vez deixo vocês ai se pegando e vou embora. – ela disse indignada e dei risada.

- Calma. Já estou aqui. – disse ainda rindo e entrei no carro.

Caitlin me deixou em casa e encontrei minha mãe na sala lendo alguns papéis.

- Oi mãe. – disse jogando minha mochila no sofá.

- Oi Kate. Como foi na aula? – ela perguntou mais por educação, porque ela não tirou os olhos dos papeis.

- Foi bem. Ah, eu tenho que fazer um trabalho com um colega. Ele vem às 7:30 pra cá. – disse e ela me olhou.

- Que colega? – perguntou não parecendo gostar da ideia.

- Da minha sala, mãe. É trabalho em dupla.

- Eu o conheço?

- Não. Nem eu o conhecia. – respondi.

- Cuidado com esses coleguinhas. – ela disse e revirei os olhos.

Peguei minha mochila e fui para o meu quarto. Me deitei na cama e fiquei mexendo no celular até às 7:00h, onde fui tomar banho e me arrumar. Separei os materiais e levei para a sala. Não ia pegar nada bem levar o Paul para meu quarto.

- Oi querida, pra que essas coisas aqui na sala? – meu pai perguntou saindo da cozinha.

- Tenho um trabalho para fazer com um colega da faculdade. – respondi organizando em 
cima da mesinha de vidro.

- Que legal. Adorava fazer trabalhos da faculdade. – ele disse me olhando e sorri.

- Chegou cedo por quê? – perguntei estranhando.

- Cheguei mais daqui a pouco estou saindo. Eu e a sua mãe temos um jantar de negócios. – ele respondeu sentando-se no sofá.

- Entendi. Eu vou ao cinema depois com o pessoal, ok? – o avisei.

- Com os garotos e a Caitlin? – ele perguntou e assenti com a cabeça. – Tudo bem, sei que está em boas companhias. – disse e sorri.

Se ele soubesse mesmo, o quão boas eram as companhias.

Meus pais saíram mesmo antes de Paul chegar. Conversamos sobre o trabalho para chegar a um censo, eu iria desenhar e ele ficar com a parte de anotar os dados da planta da nossa sala.

- Você e o Bieber tem alguma coisa? – Paul me perguntou do nada e o olhei estranhando a pergunta.

- Por quê? – perguntei voltando a olhar para meu desenho.

- Eu vi vocês se beijando no estacionamento hoje mais cedo. – ele disse e cocei a garganta.

Será que Justin me pediu para que o beijasse porque viu o Paul? Seria muita infantilidade da parte dele.

- Nós somos amigos. – respondi simples.

- Amigos que se pegam, mas acontece né.

Preferi não responder. Minha relação com o Justin é bem complicada de se explicar. Terminei minha parte de desenhar e passei para o Paul.

- Acho que vamos nos dar bem nesse trabalho. – Paul disse anotando no papel.

- Também acho. – respondi olhando.

- Você desenha bem. – ele elogiou e sorri. – Pronto.

- Deixa eu ver. – disse pegando o papel e analisando. – Ótimo. – sorri.

- Você vai fazer alguma coisa hoje? – Paul perguntou.

- Vou sair com o pessoal daqui a pouco.

- Ah ok. Deixa para outro dia então, eu vou indo nessa. – ele respondeu levantando-se do sofá.

- Eu te acompanho até a porta. – disse.

Nos despedimos e entrei em casa, peguei meus materiais junto com o trabalho e fui guardar no meu quarto. O tempo havia passado rapidinho e já era 9:30h, então fui me arrumar. Terminei de passar perfume e desci colocando o celular no bolso do meu short jeans. Me sentei no sofá da sala e fiquei assistindo TV enquanto Justin não chegava. Minutos depois ouvi a buzina do carro, olhei pela janela e vi sua Ferrari preta em frente à minha casa. Esse carro é lindo. Desliguei a TV e saí de casa, trancando a porta.

- Eai. – Justin disse assim que entrei.

- Oi. – respondi.

- Fizeram o trabalho? – ele perguntou e assenti com a cabeça. – Paul não fez nenhuma gracinha né?

- Não. Só perguntou se tínhamos algo, já que ele viu a gente se beijando no estacionamento. – disse e Justin sorriu cínico dando partida no carro.

- Ah ele viu? – perguntou debochado. – Que bom.

- Você não fez de propósito, não é? – perguntei desconfiada e ele riu.

- Não preciso te beijar na frente dele para que fique sabendo de algo, ele já sabe disso.

- Você não respondeu minha pergunta.

- Eu nem o vi. – ele respondeu dando de ombros, porém não me convenceu muito.

Chegamos ao shopping e o pessoal estava nos esperando na praça de alimentação, depois fomos comprar nossos ingressos.

(...)

- Caralhoooo! Que filme foda. – Christian disse aos berros no meio do shopping.

- Christian! Para com isso seu louco, as pessoas estão olhando. – Caitlin disse irritada e rimos.

- To nem aí, mais que o filme foi foda, ele foi. – Chris disse dando de ombros.

- Também achei. – Ryan disse.

- Bora pra casa galera? To morto de sono. – Chaz bocejou.

- Nem as galinhas dormem numa hora dessas, Chaz. – Ryan disse rindo e Chaz mandou dedo pra ele.

- Eu tenho o que fazer pela manhã, não sou tu que fica dormindo de bunda pra cima. – Chaz disse e gargalhamos.

- Ai, magoou. – Ryan fez uma voz fina.

- Bando de gays. – Justin disse.

Fomos para o estacionamento e me despedi dos meus amigos. No caminho para casa fui conversando com o Justin sobre coisas aleatórias.

- Ah... – comecei a falar. – Esqueci de dizer uma coisa para você.

- O quê? – perguntou curioso.

- A Caitlin comprou anticoncepcional para mim. – disse e Justin abriu um sorriso safado.

- Ótimo. – ele disse ainda sorrindo e mordendo o lábio inferior.

- Você foi sempre assim?

- Assim como? – perguntou desentendido.

- Safado. – disse e ele gargalhou.

- Depende da situação. – ele respondeu e neguei a cabeça como reprovação. – Entregue.

- Obrigada. – sorri para ele.

Justin ficou me olhando como se estivesse esperando por alguma coisa. Ri fraco e me aproximei beijando seus lábios.

- Pensei que tivesse medo de seus pais nos vê aos beijos. – Justin disse.

- Isso é um risco que eu vou correr. – disse piscando e Justin riu.

- Está aprendendo direitinho.

- Eu tenho o melhor professor. – sorri e saí do carro.

- Gostosa! – Justin sibilou sem emitir som e dei risada.

Acenei para ele, entrei em casa e logo ouvi ele cantar pneu. Fechei a porta e dei de cara com o meu pai.

- Quem era aquele? – ele me perguntou.


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Continua?
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Esse Paul...

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