Estar sendo aplaudida por todos me fazia ficar mais
viva. Minhas bochechas estavam
praticamente sendo rasgadas do imenso sorriso que surgiu. Fiz um sinal com a
mão e logo o silêncio reinou.
- Eu estou feliz por ter voltado. Está tudo exatamente
como eu deixei. E vamos ao trabalho! – disse em russo.
- Tudo pela Máfia Russa. – eles esbravejaram em um único
som, e em sequência mais palmas.
Hugh os dispensou e eles foram para suas ocupações. Me
virei e os garotos estavam de boca aberta, menos Justin que fazia uma cara de
indiferença. Orgulhoso.
- Caralho Mellanie. Eles te idolatram. – Chris disse.
- Não é bem assim. – respondi rindo fraco.
- Como não? Se possível eles se deitam no chão para você
não sujar os pés. – Chaz disse e gargalhei.
- Então, vamos visitar o Sebastian e a Vick? – perguntei
animada.
- Pensei que nunca ia perguntar isso. – Justin respondeu.
- Vamos, quero matar saudades da Vick. – Ryan disse e deu
risada com os garotos.
- Hugh, pode nos levar onde as visitas estão hospedadas.
– disse em russo, Hugh deu uma risada e pediu para que nós o acompanhássemos.
Saímos daquela plataforma e fomos em direção a um extenso
corredor. Durante todo o percurso havia homens fazendo a segurança. Andamos
mais um pouco e chegamos a uma espécie de porão. Descemos as escadas, no porão
dois homens estavam na porta de um quartinho e dentro estava o Sebastian e a
Vick. Esperamos fora e Hugh mandou buscá-los. Os homens trouxeram os dois,
tanto Sebastian como a Vick estavam ainda com a roupa da festa, sem nenhum
machucado por ordens minhas. Eles vão sofrer somente em minhas mãos. Os dois
foram sentados de frente para nós.
- Ryan amor, você veio me tirar daqui? – Vick disse
suplicante. Ryan deu uma longa gargalhada.
- Por mim que você se foda, Vick. – Ryan respondeu e nós
rimos.
- SEU CANALHA, FILHO DA PUTA... – Vick começou o
escândalo.
- Wow, tá pensando que está aonde? Cala a boca vagabunda!
– ordenei a olhando.
- Eu odeio você com todas as minhas forças. Eu odeio
você. – ela esbravejou.
- Você é surda por acaso? – me aproximei dela e segurei
em seus cabelos com força puxando para trás. – Eu mandei você calar a droga da
sua boca. – disse pausadamente.
Puxei com mais força e Vick gemeu de dor.
- Solta a minha filha! – Sebastian disse.
- Mande seu pai calar a boca. – ordenei.
- Faz o que quiser comigo, mas deixa ela em paz. –
Sebastian pediu.
- Oh, isso é tão comovente. – disse rindo.
Justin, Chaz, Ryan e Chris estavam apenas prestando
atenção com os braços cruzados. Puxei os cabelos de Vick com mais força, ela
gritou.
- DEIXA ELA! – Sebastian disse novamente.
- Mande ele se calar. – disse.
- SUA VADIA! VOCÊ VAI QUEIMAR NO INFERNO. – Sebastian
esbravejou.
Só vi Justin partir pra cima dele, acertando seu rosto em
cheio com um murro.
- Talvez isso cale a sua maldita boca. – Justin respondeu
rude.
Sebastian cuspiu sangue e Vick começou a chorar. Soltei
seus cabelos e fui até algumas caixas que tinha alguns instrumentos que seria
legal usar com eles.
- Você gosta dos seus cabelos, Vick? – perguntei pegando
uma máquina de cortar cabelo.
- O que você vai fazer? – ela perguntou desesperada.
- Me responda! – ordenei e liguei a máquina na tomada.
- Não faz isso! – ela pediu chorando.
- Eu pedi também para não me machucar, e vocês
simplesmente se fingiram de surdos. A partir de agora, ficarei surda para
vocês. – disse totalmente fria.
Liguei a máquina e a Vick começou a berrar, seguraram ela
e puxei sua cabeça para trás, onde comecei a passar a máquina, vendo seus fios
loiros indo para o chão. Ela chorava pedindo para eu parar, e isso me dava mais
vontade de vê-la sofrer. Sebastian se recusava a levantar a cabeça e encarar
sua filha. Raspei todo o seu cabelo, deixando tudo no zero. Me trouxeram um
espelho e coloquei na frente da Vick, ela gritou de desespero vendo sua cabeça
pelada.
- Você está linda, querida. – disse sorrindo.
Justin’s
POV
Estava sendo difícil aceitar o quanto Mellanie é foda e
tem uma grande posição na Máfia. O meu orgulho não me permitia isso. Vick
chorava sem parar enquanto Mellanie se divertia com a situação. Ela pelou
totalmente a cabeça da Vick, que estava uma coisa estranha de se ver.
- Olhe Sebastian, diga o quanto a sua filha está linda. –
Mellanie ordenou.
Sebastian apenas negou com a cabeça.
- Você vai olhar sim. – Mellanie disse com raiva largando
o espelho. Ela segurou os cabelos de Sebastian com força, virando sua cabeça e
fazendo-o olhar para a Vick. – Diga o quanto ela está linda. – ele continuou
calado com o choro preso na garganta. – DIGA AGORA! – Mellanie esbravejou
perdendo a paciência.
- Vo-você está linda, filha. – Sebastian disse.
- Muito bem. É assim que eu gosto. – Mellanie disse
sorrindo. – Ok, isso foi apenas para aquecer.
Ela começou a falar russo com aquele cara chamado Hugh
que eu não fui nem um pouco com a cara dele. Odeio isso, é pra falar a minha
língua porra. Sabe lá se ele não está cantando ela. Os homens trouxeram
cadeiras para a gente sentar, Mellanie sentou-se de frente para o Sebastian,
pegou uma arma e tirou todas as balas, depois colocando somente uma.
- Essa brincadeira é muito legal, ela se chama Roleta
Russa. Os Russos inventam coisas fantásticas, não é mesmo? – ela disse irônica.
– Eu vou ser bem direta com você, como você descobriu que eu sou a presidente
da Máfia Russa? – ela perguntou brincando com a arma em suas mãos.
Sebastian ficou calado. Se eu fosse ele, começava a abrir
a boca.
- Tudo bem. – Mellanie disse simplesmente e colocou a
arma na testa do Sebastian. Ele olhou para a arma desesperado. Mellanie apertou
o gatilho e nada saiu. – Você tem mais quatro chances.
- Justin, eu não sabia o quanto a sua mulher é perigosa.
– Chaz sussurrou e ri fraco.
- Imagina ela resolver brincar de Roleta Russa com a arma
apontada para o seu pau? – Chris sussurrou e eu me segurei para não dar uma
gargalhada daquelas.
Deus me livre, que a Mellanie nunca tenha essa ideia.
Voltei a prestar atenção na Mellanie e no Sebastian.
- Eu quero nomes. – Mellanie disse. Vick ainda chorava do
lado.
Mellanie olhou com raiva para ela e falou mais uma vez em
Russo. Bufei. Um dos homens pegou a Vick e jogou de volta dentro do quartinho.
Sebastian mais uma vez ficou calado, Mellanie apertou o gatilho e ele fechou os
olhos. Por sorte, nada saiu.
- Três chances. Como você descobriu que eu sou a
presidente da Máfia Russa? – ela perguntou novamente.
- Eu não vou dizer nada. – Sebastian respondeu.
- Você prefere dizer enquanto assiste a sua filha sendo
estuprada? – Mellanie perguntou e fiquei impressionado.
- Não, isso não. – Sebastian disse rapidamente.
- Uma chance foi desperdiçada. – Mellanie disse e mais
uma vez apertou o gatilho. Nada saiu também. Sebastian só pode ter nascido com
o cu virado pra lua. – Duas chances. Escute bem Sebastian, você não tem nada a
perder e muito menos a ganhar. Daqui você não vai sair e o seu futuro é a
morte. Então abre logo a droga da boca porque eu estou ficando sem paciência.
Acho que vendo Mellanie má desse jeito estava me deixando
excitado. Caralho! Que mulher é essa?
- Foi alguém infiltrado daqui. – Sebastian disse rapidamente.
- Oh, finalmente resolveu abrir a boca. – Mellanie disse.
– Você que o mandou aqui?
Sebastian ficou mudo de novo. Mata logo esse viado e fim
de papo.
- Bam! – Mellanie disse apertando o gatilho, e nada de
bala. Sebastian pulou da cadeira assustado. – Uma chance, Sebastian!
- Não, eu não o mandei aqui. Ele passava informações do
que acontecia aqui para todos na Itália. – Sebastian respondeu.
- Quero nome. Me diga o nome dele! – Mellanie mandou. –
Vamos deixar isso mais emocionante. – ela puxou o gatilho e Sebastian
paralisou. Ele estava morrendo de medo. Ela soltou e nada de novo. Puta merda.
– Você não tem mais nenhuma chance, Sebastian. Se eu puxar esse gatilho, os
seus miolos vão ser estourados. Mas eu juro pra você que eu não quero fazer isso.
– ela fingiu compaixão e dei risada com os garotos.
- Ruan Cárceres. – Sebastian respondeu.
O tal de Hugh falou alguma coisa com a Mellanie e depois
saiu.
- Foi muito bom negociar com você. – Mellanie disse
levantando-se.
Ela apontou a arma para o pau do Sebastian e apertou o
gatilho. Sebastian gritou alto, por instintos eu e os garotos colocamos a mão
no pau imaginando a dor. Caralho!
- Ops, eu apertei sem querer. – Mellanie disse e ouvi sua
risada ecoar, misturando-se com os gritos de dor do Sebastian. – Vocês homens
são tão dramáticos, nem dói tanto assim. Deveriam ter cólica, aí saberiam o
verdadeiro significado da palavra dor. – ela continuou irônica rindo.
- Puta que pariu Mellanie, eu senti daqui. – Chris disse
ainda apertando o pau.
- Foi na virilha, eu não acertei no pau dele. – ela disse
revirando os olhos.
- Sua vagabunda, quase acertou meu pau. – Sebastian
disse.
- Estão vendo. – Mellanie deu de ombros. – Sebastian,
infelizmente vou ter que me retirar. Gostaria muito de bater um papo com você,
mas eu tenho coisas mais importantes. – ela entregou a arma a um daqueles
homens fardados. Soldadinhos de chumbo. – Sabe aquele famoso ditado, olho por
olho, dente por dente, milho por milho. – ela gargalhou.
- Está com saudades de ficar ajoelhada no milho, né
vadia? – Sebastian disse com expressão de dor, na sua calça já formava uma
enorme mancha de sangue.
- Você e Vick vão matar por mim. – ela respondeu.
Ela falou com os homens, eles arrastaram Sebastian para o
quartinho. Acompanhamos e tinha grãos de milhos espalhados por todo o quarto.
Vick já estava ajoelhada, ajoelharam Sebastian a força.
- Se ousarem se levantarem, vocês vão se ajoelhar em
cacos de vidros. – Mellanie avisou.
- Quem que teve essa ideia do milho? – Ryan perguntou.
- Pergunte ao Sebastian, ele que fez isso comigo. –
Mellanie disse e pude notar o rancor em sua voz.
E eu me senti mal pelas merdas que eu falei para ela.
Mellanie’s
POV
Hugh foi procurar o elemento que me dedurou, depois de
ter uma conversinha com Sebastian e Vick, saímos do porão e fomos para a parte
que interessava. Treinar os garotos como se deve. Fomos ao campo de treinamento
e encontrei Edik, o cara que devo tudo o que sei a ele. Ele que me ensinou a me
proteger. Ele luta como ninguém.
- Quanto tempo, pequena Margosha. – Edik disse abrindo os
braços.
O abracei. Margosha significa pérola, e desde que nos
conhecemos ele só me chama assim.
- Verdade Edik. Como estão as coisas por aqui? – o
perguntei.
- Está tudo muito bem. E eles? Quem são? – ele perguntou
apontando com a cabeça para os garotos que estavam sem entender nada.
Justin não entendia, mas estava com uma cara super
antipática.
- Justin, Chaz, Chris
e Ryan. Justin
é meu marido e eles nossos amigos. Eu os trouxe aqui para você mostrar um pouco
do que sabe para eles. Cá entre nós, estão muito despreparados. – disse e Edik
deu uma risada.
- Acho que posso colocar meu velho inglês em prática.
Talvez ele esteja um pouco enferrujado, mas dá pra dialogar. – Edik respondeu e
ri.
- Ótimo. – sorri.
- Hey caras! – Edik disse em inglês.
- Finalmente alguém que fale nosso idioma aqui. – Chris
disse.
- Margosha já me disse o que vieram fazer aqui, então
vamos colocar em prática. – Edik disse.
Até que o inglês dele estava afinado.
- Margosha? – os garotos perguntaram.
- Significa pérola. É que eu a chamo assim desde que
comecei a treiná-la. – ele disse fofo e me abraçou de lado. Edik sempre um
amor. – Oh Justin, não precisa ficar com ciúmes. Ela é como uma filha pra mim.
- Espero que aquele cara pense assim que nem você. – Justin
respondeu cruzando os braços.
- Hugh? – Edik perguntou. – Ele deve pensar. – ele riu. –
Antes de começar a treinar vocês, preciso ver como você está pequena Margosha.
- Tudo bem. – ri fraco.
- Ainda acho que não é preciso esse treinamento. – Justin
disse revirando os olhos.
- Cala a boca, Bieber. – Ryan disse e Justin o fuzilou
com os olhos.
Acompanhamos Edik, e entramos em uma grande sala. No chão
havia umas espécies de colchão para ninguém se machucar na luta, caso fosse em
contato com o chão. Os melhores são treinados aqui. Já tinha alguns treinando,
Edik pediu para que eles parassem e os mesmos ficaram no canto da sala.
- Leve em consideração que não luto há um bom tempo. –
disse enquanto tirava minhas botas.
- E leve em consideração meus 36 anos. – Edik disse e
gargalhei. Adoro esse homem.
Edik tirou seus sapatos.
- Prestem atenção em alguns movimentos, assim vocês não
irão ser pegos desprevenidos. – Edik disse para os garotos.
Rapidamente ele virou para mim com o punho fechado, o
murro iria bem ao meu rosto se eu não tivesse me abaixado.
- Wow, eu praticamente o vi acertando em seu rosto. –
Chaz disse.
- É por isso que ela é uma das melhores. – Edik disse
orgulhoso. – Vamos! – ele disse para mim.
Edik veio em minha direção tentando me acertar e eu
apenas desviava.
- Reage! – ele ordenou como fazia nos treinamentos.
- Eu não quero bater em você, Edik. – confessei.
Edik me deu uma rasteira e fui parar no chão. Gemi fraco
com o impacto.
- Mellanie! – ouvi Justin dizer.
- Mas o seu adversário vai querer bater. – Edik disse. –
Fique calmo, cara. – ele falou para o Justin que estava quase indo tirar Edik
de cima de mim.
Consegui posicionar meus pés na barriga de Edik e o
empurrei de cima de mim. Ele caiu um pouco longe, mas logo estávamos de pé. Fui
para cima dele, fechei meu punho para acertá-lo, Edik o segurou, como eu
imaginava então chutei sua coxa com força e ele urrou baixo. Chutei de novo e
ele foi ao chão. Deixei ele se levantar, e em instantes eu estava presa em um
mata leão. Dei uma cotovelada na barriga de Edik e ele me soltou rapidamente.
Aproveitei que ele baixou a guarda, e dei dois chutes altos na lateral do seu
corpo que o fez cair.
- Acho que você disse que levaria em consideração meus 36
anos. – Edik disse no chão reclamando dos chutes.
- Desculpe Edik. – dei risada.
- Ok, chega de apanhar por hoje. – ele disse e ri
oferecendo minha mão para ele levantar.
- Mellanie, tem alguma coisa que você sabe fazer que a
gente ainda não sabe? – Chris perguntou boquiaberto.
- Não Chris. – disse sorrindo.
- Você luta muito bem, por um momento pensei que fosse
levar uma surra. – Ryan disse.
- Quem ia levar uma surra, seria eu. – Edik disse.
- Porque nunca lutou assim na nossa frente? – Chaz
perguntou.
- Isso fazia parte Chaz, se eu lutasse assim alguém iria
desconfiar. – respondi.
- Mellanie tem mais segredos do que um cofre de banco. –
Justin respondeu me olhando.
Dei de ombros.
- Vamos começar né? Estou mais do que aquecido, e agora
com as costelas doendo. – Edik disse e eu gargalhei.
- Me desculpa Edik. – disse rindo.
- Tá tudo bem. – ele respondeu. – Inicialmente, vou
chamar alguns garotos muito bons para ter uma luta com vocês. Assim, vão ver
qual o método de luta deles. Em seguida, eles vão treiná-los nos quesitos que
vocês são fracos. Eu vou observá-los e orientá-los se preciso. – Edik explicou
e eles assentiram com a cabeça. – Livrem-se dos sapatos, relógios, celular ou o
que for.
Os garotos começaram a tirar os objetos enquanto eu
tomava água.
- Maks! – Edik chamou e o garoto veio. - Ensine tudo o
que sabe para ele. – ele disse em Russo apontando para o Ryan.
Maks assentiu com a cabeça, e ele com o Ryan distanciaram
para começar o treinamento. Depois Edik chamou mais dois, um para o Chaz e
outro para o Chris.
- E quanto a você... – Edik disse para Justin, pensando
quem chamar.
- Eu vou treiná-lo. – disse e Justin arqueou as
sobrancelhas.
- Você? – Justin perguntou debochado.
- Ela é a minha melhor aluna. Vai se sair bem. – Edik
disse.
- É o que veremos. – Justin respondeu e Edik riu para
mim.
Justin está pensando mesmo que vou apanhar. Nos afastamos
também e nos posicionamos de frente para o outro.
- Ok, vou levar em consideração que você é mulher. –
Justin disse estralando os dedos.
- Não, aqui eu sou a sua adversária Justin. E você vai
tentar de todas as formas me machucar. – disse séria.
- Qual é Mellanie, isso aqui vai ser de mentirinha ok? –
ele disse.
Revirei os olhos e me agachei dando uma rasteira no
Justin, ele caiu logo no chão.
- Isso não foi de mentirinha. – disse me abaixando do seu
lado enquanto ele me fuzilava com os olhos. – Eu quero que você aprenda o que
eu sei.
- Eu não preciso aprender nada. – ele disse arrogante.
Coloquei meu pé em seu peito, pisando com força.
- Então vai apanhar até aprender. – disse no mesmo tom.
Chutei sua costela e Justin grunhiu. Rapidamente ele
ficou de pé.
- Isso doeu! – ele reclamou.
- Eu não bati pra você gostar. Agora cala a boca que
ninguém luta conversando. – o repreendi.
- Vale tapa? Porque eu to com uma puta vontade de te dar
uns tapas. – Justin perguntou entre dentes.
- Se você acertar. – disse rindo debochada.
Justin veio para cima de mim, tentando acertar socos
consecutivos e eu apenas desviava.
- Para de ficar socando o vento, vai acabar levando um
soco no meio da testa. – o avisei.
Cada soco que eu desviava, acertava um na barriga do
Justin. Ele ficava mais puto da vida e tentava me acertar de qualquer forma.
Bufei e empurrei com o pé, o fazendo bater na parede.
- Eu sei que você sabe lutar bem Justin. Imagine que eu
sou o Sebastian, desconte toda a sua raiva. – disse.
- Ele não tem peitões e nem tem uma bunda gostosa, não dá
pra imaginar assim. – ele disse mordendo os lábios, revirei os olhos.
- Para de levar na brincadeira Justin! – disse aborrecida
e dei um soco em seu queixo.
Acabou doendo minha mão. Cortou um pouco a boca do
Justin, ele passou a mão nos lábios e depois me olhou com ódio. Exatamente assim
que eu quero. Ele veio com toda fúria para cima de mim, ele ameaçou de me
chutar e eu dei alguns passos para trás. No segundo chute ele conseguiu acertar
minha canela, doeu. Claro que doeu. Dessa vez ele conseguiu me encurralar na
parede, prendendo meus braços atrás das minhas costas, meus seios estavam sendo
esmagados contra a parede.
- Acho que você está sem saída. – ele disse e riu fraco.
Não tinha como eu me soltar dos braços dele, mas tinha
como eu me safar. Pisei com força no pé do Justin, ele rapidamente soltou meus
braços reclamando do pisão. Gargalhei enquanto ele massageava os dedos.
- PORRA! – ele disse.
Não dei ouvidos para as suas reclamações e acertei uma
sequência de socos em seu estômago. Justin ficou sem se defender, ele não sabia
como reagir. Por isso que ele precisa ser treinado. O derrubei no chão e sentei
em seu abdome, era fim de luta. Ele nem tinha mais forças de levantar.
- Meu estômago está fodido, e tu ainda senta vai e senta
em cima. – ele reclamou.
- Dá pra você ceder um pouco, deixar esse orgulho de lado
e permitir que te treine?
- Não era você que iria me treinar? – ele perguntou.
- Não, só queria te dar uma surra. – disse e ele me
fuzilou com os olhos.
Ri fraco e me levantei, em seguida ajudando ele a
levantar.
- O Edik vai te treinar. Ele é o melhor. – disse e limpei
com os dedos um pouco de sangue que escorria em seus lábios. – Edik! – o
chamei. – Presta atenção porque se não, você vai acabar apanhando mais. –
segurei em seu queixo e depositei um selinho em seus lábios.
Que saudades que eu sinto dele. Justin ia falar algo mais
Edik apareceu do nosso lado.
- Eu não queria dizer, mas eu sabia que você iria apanhar
cara. – Edik disse e ri.
- Valeu por avisar. – Justin disse irônico.
- Vou te passar alguns golpes e truques que você pode
fazer, caso você não tenha uma arma e precise lutar com alguém. – Edik disse.
- Ok! – Justin respondeu.
- E os garotos, como se saíram? – perguntei.
- Como era esperado, levaram uma surra básica. Mas agora
já estão sendo treinados como deve. – Edik respondeu.
- Ótimo. Agora eu vou sentar e apenas observar vocês. – disse
pegando uma garrafa d’água e tomando alguns goles.
(...)
Os garotos passaram a manhã toda treinando. No final
estavam todos mortos, então fomos para a mansão. Almoçamos e depois os garotos
foram dormir, Justin passou a tarde toda brincando com o Jason, enquanto eu
estava no escritório colocando as coisas em ordem. Era quase 4:00 da tarde,
quando recebi uma ligação.
- Alô! – disse ao atender.
- Mellanie? É a Emily! Caramba, você está na Rússia? –
ela perguntou.
- Oi. Estou sim.
- Nada demais Emily. Precisava vir aqui. – respondi
simples.
- O Justin está ai também?
- Sim sim. E os garotos também.
- Quando você volta?
- Que interrogatório, Emily. – disse e ela riu fraco. –
Eu ainda não sei quando eu volto. Como estão as coisas na boate?
- Está indo muito bem. Estou adorando trabalhar lá, a
Fernanda até que é legal. – ela disse animada.
- Ah que bom. – respondi. – O dinheiro vai ficar
acumulado nas boates, mas quando eu voltar eu recolho tudo.
- Tá bom. Você está bem?
- Estou sim Emily e você?
- Estou bem, só com saudades do Henry. – ela disse
triste.
- Mas agora que você está ganhando grana, pode ir sempre
que quiser vê-lo.
- Tem razão. Já está tarde aqui, amanhã cedo tenho que ir
para a boate. Só liguei para saber como você estava. – ela disse e bocejou em
seguida.
- Tudo bem. Boa noite, Emily.
- Boa noite Mel, volte logo. – ela disse e ri fraco.
- Ok, beijos. – disse e finalizei a ligação.
Coloquei o celular na mesa e direcionei minha atenção
para alguns documentos que eu tinha que assinar. Minutos depois, começou a
tocar de novo. Era a Jazmyn.
- Oi Jazzy! – disse ao atender.
- Só oi Jazzy? Mellanie, como você faz isso? Caramba,
estamos com saudades de você. – ela disse indignada e ri.
- Eu tinha que fazer isso, mas não adiantou muito. Seu
irmão veio atrás de mim.
- Meu pai ainda o segurou aqui por um dia, ele queria ir
no mesmo dia. Ele levou tanta bronca do meu pai e da Pattie. – ela disse e dei
risada.
- Ele me pediu desculpas, mas eu não aceitei. – disse.
- Bem feito para ele. Ele vai aprender, você vai ver. –
ela disse e ri fraco. – Como está meu neném? Estou morrendo de saudades dele. –
ela choramingou.
- Ele está bem, deve estar com o Justin agora. Com
certeza ele tá com saudades de você também.
- Quando vão voltar?
- Ainda não sei Jazzy, mas acho que não demoro aqui. –
disse.
- Espero que venham logo. Mesmo o Justin sendo
insuportável, também estou sentindo saudades dele. – ela disse e gargalhamos.
- Tá bom. Estão cuidando bem dos cachorros do Jason? –
perguntei.
- Sim estamos, não tem o Jason para brincar então vamos
brincar pelo menos com os cachorros. – ela disse e eu gargalhei.
- Que dó. – disse rindo.
- Enfim, eu vou dormir agora. São 2 da manhã aqui, e vou
para o shopping com a Stefane mais tarde.
- Tá certo Jazzy.
- Ah, deixa eu te contar uma fofoca. – ela disse surrando
e ri.
- Conta!
- Jaxon tá namorando sério com a Stefane. Deu anel e tudo
pra ela. – ela disse.
- Huuuuum! Tá apaixonadinho.
- Você não sabe o quanto. Agora vou indo, beijos! Volte
logo.
- Beijos Jazzy. – disse e ela desligou.
Mais uma vez coloquei o celular em cima da mesa. Dez
minutos depois, ele toca de novo. Caramba. Era número desconhecido.
- Alô? – disse atendendo. – Quem é?
- Você não tem mais o meu número salvo? – a pessoa
perguntou, reconheci logo a voz. Era a Lilly.
- Eu deveria ter? – perguntei irônica. – Você me excluiu
da sua vida, nada mais justo excluir você da minha.
- Não foi bem assim...
- Enfim, o que você quer? – perguntei sem paciência.
- Eu queria falar com o Ryan. – ela disse.
- E porque você não liga pra ele?! – perguntei o óbvio.
- Ele não atende. – ela disse.
- Bom, isso não é problema meu. Eu estou ocupada agora,
vou ter que desligar.
Não a deixei nem falar e desliguei. O que eu menos
precisava agora era falar com ela, depois de tudo que ela me disse seria muita
cara de pau vir dá uma de boa amiga. Larguei o celular e os documentos, fiquei
sem paciência de ler mais alguma coisa. Fui mexer nas gavetas, tinha muitos
contratos ainda com a assinatura do Yure, acabei encontrando uma foto que eu
dei pra ele. Era eu e a minha mãe. Eu tinha uns 16 anos na época. Na foto, ela
sorria para a câmera enquanto eu beijava sua bochecha. Peguei a foto e olhei
diretamente para o seu sorriso e percebi o quanto ela me fazia falta.
- Ai mãe, você não sabe o quanto eu sinto saudades de
você. – sussurrei passando os dedos na foto.
Tudo por culpa do desgraçado do Hugo que não soube
aceitar que a minha mãe amava o meu pai, e não ele. Fechei os olhos com força e
deixei algumas lágrimas cair. Eu sei que onde quer que ela esteja, ela está
cuidando de mim como sempre fez. Bateram na porta e rapidamente limpei as lágrimas.
- Entra! – disse.
Hugh entrou e me olhou confuso.
- Estava chorando? – ele perguntou.
- Não, é que... – respirei fundo. – Há um tempo dei uma
foto minha e da minha mãe para o Yure, e acabei de encontrar aqui. – disse e
olhei para a foto.
- Deve ser horrível perder alguém que amamos tanto,
principalmente uma mãe. Mas você é forte, e ela também te deu forças para
suportar essa dor. – ele disse aproximando-se de mim.
- Não sei por que as pessoas que eu tanto amo, vão embora
cedo. O Yure também foi embora, Hugh. – disse chorosa e algumas lágrimas
surgiram.
- Oh Mellanie! – Hugh disse segurando em minha mão, me
levantei e ele me abraçou calorosamente. – Ele deve ter tido os seus motivos.
Não fique assim, você sabe que ele não gostava de te ver triste. E com certeza,
deve estar junto com a sua mãe cuidando de você. – ele afagou meus cabelos.
- Ele ia ficar tão feliz quando visse o Jason. – solucei.
A porta bateu com força e me assustei.
- Foi só o vento. – ele disse. – Ele viu e está cuidando
de vocês dois. Não fique triste!
- Tudo bem. – suspirei e limpei minhas lágrimas. – Foi só
saudades. Bom, você tinha alguma coisa pra me falar? – perguntei me
distanciando e indo tomar um pouco d’agua.
- Sim. Fui atrás do Ruan Cárceres e descobri que ele está
morto. – ele disse e arqueei as sobrancelhas.
- Quem o matou? – perguntei.
- Ele se matou. Na certa ele saberia que ia sofrer quando
descobríssemos da sua traição. – ele disse.
- Ele ia se arrepender do dia que nasceu. Mas, é um a
menos para eu me preocupar.
- Exatamente. Como foi o treinamento? – ele perguntou.
- Aparentemente bem. Amanhã continuamos.
- Tá bom. Eu vou para casa, se precisar de mim, já sabe.
– ele disse e fez um gesto de telefone com a mão.
- Ok Hugh. Obrigada. – disse sorrindo fraco.
- Por nada. Boa noite Mellanie.
- Boa noite. – respondi e ele saiu do escritório.
Me sentei na cadeira e suspirei pesado. Fiquei alguns
minutos encarando o nada, minha barriga roncou e resolvi ir até a cozinha.
Encontrei os garotos jantando, Jason estava no colo do Ryan com a mão na comida
dele.
- O que tem de bom para comer? – perguntei.
- Eu não sei o nome dessas comidas daqui, mas tá muito
bom. Acho que vou levar essa empregada para Los Angeles. – Chris disse rindo.
- Mas você quer levar ela para fazer a sua comida e ser
comida. – Chaz disse e rimos.
- Exatamente. – Chris disse piscando.
- Safado! – disse. – A comida tá boa, Jason? – perguntei.
- Deve tá, ele afundou a mão no meu prato. – Ryan disse
indignado.
Jason estendeu a mão para mim, vi que estava toda
lambuzada com macarrão.
- Muito obrigada Jason. – disse recusando e rindo.
Ele enfiou a mão na boca e mastigou. Pra ele deve estar
extremamente gostoso.
- Onde está o Justin? – perguntei. Achei estranho ele não
estar ali com eles.
- Eu o vi bebendo lá na sala, mas eu depois ele sumiu. –
Chaz respondeu.
- Bebendo? – arqueei as sobrancelhas.
- Sim. Não sei se era Tequila ou Vodca ou Uísque. – Chaz
completou.
- Ele misturou as bebidas? – perguntei e ele assentiu. –
Isso vai dar merda. Sabem pra onde ele foi?
- Ele deve ter saído. – Chris disse.
- Puta que pariu! Não acredito nisso. – disse passando as
mãos no rosto.
- O que foi? – Ryan perguntou me olhando.
- O Justin não pode por os pés fora de casa, será que ele
pensa que tá em Los Angeles? – perguntei irritada.
- Porque não? – Ryan perguntou novamente.
- Ryan, se descobrirem que um Bieber está na Rússia vão
fazer picadinho dele. Ou melhor, vão matar o Justin, entendeu?
- Mas Mellanie, você manda em tudo isso... – Chaz disse.
- Em boa parte Chaz, mas existe uma pequena Máfia que
odeia a família Bieber.
- Porque? – ele perguntou.
- Outra hora eu explico pra vocês. Eu vou encontrar o
Justin antes que o matem. – disse.
- Espera, nós vamos com você! – Chris disse.
- Não. Vocês fiquem aqui, por favor. – disse e peguei meu
celular ligando para o Hugh.
- Mas Mellanie... – Ryan começou.
- Eu sei o que eu estou fazendo! – disse.
Justin’s
POV
Deixei Jason com o Ryan e fui atrás da Mellanie. Já
estava na hora de jantar e ela ainda estava enfurnada naquele escritório. A
porta estava entre aberta e avistei aquele tal de Hugh abraçado com ela. Que
merda é essa? Minha vontade foi de socar aquele filho da puta. Eu sei que ele é
afim da Mellanie. Apenas bati a porta com força e desci, encontrei a adega
daquela casa e peguei alguns litros. Fui pra sala e tomei alguns goles, é uma
droga mesmo estar em um lugar que você não tem moral nenhum. Não vejo a hora de
voltar para Los Angeles, mas só vou sair daqui quando a Mellanie for comigo.
Nem sei quantas doses eu tomei, não estava mais aguentando ficar nessa casa.
Caminhei até a portaria e abriram os portões para mim, sem nem mesmo eu ter
falado nada. Comecei a andar pelas ruas, preciso me distrair um pouco. O efeito
do álcool já era presente em meu corpo, o que dificultava um pouco a minha
visão. Maldito ciúmes. Tinha acabado de anoitecer, e algumas pessoas
transitavam no meio da rua. Mas de acordo que eu caminhava, a quantidade de
pessoas diminuía e as ruas ficavam escuras. Não faço ideia para onde estou
indo, se aquele russo filho da puta aparecesse na minha frente, eu o mataria de
porrada.
Passei por um beco e tinha alguns homens em frente, falaram comigo
mais eu não entendi porcaria nenhuma. Malditos russos. Só conseguia entender meu
sobrenome na fala deles
.
- Ah vão tomar no cú, seus ratos! – esbravejei
continuando a andar. Como se eles fossem entender o que eu falei.
Só senti ser segurado pelos braços, tentei me soltar,
porém eram dois russos nojentos me segurando e o efeito da bebida não
colaborava em nada. Eles me arrastaram para o beco e começaram uma sequencia de
socos. Eu nem podia me defender.
Mellanie’s
POV
Saí no carro com o Hugh e mais quatro seguranças. Eu
estava com muita raiva por conta da burrice do Justin.
- Não acredito que ele fez isso. – disse irritada com o
olhar nas ruas. – Se não o encontrarmos, vão matar ele.
- Ele não sabe que é odiado por aqui? – perguntei.
- Sabe Hugh. Acho que ele fez isso só pra me irritar,
puta merda!
- Calma, nós vamos encontrá-lo. Eu espero que não tenham
o entrado antes da gente. – ele disse.
- Eu também espero. – murmurei. – De carro nós não vamos
encontrá-lo. Vamos descer e procurar nas ruas.
- Mellanie, você sabe que isso é perigoso. Ainda mais
agora que sabem de você. – Hugh me alertou.
- Hugh, eu não estou ligando pra isso. Eu só quero
encontrar o Justin. – disse desesperada.
- Tudo bem, mantenha a calma. – ele disse e mandou parar
o carro.
Desci com o Hugh e mais dois seguranças atrás. Nem ando
pelas ruas de Moscou e não faço a mínima ideia pra onde ele possa ter ido.
- Tem alguma sugestão? – perguntei a Hugh.
- Vamos raciocinar ok? Ele saiu a pé, com certeza ele
deve ter seguido reto por essas ruas.
- Então vamos só seguir reto? – perguntei e ele assentiu.
– Ok.
Não tinha outra opção mesmo. Começamos a andar apressados
pelas ruas, já começavam a ficar escuras e menos movimentadas. Chegamos à parte
que havia alguns becos que ficavam alguns marginais como todas as cidades. Ouvi
e vi uma movimentação vinda de um dos becos.
- Vem Hugh. – disse o apressando.
Entramos no beco e uma rodinha estava formada em volta de
alguém. Eles distribuíam socos e chutes. Meu coração apertou quando visualizei
Justin quase desacordado no chão.
- O QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? – gritei os
fazendo parar e me olhar.
Eles pareceram me reconhecer e ficaram imóveis. Ouvi os
gemidos de dor do Justin.
- Encontramos um Bieber perambulado pelas ruas. Estamos
poupando o trabalho de muita gente. – um deles respondeu e os quatro riram.
- Hugh! – disse suspirando pesado.
Os dois seguranças aproximou-se daqueles homens nojentos,
os afastou e puseram o Justin de pé. Ou pelo menos tentaram, ele estava bem
machucado. O rosto sangrando e o braço.
- Me empresta isso aqui! – disse pegando a metralhadora que
um dos seguranças carregava. – Essa é a recompensa pelo trabalho.
Apertei o gatilho e as balas começaram a sair sem parar,
apenas movimentava a metralhadora para ter a certeza que não sobraria nenhum
filho da puta. Só parei quando as balas acabaram, os cinco ficaram que nem
peneiras. Balas por todo o corpo.
- Vamos pra casa! – disse entregando a metralhadora de
volta.
Os seguranças carregaram Justin até o carro. Por um lado
eu estava aliviada porque não tinha acontecido o pior e por outro estava com raiva
porque Justin foi tão burro em sair assim com a cara limpa aqui em Moscou. Ele
sabe que aqui, todos o querem morto. Eu estava com a minha roupa toda
ensanguentada, Justin estava com a cabeça em meu colo reclamando de dor.
Chegamos rapidamente em casa, Ryan e Chaz ficaram surpresos com o estado do
Justin.
- Puta que pariu! Que foi isso cara? – Ryan perguntou.
- Foi apenas um passeio que ele resolveu dar. – respondi
pelo Justin.
- Precisa de ajuda?
- Não, eu me entendo com ele. – disse. – Onde está com o
Jason?
- Está com o Chris! – Chaz respondeu.
- Levem ele para o quarto. – disse em russo para os
seguranças.
- Mellanie! – Justin gritou.
Ignorei e agradeci Hugh. Ele foi para casa e subi para
ver como o Justin estava. O deixaram em cima da cama, ele parecia mais um morto
vivo.
- Você é muito burro mesmo, Justin! – briguei enquanto
tentava colocar ele sentado na cama.
- Não me chama de burro. Eu te amo, Mellanie. – ele disse
embolando as palavras.
- Você é burro sim! Porque você foi pra rua? Eu te disse que
não saísse. – disse tentando tirar a sua blusa ensanguentada.
- Mel, você quer transar? Eu estou machucado amor. – ele
disse rindo.
Bêbados, o que fazer com eles?
- Eu não vou transar com você. Me responde! – disse e
tirei a blusa, finalmente.
Notei que ele tinha tomado um tiro de raspão no braço e
não parava de sangrar.
- Depois que a gente acabar de transar, eu respondo. –
ele disse.
- Você quer apanhar mais?
- Eu te amo. – ele disse.
Tá difícil ter uma conversa com esse bêbado.
- Vem, vamos para o banheiro. – disse o levantando.
- Hummm, transar debaixo d’agua é gostoso.
- Justin, cala a boca. – eu disse sem paciência o
arrastando até o banheiro enquanto ele tropeçava nas próprias pernas. – Porque
você saiu?
- Você me mandou calar a boca. – ele disse fazendo bico.
Acabei rindo do idiota. O sentei no vaso sanitário e
coloquei a banheira pra encher.
- Mellanie? – ele me chamou.
- Hum... – respondi.
- Eu te amo, viu? Eu te amo. – ele disse com os olhos
fechados e a cabeça encostada na parede.
- Tá ok. – respondi. – Me ajuda a tirar o resto da roupa.
- Eu te amo, mas estou machucado e não vamos transar. –
ele disse e eu gargalhei.
- Ninguém vai transar aqui, é pra você tomar banho. –
disse cortando o barato dele. – Levanta! – mandei e ele nem se mexeu. – Levanta
Justin!
- Meu corpo tá doendo, cacete! – ele disse bravo.
- Dá próxima vez você pensa antes de fazer alguma coisa.
– disse o levantando a força e tirando seu cinto.
Tentei tirar a sua calça, mais ele não colaborava de
jeito nenhum.
- Quer saber? Entra assim mesmo na banheira. – disse o
empurrando.
Ele resmungou entrando na banheira. Em segundos a água
ficou toda vermelha por causa do sangue.
- Vai ficar pelo menos 30 minutos aí. – disse.
- Meu braço tá ardendo. – ele murmurou.
- Fica ai. E não dorme. – disse me distanciando.
- MELLANIE! EU TE AMOOOOOOO! – ele gritou.
- Para de gritar seu louco. – briguei com ele.
- TE AMOOOO GOSTOSA! – ele gritou de novo.
- Eu vou dar na sua cara, Justin! – o ameacei.
- Cadê o Jason? Trás ele aqui. – ele pediu.
- Depois eu trago. Fica quieto e calado. – disse e saí do
banheiro.
Ouvi ele me chamar, apenas ignorei e desci. Fui até a
cozinha e comi alguma coisa. Eu estava morrendo de fome.
- Como ele está? – Chris perguntou com o Jason no
pescoço.
- Machucado e bêbado. – respondi.
- Que mancada que ele deu.
- Nem me fale. Amanhã quando ele estiver bom, ele vai me
ouvir. – disse. – E você bebê, não tá com sono?
- Naum, quelo blincar. – Jason respondeu.
- Chris, você pode ficar com ele enquanto eu cuido do
Justin? – perguntei.
- Claro, vai lá. – ele disse, sorri e deixei a cozinha.
Voltei para o quarto, me sentei na cama ligando a TV e
deixei mais alguns minutos passar. Entrei no banheiro e ia fazer uma hora e
Justin estava praticamente cochilando na banheira, a água estava toda vermelha.
- Justin, vem. – o chamei.
- Quê? – ele perguntou.
- Agora vai para o chuveiro. – disse.
- Eu não quero. – ele respondeu.
- Você não tem querer. Levanta. – mandei.
Ele levantou-se reclamando, liguei o chuveiro e ele foi
para debaixo se livrando das calças.
- Consegue tomar banho sozinho? – perguntei.
- Acho que sim. O efeito do álcool tá passando. – ele
disse.
- Que ótimo. – respondi e saí do banheiro.
Esperei Justin sair do banheiro, ele apareceu com uma
toalha em volta da cintura e outra no braço.
- Isso não para de sangrar. – ele disse sentando-se da
cama.
Voltei para o banheiro e peguei a caixa de primeiros
socorros. Abri e coloquei do lado, peguei algodão e soro para limpar os
resquícios de sangue que tinha no seu rosto.
- Nossa como dói. – ele reclamou de olhos fechados
enquanto franzia a testa.
- Amanhã que vai doer. – disse. – Porque você saiu?
- Porque eu estava a fim. – ele respondeu.
- Me responde direito.
- Eu vi você abraçada com aquele russo nojento, tá legal?
– ele disse e eu parei no mesmo instante.
- Quê? – perguntei o olhando.
- Eu fui atrás de você no escritório e você estava lá com
aquele cara, os dois, abraçados.
- Idai? – perguntei.
- Idai Mellanie? Ele é a fim de você. Porque que vocês
estavam abraçados mesmo?
- Você é muito precipitado Justin. Hugh não é afim de
mim, ele tem uma mulher e tem filhos. Ele me abraçou porque eu estava chorando.
- E porque estava chorando? – ele perguntou.
- Porque eu lembrei da minha mãe.
- E precisava ele ficar te abraçando?
- Justin! – o repreendi.
- Eu fiquei com ódio, bebi e saí mesmo. – ele disse dando
de ombros.
- Você é um completo idiota. Se você tivesse morrido, eu
ia até o inferno te ressuscitar e eu mesma te matava de porrada. – disse brava
e ele riu.
- Eu to todo fodido. – ele resmungou.
Passei pomada no rosto dele e fui ver o ferimento no
braço. Limpei, passei remédio, coloquei gaze e fiz um curativo. Peguei os band
aids para colocar no supercílio do Justin.
- Mellanie?
- Hum? – disse e coloquei o band aids.
- Você não vai me perdoar? – ele perguntou olhando em
meus olhos.
- Depois nós conversamos sobre isso. – disse guardando
tudo. – Você precisa ir dormir agora.
Justin suspirou e levantou-se indo se vestir. Bateram na
porta, era o Chris com o Jason nos braços.
- Acho que ele está com sono. – Chris disse.
- Vem bebê, vamos tomar banho e ir dormir. – peguei Jason
nos braços.
- E o Justin? – Chris perguntou.
- To aqui. – Justin respondeu lá do closet.
- Eu vou tomar banho com esse porquinho, fiquem
conversando aí.
Disse indo para o banheiro com o Jason. Tomamos um belo
banho, me enrolei em um roupão e o enrolei em uma toalha. O levei nos braços
porque ele estava todo preguiçoso e sonolento. Justin já estava deitado na
cama. Coloquei o seu pijama e vesti o meu, o peguei nos braços saindo do
closet. Liguei o aquecedor porque o frio estava horrível. Coloquei Jason na
cama e ele foi para cima do Justin.
- Au Jason! O papai tá machucado. – Justin disse.
- Papai caiu? – Jason perguntou e me deitei na cama.
Jason estava no nosso meio.
- Foi. Agora estou dodói. – Justin disse.
- Mamãe dá bejim pla salar. – Jason disse me olhando.
- Mamãe não quer dar beijinho no papai. – Justin disse.
Que malandro. Quer por o Jason contra mim agora.
- Não sara com beijinho, Jason. – disse.
- Sala com o que? – ele perguntou.
- Dormindo. – disse.
- Vamo dormir papai. – Jason disse.
- Ah claro. Vamos sim! – Justin respondeu sem ânimo.
Jason veio aninhar em meu peito, comecei a fazer carinho
em seus cabelos. Justin estava deitado de lado, me olhando enquanto eu olhava
Jason dormir.
- Você não quer comer nada? – perguntei o olhando.
- Eu estou sem fome. – ele respondeu.
Jason se mexeu colocando a mãozinha no meu seio.
- Ele nunca perde essa mania. - Justin disse. Ri fraco. –
O que você faria se eu morresse?
- Mas que pergunta Justin!
Não queria nem pensar nessa hipótese. Eu morreria junto.
- Responde. – ele insistiu.
- Eu não quero responder isso. – disse séria. – Vamos
dormir que é melhor.
- Se você me responder, eu vou.
- Eu não sei Justin. Tudo perderia o sentindo pra mim. Eu
não quero pensar nisso, e nem quero perder outra pessoa que eu amo. Já basta a
minha mãe e o Yure. – disse suspirando pesado e encarando o teto.
- Eu sinto a sua falta. – ele sussurrou. O olhei, mas
permaneci calada. – Eu amo você.
- Eu sei. – tirei minhas mãos do cabelo do Jason e levei
até aos cabelos do Justin que ainda estavam úmidos, acariciando. – Eu sei. –
repeti tentando convencer a mim mesma.
Eu também amo você, Justin.
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Continua?
Obrigada por todos os comentários!
Ooooi Lifes! Demorei um pouco porque estava fazendo simulado, mas postei um capítulo big.
Me contem o que acharam nos comentários. Eu amei todos da postagem anterior.
MEU SNAP: srta_andrade
Gente, eu leio todos os comentários ok?
São muitos mais eu leio sim. Então comentemmmmmmm ♥
A tag de hoje é:
#MelLiberaAPpka
Vamos liberar essa ppka, que até eu
estou com dó do Justin uehuehehuehuehu.
Um milhão de beijos, amo vocês lindas
do meu core ♥

