Conversava com Caitlin e Lilly sobre coisas aleatórias e de
pouca importância, enquanto observava Jason brincar de bola. Continuávamos no
jardim que tem uma visão ampla para a área da piscina, Jazmyn e Pattie acabaram
de chegar lá. Elas sorriam e mandavam nos empregados como se fossem as donas do
pedaço, já mencionei que eu as odeio? Enfim, pra completar o circo Jaxon
apareceu também. Juro que no café da manhã queria mesmo que Justin o fizesse
engolir aquela faca, seria cômico.
- Não sei como você os agüenta depois de tudo que
aprontaram Mel. – Lilly disse me despertando dos pensamentos.
- Não posso fazer nada, querendo ou não, eles são a
família do Justin. Apesar de nenhum valer um dólar se quer. – dei de ombros
olhando para lá.
- Que eu saiba a tia Pattie não era assim. – Cait
comentou. Sorri irônica.
- Acho que ela não merece esse carinho todo da sua parte,
a ponto de ser chamada de tia, pelo amor de Deus, eu quero é mais distância.
Você não sabe a cobra que ela é. Só não a peguei e dei uns bons tapas nela por
respeito ao Justin.
- Quando eu namorava o Justin ela era um amor de pessoa
Mel. – Cait continuou.
- Acontece que era você né Cait, com você ela é um amor
de pessoa. Mas como se trata de mim, que tem um filho do Justin que ela armou
aquele barraco todo dizendo que não, era as coisas mudam e o ódio aumenta. –
disse e ela riu fraco.
- E eu acho que tudo isso da Pattie é falta de sexo. –
Lilly disse e gargalhamos. Ainda bem que Jason não estava ouvindo nossa
conversa.
- Vai bem dizer que o Jeremy não fode ela, faça-me favor
né Lilly. – respondi.
- Por esse lado você tem razão... – Lilly disse
pensativa. – Então, vai ver que ela não gosta da fruta.
Rimos mais uma vez.
- Gente, olha a besteira que vocês estão falando. – Cait
disse rindo. – Cá entre nós, o Jeremy é um puto gostoso que deve fuder super
bem.
- Meu bem, não se vai muito longe, isso é coisa de
família. Como por exemplo, meu homem vocês não tem noção do que é ele em ação.
– disse e os minutos seguintes foram tomados por gargalhadas.
Geralmente quando nos juntamos as conversas não são de se
aproveitar.
- Sabe que me deu vontade de dar um pulo na piscina. –
Cait disse.
- O que te impede? – perguntei.
- Nada, vamos comigo.
- Sinto muito mais vou recusar seu maravilhoso convite
minha querida amiga Caitlin. – disse rindo.
- Ai que tanto elogio numa frase só. – ela fez careta. –
Então, vamos?
- Eu vou. – Lilly se manifestou.
- Não sei se vocês viram, mas estou cheia de manchas
horríveis pelo meu corpo que vão demorar pelo menos duas semanas pra sumir,
então descartem a hipótese de que vou por um biquíni e ir pra piscina.
- Que pena, porque o dia está maravilhoso. – disse Lilly
debochada se espreguiçando.
- Aproveita e morre afogada vadia. – disse sínica e ela
riu.
- Mamãe, mamãe. – Jason veio correndo de uma forma
engraçada até nós, parecia um pimentãozinho de tão vermelho e suado que estava.
- Oi meu amor.
- Quelo ir pla pitina. – ele disse animado, ri dele.
Lilly balançou a cabeça negativamente e levantou o dedo.
- Quero ir pra piscina, Jason. – Lilly o corrigiu.
- Também quelo. – Jason disse e dei uma boa risada.
- Eu sei, mas se diz, quero ir pra piscina.
- Eu também quelo ir pla pitina tia Lilly. – Jason voltou
a repetir.
Eu e Cait ríamos sem parar da tentativa frustrada da
Lilly o corrigir. Coitada da criança, agora que está aprendendo algumas
palavras.
- Ok, tudo bem. Você venceu. – Lilly ergueu as mãos para
cima e Jason ficou sem entender. – Vamos logo antes que eu desista de ir pra
pitina. – ela imitou Jason e ri mais ainda.
Nós levantamos e entramos em casa, Cait e Lilly sempre
tem roupas nos quartos que elas ficam hospedadas, moram praticamente aqui. Não
reclamo, só acho que é amor demais pela minha pessoa. Subimos as escadas ainda
rindo, elas entraram em seus respectivos quartos para trocar a roupa, levei
Jason para o seu, tirei sua roupa e coloquei sua sunga do scooby doo. Peguei
protetor e enchi suas bóias, peguei seu roupão também do scooby doo e saímos do
quarto, antes passei no meu quarto e peguei meu celular. Encontramos com as
garotas no corredor, descemos e fomos para a área da piscina. Fiz todo aquele
processo de passar protetor no Jason, porque lembro que da ultima vez que
Justin inventou de ir para um parque aquático e não passaram protetor, os dois
voltaram feitos camarõezinhos. A cara enjoada da Jazmyn foi nítida assim que
chegamos lá, alguém afoga essa vadia. Lilly e Cait entraram junto com o Jason
na piscina, ficaram longe das cobrinhas e do Jaxon.
Me sentei em uma espreguiçadeira e fiquei os observando
se divertir. Como não tinha nada pra fazer mesmo, peguei meu celular e tirei
diversas fotos dos três, acho que dava para montar um book. Logo depois fiquei
vendo algumas fotos antigas do Jason no meu celular, ele era a coisa mais fofa
do mundo quando bebê, mas continua sendo. Mas agora um bebê mais crescidinho.
Tinha uma foto que Justin precisava ver. Falando nele, nem pra me ligar, filho
da mãe.
- Hey, querem alguma coisa? Vou à cozinha. – disse me
levantando.
- Eu quero uma cerveja. – Lilly respondeu enquanto
brincava com o Jason.
- Também quero. – Cait disse sorrindo. Ela sempre está
sorrindo, é incrível.
- Quê? Vocês vão matar meu filho afogado. – disse rindo
fraco.
- Idiota, o moleque sabe mais nadar do que eu. – Lilly
disse.
- Você só não é mais mentirosa porque é só uma Lilly. –
respondi me direcionando para a cozinha.
Jason só bate as mãozinhas na água e mal. Nessa casa tem
não sei quantos compartimentos – não parei para contar – diversas áreas de
lazer e essas besteiras todas que rico gosta de ter, porém Jeremy resolveu ir
para o mesmo local que eu, a cozinha.
- Rose, um suco de laranja, por favor. – pedi me sentando
em um dos bancos que ficam próximos ao balcão. Jeremy sentou também e
aparentemente pediu um suco.
- Sabe Mellanie, eu queria mesmo conversar com você a
sós. – Jeremy disse e eu o olhei.
- Que honra você querer conversar comigo. Se eu me lembro
bem, eu sou a vadia que deu um golpe no seu filho. – disse com um sorriso
irônico nos lábios.
- Sem ironias, por favor. – ele disse me olhando. – É
sério, eu quero conversar com você.
- E o que você acha que estamos fazendo? Não era nem para
eu dirigir minha palavra a você depois da humilhação que você e sua família
inútil me fez passar, eu me senti uma palhaça e vocês a platéia do meu circo,
não espere que eu seja a mesma pessoa que eu era com você. Porque ao contrário
dos outros, você era a pessoa que eu me dava bem, mas ainda bem que as mascaras
caem e descobri que você não era o que eu pensava.
- Eu entendo você. Mas tente me entender, eu fiquei com
ódio de você por ter feito aquilo com o Justin, e depois aparece do nada
dizendo que Jason é meu neto.
- Que aparentemente você não acreditou né... – ironizei.
- Eu acredito, Pattie subornou o exame, mas no verdadeiro
resultado alega que ele é sim meu neto, eles que não querem admitir, mas Jason
é muito parecido quando Justin era pequeno. Mas enfim, quero que você entenda
que eu disse todas aquelas coisas porque não conseguia entender que você fez o
que fez com o Justin e ele ainda te aceitou aqui como se não estivesse
acontecido. Você o seduziu, o roubou e deu no pé, qual pai não iria ficar com
raiva?
- Até entendo você. Mas, quando eu pisei nessa casa meu
único propósito era dar o troco no Justin, ele me fez muito mal no passado, e o
que eu fiz não foi o terço do que ele me fez. Ele mereceu sim, mas eu me
arrependi e a vida do Jason estava em perigo, só ele que poderia me ajudar. A
minha intriga com o Justin, só envolvia nós dois, não tinha o porquê vocês meterem
as fuças onde não eram chamados.
- Eu sei, de inicio não quis me intrometer nas coisas do
meu filho, mas Pattie fez minha cabeça e deu no que deu. Naquele tempo quando o
Hugo pagou a sua dívida com você, e Justin resolveu ficar tempo demais com você,
eu já sabia que ele gostava de ti. Todos nós sabíamos que ali havia alguma
coisa, Justin nunca foi de uma mulher só. Eu não estive presente naquele tempo,
mas sempre me ligavam dando notícias, e quando você conseguiu fugir Justin quis
matar todos.
- Aquilo não era vida pra mim Jeremy, eu era uma garota
normal e tinha uma vida normal, olha pra isso agora? Meu filho nunca vai poder
ter uma vida normal, e eu me culpo por isso. – suspirei passando a mão nos
cabelos. – Até agora não sei aonde você quer chegar com essa conversa. – o
fitei.
- Eu queria que colocássemos uma pedra em cima desse
assunto. Você vai casar com o Justin e não quero passar o resto da vida
intrigado com a mulher do meu filho.
- O Justin é muito parecido com você, até no cinismo são
idênticos. – ri fraco. – Eu realmente não acredito que você esteja arrependido
do que disse.
Jeremy bufou e passou os dedos no cabelo, os
desgrenhando.
- Eu estou falando a verdade, caramba! Você acha mesmo
que se você não valesse à pena, que fosse uma vadia mesmo eu ia perder meu
tempo falando com você? A Pattie que te odeia, eu não Mellanie. Você pode ser
toda marrenta, mas sei que é uma boa pessoa e sei que Justin não irá se
arrepender de se casar com você.
- Não entendo o porquê de ela me odiar, a primeira vez
que ela me viu já quis me matar só com o olhar.
- Porque você vai casar com o
filho-maquina-de-fazer-dinheiro dela? – ele sorriu maroto. – Ela não era assim,
de uns tempos para cá ela está ficando paranóica. Eu sinto muito pelo o que
aconteceu com você, sério.
- Você também é uma boa pessoa, Jeremy. E eu sinto muito
por ter acontecido tudo isso e estragado minha relação com você.
- Mas como eu te disse, vamos colocar uma pedra em cima
de tudo isso. É passado.
Suspirei e me levantei indo até a geladeira e pegando as
cervejas das meninas, e peguei meu suco que há séculos que Rose havia feito.
Coloquei em cima do balcão.
- Então? – ele perguntou persistente.
- Então o quê? – perguntei.
- Não vai aceitar minhas desculpas?
- Você não pediu. – dei de ombros e rimos.
- Desculpa menina, vem dar um abraço aqui no sogrão. –
ele disse risonho e abriu os braços.
Ele estava sendo verdadeiro, porque ao contrário dos
outros, Jeremy é uma pessoa maravilhosa, só é meio arrogante às vezes como o
Justin. Se eu fosse a vadia da Pattie ajoelhava todos os dias e agradeceria a
Deus pelo o homem que colocou em sua vida. Sorri e fui abraçá-lo, pela primeira
vez me senti protegida como se fosse em um abraço de pai e filha. Pai foi uma
coisa que eu nunca tive, e Jeremy me passava esse lado paternal dele, por isso
que eu sempre o respeitei independente do que aconteceu.
- Queria ter tido um pai como você. – disse separando o
abraço.
- Sabe que não pode ser minha filha, porque seria insano
Justin comer a irmã... – demos risadas. – Mas sabe que pode contar comigo para
o que precisar.
- Digo o mesmo. – disse e sorrimos em seguida a cozinha
foi preenchida por um som de palmas.
Olhamos para o lado e era Pattie batendo palmas e
sorrindo feito uma idiota. Fechei o sorriso na mesma hora.
- Muito bem
Mellanie, seduziu o filho agora está seduzindo o pai. Tacada de mestre. – ela
parou de bater palmas. – Você não se cansa, vadia? – perguntou irritada.
- Pattie... – Jeremy a repreendeu.
- Tudo bem Jeremy... – o interrompi. – E respondendo a
sua pergunta, Pattie... Eu não me canso, não me canso de ser uma boa mulher
para seu filho, ser uma boa mãe, ser uma boa amiga, ser boa em tudo o que eu
faço, coisa que nunca você vai ser. Você só é boa em trazer discórdia para essa
família, se eu fosse você teria vergonha e sinto muito pelo o Jeremy por ter
você como mulher, acredite ele merece uma mulher de verdade! Agora com licença,
eu tenho um filho para cuidar. – peguei as duas cervejas e meu suco. – Tchau
Jeremy.
Ouvi Jeremy dar tchau, Pattie só fez menção de abrir a
boca, mas não disse nada. Aliás, o que ela iria dizer? Que eu tenho toda a
razão? Ela nunca iria admitir isso. Cheguei até a piscina, as meninas já
estavam nas espreguiçadeiras tomando sol e Jason as molhando com uma pistola de
água, dei risada. Morro de orgulho do meu filhote.
- Pensei que tivesse ido fazer as cervejas. – Lilly
disse.
- É que eu tive que beber bastante água para me dar
vontade de ir ao banheiro e fazer xixi aqui dentro. – disse e elas se encararam
fazendo careta, dei risada e me sentei. – Idiotas, estava tendo uma conversa
com o Jeremy.
Elas pegaram as cervejas e se certificaram de que não era
xixi mesmo. Jason deixou de ser terrorista e veio tomar meu suco, isso não é
novidade.
- Discutiram de novo? – Cait perguntou.
- Não, ele quis conversar comigo numa boa e colocamos
tudo em pratos limpos.
Conversamos bastante, ele pediu desculpas e eu aceitei.
Só quem não presta é a Pattie, Jaxon e Jazmyn, Jeremy não tem culpa da família
que tem. – dei de ombros.
- Isso é verdade. – Lilly disse. – Agora vou poder
assediar o Jeremy. – ela disse animada.
- Você é idiota ou o quê? – perguntei rindo, elas riram.
- O que vocês estão falando de mim? – Jazmyn perguntou da
piscina.
- Eu disse que você não presta querida. Ouviu bem? –
repeti, Cait e Lilly riram.
- Não dê ouvidos para essa interesseira Jazzy. – Jaxon
disse.
- Eu interesseira? Você acha mesmo que eu vou casar com o
Justin por causa do dinheiro dele? – dei risada. – Se eu quiser parar de
trabalhar, mesmo assim eu vou continuar milionária até o dia que eu morrer, e
você que vive à custa do Justin? Aliás, esse biquíni que está enfiado no seu
rabo Jazzy o Justin que pagou, eu não sobrevivo à custa dele, quem tem
interesse na historia não sou eu queridos cunhados.
Cait e Lilly tiveram uma crise de risos incessantes,
Jason é tão sacana que nem sabendo do que se tratava a conversa começou a rir
também.
- Tomara que Justin te dê um pé na bunda logo piranha. –
Jazmyn disse com ódio.
- Cala a boca, antes que quem leve um pé na bunda é você
dessa casa, vadia irritante.
- Amiga, adoro as cortadas que você dá. – Cait disse
rindo.
Jazmyn e Jaxon me xingaram mais um pouco, mas nem me
importei porque quero está cem por cento quando meu limite de paciência esgotar
pra me dar ainda uma surra bem dada nos dois, meu sonho. Ficamos na piscina até
o meio dia, almoçamos, nem Justin e nem os garotos deram as caras, subimos e
cada uma foi tomar banho. Dei banho no Jason primeiro porque ele já estava
sonolento, sempre depois da piscina surge um sono surreal, ele rapidamente
dormiu e fui tomar meu banho, não precisava mais de ajuda no banho somente nos
curativos, graças a uma pomada muito foda o corte na minha boca já não existia
mais, e os demais cortes pelo o corpo estão sumindo. Vesti uma lingerie, e Cait
apareceu no quarto para me ajudar a fazer os curativos, depois vesti um
shortinho e uma regata, Lilly também apareceu e deitamos na minha cama. Ligamos
a TV esperando o tempo passar.
- Eu estava pensando aqui, só vocês que vão ficar para
titia? – zoei.
- Se depender do Ryan, vou ficar para titia, avó, bisavó.
– Lilly disse e rimos.
- Pois acho muito vocês se decidirem logo, homem está
difícil no mercado.
- Aquele homem só quer saber de foder, foder e foder. – ela
disse fazendo uma careta engraçada e gargalhei alto com a Cait.
- Ou quer dizer, você né. – Cait disse.
- Também. – Lilly riu. – Eu não penso nisso, não agora. E
você Cait?
- Eu o quê? – ela se fez de desentendida.
- Cadê seu homem minha filha? – perguntei. – Já tentou
dar uns pegas no Chaz? Ele não é de se jogar fora.
- Mel, deixa de falar besteira. – ela jogou uma almofada
em mim. – Ele é só meu amigo.
- Eu também era amiga do Ryan, essa amizade acabou na
cama. Fim delicioso. – Lilly disse rindo, gargalhei alto que minha barriga
doeu.
- Você é uma maníaca sexual Lilly. – Cait rebateu. – E o
Chaz é somente meu amigo, deixem de inventar coisas.
- Tá bom né. –
disse e dei de ombros.
- Qual o lugar mais inusitado que vocês já transaram? –
Lilly perguntou.
Essa menina só fala em transa, foda, sexo, foder, o que
dá no mesmo.
- O lugar mais inusitado... – disse pensativa, transar na
mesa do escritório do Justin não é inusitado. – Ah, no banheiro do jato do
Justin. – gargalhei ao lembrar.
- Hum safadinha, transando nas alturas. – Lilly disse me
empurrando, ri. – Eu foi em um banheiro público, nunca mais na minha vida. –
ela fez careta e rolamos na cama de rir.
- E eu foi em um elevador. – Cait respondeu. – No meio do
caminho, o elevador parou uma sorte do caralho. E pra completar, quando eu fui
me vestir, o zíper do vestido não quis fechar de jeito nenhum, e era daqueles
que fecham atrás, quase cavei um buraco no chão quando chegamos ao nosso andar
que as portas foram abertas, e aquele horror de gente olhando pra mim e pro
cara, estava tão óbvio que tínhamos transado ali que ninguém quis entrar.
Fiquei tentando imaginar a cena, deve ter sido engraçada
demais, rimos bastante. Era cada história mais hilária que a outra, e todas as
historias da Lilly envolvia sexo, pelo amor de Deus. A nossa tarde se baseou em
muita conversa e risadas, com elas qualquer dor alivia.
(...)
À noite Caitlin e Lilly jantaram aqui e depois foram
embora, Justin não deu notícias o dia todo, e eu não me atrevi em ligar para
saber o que está acontecendo, se ele não quer me dizer quem sou eu para
obrigá-lo. Dei banho no Jason e ficamos assistindo um filme de desenhos no seu
quarto, depois de algum tempo ele acabou dormindo. Dei um beijinho de boa noite
no Jason e sai do seu quarto, fui para o meu e tomei um banho demorado. Eu
mesma me virei com os curativos, vesti uma calcinha e coloquei uma das blusas
do Justin, deitei na cama e fiquei mexendo no celular onde marcava onze horas
da noite. Larguei o celular e fiquei mudando os canais da TV, parei em um canal
qualquer. Tentei ao máximo prestar atenção no que passava na TV, porém estava
concentrada demais no que iria dizer quando o cachorro do Justin desse as caras
por aqui, nisso a porta foi aberta e era exatamente ele.
- Que bom que você lembrou que tem casa. – disse sem
olhá-lo.
- Vai começar Mel? – ele perguntou tirando seu casaco e
sua arma jogando em um canto qualquer.
- Não. – dei de ombros. – Só comentei.
- Ótimo, vou tomar banho.
Ele foi para o banheiro, onde segundos depois pude ouvir
o barulho da água em contato com o piso. Minutos depois Justin saiu do banheiro
se enxugando, ele não sabe se enxugar no banheiro tem que sair molhando o
quarto todo. Foi para o closet e como sempre, só vestiu uma boxe e foi para a
cama, ele pegou seu mackbook e começou a mexer como se não tivesse ninguém do
seu lado, que no caso, seria eu. Peguei o controle da TV e continuei a fazer o
que estava fazendo antes do Justin chegar, mudando os canais sem parar em
nenhum. A seqüência dos canais era: Um filme idiota, outro filme idiota, os
desenhos do Jason, alguma novela idiota, vídeos pornôs idiotas. Preciso tirar
esse ultimo canal do pacote, se Jason por acaso, algum dia colocar nesse canal
sem querer e ver essas putarias eu arranco o pau do Justin fora. Isso lá é
coisa que se coloque em uma TV?!
- Dá pra parar? – Justin perguntou concentrado no mackbook
idiota.
- Não. – respondi rapidamente.
Ele bufou e continuou fazendo sua coisa idiota. Tudo
agora é idiota. Ele é um completo idiota. Depois de tantos canais mudados,
consegui achar um que estava passando alguns clipes de cantores legais, deixei
lá, pelo menos não é idiota. Tinha até algumas musicas que eu sabia, o que quer
dizer que eram musicas super antigas, porque a séculos que eu não paro, sento
em frente a um notebook e vejo os lançamentos.
- Ok, assim eu não consigo me concentrar. – Justin disse
aborrecido largando o mackbook de lado. – Qual o seu problema? – perguntou me
olhando.
- Eu não tenho nenhum, e você? Tem?
- Porque eu teria? Mas parece que você tem. – ele disse
como se fosse óbvio.
- Quem tem é você. Passa o dia fora de casa fazendo sabe
lá o quê, não liga, nem dá sinal de vida e quando chega em casa fica mexendo
nessa porcaria de mackbook.
- Eu estou fazendo o que faço todos os dias. – ele deu de
ombros. – E se você não sabe, eu passei o dia fora trabalhando.
- Mentiroso! Você trabalha no seu escritório e os outros
ficam encarregados de sair circulando por aí. O que está acontecendo Justin?
- Não está acontecendo nada, deixa de ser paranóica.
- Paranóica o escambal, porque não me diz o que está
acontecendo?
- Já disse que não está acontecendo nada. Eu preciso
responder alguns e-mails de fornecedores, dá para você desligar essa merda de
TV e me deixar em paz? – disse ridiculamente arrogante.
Bufei e puxei o edredom descendo da cama.
- Imbecil! – disse e me direcionei até a porta.
- O que está fazendo? – ele perguntou me olhando.
- Estou te deixando em paz seu estúpido, vai responder
essas drogas de e-mails.
- Não me chame de estúpido, Mellanie. – ele disse com
raiva.
- Eu chamo, porque é isso o que você é. Um estúpido
arrogante filho da puta. – respirei fundo e saí batendo a porta.
Acho que joguei muita pedra na cruz pra ter que agüentar
isso. Caminhei pelo corredor pisando firme até chegar ao quarto do Jason, os
seguranças me olhavam e eu mandava todos se foder apenas com o olhar. Entrei e
meu anjinho dormia tranquilamente, cheguei perto da sua caminha e acariciei
seus cabelos.
- Espero que você não seja como o imbecil do seu pai, meu
amor. – sussurrei.
Dei um beijinho em sua testa, ele se mexeu um pouco
virando-se para o outro lado, sentei em uma enorme e confortável cadeira que
havia ali e fiquei brisando. Fiquei pensando no que Justin poderia estar
fazendo, se Lilly pelo menos conseguisse arrancar alguma coisa do pau mandado
do Ryan ou a Cait arrancar algo do Chris, mas o problema é que eles não abrem a
boca de jeito nenhum. Se eu estivesse pelo menos com meu celular aqui iria
fazer algumas ligações, mas como eu sou muito tapada esqueci de pegá-lo. Alguns
minutos depois a porta foi aberta, e óbvio que era o Justin.
- Mellanie! Deixa de besteira e volta para o quarto.
- Eu te deixei em paz, você deveria me agradecer. Vá
responder seus e-mails importantíssimos que não podem esperar até amanhã e
agora me deixe em paz você.
- Para de ficar brigando por besteira, que saco. – ele
disse em um tom alto.
- Se você acordar o Jason, você que irá fazê-lo dormir. –
o avisei.
- Vamos, volta para o quarto.
- Eu não vou Justin. Qualquer coisa é mais importante do
que eu, então eu estando lá ou aqui não vai fazer a menor diferença. – dei de
ombros.
- VOCÊ ESTÁ TORRANDO A MINHA PACIÊNCIA COM ESSA CONVERSA
RIDÍCULA E SEM NECESSIDADE. – ele gritou.
Rapidamente Jason acordou chorando.
- E eu? Que nem paciência com você eu tenho mais. O faça
dormir agora.
- Não vou fazer porra nenhuma.
- Você que o acordou e eu disse pra falar baixo caralho.
– disse com raiva.
Jason chorava e me chamava. Às vezes dá vontade de matar
o Justin, sério.
- Vai tomar no seu cú, e volte logo para o quarto. Eu
estou mandando.
- Eu não vou voltar, você não manda em mim.
- Se não voltar dentro de alguns minutos vai arrastada
pelos cabelos.
- VOCÊ PENSA QUE ISSO RESOLVE? VAI SE FODER JUSTIN!
Gritei e recebi um tapa. E o troféu para quem mais
recebeu tapas no ano vai para você, Mellanie Fox, parabéns por sua cara de pau.
Piadinha de merda, mas enfim.
- EU NÃO SOU SEU SACO DE PANCADAS! – gritei e passei a
mão no meu rosto em seguida em meus lábios ao sentir o gosto do sangue. E isso
porque foi só um tapa. – Eu preferia que Hugo tivesse me matado, seria menos desgosto
pra mim.
- Nunca mais fale isso vagabunda. – ele disse
pausadamente segurando firme em meus cabelos e com a mão pronta pra acertar
novamente em meu rosto.
- Bate Bieber, é só isso que você sabe fazer mesmo. – o
desafiei, ele não fez nada, só me fuzilava com os olhos.
- Decha mamãe, papai! Decha. – Jason pedia chorando.
Não queria que Jason tivesse presenciado isso, dói o tapa
que Justin me deu, mas dói mais ainda ter escutado isso do meu filho. Empurrei
Justin para longe de mim e peguei Jason nos braços, ele estava bastante
assustado e chorava como se o mundo fosse acabar, fui até o banheiro do seu
quarto e lavei a boca porque continha um gosto de sangue, ouvi a porta ser
batida com força. Me sentei na cadeira que eu estava anteriormente tentando acalmar
Jason,limpei suas lágrimas e fiquei o fazendo carinho até ele adormecer, o
coloquei novamente em sua cama dando um beijo de boa noite e saí do quarto,
iria ter que enfrentar a fera de qualquer jeito mesmo, entrei no meu quarto e
ele estava sentado na beira da cama com os cotovelos apoiados nas pernas
encarando o nada, ele me olhou e manteve seu olhar até eu chegar em sua frente,
em uma distância considerável , como tipo, se ele tentasse alguma coisa dava
pra me sair correndo.
- Vou te dar um aviso e espero que não esqueça. Se eu
for, eu não volto mais. – disse calmamente.
Ele não disse nada, girei os calcanhares e fui para a
cama.
- O que quer dizer com isso? – ele perguntou firme.
- Você sabe o que eu quero dizer, mas já que prefere que
eu esclareça as coisas, pois bem... Se eu for embora dessa casa, ou melhor,
esclarecido, se for embora da sua vida eu não volto, entendeu? Eu não sou
nenhuma filha da puta pra ficar apanhando de você, sei muito bem sobreviver sem
um pau entre as pernas. – disse ajeitando o edredom e o travesseiro em minhas
costas, ele levantou-se e ficou me olhando.
- Porque você vem sempre com essa história de que vai
embora? De que vai me deixar?
- Porque é isso que vai acontecer se você não parar de
ser ridículo. Depois não diga que eu não avisei.
- Eu não queria te bater.
- Você nunca quer fazer nada Justin. E nunca quer mudar
suas atitudes também.
- Você me tira do sério, caralho! Sempre eu que sou o
errado da história, sempre.
- Se sempre é você que erra que faz merda. As suas
desculpas não me servem mais quando na verdade você não está nem um pouco
arrependido. Você é o fodão Justin Bieber, que nunca se arrepende de nada do
que fez, aceita isso Justin!
- Eu só estou tentando de deixar segura aqui, não quero
que quando eu chegue em casa venha com milhões de perguntas, isso estressa
qualquer um. – ele passou a mão entre os
cabelos. – Você fala isso de mim como se não me conhecesse.
- Não adianta querer me deixar segura quando o perigo
está aqui dentro, na minha frente Justin. – ri fraco. – Não, eu não te conheço.
Eu pensei que a cada dia que passasse com você eu iria te conhecer mais, mas é
ao contrário, a cada dia eu te desconheço. – suspirei e deitei virando de
costas. – Se você não se importa, eu vou dormir.
Justin não disse nada, fechei os olhos e senti o seu lado
da cama afundar com seu peso. Só os abajures estavam ligados, fiquei de costas
para ele e abri os olhos encarando o nada, não estava com sono e depois da
discussão com o Justin minha cabeça estava a mil. Eu posso ser até forte
fisicamente, mas emocionalmente eu sou uma droga. Posso ser forte na frente dos
outros, mas quando chega à calada da noite eu desabo e coloco toda a angustia
que me corrói para fora em forma de lágrimas. Eu sou uma forte fraca. As vezes
forte e agora fraca. Não vou dizer que discutir com o Justin quando eu estou
com a razão, me faz bem, porque não faz. E de certa forma isso me machuca, ele
é o cara que eu odeio, mas ao mesmo tempo eu o amo, o cara que eu mandaria dar
uma boa surra para ele aprender, mas me meteria para não vê-lo apanhar. Isso só
pode ser loucura, pode ser não, é amor! Diante dos fatos, sem perceber eu
estava chorando, odeio chorar, mas só assim me sinto aliviada. Funguei, e em
seguida suspirei.
- Não gosto de te ver chorando. – ouvi Justin dizer
baixinho.
- Você não está vendo, só está ouvindo. – respondi.
- Para de ser irônica.
- É a mesma coisa que pedir pra parar de você ser o
Justin, não dá.
- É sério, eu me sinto mal.
- Você não deveria se sentir mal por me ver chorando, e
sim porque me fez chorar.
Disse limpando as lágrimas e ouvi Justin suspirar.
- Iria adiantar se eu pedisse desculpas?
- Não.
- O que quer que eu faça?
- Não quero que faça nada, só me deixa quieta se não for
pedir muito.
- Você sabe que eu amo você. – ele disse.
- Eu sei.
Não disse mais nada e dormi praticamente a força. Chega
de confusão por hoje.
(...)
Quando acordei Justin não estava mais presente no quarto,
o que foi bom para mim. Tomei banho, fiz meus curativos e vesti um vestido de
pano leve e amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo, fiz uma maquiagem para
disfarçar as olheiras horríveis que ganhei na noite anterior. Depois de pronta,
fui até o quarto do Jason e o dorminhoco ainda dormia, então preferi deixá-lo
dormindo, desci devagar porque hoje incrivelmente minhas pernas amanheceram bem
doloridas, acho que foi da raiva que eu tive ontem, vai entender. Para minha
sorte, na mesa da cozinha se encontrava a adorável família do meu adorável
noivo ou não. Exceto Jeremy, que é o único que presta. Justin não estava na
mesa, eu já esperava talvez ele já tenha saído, como nos dois dias anteriores.
Me sentei perto do Jeremy, onde dei bom dia e comecei a me servir.
- Justin está no escritório querida. – Pattie disse do
nada, oi? Ela está falando comigo?
Dei de ombros e tomei um gole de suco.
- Estou falando com você Mellanie. – Pattie fez questão
de falar pausadamente meu nome.
- Eu ouvi, só que essa informação é tão insignificante
que me fingi de surda. Mas alguma informação desnecessária sogra? – perguntei
com um sorriso nos lábios, a vi esfumaçar de ódio porque a chamei de sogra.
Nada melhor para começar o dia bem.
- Acho que você deveria ser mais simpática menina. –
Pattie disse com raiva.
- Acho que eu não consigo ser mais falsa que isso sogra.
– dei risada. – Bom café para vocês, perdi a fome. – me levantei e dei
tchauzinho para o Jeremy.
Quando é que eles vão se mandar daqui? Que saco! Fui para
o meu quarto que eu ganhava mais, assim que deitei e liguei a TV por obra
divina de Deus começou a chover, me enrolei toda, que frio bom. Como eu nunca
tenho nada o que fazer, fui assistir os desenhos do Jason, era bob esponja. E
como parece que eu nunca consigo ficar só, a porta foi aberta e era Justin. Peguei
meu celular e fiquei fingindo mexer, qualquer coisa seria interessante do que
olhar para Justin.
- Vai ficar me ignorando até quando? – ele perguntou
arrancando o celular das minhas mãos.
Bufei e não disse nada. Olhei para TV e Justin sentou-se
do meu lado.
- Amor, eu estou falando com você! – ele disse calmo. – Me desculpa por ontem, realmente não queria
ter chegado àquela situação.
- Era só isso mesmo? – perguntei. – Eu quero assistir e
com você falando não consigo prestar atenção. – estava tentando ser a mais fria
possível, me chamando de amor não vai amolecer meu coração e nem voltar o tapa
que recebi.
Justin apertou os olhos com força e respirou fundo. Sei o
quanto a mão dele coçou naquele momento para dar na minha cara de novo, mas se
ele fizesse isso, seria a última vez.
- À noite tenho um jantar de negócios, você vai me
acompanhar. Esteja pronta às 8:00 horas.
- Porque eu tenho que ir? – perguntei nada satisfeita,
odeio esses jantares de negócios, tanto que os meus eu não vou a nenhum, sempre
mando alguém.
- Porque eu quero que vá. – ele disse levantando-se.
Acho que ele não se tocou de que não quero ir à porcaria
nenhuma de jantar. Justin saiu do quarto e joguei uma almofada na porta o
xingando de todos os nomes possíveis. Me levantei e fui até o quarto do Jason,
ele tem que acordar pra me fazer companhia. O acordei, dei banho e o arrumei.
Descemos porque ele reclamava de fome, encontrei Jeremy na cozinha lendo um
jornal, fico até admirada com essas coisas. Bem que o Justin poderia ser igual
ao pai, nossa convivência seria bem mais fácil.
- A última pessoa nessa casa que pensei que estaria aqui
era você, Jeremy. – disse sentando Jason e pegando leite na geladeira, peguei
cereais e despejei tudo em uma mini tigela, peguei uma colher e dei para Jason,
ele iria comer até não querer mais.
- Eu iria sair, porém está uma chuva horrível lá fora e
dirigir assim não é muito agradável. – ele tentou se explicar.
- Entendo. Pensei que não gostasse... – apontei com a
cabeça para o jornal.
- Isso aqui? – ele perguntou levantando um pouco o jornal
em seguida dando um riso breve. – Eu não gosto, é que não tenho nada para
fazer. Prefiro ficar lendo essa besteira a agüentar Pattie tagarelando em meu
ouvido, um inferno. – ele bufou me fazendo rir.
- Sei bem como é. – ri fraco.
- Você e Justin estão bem? – ele perguntou olhando para o
jornal.
- Porque a pergunta? – estranhei. Justin o contou?
- Papai bateu mamãe. – Jason respondeu com a boca cheia.
Jeremy o olhou, e depois para mim.
- Isso é verdade? – Jeremy perguntou.
Jason e sua boca grande, até com a boca cheia.
- Sim é. Justin é do tipo de homem que não agüenta ouvir
verdades e desconta sua raiva assim, ele me deu um tapa.
- Aquele moleque tem o gênio muito forte, o que ele
aprontou? – Jeremy parecia chateado.
- Jeremy, falando sério... Você me trocaria pra responder
e-mails idiotas? Ele simplesmente me ignorou quando chegou em casa ontem, me
pediu pra deixá-lo em paz, então eu saí do quarto e fui para o do Jason,
minutos depois ele chega lá me pedindo pra voltar, sinto muito mas eu não sou
pau mandada do Justin, eu disse que não ia e ele começou a discussão como se
fosse meu dono.
- Com todo respeito, eu não trocaria. – ele riu. – Justin
é um imbecil, isso sim. Onde já se viu colocar negócios em primeiro lugar? Tudo
bem que dinheiro é importante sim, mas a família tem que vir sempre em primeiro
lugar.
- Eu disse pra ele que é um completo imbecil, mas seu
filhinho não agüenta ouvir isso. Porque você não ensinou essas coisas a ele em?
- Eu ensinei Mellanie, mas Justin puxou a mãe. É
ambicioso demais. – ele suspirou.
- Mas tudo bem, comigo ele vai andar na coleira. – disse
e Jeremy riu.
- Essa eu pago para ver. – ele disse. – E você rapaz, o
que está comendo? – perguntou à Jason.
- Celeal. – Jason respondeu brincando com a colher.
- Hum, isso é bom. Escuta Jason, você não pode deixar seu
pai bater na sua mãe, ouviu?
- Viu. – Jason respondeu e Jeremy riu.
Ri fraco e fiquei observando os dois conversar.
(...)
Durante a tarde liguei para as meninas, contei para elas
sobre o acontecido, elas nem ficaram surpresas porque já estão acostumada com
minhas brigas com o Justin, então isso já é normal. Agora era exatamente 7:10
da noite, Jason brincava no tapete do meu quarto com horrores de lego, e eu
procurava um vestido para me usar hoje a noite na porcaria de jantar, separei e
fui juntar os milhares de brinquedos espalhados pelo quarto, nisso a porta foi
aberta, Justin passou pela mesma foi tirando os sapatos junto com as meias e
jogando em qualquer lugar, se ele pensa que eu vou juntar ele está redondamente
enganado.
- PUTA QUE PARIU! – ouvi Justin gritar, fui ver o que era
e ele havia pisado em um lego, quis rir muito da cara do idiota, porém eu não
podia. – Quem que colocou essa merda aqui? – perguntou massageando o pé.
Bem feito. Que ele pise em mais dez legos, amém!
- Oh a boca papai. – Jason brigou com ele.
- Jason porque você não vai brincar em outro lugar?
- Pute mamãe dechou eu blincar ati.
- Tudo bem, só não deixe essas coisas espalhadas por aí.
– ele disse e foi entrando no banheiro.
Me joguei na cama, peguei um travesseiro e comecei a rir
feito uma retardada. Depois disso fui juntar os legos do Jason porque eu
acabaria pisando em um desses e sei exatamente que não é nada agradável. Guardamos em uma caixinha, coloquei no
cantinho do quarto e deitei na cama com o Jason assistindo qualquer coisa.
Minutos depois Justin saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, fui
para o banheiro para tomar meu relaxado banho, nem poderia demorar muito porque
ainda tinha o cabelo e a maquiagem, terminei o banho e a noiva do Justin ainda
se arrumava, peguei uma calcinha e a vesti, dei um jeito de passar pomada nos
ferimentos, coloquei o vestido que era um azul longo, com as costas nuas e de
mangas compridas rendado, não precisaria usar sutiã, dei mamar ao Jason, mas
meus seios não são caídos, coloquei um salto, não dava pra ver muito por conta
do tamanho do vestido. Sequei meus cabelos e os coloquei de lado, depois fiz
uma maquiagem, olhos esfumaçados e batom vermelho. Borrifei perfume e dei uma
olhada no espelho do closet, nada mal. Saí do closet, nem sinal de Jason e nem
de Justin, vou lembrar de agradecê-los por me esperar, saí do quarto e os
seguranças quase me comeram com os olhos, nem dei importância e cheguei até as
escadas, levantei um pouco o vestido porque era arriscado pisá-lo e eu rolaria
escada a baixo, desci devagar e parecia aquela coisa toda clichê que passam em
filmes, todos reunidos na sala me observando descer, olhei para Justin e ele
usava um terno. Estava impecável e incrivelmente gostoso dentro daquele terno,
cheguei até o último degrau sã e salva, logo Jason agarrou em minhas pernas, ok
não tão salva assim.
- Jason, você vai derrubar sua mãe. – ouvi Justin
repreendê-lo.
- Mamãe, pla onde vuxe vai? – Jason perguntou.
- Vou sair meu amor, mas daqui a pouquinho eu volto. – me
abaixei e dei um beijinho em sua bochecha, ficou a marca bem certinha do batom
vermelho.
- Eca mamãe. – ele disse fazendo careta, dei risada. –
Rose! – a chamei e logo ela apareceu. – Cuida dele pra mim,ok?
- Sim senhora.
- Meu filho é um cara de sorte. – Jeremy disse com o peito
estufado.
Ouvi Pattie o mandando calar a boca. Nossa que recalcada.
- Vamos Mellanie. – Justin disse.
Dei mais um beijinho no Jason e saímos de casa. Justin
quando quer chamar a atenção não mede esforços, havia um carro luxuoso e
perfeito em frente, no qual iríamos para o jantar. Entramos no carro e Justin
saiu cantando os pneus.
- Afinal, você está maravilhosa. – ele comentou quando já
não estávamos dentro da mansão.
- A acompanhante de Justin Bieber tem que está impecável
não é mesmo?! O que vale é a impressão.
- Odeio quando você vem com as suas ironias.
- Não estou sendo irônica.
- Imagine se estivesse.
Dei de ombros e fiquei olhando as imagens borradas pela
janela. Nem sei exatamente onde seria o jantar, mas espero que essa noite passe
voando. Justin estacionou em frente a um restaurante luxuoso, abri a porta e já
havia uma criatura do restaurante com a mão estendida para mim, segurei em sua
mão e com a outra mão segurei no vestido, desci do carro e logo Justin estava
do meu lado entregando a chave do carro para o carinha educado, Justin passou a
mão em minha cintura e foi me conduzindo para dentro do estabelecimento. Como
imaginei, o restaurante estava fechado apenas para esse jantar. Entramos e os
olhares foram voltados para nós, Justin mantinha o sorriso mais falso do mundo,
e eu tinha que sorrir falsamente também, como se fôssemos o casal mais perfeito
do mundo. Pensei que iria encontrar apenas velhos engravatados, mas havia putas
também, alias todo canto que se vá tem essa espécie. Até parece que eu não
percebi essas oferecidas comendo o meu homem com os olhos, tudo bem que estou
com raiva dele, estamos brigados e bla bla blá, mas ele continua sendo meu até
o momento que eu quiser que seja. Justin cumprimentou muitas pessoas e eu tive
que fazer o mesmo como a mulher simpática e adorável, havia uma mesa enorme
para todos nós, sentamos e dei graças a Deus que a porcaria do jantar iria
começar, eu estava sentada ao lado do Justin óbvio e do meu lado havia uma
loira siliconada com cara de prostituta, nem dei a mínima e começaram com a
ladainha. Depois de alguns minutos,
olhei para o lado e a loira mordia os lábios, pera aí, ela esta olhando para o
Justin ou...Não, era para mim! Tentei ignorar ao máximo, mas algo tocando
minhas pernas por baixo da mesa me fez “acordar” de novo. Não acredito que
Justin está de frescura uma hora dessas, mas Justin estava de sapato e o que
tocava era um pé, que porra é essa?! Todos na mesa estavam atentos demais a
conversa para se importarem com qualquer movimentação debaixo daquela mesa,
olhei para todos e em seguida meu olhar parou na loira, e ela novamente mordia
os lábios. Não pode ser... Coloquei minha mão na perna de Justin e apertei, ele
me olhou sem entender.
- Justin... – sussurrei. – Por acaso é você que está
passando o pé nas minhas pernas? – perguntei discretamente.
- Quê? Claro que não. – ele respondeu negando com a
cabeça.
- Então pelo amor de Deus, tira essa sapata daqui antes
que eu rode a mão na cara dela.
Pedi mantendo a calma. Se algo que ninguém sabe, é que eu
morro de medo de sapatão. Cara, ela quer meu corpo nu.
- Do quê você está falando? – Justin perguntou contendo o
riso.
- Você ouviu. Essa filha da puta está me alisando.
- Deixa de paranóia Mellanie. Fica quietinha aí que o
jantar já está acabando.
Ele disse e eu bufei, peguei a taça de vinho e bebi um
pouco mantendo a calma. Se essa vagabunda não parar com essa putaria uma taça
vai se partir acidentalmente nas fuças dela. Discretamente afastei um pouco
mais minha cadeira, colocando mais perto do Justin, sei que o filho da puta
queria rir, fiquei contando os segundos para aquilo acabar, ainda bem que ela
havia parado.
Justin’s
POV
Eu sabia que aqui haveria algumas sapatas, não iria se
quer imaginar que uma estava assediando a Mel, queria rir muito da cara dela
porque sei o quanto ela morre de medo de lésbicas, vai entender essa mulher. Só
faltava assinar alguns papéis para concluir uma compra de um navio para
exportar drogas e assim iríamos para casa.
- Mellanie, vou ali assinar algumas coisas, já volto. – a
avisei e vi o desespero em seu rosto.
- Você vai me deixar sozinha aqui com essa sapata? – ela
perguntou.
- É um minuto, daqui a pouco eu volto.
Me levantei e acompanhei os negociantes. Sei que Mel quer
me matar, mas pagaria pra ver ela conversando com a sapata. Assinei o que tinha
que assinar e caminhei novamente para a mesa, no meio do caminho Mel veio em
fúria até a mim.
- Como você pôde me deixar sozinha com aquela sapata? –
ela perguntou com raiva. – Você sabe o que ela fez?
- Não, o que ela fez? – perguntei segurando o riso.
- Ela pegou nos meus seios, você tem noção disso? – ela
estava morrendo de raiva. Dei uma gargalhada, eu queria ter visto.
- E porque você deixou? – perguntei a provocando.
- Eu não deixei porra. Justin, você sabe que eu morro de
medo de sapata. Porque fez isso? Se foi um castigo por eu ter te ignorado hoje,
obrigada em.
Ela se fingiu de magoada, mesmo com fingimento ela me
convencia. Envolvi meus braços em volta do seu corpo e dei risada, ela estava
com a cabeça encostada em meu peito.
- Me diz, o que você fez com ela? – perguntei, vai que
ela tenha dado na coitada.
- Dei dois tapas nela e joguei a taça de vinho na cara
dela e vim pra cá. – ela disse normalmente.
- Você é louca? – perguntei ainda rindo. Claro que ela é
louca.
- Você queria o quê? Que eu deixasse aquela vagabunda
passar a mão em mim? – ela perguntou me olhando indignada. – Eu disse que dá
próxima vez que ela fizesse isso eu arrancaria as suas duas mãos e não teria
mais com o que foder as outras sapatas.
Dei risada novamente.
- Tudo bem, vamos lá nos despedir.
- Não vou não, tá louco? – ela disse agarrando-se em mim,
só conseguia rir. – Afinal, o que ela está fazendo aqui? Nem veio negociar
nada.
- Um desses caras deve comer ela. – dei de ombros.
- Mas ela é sapatona.
- Eles nem devem saber disso. Chega de conversa mole,
vamos embora.
- Nunca mais eu venho pra um jantar desse, nunca mais
Justin Drew Bieber.
Ela foi reclamando até chegarmos em casa. Pelo menos ela
não está me dando um gelo, era melhor ouvi-la tagarelando sem parar sobre o
episódio da sapata, do que me ignorando.
Mellanie’s
POV
Está definitivamente decretado que nunca mais chego perto
de uma sapatona. Aquela vagabunda pegou nos meus seios sem vergonha nenhuma na
cara. Vai que ela queria me seqüestrar e me fazer sua escrava sexual? Puta que
pariu, olha a besteira que estou pensando, acho que fiquei com trauma. Cheguei
no quarto tirei os saltos os jogando e me joguei na cama, pra qualquer canto
que eu olhasse eu via aquela filha da puta mordendo os lábios com cara de que
queria dar. Soquei o travesseiro imaginando o rosto dela.
- O que foi dessa vez? – Justin perguntou tirando a roupa.
- Não fala comigo, estou com raiva de você!
- O que eu fiz? Foi a sapata que pegou nos seus seios,
não eu. – ele disse sínico e deu risada.
- Cala essa boca. – disse com raiva.
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Continua?
Obrigada por todos os comentários.
Amo todas, fiquem com Deus ♥

