Fanfics - Justin Bieber

sábado, 3 de outubro de 2015

Dangerous Life 2° - Capítulo 41 - Reconciliation

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Entre abri meus lábios e deixei que sua língua percorresse por minha boca. Era um beijo cheio de saudades, posso dizer que até de alívio por termos dado uma trégua naquela enorme briga. Justin pressionava seus lábios contra os meus enquanto o beijo rolava, ele chupou minha língua com força e eu quase enlouqueci. Eram dias sem sexo e simples toques já me deixavam louca. Justin passou um braço em volta da minha cintura e rapidamente me pôs deitada na cama, com ele em cima de mim. Meu celular começou a tocar, mas Justin nem se importou e continuou me beijando. Dei uns tapinhas em seu peito pra ele me soltar, mais foi em vão.

- Meu... Celular. – disse com dificuldade entre beijos.

- Deixa tocar. – Justin murmurou.

- Pode ser importante. – disse colocando meu dedo indicador em seus lábios para que ele não voltasse a me beijar.

Ele mordeu meu dedo e dei risada.

- Saí. – disse.

Ele bufou e saiu de cima de mim. Me levantei e fui procurar o meu celular. Quando o encontrei, vi o nome da Emily no visor.

- Oi Emily. – disse atendendo e olhando para Justin, que revirou os olhos.

- Oi Mel. Só liguei pra saber como você está. – ela disse e me virei indo para a janela.

- Eu to bem e você? Como estão as boates? – perguntei e me encostei à grade.

- Estou bem. E as boates sempre cheias. – ela respondeu. – Ah, eu fui ao Texas buscar o Henry, eu não estava aguentando de saudades. Espero que não fique chateada por eu não ter avisado.

- Claro que não. Você não me deve satisfações, a não ser das boates. – respondi.

- Ok, e o Jason? – ela perguntou.

- Está bem...

Respondi e tive um breve susto quando senti Justin atrás de mim. Ele colocou meus cabelos para o lado e depositou alguns beijos molhados e demorados abaixo da minha orelha. Emily continuava a conversa enquanto eu tentava me concentrar e responder algo coerente. Justin não satisfeito, colocou as mãos em minha cintura e foi adentrando pela minha camisa, seus dedos arrastavam por minha barriga e queimavam minha pele como se fossem brasas. Emily não parava de tagarelar, eu realmente nem estava prestando mais atenção no que ela falava. Justin mordeu meu pescoço e apertou meus seios na mesma hora, eu mordi meus lábios com força repreendendo um gemido.

- Mel? – Emily me chamou.

- O-oi. – respondi com certa dificuldade.

Justin deu risada pelo nariz, fazendo eu me arrepiar com sua respiração em meu pescoço. Era o meu fim mesmo.

- Você está bem? – ela perguntou.

- Estou, depois a gente se fala ok? – disse.

- Tá bom. – ela respondeu.

- Tchau. – respondi e desliguei. – Seu cachorro!

Disse para Justin que gargalhou
.
- Eu estava falando com a Emily. – disse indo colocar o celular no criado-mudo.

- Grande merda... – ouvi ele dizer.

Me virei e Justin estava atrás de mim. Em instantes ele me pegou no colo.

- Justin, seu braço... – o avisei.

Ele nem me deu ouvidos e me jogou na cama. Justin teve um ataque de espirros e ri alto.

- Do que você está rindo?- ele perguntou coçando o nariz que já estava vermelho e subindo em cima de mim.

- De você.

- Ah é? – ele perguntou desafiador e levou as mãos até a minha cintura, onde ele começou a fazer cócegas.

- Ah não Justin... – disse entre risadas.

- Não, o que? – ele perguntou sem parar de me fazer cocegas e mordendo minha bochecha.

- Eu vou bater em... Vocêeeee. – disse com dificuldade.

- Eu estou machucado, Mel. – ele disse cínico.

- Pois não parece. – disse rindo. Minha barriga e minhas bochechas já doíam de tanto rir.

Justin levantou minha blusa e começou a beijar minha barriga, me fazendo cócegas.

- Eu vou fazer xixi nas calças. – disse rindo e Justin gargalhou. – Paraaa! – dei um tapa em seu braço.

- Aaah porra. Meu braço Mel. – ele disse saindo de cima de mim enquanto fazia careta.

- Oh desculpa, eu não sabia que era o machucado. – disse o olhando. – Deixa eu ver.

Pedi e ele fez um bico enorme.

- Para de fazer manha. – disse e olhei o seu braço, estava tudo normal. Dei um beijinho em seu ombro. – Pronto, agora vai sarar.

- Faltou aqui. – ele disse apontando para a bochecha esquerda.

Dei um beijinho lá. Ele apontou para a outra, fiz o mesmo. Depois para a testa, beijei também. Em seguida o queixo, dei outro beijinho e por fim ele apontou pro seu enorme bico.

- Como você é dengoso, bebê. – disse dando um beijo demorado em seus lábios.

- Faz tanto tempo que você não me chama assim. – ele disse sorrindo.

- É porque você não estava merecendo, mas você continua sendo meu bebê. – disse sorrindo de volta.

Justin me puxou para um abraço, me apertando forte contra o seu corpo, respirei fundo inalando todo o seu cheiro. Ele desceu suas mãos até a barra da camisa e a puxou para cima lentamente, me separei do abraço e levantei os braços. Justin me olhava nos meus olhos fixamente, enquanto tirava a camisa do meu corpo. Ele a jogou no chão e fitou meus seios cobertos pelo sutiã.

- Eu senti falta de tudo isso. – ele sussurrou colocando as mãos sob os meus seios e os apertando devagar. Arfei.

Justin segurou em meu queixo e aproximou seu rosto do meu, iniciando um beijo lento e gostoso. Seus dedos foram para o feixe do meu sutiã, em segundos ele foi aberto. Justin tirou meu sutiã e foi me deitando na cama sem nem mesmo partir o beijo. Suas mãos foram para os meus seios, ele os apalpou com cuidado, como se estivesse os tocando pela primeira vez. Justin separou nossos lábios e foi descendo com beijos molhados até chegar em meus seios, onde fechei meus olhos sentindo sua língua tocar meu mamilo direito.
Agora sim, eu iria ao céu, depois de tantos dias vivendo um inferno.

Justin’s POV

Abocanhei aqueles seios deliciosos que eu senti tanta falta. Meu corpo estava todo fodido, mas eu estava em abstinência de sexo e não iria parar agora. Lambi ao redor do seu seio direito, enquanto massageava o outro com a mão. Mellanie estava inquieta debaixo de mim, eu sei o quanto ela também sentiu saudades das nossas fodas. Minha língua fazia pressão sob seu mamilo, e meu pau já dava sinal na minha boxer. Mordi seu mamilo rígido e ela grunhiu. Sorri passando para o seu outro seio. Suas mãos estavam em minha nuca fazendo carinho enquanto eu fazia o que bem quisesse com seus seios. São uma delícia. Voltei a beijar sua boca, era um beijo desesperado com luxuria. Desci minhas mãos até a barra da sua calça de moletom, e comecei a puxá-la para baixo. Separei nossos lábios e sai de cima dela, Mel olhou para a minha ereção e mordeu os lábios. Safada! Puxei sua calça e calcinha e joguei no chão. Foi a minha vez de morder os lábios vendo sua boceta ali, toda pra mim.

Subi na beirada da cama e peguei em sua perna direita, depositando mordidas. Mel começou a rir.

- Isso faz cócegas. – ela disse rindo.

A selei rapidamente e a puxei para cima, a encostando nos travesseiros. Senti meu braço doer, ótima hora. Peguei em suas pernas e as afastei, deixando Mel toda aberta pra mim. Ela me olhava safada esperando alguma atitude minha. Me pus entre suas pernas e passei meu dedo indicador pelo seu clitóris até a entrada. Mel se contorceu. Oh, ela estava molhada. Me agachei entre suas pernas e dei um beijo em sua boceta, abri seus lábios maiores com os dedos e chupei seu clitóris com força, recebendo em troca um gemido abafado. Comecei a fazer movimentos circulares com a língua em seu clitóris, Mel puxava meus cabelos enquanto gemia.

- Ahhmm Justin... – ouvi ela dizer entre gemidos.

Tirei minha boca da sua boceta e introduzi um dedo devagar em sua entrada. Mel soltou alguns suspiros, me aproximei do seu rosto e beijei seus lábios enquanto movia meu dedo em movimentos sequenciados. Mel soltava suspiros pesados contra meus lábios, introduzi mais um dedo e ela mordeu meu lábio inferior. Os curvei dentro dela e continuem a movimentá-los. Mel passou as unhas sem piedade nas minhas costas que eu senti arder. Meus dedos deslizavam rapidamente em sua boceta, ela estava tão lubrificada e logo logo gozaria. Separei nossos lábios e voltei a chupar a sua boceta. Enrijeci minha língua e passei em seu clitóris freneticamente, Mel gemeu alto arqueando as costas. Aumentei a velocidade dos meus dedos, e em instantes senti seu líquido quente escorrer. Tirei meus dedos dela e enfiei minha língua, sugando o máximo para mim. Mel se contorcia toda na cama tendo espasmos de prazer.

- Oh goshhh! – ela gemeu alto apertando seus seios.

Chupei toda sua boceta, a deixando molhadinha. Levantei da cama e tirei a minha boxer. Meu pau já estava rígido, o peguei pela base e deslizei minha mão até a cabecinha, me masturbando. Mel me olhava passando a língua em seus lábios e com sua mão em seu clitóris, a estimulando. Ela queria me deixar louco. E estava conseguindo.

- Vira gostosa! – pedi e ela sorriu safada.

Mel se virou ficando de barriga para baixo, deixando aquela bunda gostosa empinada para mim. Fiquei em cima dela e passei meu pau em sua boceta o lubrificando, segurei em seus glúteos e pus meu pau no meio, movi meu quadril para frente e para trás insinuando uma penetração. Mel empinou ainda mais a bunda, ela estava gostando. Gostosa! Deslizei meu pau para dentro dela e fechei os olhos sentindo aquela sensação maravilhosa. Comecei a mover meu quadril lentamente, Mel apertava a colcha da cama a cada vez que eu ia fundo. Segurei em seus glúteos os apertando com força, me concentrando para não ir tão rápido. Eu queria curtir o momento e matar de vez por todas as saudades que eu sentia do corpo dela junto ao meu.

Fiquei alguns minutos a penetrando devagar, então Mel pediu pra ir mais rápido. Atendi seu pedido e aumentei a velocidade das penetrações. Eu a entocava fundo e ela gemia alto. No quarto era possível ouvir apenas nossos gemidos e o barulho dos nossos corpos se chocando. Pendi minha cabeça para trás me concentrando para não gozar logo, mas era impossível. Já sentia as veias do meu pau engrossando, apertei sua bunda com força deixando a marca dos meus dedos ali, urrei alto enquanto gozava dentro dela. A entoquei mais algumas vezes e tirei meu pau de dentro dela, dei alguns beijinhos molhados em sua bunda gostosa e ela soltou alguns risos.

Mel levantou-se e me estendeu a mão.

- Vamos tomar banho? Eu estou com calor. – ela disse com um sorriso malicioso nos lábios.

- Vamos. – concordei me levantando.

Segurei em sua mão e fiz ela dá uma voltinha.

- Sua bunda está linda com as marcas dos meus dedos. – disse a abraçando por trás e beijando sua bochecha.

- Imagino que esteja. – ela disse sorrindo pelo nariz.

Caminhamos até o banheiro enquanto eu beijava sua bochecha e mordiscava a sua orelha.
- Seu machucado está sangrando. – ela disse enquanto tirava o curativo.

- Acho que fiz muito esforço. – disse rindo, ela revirou os olhos e riu.

Fomos direto para o chuveiro, liguei o registro e Mel pegou o sabonete liquido, despejando um pouco em sua mão.

- Deixa que eu dou banho em você. – ela disse me olhando e esfregando as mãos, logo se formou espumas.

Sorri de lado concordando com a cabeça. Mel passou as mãos em meu pescoço, ensaboando aquele local. Depois foi descendo para meu peito, ela acompanhava suas mãos com os olhos, e eu mantinha meus olhos nela. Ela colocou mais sabonete nas mãos e passou em meus braços, com cuidado para não passar no machucado. Depois ela foi descendo para meu quadril, e chegou até o meu pau. Ela deu um sorrisinho safado e me olhou, arqueei as sobrancelhas devolvendo o sorriso. Mel segurou na base do meu pau e deslizou sua mão ensaboada até a cabecinha, oh Deus. Isso é muito bom. Fechei meus olhos a sentindo fazer mais vezes, a água caia sob nós dois e ela continuava os movimentos lentos. Já não tinha nem mais sabonete no meu corpo e ela continuava me masturbando. Mel beijou todo o meu pescoço e foi descendo seus lábios pelo meu corpo, até sentir ela trocar sua mão pela boca. Ela me abocanhou com força e eu gemi um pouco alto. Logo ela estava me chupando e meus dedos estavam agarrados em seu cabelo molhado. Ela me chupava com força me fazendo ir ao delírio. Que boquete maravilhoso. Sua mão reversava entre me masturbar e entre massagear minhas bolas.

Senti que já iria gozar, então a puxei para a cima e a encurralei na parede do banheiro. Levantei sua perna e a penetrei sem aviso nenhum, ela gritou.

- Awn, essa doeu. – ela disse.

- Foi mal, baby. – respondi e comecei a penetrá-la rapidamente.

Levei minha mão até seu clitóris a estimulando enquanto a penetrava com força. Mel mordeu meu ombro, ela já começava a amolecer em meus braços. Procurei seus lábios sentindo meu orgasmo próximo. Ela segurou em minha nuca intensificando o beijo, apertei sua cintura contra meu corpo e liberei meu líquido nela. Nossos gemidos se confundiam enquanto chegávamos ao orgasmo.

- Não me solta, se não eu caio. – ela disse com a respiração falha e dei risada.

Saí de dentro dela e desci sua perna, segurei em sua nuca retomando o beijo. Agora sim, tudo voltou ao normal. Do inferno para o céu, em poucos e prazerosos minutos.

Mellanie’s POV

Isso que dá ficar dias sem sexo. Eu estava totalmente acabada. Depois de um banho de verdade, só me enrolei na toalha e me joguei na cama de bunda pra cima. Dava pra ouvir Justin espirrando no banheiro sem parar, na hora do sexo ele não espirrou né.

- Mel, tem que fazer o curativo. – o ouvi dizer saindo do banheiro.

Resmunguei qualquer coisa e continuei deitada. Ele puxou a minha toalha e deu uma mordida na minha bunda.

- Você está me ouvindo? – ele perguntou.

- Ai Justin. Eu to. – resmunguei.

Me levantei e olhei pra ele com cara de poucos amigos. Ele deu um risinho e revirei os olhos. Fiz o curativo nele em meio a tantos espirros, daqui a pouco quem vai gripar sou eu. Voltei pra cama e joguei a toalha no chão, a preguiça estava demais pra ir vestir alguma coisa. Justin deitou ao meu lado e me chamou para deitar em seu peito.

- Seu braço tá machucado. – disse.

- Do outro lado né. – ele disse como se fosse o óbvio.

Passei por cima dele e me aconcheguei em seu peito.

- Justin, acho que você está quente. – disse colocando a mão em seu pescoço e na testa.

- Eu sou quente. – ele disse e dei risada.

- Idiota, estou falando no sentido febril.

- Eu to normal. – ele disse. – Pega meu celular ai.

Me estiquei e peguei o celular dele. Na tela de bloqueio tinha uma foto nossa, eu estava mordendo a sua bochecha e ele fazendo careta. E no plano de fundo, uma foto do Jason sorrindo. Awn, meu bebê.

- O que você vai fazer? – perguntei.

- Falar com o Chris. – ele disse digitando alguma coisa com a mão esquerda e com a outra fazia carinho nas minhas costas.

- Diga ele que amanhã tem treino. – disse bocejando.

- Ok. – ele respondeu.

Nem sei se Justin falou mais alguma coisa, adormeci muito rápido.

(...)

- Justin, você está com febre. Tem que ficar em casa descansando. – disse tentando convencê-lo.

Justin amanheceu ardendo em febre e gripado, mas insistia em ir com a gente no armazém, alegando que tem algo importante pra tratar com o Sebastian.

- Vai ser rápido, Mel. – ele disse com a voz fanhosa.

- Você é muito teimoso. – disse bufando. – Deixa isso pra depois.

- Tem que ser hoje. – ele respondeu.

- Não! Você vai ficar em casa. – disse cruzando os braços.

- Meu amor, entenda! Eu preciso ir lá hoje, depois nós voltamos para casa e você cuida de mim, ok? – ele disse descruzando meus braços e segurando em minhas mãos.

- Você está doente, mal se aguenta em pé. – disse vendo seus olhos baixos.

- Amor... – ele disse manhoso.

- Porra! – bufei me dando por vencida.

- Eu te amo. – ele disse me dando um selinho.

- Você é um chantagista filho da puta. – disse irritada e ele riu fraco.


- Vamos, eu quero voltar logo. – ele disse.
Suspirei e peguei minha bolsa. Justin passou o braço por meus ombros e coloquei o meu em volta da sua cintura. Saímos do quarto e fomos para a cozinha, encontramos os garotos já tomando café.

- Oh, o casal voltou. Isso merece uma salva de palmas. – Chris disse e os retardados começaram a bater palmas.

- Idiotas. – ri deles, me sentei e Justin sentou ao meu lado.

- Que cara é essa Justin? É o poder de uma boa foda? – Ryan perguntou e eles riram.

- Ele está com febre e gripado, e quer ir l ao armazém fazer o que, eu não sei. – respondi colocando suco de laranja pra ele.

- Chris, tudo certo? – Justin o perguntou.

- Sim. Está aqui! – Chris perguntou mostrando um envelope grande.

- O que é isso? – perguntei curiosa.

- Depois saberá. – Chaz disse.

- Eu não quero. – Justin recusou o suco.

- Ou toma, ou fica em casa. – disse.

- Visssssh! – os garotos disseram rindo.

Justin revirou os olhos e começou a tomar o suco à força. Tomamos o café e depois fomos para o armazém, segurei o envelope para que não passasse pela revista. Justin estava abraçado comigo, ele estava com uma indisposição enorme. Hugh nos levou até o porão, Justin pediu que tirassem Sebastian do quarto. Trouxeram Sebastian e o sentaram.
- Esses grãos de milho fazem um milagre enorme! – disse rindo e olhando para seus joelhos inchados.

- Vagabunda! – Sebastian resmungou fraco.

- Fica calado que é melhor pra você! – Justin disse do meu lado. – Christian!

Chris abriu o envelope e tirou alguns papéis de dentro e uma caneta. Ele entregou para Justin, ele me soltou e foi até o Sebastian entregando a caneta.

- O que é isso? – Sebastian perguntou.

- É um documento onde você passa a Presidência Italiana para mim. – Justin disse sorrindo.

Arregalei meus olhos com essa revelação. Pensei que ele tivesse esquecido isso.

- O que? Não vou assinar porcaria nenhuma. – Sebastian disse com raiva.

- Claro que vai. – Justin disse com certeza.

- Prefiro morrer! – Sebastian disse.

- Peça para trazer a Vick aqui. – Justin disse para mim e assim fiz.

Trouxeram a Vick e ela nem parecia mais àquela vadia mimada de antes. Estava toda ferida e com os joelhos inchados.

- Deixa ela em paz. – Sebastian disse.

- Ok, eu deixo você escolher qual deles vai estuprar ela. – Justin disse apontando para os quatro capangas que tinham no porão.

- Papai! – Vick começou a chorar.

- NINGUÉM VAI ENCOSTAR NELA! – Sebastian gritou em desespero.

- Então assine logo essa merda. – Justin disse com raiva.

Até doente, com raiva, ele ficava lindo.

- NUNCA! – ele gritou.

- Ok. – Justin disse e andou pelo porão até encontrar um taco de baseball. – Ou seria melhor com isso aqui? – Justin perguntou aproximando-se da Vick.

- Justin... – o chamei.

Ele não faria aquilo na minha frente. Não mesmo.

- Você talvez nem vá sentir né Vick. Já deu pra Itália quase toda. – Justin disse e os garotos riram.

- Papai, por favor! – Vick disse chorando.

- A decisão é sua, Sebastian. – Justin disse.

- SEU FILHO DA PUTA! VOCÊ VAI DIRETO PARA O INFERNO! – Sebastian gritou.

- Nós nos encontramos lá. Agora assina que eu não tenho o dia todo. – Justin disse impaciente.

Sebastian pegou a caneta e Justin o entregou os papeis.

- Se você tentar alguma gracinha, eu enfio esse taco no seu cú. Entendeu? – Justin disse e fiz careta imaginando a cena.

Sebastian assinou todos os papeis e Justin sorria com isso.

- Só porque você colaborou, não vamos dar nenhum castigo hoje! Hoje não, mais amanhã estaremos aqui. – Justin disse.

Levaram Sebastian e Vick de volta para o quartinho, enquanto ele o xingava de todas as formas.

- Podemos ir agora. – Justin respondeu fechando o envelope.

Saímos do porão, Hugh estava lá fora e direcionou os garotos para a sala de treinamento. Edik estaria os esperando. Saí do armazém com o Justin e já tinha um motorista nos esperando.

- Porque ficou tão calada? – ele perguntou assim que chegamos em casa.

- A máfia Russa e a Italiana não se batem. E olha só, você agora é o Presidente da Máfia Italiana, isso não te diz nada? – perguntei o olhando.

- Não. Vai ficar tudo sob o controle. Eu sei o que eu estou fazendo. – ele respondeu.
- Isso vai dar merda Justin! Tecnicamente, nós somos inimigos agora.

- Fico feliz por ter uma inimiga tão gostosa. – ele disse me abraçando.

- Idiota! Você nunca quer ficar por baixo né. – disse.

- Só se você estiver em cima de mim. – ele disse safado e dei risada.

- Eu estou falando sério. São duas máfias que sempre disputam o primeiro lugar, nós vamos viver sempre em guerra. – bufei.

- O lado bom disso é que vamos resolver nossas desavenças sempre na cama. – ele riu malicioso.

- Não dá pra falar sério com você. – revirei os olhos.

- Obrigada Deus, por minha próxima inimiga ser tão gostosa e ser minha mulher. Amém. – Justin disse e gargalhei.

- Isso é muito contraditório. Acho que essa febre está fazendo você delirar. – disse e começamos a subir as escadas.

- Você não vai fazer greve de sexo, caso a Máfia Italiana fique em primeiro lugar quando eu assumir o poder né? – ele disse irônico e foi a minha vez de rir.

- Tenta a sorte, bebê. – sorri debochada.

Como é morar com seu próximo inimigo no mundo do crime que é o amor da sua vida? Acho que esse é o momento das luzes do palco serem acesas e a plateia bater palma, porque definitivamente minha vida é uma piada.  Tenho que concordar com Justin, nossas desavenças sempre serão resolvidas na cama, assim espero. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!

O casal voltou com força total em! Fazia tanto tempo que não escrevia parte hot, que acho que desaprendi :(

We heart it
Snap: srta_andrade

A tag de hoje é: 
#QueremosLapDanceMel 

Não sou de dar dica pro próximo capítulo, mas essa ai tá tipo MUITO na cara.
Ah, já tinha dito na postagem dos avisos ( que eu já apaguei), mas só pra reforçar, muito obrigada pelos 230 comentários, estou nadando nas lágrimas da inimigas. 

Amo vocês ♥

domingo, 20 de setembro de 2015

Dangerous Life 2° - Capítulo 40 - Truce

242 comentários | |



Acordei com o Jason no meio da madrugada pedindo para ir ao banheiro e depois disso não consegui mais dormir. Jason logo voltou a dormir e Justin estava em um sono bastante pesado. Continuei deitada encarando o teto, ontem foi um dia cheio, com direito a quase morte do Justin. Talvez por isso que eu não conseguia voltar a dormir. Olhei no relógio do criado-mudo e marcava 4:29 da manhã, suspirei e mudei de posição diversas vezes para ver se o sono chegava. Só às 5:20 da manhã que eu consegui pregar os olhos.

- Mamãe, mamãe. – ouvi Jason me chamar.

- Jason, deixe sua mãe dormir. – era a voz de Justin.

- Abom. – Jason reclamou com a voz chorosa.

Apertei meus olhos com força e depois os abri, dando de cara com Jason em cima de mim, seus olhos azuis me olhavam com curiosidade.

- Ela acodô. – ele disse batendo palminhas.

- Bom dia, meu príncipe. – disse beijando sua testa.

- Jason quer comê. – ele disse e ri fraco.

- Jason sempre quer comer. – disse.

- Bom dia, Mellanie. – Justin disse com a voz rouca e direcionei meu olhar para ele.

Tinha alguns hematomas da surra de ontem em seu rosto, na região dos olhos e no supercílio.

- Bom dia, Justin. Como se sente? – perguntei me espreguiçando e tirando Jason de cima de mim.

- Quebrado e bastante dolorido. – ele resmungou.

- Acho que não preciso te lembrar o que aconteceu ontem né? – me levantei da cama.

- Eu sei o que aconteceu. – ele revirou os olhos.

- Eu vou levar os garotos para o armazém e depois eu volto. Você fica aqui em casa. – disse indo para o banheiro.

- E eu tenho escolha? – o ouvi perguntar.

- Não tem não. – respondi. – Vem tomar banho, Jason.

Jason se escondeu debaixo do edredom, todo encolhido.

- Não sabia que tínhamos um porquinho na família. – disse indo buscá-lo.

- Naum quelo. – Jason choramingou.

O descobri e estendi os braços. Ele começou a chorar e subiu em cima do Justin.

- Ai Jason. – Justin reclamou. – Vai tomar banho com a sua mãe. – ele tentou convencê-lo, mas o que ganhou em troca foi o choro do Jason.

- Naaaaum. – Jason disse chorando.

- Deixa, depois eu tomo banho com ele. – Justin respondeu enquanto Jason escondia o rosto em seu peito.

- Tudo bem. – disse e fui para o banheiro.

Lavei o rosto, escovei os dentes, me despi e fui para debaixo do chuveiro. A água quente fazia meu corpo toda relaxar. Queria ficar ali por horas, mas eu tinha coisas para fazer. Ouvi a porta do banheiro ser aberta, pelo box embaçado do banheiro vi Justin.

- Justin! Eu estou tomando banho. – disse.

- Não tem nada ai que eu não tenha visto. – ele disse com desdém.

- O que você quer? – perguntei.

- Eu só vim urinar, pode continuar ai seu banho.

Já que era só isso, continuei a tomar meu banho. Justin fez o xixi dele e depois saiu do banheiro. Desliguei o registro e peguei um roupão, me enrolando. Saí do banheiro, Justin estava passando os canais e Jason mexia no seu celular. Fui para o closet e me vesti. Coloquei uma calça jeans justa, uma blusa de mangas e botas. Meus pés também sentem frio.

- Eu não vou demorar. Se precisar de alguma coisa, me liga. – disse para Justin.

- Ok. – ele murmurou.

- Ah, tomem banho e comam algo.

- Já estamos indo.

- E o curativo?

- Eu me viro. Pode ir. – ele disse ainda mudando os canais.

- Tudo bem. Tchau Jason. – ele me olhou e deu tchau com a mão. – Tchau Justin.

- Tchau, Mellanie. – ele disse sem me olhar.

Saí do quarto e desci as escadas. Chegando a cozinha, encontrei os garotos já tomando café e conversando.

- Bom dia. – disse me sentando.

- Bom dia. – eles responderam de volta.

- E o Justin? Como está? – Ryan perguntou.

- Ele disse que está bastante dolorido, também não é pra menos né, ele apanhou muito ontem. – disse enchendo meu copo de suco.

- Eu ainda não entendi porque os Biebers são tão odiados aqui. – Chaz disse.

- Pelo que eu fiquei sabendo, quando Jeremy comandava o império Biber, ele veio para cá em busca de sócios. Só que ele acabou arrumando uma confusão com uma gangue daqui, fez negócios e passou a perna neles. Levou uma grande quantidade de mercadorias de armas e não pagou. Desde então, se algum Bieber ousar pisar por aqui, qualquer gângster tem permissão de executá-lo. Jeremy era muito sacana antes, tinha até uma dívida enorme com o Yure, depois que eu passei a me envolver com o Justin, eu perdoei essa dívida.

- Eita porra. Não sabia que o Jeremy já tinha aprontado tudo isso. – Chris disse abismado.

- Isso faz algum tempo. Em outro caso isso seria esquecido, mas os russos não esquecem os inimigos. – respondi.

- Nós percebemos isso. Se não fosse você, Justin estaria debaixo de sete palmos agora.  – Ryan concluiu.

- Deus me livre. – disse e eles riram.

Terminamos de tomar café e nos direcionamos para o armazém. Hoje seria o segundo dia de treinamento deles, Justin obviamente não ia poder treinar por alguns dias.

- São quantos dias de treinamento? – Chris perguntou assim que chegamos lá.

- São alguns meses de treinamento Chris, mas como vocês já sabem de muita coisa e estão aprendendo apenas técnicas de rápida defesa, vai ser só essa semana. – respondi.

- Que bom. Gostei da Rússia, mas esse frio aqui está matando. Prefiro o calor de Los Angeles. – Chris disse.

- Concordo contigo, bro. Sem falar que a Lilly toda hora me perguntando quando vamos embora. – Ryan disse.

- E a Caitlin também. – Chaz completou.

- Ainda bem que não devo satisfações a ninguém. – Chris disse mexendo no casaco.

- Acho que você vai ficar pra titio, Chris. Até o Jaxon está namorando e você nada. – disse rindo.

- Vishhh, cara. – Ryan bateu no ombro ele.

- Entendam, eu não estou preparado para um relacionamento, eu gosto da minha vida de solteiro. – Chris se defendeu e rimos.

- Irmão, será que você é viado? – Chaz perguntou, rimos e Chris fechou a cara.

- Cala a boca, corno. – Chris o xingou.

Ryan gargalhou. Chegamos até a sala de treinamento com o Chris e Chaz trocando xingamentos e empurrões.

- E o Bieber, pequena Margosha? – Edik perguntou sentindo a ausência de Justin.

- Ontem ele fez uma grande merda. Bebeu e resolveu sair pelas ruas de Moscou, ele é um Bieber e quase pediu pra morrer. – disse.

- E não fizeram nada? – Edik perguntou curioso.

- Sim, deram uma surra nele e ainda foi acertado com um tiro, só que foi de raspão.

- Ele teve sorte que não o mataram.

- Foi isso que eu disse a ele. Enfim, aqui estão os garotos para continuar o treinamento, como você é o único que se comunica com eles, quando terminar de treinar pode ir deixá-los em casa? Vou ficar pouco tempo aqui. – disse.

- Claro que sim, não se preocupe com isso. – Edik disse.

- Ok. – sorri. – Obrigada. – o abracei.

- Imagina. – Edik afagou meus cabelos.

- Meninos, se comportem. – disse para eles que estavam conversando afastados.

Eles bateram continência e dei risada saindo. No meio do caminho encontrei Hugo, ele me perguntou como Justin estava e depois fomos ver Sebastian e Vick, hoje eu estava a fim de dar umas chicotadas neles.

Adam’s POV

Posso dizer que foi obra do destino quando encontrei Emily naquela festa e na mesma noite conheci Mellanie, Caitlin e Lilly. Emily não era uma desconhecida para mim, eu a conhecia muito bem. Digamos que tínhamos um relacionamento quando morávamos no Texas e tudo acabou quando ela me disse que estava grávida e sumiu do mapa. Naquele tempo eu já exportava bebidas, e eu realmente não prestava, mas com a Emily era diferente. O jeito toda certinha de certa forma tinha me encantado. Mas o sentimento que eu talvez sentisse por ela, tomou lugar à raiva por ela ter sumido com um filho meu em seu ventre. Nem a família dela sabia do seu paradeiro. Como os negócios não estavam indo bem no Texas, resolvi vir para Los Angeles, fazia poucos dias que eu havia chegado e um colega me convidou para uma festa. Foi lá que eu a vi. A minha vontade era de ir tirar satisfações e perguntar que porra deu nela para ter ido embora do Texas.

Mas eu simplesmente fingi que não a conhecia. Fiz logo amizade com as garotas, e certo dia Mellanie resolveu marcar de nós sairmos. Emily fingiu muito bem em demonstrar que não me conhecia, assim como eu. Pela primeira vez eu estava vendo o meu filho, o Henry. Depois, eu procurei o seu endereço e fui tirar sim as satisfações.

Bati impaciente na porta e minutos depois ela foi aberta. Emily me olhou surpresa.

- Porque a surpresa, Emily? – perguntei sarcástico.

- O que você está fazendo aqui? – ela perguntou e fui logo entrando.

Olhei em volta e era um bom apartamento. Mellanie foi caridosa com ela.

- Onde está o Henry? Eu vim vê-lo. – disse a olhando.

- Me responde! – ela exigiu com as mãos na cintura.

- Cala a boca que você não tem direito nenhum de exigir algo. – disse exaltando a voz. – Primeiro você vai me responder o porquê de ter sumido com o meu filho.

- O filho não é seu! Meus pais me expulsaram de casa quando descobriram a gravidez, queria que eu ficasse no meio da rua?

- Porque não me procurou? Não fui eu que fiz? Eu iria assumir. 

- Ah claro que eu ia querer que meu filho nascesse em meio daquelas vadias. – ela disse.

- Como se você não fosse uma né? – perguntei a olhando.

- Adam, se você veio aqui para me ofender, pode ir embora.

- Pensa que vai ser fácil se livrar de mim dessa vez? Nós vamos sempre nos encontrar por aí. Aliás, eu quero ver o meu filho.

- Eu já falei que ele é meu filho, não seu. Você não cuidou, você não...

- PORQUE VOCÊ NÃO DEIXOU! – gritei e ela se calou. – Afinal, como você conheceu a Mellanie em? – perguntei curioso. O mundo não poderia ser tão pequeno.

- Isso não te interessa!

- Interessa sim, vai abrindo logo a boca. – disse a olhando.

- Quando eu vim para cá, nem emprego eu tinha. Então eu procurei emprego em uma boate que fazia pouco tempo que tinha sido inaugurada, eu tive que me prostituir para dar comida ao Henry.

- Se prostituiu porque quis. – a cortei.

- O dono era o Renan, como a Mellanie e ele são inimigos, ela colocou fogo na boate e pegou todas as meninas que trabalhavam lá. Nos levaram para o galpão, quando a Mellanie disse que nós íamos trabalhar de graça eu praticamente gelei. Sem dinheiro o Henry iria passar fome, eu não sei, mas de alguma forma ela notou meu desespero e me chamou para fazer um serviço para ela.

- Que serviço? – perguntei curioso.

- Ela quer falir o Renan, então pediu minha ajuda para conseguir o máximo de informações na casa dele.

- Então agora vai dar pro Renan também? – perguntei irônico.

- A Mellanie foi muito boa para mim, então tudo o que ela pedir eu farei. E eu não quero que ela saiba que a gente já se conhecia e que você é o pai do Henry.

- Tanto faz, desde que eu possa ver o Henry. Eu tenho direito como pai.

- Tudo bem. Isso eu não vou proibir.

- Como se você pudesse Emily...

Desde aquele dia, sempre que eu podia eu ia ver o Henry. Ele tinha que se acostumar com a ideia de que agora ele tinha um pai, apesar dele ser muito novinho. Emily mal ficava em casa, estava sempre com o Renan. Eu não dava à mínima, só o que me interessava era o meu filho. Ela podia fazer o que quisesse da vida dela. Tivemos sim um relacionamento, mas era só sexo, não sentia e não sinto nada por ela. Mantínhamos esse segredo a sete chaves. Emily concluiu o plano de falir o Renan, mas no início o plano não era mais esse. Renan conseguiu manipular ela, e quase que ela se bandeava para o lado dele.

- Eu tenho pena de você quando a Mellanie descobrir isso, Emily. – disse enquanto brincava com o Henry.

- Adam, ela tem muito e nem vai desconfiar se pegarmos um pouco. – ela sorriu gananciosa.

- Claro que vai, deixa de ser burra! Não sei como você ainda dá ouvidos ao Renan.

- Mas ele tem razão. Você sabe o que ela já fez com ele? Nossa, eles eram amigos e...

- Quer dizer que o Renan se fez de vítima para te convencer? – perguntei e ri sem humor. – Acho que vou começar a acreditar que toda loira é burra. – disse e ela fechou a cara.

- Não me chama de burra!

- Eu chamo porque é isso que você é. A Mellanie te ajudou em troca da sua ajuda para dar o golpe no Renan e você quer fazer ao contrário. Tem merda na cabeça é? Tudo bem, conclua o seu plano com o Renan, mas fique sabendo que eu serei o primeiro a ver a Mellanie cortando sua cabeça, você não a conhece Emily.

- Se ela descobrir, eu digo que ele me obrigou.

- Eu digo que é mentira na sua cara. Se você continuar com essa ideia maluca, eu vou levar o Henry embora daqui, não quero que ele seja criado por uma vadia golpista.

Emily resolveu me ouvir e não fez uma besteira. Mellanie com certeza a mataria. Enfim, fingi que estava a fim da Caitlin só para não levantarem suspeitas de nada, mas ela preferiu ficar com o otário do Charles. Aquele imbecil não me desce. Tive que viajar a negócios para a Espanha, dias depois Emily me liga dizendo que iria viajar para o Texas e se redimir com a família. Ela é uma piada. Voltei para Los Angeles quando a bomba explodiu sobre a Mellanie ser a Presidente da Máfia Russa. Quando eu penso que ela não poderia ser mais foda, fico sabendo disso. Ela é foda, mas o Bieber é um trouxa. Merece mesmo é um par de chifres por tratar ela tão mal. Mellanie volta para a Rússia e é nesse intervalo de tempo que fico sabendo que a Emily era a nova gerente de uma das suas boates. Aproveitei para ir ver o Henry, e ela me surpreende dizendo que deixou o meu filho no Texas.

- Como que você faz uma merda dessa, Emily? – perguntei com ódio.

- Era melhor para ele Adam. Aqui ele não tinha uma estrutura de família. – Emily disse.

- Estrutura de família? – ri sem humor. – Você esqueceu que a sua família te colocou pra fora de casa quando soube da gravidez?

- Eu não esqueci. Eles estão arrependidos. – ela disse.

- Eu não quero saber. Eu quero que você vá buscar o meu filho o mais rápido possível. – disse a olhando fixamente.

- É melhor ele ficar lá! – ela rebateu.

- Sabe o que é melhor? Você ir buscá-lo antes que eu disque o número da Mellanie e conte toda a palhaçada que você pensava em fazer contra ela. – disse e ela engoliu a seco.

- Você prometeu que nunca iria contar sobre isso. – ela disse amedrontada.

- Eu não dou a mínima para promessas. Você deixou o Henry no Texas para nos separar, mas isso não vai acontecer. Você vai buscá-lo hoje mesmo. – ordenei.

- Hoje eu não posso, tem várias coisas para fazer aqui na boate.

- Foda-se. Coloca a outra puta que trabalha aqui para fazer e vá buscar o meu filho.

- Pense no bem do Henry, Adam... - ela murmurou.

- Eu estou pensando. Ele vai ficar bem do lado do pai dele e não de avós que o desprezou. – disse a olhando e dei as costas para sair. – Ah, amanhã eu irei ao seu apartamento e se o Henry não estiver lá, fique ciente de que a Mellanie saberá de tudo. – disse por fim e bati a porta com força.

Se ela pensa que vai me separar do Henry está completamente enganada. Emily é uma cobra, mas poucas pessoas sabem do seu veneno.

Mellanie’s POV

Cheguei em casa e fui direto para o quarto. Precisava ver como aqueles dois estavam. Abri a porta do quarto e avistei Jason pulando nu na cama e Justin tentando fazer o curativo em seu braço.

- Jason, para de pular ai. – Justin reclamou concentrado no braço.

- Deixa que eu faço. – disse fechando a porta.

- Não, eu faço. – Justin disse me olhando e depois olhou para o braço.

- Eu só queria ajudar. – dei de ombros e fui buscar uma roupa para o Jason.

O vesti e depois penteei seus cabelos.

- Ah, essa merda vai ficar sem curativo mesmo. – Justin disse irritado largando os esparadrapos.

- Vai infeccionar se deixar sem. – disse.

Ele deu de ombros, bufei e fui até ele pegando os esparadrapos.

- Você parece criança às vezes. – disse fazendo o curativo.

Ele não disse nada e ficou só observando.

- Já passou pomada nos ferimentos? – perguntei e ele assentiu. – Tomou comprimido para dor? – ele assentiu de novo. – Ótimo. Vou ter que me ocupar agora.

- Novidade. – ele revirou os olhos e foi deitar na cama. – Quando termina o treinamento?

- Daqui a cinco dias. – disse.

- Ótimo, não vejo a hora de voltar para Los Angeles. – ele suspirou.

- Eu não vou daqui a cinco dias.

- Mas eu vou voltar, se você quiser que fique aqui na Rússia. – ele disse e franzi a testa.

- Não foi você que disse que só iria se eu fosse? – perguntei.

- Foi. Mas você faz o que quiser agora, se quiser ir ou não, problema seu.

Fiquei de boca aberta com a revolta do Justin.

- Qual o seu problema? – perguntei o olhando.

- Tenho vários, inclusive em Los Angeles. – ele respondeu pegando o celular, mas logo Jason tratou de tomar.

- Eu não estou me referindo a esses tipos de problemas. Eu quero saber o seu problema!

- Eu não tenho nenhum.

- Tudo bem, Justin. – suspirei e saí do quarto.

Não entendo o porquê que ele fica chateado. Ele que sempre faz merda e depois quer que eu me sinta culpada. Fui para o escritório porque eu tinha mais o que fazer. Tinha vários e-mails para responder, tanto sobre os negócios daqui como de Los Angeles. Saí do escritório na hora do almoço e foi justamente o horário que Edik veio deixar os garotos.

- Meu Deus, eu to todo quebrado. – Chaz reclamou colocando uma mão nas costelas.

- O que aconteceu? – perguntei segurando o riso.

- Eu me desconcentrei e acabei levando um chute em cheio. – Chaz disse e gargalhei.

- Acho que ele pensou na minha irmã... – Chris disse.

- Acho que sim, estava pensando na gente fodendo e... – Chaz começou.

- Eeeepa! Vamos para com essa putaria. – Chris disse e rimos.

- Chris, tua irmã fode bem. – Chaz continuou.

- Cara, eu vou dar um chute na outra costela pra dor ser completa. – Chris ameaçou.

- Opa, parei. – Chaz disse e gargalhei.

- Idiota, sorte a tua que não tem irmã. Ia comer ela na tua frente. – Chris começou enquanto eles subiam as escadas, Ryan estava no celular.

- Eu vou te jogar lá de cima. – ouvi Chaz dizer.

- Tu é muito cuzão. – Chris retrucou.

Eles foram tomar banho para almoçar, aproveitei e fui tomar também. Justin estava dormindo com o Jason, de novo. Tomei um banho rápido, vesti uma calça de moletom e uma camiseta. Acordei os dois dorminhocos para ir almoçar, levei Jason nos braços porque ele ainda estava sonolento e Justin machucado não poderia carregá-lo. Esperamos os garotos e fomos almoçar.

(...)

Passei o resto da tarde em reuniões com sócios e o Hugh, era uma chatice só, porém necessário. Cheguei em casa por volta das 20:00, os garotos estavam na sala, Ryan e Chaz estavam falando no celular e Chris estava jogado no sofá assistindo um filme, Jason estava assistindo com ele e comendo pipoca.

- Oi gente! – disse. – Já jantaram?

- Já sim. – Chris respondeu. – Jason também, já é a segunda vez que ele come. Orgulho do tio. – disse assanhando o cabelo do Jason, que fez careta.

- Ok, então vou tomar um banho e já desço. – disse dando um beijo no Jason.

Subi e fui para o quarto. Pensei que fosse encontrar o Justin aqui, mas ele não estava. Joguei minha bolsa em qualquer lugar e fui para o banheiro. Tomei um banho demorado, vesti outra calça de moletom por causa do frio e uma blusa qualquer. Deixei meus cabelos soltos e desci.

- Vocês viram o Justin?- perguntei.

- Da última vez que eu vi, ele estava indo pra lá. – Ryan respondeu.

- Ok. – disse e caminhei para onde Ryan disse.

Era para o jardim, onde tem a piscina que quase nunca é usada. Envolvi meu corpo com meus braços sentindo o vento frio, avistei Justin sentado em uma das cadeiras de sol. Ele estava sem camisa, apenas de shorts. Ele não sente frio?

- Tá fazendo o que aqui? – perguntei me aproximando dele.

Notei uma garrafa de bebida vazia jogada no chão e Justin estava molhado.

- Bebendo de novo, Justin? – perguntei indignada.

- Idai? Eu tava afim. – ele deu de ombros, mas não me parecia bêbado.

- Entrou na piscina? Quer ficar doente?

- Como você se importasse. – ele disse assanhando os cabelos.

- Justin, o que você tem? – perguntei o olhando.

Aquela situação estava me incomodando. Somos casados e nos últimos tempos parecemos mais dois desconhecidos.

- Eu não tenho nada. – ele murmurou e baixou a cabeça fitando suas mãos entrelaçadas.
O silêncio pairou enquanto Justin permanecia de cabeça baixa.

- Olha pra mim. – pedi.

Justin negou com a cabeça e fungou. Ele estava chorando. Silenciosamente, mas estava.

- Converse comigo. – disse.

- Eu me sinto mal por tudo o que eu fiz com você. Novidade né, eu nunca te faço bem. – ele sussurrou com a voz embargada. – Eu sou um merda mesmo.

Fiquei calada ouvindo suas fungadas.

- Eu estou arrependido, porque você não me perdoa? Eu te amo tanto. – ele disse levantando a cabeça e me olhando, apesar da pouca iluminação ali dava para ver as lágrimas caindo sem parar.

Meu coração apertou de vê-lo naquele estado. Me aproximei dele ficando em sua frente, Justin mesmo sentado abraçou a minha cintura, com a cabeça encostada na minha barriga. Respirei fundo e passei minha mão entre seus cabelos úmidos. Justin estava gelado.

- Eu só queria que você sentisse um pouco do que eu passei. Que você soubesse o quanto é ruim ser desprezada por alguém que ama. – disse enquanto fazia carinho em seus cabelos. Ele continuava chorando baixinho agarrado em mim.

- Eu sei que deveria ter te apoiado, mas eu sou orgulhoso demais para isso. Me perdoa?

- Eu sempre te perdoo Justin. – sussurrei. – Agora vem, vamos entrar antes que você adoeça.

Me afastei dele e Justin passou as mãos no rosto, limpando as lágrimas e levantou-se. Passei o braço em volta da sua cintura e ele colocou seu braço em volta do meu pescoço e andamos devagar até entrar em casa. A sala estava vazia, provavelmente os garotos já foram dormir. Subimos as escadas e fomos para o meu quarto.

- Toma um banho quente, que eu vou atrás do Jason. – disse para Justin.

- Ok. – ele disse e sorri fraco olhando sua carinha vermelha de choro.

Saí do quarto e fui procurar o quarto onde o Chris estava, Jason deveria estar com ele. Encontrei o quarto e Chris estava mexendo no celular, do lado estava Jason dormindo.

- Ele acabou dormindo. – Chris disse.

- Tudo bem. – disse.

- E o Justin?

- Está bem. Se importa se o Jason dormir com você?

- Claro que não, relaxa.

- Ok, boa noite Chris.

- Boa noite. Coloque juízo na cabeça do Justin porque tá faltando. – ele disse e ri.

- Tá bom. – disse e fui até o Jason dando um beijinho nele.

Saí do quarto e voltei para o meu. Justin estava andando pelo quarto enxugando o cabelo com uma toalha, ele espirrou duas vezes seguida.

- Acho que alguém vai adoecer. – disse.

- Também acho. – ele disse entrando no banheiro e voltou com a maleta de primeiros socorros.

Ele sentou-se na cama e abri a maleta pegando o necessário para fazer o curativo no seu braço. Limpei o machucado da bala e passei pomada com o algodão, Justin espirrou de novo.

- Droga. – ele reclamou.

Peguei a gaze para por no seu braço, mas Justin espirrou duas vezes, de novo.

- Assim não dá. – disse.

- Eu não tenho culpa.

- Tem sim, pra quê foi entrar na piscina num frio desse? – perguntei e ele fez bico.

Dei risada. Consegui fazer o curativo mesmo com o Justin espirrando sem parar.

- Pronto. – disse.

- Agora falta um beijinho pra sarar. – ele disse manhoso e agarrando a minha cintura.

Eu estava em pé no meio das suas pernas, e ele sentado na cama.

- Eu não quero pegar gripe de você. – disse brincando e Justin cresceu o bico de novo.

- Eu ainda não estou gripado. – ele se defendeu.

- Ainda né... – disse e aproximei meu rosto do seu, dando um beijo em sua testa. – Pronto.

- Mellanie! – Justin disse indignado.

Dei risada e ele me puxou me fazendo sentar em seu colo. Segurei em seu rosto e selei nossos lábios. Demoraria muito pra matar a saudade que estávamos sentindo um do outro.


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!

Ooooi Lifes! Como estão? Eu to legal.
Eu estou passada, dobrada e guardada na gaveta com essa revelação do Adam.
Eeeee chega ao fim, a briga mais demorada de todos os tempos. Amém! 

We heart it
Snap: srta_andrade

Eu esperava mais comentários na postagem anterior e na One shot. Mas sempre alguém aparece pra falar " Ah, você demora muito a postar". Mas eu respondo " Ah, eu vivo além de escrever a fic". E também se comentassem mais rápido, eu postaria mais rápido. Não gosto de ficar cobrando comentários porque é uma chatice, só acho que você que lê deveria ter pelo menos a consideração de comentar. 

Então tipo, você comenta se quiser, mas também vou postar só quando eu quiser. Ai vai aparecer mais pessoas dizendo " Ah, vai perder leitoras assim", então vou responder logo " Tchau e benção", lê quem quer e ponto. ( Eu estava afim mesmo de dizer essas coisas, desculpem se sou sincera demais ;)

E as que sempre comentam, o meu muuuuuuito obrigada. Vocês são dez, dez não, mil!

E vamos a tag de hoje hahahaha:

#EmilyCobraPeçonhenta

Obs: Quem quiser entrar no grupo de DL no Whats, me chama no twitter ou deixe o número nos comentários. Mas seja uma leitora ativa e interaja com as outras :*

Amo vocês ♥