Fanfics - Justin Bieber

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dangerous Life - Capítulo 57 - Lesbian

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Conversava com Caitlin e Lilly sobre coisas aleatórias e de pouca importância, enquanto observava Jason brincar de bola. Continuávamos no jardim que tem uma visão ampla para a área da piscina, Jazmyn e Pattie acabaram de chegar lá. Elas sorriam e mandavam nos empregados como se fossem as donas do pedaço, já mencionei que eu as odeio? Enfim, pra completar o circo Jaxon apareceu também. Juro que no café da manhã queria mesmo que Justin o fizesse engolir aquela faca, seria cômico.

- Não sei como você os agüenta depois de tudo que aprontaram Mel. – Lilly disse me despertando dos pensamentos.

- Não posso fazer nada, querendo ou não, eles são a família do Justin. Apesar de nenhum valer um dólar se quer. – dei de ombros olhando para lá.

- Que eu saiba a tia Pattie não era assim. – Cait comentou. Sorri irônica.

- Acho que ela não merece esse carinho todo da sua parte, a ponto de ser chamada de tia, pelo amor de Deus, eu quero é mais distância. Você não sabe a cobra que ela é. Só não a peguei e dei uns bons tapas nela por respeito ao Justin.

- Quando eu namorava o Justin ela era um amor de pessoa Mel. – Cait continuou.

- Acontece que era você né Cait, com você ela é um amor de pessoa. Mas como se trata de mim, que tem um filho do Justin que ela armou aquele barraco todo dizendo que não, era as coisas mudam e o ódio aumenta. – disse e ela riu fraco.

- E eu acho que tudo isso da Pattie é falta de sexo. – Lilly disse e gargalhamos. Ainda bem que Jason não estava ouvindo nossa conversa.

- Vai bem dizer que o Jeremy não fode ela, faça-me favor né Lilly. – respondi.

- Por esse lado você tem razão... – Lilly disse pensativa. – Então, vai ver que ela não gosta da fruta.

Rimos mais uma vez.

- Gente, olha a besteira que vocês estão falando. – Cait disse rindo. – Cá entre nós, o Jeremy é um puto gostoso que deve fuder super bem.

- Meu bem, não se vai muito longe, isso é coisa de família. Como por exemplo, meu homem vocês não tem noção do que é ele em ação. – disse e os minutos seguintes foram tomados por gargalhadas.

Geralmente quando nos juntamos as conversas não são de se aproveitar.

- Sabe que me deu vontade de dar um pulo na piscina. – Cait disse.

- O que te impede? – perguntei.

- Nada, vamos comigo.

- Sinto muito mais vou recusar seu maravilhoso convite minha querida amiga Caitlin. – disse rindo.

- Ai que tanto elogio numa frase só. – ela fez careta. – Então, vamos?

- Eu vou. – Lilly se manifestou.

- Não sei se vocês viram, mas estou cheia de manchas horríveis pelo meu corpo que vão demorar pelo menos duas semanas pra sumir, então descartem a hipótese de que vou por um biquíni e ir pra piscina.

- Que pena, porque o dia está maravilhoso. – disse Lilly debochada se espreguiçando.

- Aproveita e morre afogada vadia. – disse sínica e ela riu.

- Mamãe, mamãe. – Jason veio correndo de uma forma engraçada até nós, parecia um pimentãozinho de tão vermelho e suado que estava.

- Oi meu amor.

- Quelo ir pla pitina. – ele disse animado, ri dele. Lilly balançou a cabeça negativamente e levantou o dedo.

- Quero ir pra piscina, Jason. – Lilly o corrigiu.

- Também quelo. – Jason disse e dei uma boa risada.

- Eu sei, mas se diz, quero ir pra piscina.

- Eu também quelo ir pla pitina tia Lilly. – Jason voltou a repetir.

Eu e Cait ríamos sem parar da tentativa frustrada da Lilly o corrigir. Coitada da criança, agora que está aprendendo algumas palavras.

- Ok, tudo bem. Você venceu. – Lilly ergueu as mãos para cima e Jason ficou sem entender. – Vamos logo antes que eu desista de ir pra pitina. – ela imitou Jason e ri mais ainda.

Nós levantamos e entramos em casa, Cait e Lilly sempre tem roupas nos quartos que elas ficam hospedadas, moram praticamente aqui. Não reclamo, só acho que é amor demais pela minha pessoa. Subimos as escadas ainda rindo, elas entraram em seus respectivos quartos para trocar a roupa, levei Jason para o seu, tirei sua roupa e coloquei sua sunga do scooby doo. Peguei protetor e enchi suas bóias, peguei seu roupão também do scooby doo e saímos do quarto, antes passei no meu quarto e peguei meu celular. Encontramos com as garotas no corredor, descemos e fomos para a área da piscina. Fiz todo aquele processo de passar protetor no Jason, porque lembro que da ultima vez que Justin inventou de ir para um parque aquático e não passaram protetor, os dois voltaram feitos camarõezinhos. A cara enjoada da Jazmyn foi nítida assim que chegamos lá, alguém afoga essa vadia. Lilly e Cait entraram junto com o Jason na piscina, ficaram longe das cobrinhas e do Jaxon.

Me sentei em uma espreguiçadeira e fiquei os observando se divertir. Como não tinha nada pra fazer mesmo, peguei meu celular e tirei diversas fotos dos três, acho que dava para montar um book. Logo depois fiquei vendo algumas fotos antigas do Jason no meu celular, ele era a coisa mais fofa do mundo quando bebê, mas continua sendo. Mas agora um bebê mais crescidinho. Tinha uma foto que Justin precisava ver. Falando nele, nem pra me ligar, filho da mãe.

- Hey, querem alguma coisa? Vou à cozinha. – disse me levantando.

- Eu quero uma cerveja. – Lilly respondeu enquanto brincava com o Jason.

- Também quero. – Cait disse sorrindo. Ela sempre está sorrindo, é incrível.

- Quê? Vocês vão matar meu filho afogado. – disse rindo fraco.

- Idiota, o moleque sabe mais nadar do que eu. – Lilly disse.

- Você só não é mais mentirosa porque é só uma Lilly. – respondi me direcionando para a cozinha.

Jason só bate as mãozinhas na água e mal. Nessa casa tem não sei quantos compartimentos – não parei para contar – diversas áreas de lazer e essas besteiras todas que rico gosta de ter, porém Jeremy resolveu ir para o mesmo local que eu, a cozinha.

- Rose, um suco de laranja, por favor. – pedi me sentando em um dos bancos que ficam próximos ao balcão. Jeremy sentou também e aparentemente pediu um suco.

- Sabe Mellanie, eu queria mesmo conversar com você a sós. – Jeremy disse e eu o olhei.

- Que honra você querer conversar comigo. Se eu me lembro bem, eu sou a vadia que deu um golpe no seu filho. – disse com um sorriso irônico nos lábios.

- Sem ironias, por favor. – ele disse me olhando. – É sério, eu quero conversar com você.

- E o que você acha que estamos fazendo? Não era nem para eu dirigir minha palavra a você depois da humilhação que você e sua família inútil me fez passar, eu me senti uma palhaça e vocês a platéia do meu circo, não espere que eu seja a mesma pessoa que eu era com você. Porque ao contrário dos outros, você era a pessoa que eu me dava bem, mas ainda bem que as mascaras caem e descobri que você não era o que eu pensava.

- Eu entendo você. Mas tente me entender, eu fiquei com ódio de você por ter feito aquilo com o Justin, e depois aparece do nada dizendo que Jason é meu neto.

- Que aparentemente você não acreditou né... – ironizei.

- Eu acredito, Pattie subornou o exame, mas no verdadeiro resultado alega que ele é sim meu neto, eles que não querem admitir, mas Jason é muito parecido quando Justin era pequeno. Mas enfim, quero que você entenda que eu disse todas aquelas coisas porque não conseguia entender que você fez o que fez com o Justin e ele ainda te aceitou aqui como se não estivesse acontecido. Você o seduziu, o roubou e deu no pé, qual pai não iria ficar com raiva?

- Até entendo você. Mas, quando eu pisei nessa casa meu único propósito era dar o troco no Justin, ele me fez muito mal no passado, e o que eu fiz não foi o terço do que ele me fez. Ele mereceu sim, mas eu me arrependi e a vida do Jason estava em perigo, só ele que poderia me ajudar. A minha intriga com o Justin, só envolvia nós dois, não tinha o porquê vocês meterem as fuças onde não eram chamados.

- Eu sei, de inicio não quis me intrometer nas coisas do meu filho, mas Pattie fez minha cabeça e deu no que deu. Naquele tempo quando o Hugo pagou a sua dívida com você, e Justin resolveu ficar tempo demais com você, eu já sabia que ele gostava de ti. Todos nós sabíamos que ali havia alguma coisa, Justin nunca foi de uma mulher só. Eu não estive presente naquele tempo, mas sempre me ligavam dando notícias, e quando você conseguiu fugir Justin quis matar todos.

- Aquilo não era vida pra mim Jeremy, eu era uma garota normal e tinha uma vida normal, olha pra isso agora? Meu filho nunca vai poder ter uma vida normal, e eu me culpo por isso. – suspirei passando a mão nos cabelos. – Até agora não sei aonde você quer chegar com essa conversa. – o fitei.

- Eu queria que colocássemos uma pedra em cima desse assunto. Você vai casar com o Justin e não quero passar o resto da vida intrigado com a mulher do meu filho.

- O Justin é muito parecido com você, até no cinismo são idênticos. – ri fraco. – Eu realmente não acredito que você esteja arrependido do que disse.

Jeremy bufou e passou os dedos no cabelo, os desgrenhando.

- Eu estou falando a verdade, caramba! Você acha mesmo que se você não valesse à pena, que fosse uma vadia mesmo eu ia perder meu tempo falando com você? A Pattie que te odeia, eu não Mellanie. Você pode ser toda marrenta, mas sei que é uma boa pessoa e sei que Justin não irá se arrepender de se casar com você.

- Não entendo o porquê de ela me odiar, a primeira vez que ela me viu já quis me matar só com o olhar.

- Porque você vai casar com o filho-maquina-de-fazer-dinheiro dela? – ele sorriu maroto. – Ela não era assim, de uns tempos para cá ela está ficando paranóica. Eu sinto muito pelo o que aconteceu com você, sério.

- Você também é uma boa pessoa, Jeremy. E eu sinto muito por ter acontecido tudo isso e estragado minha relação com você.

- Mas como eu te disse, vamos colocar uma pedra em cima de tudo isso. É passado.

Suspirei e me levantei indo até a geladeira e pegando as cervejas das meninas, e peguei meu suco que há séculos que Rose havia feito. Coloquei em cima do balcão.

- Então? – ele perguntou persistente.

- Então o quê? – perguntei.

- Não vai aceitar minhas desculpas?

- Você não pediu. – dei de ombros e rimos.

- Desculpa menina, vem dar um abraço aqui no sogrão. – ele disse risonho e abriu os braços.

Ele estava sendo verdadeiro, porque ao contrário dos outros, Jeremy é uma pessoa maravilhosa, só é meio arrogante às vezes como o Justin. Se eu fosse a vadia da Pattie ajoelhava todos os dias e agradeceria a Deus pelo o homem que colocou em sua vida. Sorri e fui abraçá-lo, pela primeira vez me senti protegida como se fosse em um abraço de pai e filha. Pai foi uma coisa que eu nunca tive, e Jeremy me passava esse lado paternal dele, por isso que eu sempre o respeitei independente do que aconteceu.

- Queria ter tido um pai como você. – disse separando o abraço.

- Sabe que não pode ser minha filha, porque seria insano Justin comer a irmã... – demos risadas. – Mas sabe que pode contar comigo para o que precisar.

- Digo o mesmo. – disse e sorrimos em seguida a cozinha foi preenchida por um som de palmas.

Olhamos para o lado e era Pattie batendo palmas e sorrindo feito uma idiota. Fechei o sorriso na mesma hora.

 - Muito bem Mellanie, seduziu o filho agora está seduzindo o pai. Tacada de mestre. – ela parou de bater palmas. – Você não se cansa, vadia? – perguntou irritada.

- Pattie... – Jeremy a repreendeu.

- Tudo bem Jeremy... – o interrompi. – E respondendo a sua pergunta, Pattie... Eu não me canso, não me canso de ser uma boa mulher para seu filho, ser uma boa mãe, ser uma boa amiga, ser boa em tudo o que eu faço, coisa que nunca você vai ser. Você só é boa em trazer discórdia para essa família, se eu fosse você teria vergonha e sinto muito pelo o Jeremy por ter você como mulher, acredite ele merece uma mulher de verdade! Agora com licença, eu tenho um filho para cuidar. – peguei as duas cervejas e meu suco. – Tchau Jeremy.

Ouvi Jeremy dar tchau, Pattie só fez menção de abrir a boca, mas não disse nada. Aliás, o que ela iria dizer? Que eu tenho toda a razão? Ela nunca iria admitir isso. Cheguei até a piscina, as meninas já estavam nas espreguiçadeiras tomando sol e Jason as molhando com uma pistola de água, dei risada. Morro de orgulho do meu filhote.

- Pensei que tivesse ido fazer as cervejas. – Lilly disse.

- É que eu tive que beber bastante água para me dar vontade de ir ao banheiro e fazer xixi aqui dentro. – disse e elas se encararam fazendo careta, dei risada e me sentei. – Idiotas, estava tendo uma conversa com o Jeremy.

Elas pegaram as cervejas e se certificaram de que não era xixi mesmo. Jason deixou de ser terrorista e veio tomar meu suco, isso não é novidade.

- Discutiram de novo? – Cait perguntou.

- Não, ele quis conversar comigo numa boa e colocamos tudo em pratos limpos. 
Conversamos bastante, ele pediu desculpas e eu aceitei. Só quem não presta é a Pattie, Jaxon e Jazmyn, Jeremy não tem culpa da família que tem. – dei de ombros.

- Isso é verdade. – Lilly disse. – Agora vou poder assediar o Jeremy. – ela disse animada.

- Você é idiota ou o quê? – perguntei rindo, elas riram.

- O que vocês estão falando de mim? – Jazmyn perguntou da piscina.

- Eu disse que você não presta querida. Ouviu bem? – repeti, Cait e Lilly riram.

- Não dê ouvidos para essa interesseira Jazzy. – Jaxon disse.

- Eu interesseira? Você acha mesmo que eu vou casar com o Justin por causa do dinheiro dele? – dei risada. – Se eu quiser parar de trabalhar, mesmo assim eu vou continuar milionária até o dia que eu morrer, e você que vive à custa do Justin? Aliás, esse biquíni que está enfiado no seu rabo Jazzy o Justin que pagou, eu não sobrevivo à custa dele, quem tem interesse na historia não sou eu queridos cunhados.

Cait e Lilly tiveram uma crise de risos incessantes, Jason é tão sacana que nem sabendo do que se tratava a conversa começou a rir também.

- Tomara que Justin te dê um pé na bunda logo piranha. – Jazmyn disse com ódio.

- Cala a boca, antes que quem leve um pé na bunda é você dessa casa, vadia irritante. 

- Amiga, adoro as cortadas que você dá. – Cait disse rindo.

Jazmyn e Jaxon me xingaram mais um pouco, mas nem me importei porque quero está cem por cento quando meu limite de paciência esgotar pra me dar ainda uma surra bem dada nos dois, meu sonho. Ficamos na piscina até o meio dia, almoçamos, nem Justin e nem os garotos deram as caras, subimos e cada uma foi tomar banho. Dei banho no Jason primeiro porque ele já estava sonolento, sempre depois da piscina surge um sono surreal, ele rapidamente dormiu e fui tomar meu banho, não precisava mais de ajuda no banho somente nos curativos, graças a uma pomada muito foda o corte na minha boca já não existia mais, e os demais cortes pelo o corpo estão sumindo. Vesti uma lingerie, e Cait apareceu no quarto para me ajudar a fazer os curativos, depois vesti um shortinho e uma regata, Lilly também apareceu e deitamos na minha cama. Ligamos a TV esperando o tempo passar.

- Eu estava pensando aqui, só vocês que vão ficar para titia? – zoei.

- Se depender do Ryan, vou ficar para titia, avó, bisavó. – Lilly disse e rimos.

- Pois acho muito vocês se decidirem logo, homem está difícil no mercado.

- Aquele homem só quer saber de foder, foder e foder. – ela disse fazendo uma careta engraçada e gargalhei alto com a Cait.

- Ou quer dizer, você né. – Cait disse.

- Também. – Lilly riu. – Eu não penso nisso, não agora. E você Cait?

- Eu o quê? – ela se fez de desentendida.

- Cadê seu homem minha filha? – perguntei. – Já tentou dar uns pegas no Chaz? Ele não é de se jogar fora.

- Mel, deixa de falar besteira. – ela jogou uma almofada em mim. – Ele é só meu amigo.

- Eu também era amiga do Ryan, essa amizade acabou na cama. Fim delicioso. – Lilly disse rindo, gargalhei alto que minha barriga doeu.

- Você é uma maníaca sexual Lilly. – Cait rebateu. – E o Chaz é somente meu amigo, deixem de inventar coisas.

- Tá bom né.  – disse e dei de ombros.

- Qual o lugar mais inusitado que vocês já transaram? – Lilly perguntou.

Essa menina só fala em transa, foda, sexo, foder, o que dá no mesmo.

- O lugar mais inusitado... – disse pensativa, transar na mesa do escritório do Justin não é inusitado. – Ah, no banheiro do jato do Justin. – gargalhei ao lembrar.

- Hum safadinha, transando nas alturas. – Lilly disse me empurrando, ri. – Eu foi em um banheiro público, nunca mais na minha vida. – ela fez careta e rolamos na cama de rir.

- E eu foi em um elevador. – Cait respondeu. – No meio do caminho, o elevador parou uma sorte do caralho. E pra completar, quando eu fui me vestir, o zíper do vestido não quis fechar de jeito nenhum, e era daqueles que fecham atrás, quase cavei um buraco no chão quando chegamos ao nosso andar que as portas foram abertas, e aquele horror de gente olhando pra mim e pro cara, estava tão óbvio que tínhamos transado ali que ninguém quis entrar.

Fiquei tentando imaginar a cena, deve ter sido engraçada demais, rimos bastante. Era cada história mais hilária que a outra, e todas as historias da Lilly envolvia sexo, pelo amor de Deus. A nossa tarde se baseou em muita conversa e risadas, com elas qualquer dor alivia.

(...)

À noite Caitlin e Lilly jantaram aqui e depois foram embora, Justin não deu notícias o dia todo, e eu não me atrevi em ligar para saber o que está acontecendo, se ele não quer me dizer quem sou eu para obrigá-lo. Dei banho no Jason e ficamos assistindo um filme de desenhos no seu quarto, depois de algum tempo ele acabou dormindo. Dei um beijinho de boa noite no Jason e sai do seu quarto, fui para o meu e tomei um banho demorado. Eu mesma me virei com os curativos, vesti uma calcinha e coloquei uma das blusas do Justin, deitei na cama e fiquei mexendo no celular onde marcava onze horas da noite. Larguei o celular e fiquei mudando os canais da TV, parei em um canal qualquer. Tentei ao máximo prestar atenção no que passava na TV, porém estava concentrada demais no que iria dizer quando o cachorro do Justin desse as caras por aqui, nisso a porta foi aberta e era exatamente ele.

- Que bom que você lembrou que tem casa. – disse sem olhá-lo.

- Vai começar Mel? – ele perguntou tirando seu casaco e sua arma jogando em um canto qualquer.

- Não. – dei de ombros. – Só comentei.

- Ótimo, vou tomar banho.

Ele foi para o banheiro, onde segundos depois pude ouvir o barulho da água em contato com o piso. Minutos depois Justin saiu do banheiro se enxugando, ele não sabe se enxugar no banheiro tem que sair molhando o quarto todo. Foi para o closet e como sempre, só vestiu uma boxe e foi para a cama, ele pegou seu mackbook e começou a mexer como se não tivesse ninguém do seu lado, que no caso, seria eu. Peguei o controle da TV e continuei a fazer o que estava fazendo antes do Justin chegar, mudando os canais sem parar em nenhum. A seqüência dos canais era: Um filme idiota, outro filme idiota, os desenhos do Jason, alguma novela idiota, vídeos pornôs idiotas. Preciso tirar esse ultimo canal do pacote, se Jason por acaso, algum dia colocar nesse canal sem querer e ver essas putarias eu arranco o pau do Justin fora. Isso lá é coisa que se coloque em uma TV?!

- Dá pra parar? – Justin perguntou concentrado no mackbook idiota.

- Não. – respondi rapidamente.

Ele bufou e continuou fazendo sua coisa idiota. Tudo agora é idiota. Ele é um completo idiota. Depois de tantos canais mudados, consegui achar um que estava passando alguns clipes de cantores legais, deixei lá, pelo menos não é idiota. Tinha até algumas musicas que eu sabia, o que quer dizer que eram musicas super antigas, porque a séculos que eu não paro, sento em frente a um notebook e vejo os lançamentos.

- Ok, assim eu não consigo me concentrar. – Justin disse aborrecido largando o mackbook de lado. – Qual o seu problema? – perguntou me olhando.

- Eu não tenho nenhum, e você? Tem?

- Porque eu teria? Mas parece que você tem. – ele disse como se fosse óbvio.

- Quem tem é você. Passa o dia fora de casa fazendo sabe lá o quê, não liga, nem dá sinal de vida e quando chega em casa fica mexendo nessa porcaria de mackbook.

- Eu estou fazendo o que faço todos os dias. – ele deu de ombros. – E se você não sabe, eu passei o dia fora trabalhando.

- Mentiroso! Você trabalha no seu escritório e os outros ficam encarregados de sair circulando por aí. O que está acontecendo Justin?

- Não está acontecendo nada, deixa de ser paranóica.

- Paranóica o escambal, porque não me diz o que está acontecendo?

- Já disse que não está acontecendo nada. Eu preciso responder alguns e-mails de fornecedores, dá para você desligar essa merda de TV e me deixar em paz? – disse ridiculamente arrogante.

Bufei e puxei o edredom descendo da cama.

- Imbecil! – disse e me direcionei até a porta.

- O que está fazendo? – ele perguntou me olhando.

- Estou te deixando em paz seu estúpido, vai responder essas drogas de e-mails.

- Não me chame de estúpido, Mellanie. – ele disse com raiva.

- Eu chamo, porque é isso o que você é. Um estúpido arrogante filho da puta. – respirei fundo e saí batendo a porta.

Acho que joguei muita pedra na cruz pra ter que agüentar isso. Caminhei pelo corredor pisando firme até chegar ao quarto do Jason, os seguranças me olhavam e eu mandava todos se foder apenas com o olhar. Entrei e meu anjinho dormia tranquilamente, cheguei perto da sua caminha e acariciei seus cabelos.

- Espero que você não seja como o imbecil do seu pai, meu amor. – sussurrei.

Dei um beijinho em sua testa, ele se mexeu um pouco virando-se para o outro lado, sentei em uma enorme e confortável cadeira que havia ali e fiquei brisando. Fiquei pensando no que Justin poderia estar fazendo, se Lilly pelo menos conseguisse arrancar alguma coisa do pau mandado do Ryan ou a Cait arrancar algo do Chris, mas o problema é que eles não abrem a boca de jeito nenhum. Se eu estivesse pelo menos com meu celular aqui iria fazer algumas ligações, mas como eu sou muito tapada esqueci de pegá-lo. Alguns minutos depois a porta foi aberta, e óbvio que era o Justin.

- Mellanie! Deixa de besteira e volta para o quarto.

- Eu te deixei em paz, você deveria me agradecer. Vá responder seus e-mails importantíssimos que não podem esperar até amanhã e agora me deixe em paz você.

- Para de ficar brigando por besteira, que saco. – ele disse em um tom alto.

- Se você acordar o Jason, você que irá fazê-lo dormir. – o avisei.

- Vamos, volta para o quarto.

- Eu não vou Justin. Qualquer coisa é mais importante do que eu, então eu estando lá ou aqui não vai fazer a menor diferença. – dei de ombros.

- VOCÊ ESTÁ TORRANDO A MINHA PACIÊNCIA COM ESSA CONVERSA RIDÍCULA E SEM NECESSIDADE. – ele gritou.

Rapidamente Jason acordou chorando.

- E eu? Que nem paciência com você eu tenho mais. O faça dormir agora.

- Não vou fazer porra nenhuma.

- Você que o acordou e eu disse pra falar baixo caralho. – disse com raiva.

Jason chorava e me chamava. Às vezes dá vontade de matar o Justin, sério.

- Vai tomar no seu cú, e volte logo para o quarto. Eu estou mandando.

- Eu não vou voltar, você não manda em mim.

- Se não voltar dentro de alguns minutos vai arrastada pelos cabelos.

- VOCÊ PENSA QUE ISSO RESOLVE? VAI SE FODER JUSTIN!

Gritei e recebi um tapa. E o troféu para quem mais recebeu tapas no ano vai para você, Mellanie Fox, parabéns por sua cara de pau. Piadinha de merda, mas enfim.

- EU NÃO SOU SEU SACO DE PANCADAS! – gritei e passei a mão no meu rosto em seguida em meus lábios ao sentir o gosto do sangue. E isso porque foi só um tapa. – Eu preferia que Hugo tivesse me matado, seria menos desgosto pra mim.

- Nunca mais fale isso vagabunda. – ele disse pausadamente segurando firme em meus cabelos e com a mão pronta pra acertar novamente em meu rosto.

- Bate Bieber, é só isso que você sabe fazer mesmo. – o desafiei, ele não fez nada, só me fuzilava com os olhos.

- Decha mamãe, papai! Decha. – Jason pedia chorando.

Não queria que Jason tivesse presenciado isso, dói o tapa que Justin me deu, mas dói mais ainda ter escutado isso do meu filho. Empurrei Justin para longe de mim e peguei Jason nos braços, ele estava bastante assustado e chorava como se o mundo fosse acabar, fui até o banheiro do seu quarto e lavei a boca porque continha um gosto de sangue, ouvi a porta ser batida com força. Me sentei na cadeira que eu estava anteriormente tentando acalmar Jason,limpei suas lágrimas e fiquei o fazendo carinho até ele adormecer, o coloquei novamente em sua cama dando um beijo de boa noite e saí do quarto, iria ter que enfrentar a fera de qualquer jeito mesmo, entrei no meu quarto e ele estava sentado na beira da cama com os cotovelos apoiados nas pernas encarando o nada, ele me olhou e manteve seu olhar até eu chegar em sua frente, em uma distância considerável , como tipo, se ele tentasse alguma coisa dava pra me sair correndo.

- Vou te dar um aviso e espero que não esqueça. Se eu for, eu não volto mais. – disse calmamente.

Ele não disse nada, girei os calcanhares e fui para a cama.

- O que quer dizer com isso? – ele perguntou firme.

- Você sabe o que eu quero dizer, mas já que prefere que eu esclareça as coisas, pois bem... Se eu for embora dessa casa, ou melhor, esclarecido, se for embora da sua vida eu não volto, entendeu? Eu não sou nenhuma filha da puta pra ficar apanhando de você, sei muito bem sobreviver sem um pau entre as pernas. – disse ajeitando o edredom e o travesseiro em minhas costas, ele levantou-se e ficou me olhando.

- Porque você vem sempre com essa história de que vai embora? De que vai me deixar?

- Porque é isso que vai acontecer se você não parar de ser ridículo. Depois não diga que eu não avisei.

- Eu não queria te bater.

- Você nunca quer fazer nada Justin. E nunca quer mudar suas atitudes também.

- Você me tira do sério, caralho! Sempre eu que sou o errado da história, sempre.

- Se sempre é você que erra que faz merda. As suas desculpas não me servem mais quando na verdade você não está nem um pouco arrependido. Você é o fodão Justin Bieber, que nunca se arrepende de nada do que fez, aceita isso Justin!

- Eu só estou tentando de deixar segura aqui, não quero que quando eu chegue em casa venha com milhões de perguntas, isso estressa qualquer um.  – ele passou a mão entre os cabelos. – Você fala isso de mim como se não me conhecesse.

- Não adianta querer me deixar segura quando o perigo está aqui dentro, na minha frente Justin. – ri fraco. – Não, eu não te conheço. Eu pensei que a cada dia que passasse com você eu iria te conhecer mais, mas é ao contrário, a cada dia eu te desconheço. – suspirei e deitei virando de costas. – Se você não se importa, eu vou dormir.

Justin não disse nada, fechei os olhos e senti o seu lado da cama afundar com seu peso. Só os abajures estavam ligados, fiquei de costas para ele e abri os olhos encarando o nada, não estava com sono e depois da discussão com o Justin minha cabeça estava a mil. Eu posso ser até forte fisicamente, mas emocionalmente eu sou uma droga. Posso ser forte na frente dos outros, mas quando chega à calada da noite eu desabo e coloco toda a angustia que me corrói para fora em forma de lágrimas. Eu sou uma forte fraca. As vezes forte e agora fraca. Não vou dizer que discutir com o Justin quando eu estou com a razão, me faz bem, porque não faz. E de certa forma isso me machuca, ele é o cara que eu odeio, mas ao mesmo tempo eu o amo, o cara que eu mandaria dar uma boa surra para ele aprender, mas me meteria para não vê-lo apanhar. Isso só pode ser loucura, pode ser não, é amor! Diante dos fatos, sem perceber eu estava chorando, odeio chorar, mas só assim me sinto aliviada. Funguei, e em seguida suspirei.

- Não gosto de te ver chorando. – ouvi Justin dizer baixinho.

- Você não está vendo, só está ouvindo. – respondi.

- Para de ser irônica.

- É a mesma coisa que pedir pra parar de você ser o Justin, não dá.

- É sério, eu me sinto mal.

- Você não deveria se sentir mal por me ver chorando, e sim porque me fez chorar.

Disse limpando as lágrimas e ouvi Justin suspirar.

- Iria adiantar se eu pedisse desculpas?

- Não.

- O que quer que eu faça?

- Não quero que faça nada, só me deixa quieta se não for pedir muito.

- Você sabe que eu amo você. – ele disse.

- Eu sei.

Não disse mais nada e dormi praticamente a força. Chega de confusão por hoje.

(...)

Quando acordei Justin não estava mais presente no quarto, o que foi bom para mim. Tomei banho, fiz meus curativos e vesti um vestido de pano leve e amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo, fiz uma maquiagem para disfarçar as olheiras horríveis que ganhei na noite anterior. Depois de pronta, fui até o quarto do Jason e o dorminhoco ainda dormia, então preferi deixá-lo dormindo, desci devagar porque hoje incrivelmente minhas pernas amanheceram bem doloridas, acho que foi da raiva que eu tive ontem, vai entender. Para minha sorte, na mesa da cozinha se encontrava a adorável família do meu adorável noivo ou não. Exceto Jeremy, que é o único que presta. Justin não estava na mesa, eu já esperava talvez ele já tenha saído, como nos dois dias anteriores. Me sentei perto do Jeremy, onde dei bom dia e comecei a me servir.

- Justin está no escritório querida. – Pattie disse do nada, oi? Ela está falando comigo?

Dei de ombros e tomei um gole de suco.

- Estou falando com você Mellanie. – Pattie fez questão de falar pausadamente meu nome.

- Eu ouvi, só que essa informação é tão insignificante que me fingi de surda. Mas alguma informação desnecessária sogra? – perguntei com um sorriso nos lábios, a vi esfumaçar de ódio porque a chamei de sogra. Nada melhor para começar o dia bem.

- Acho que você deveria ser mais simpática menina. – Pattie disse com raiva.

- Acho que eu não consigo ser mais falsa que isso sogra. – dei risada. – Bom café para vocês, perdi a fome. – me levantei e dei tchauzinho para o Jeremy.

Quando é que eles vão se mandar daqui? Que saco! Fui para o meu quarto que eu ganhava mais, assim que deitei e liguei a TV por obra divina de Deus começou a chover, me enrolei toda, que frio bom. Como eu nunca tenho nada o que fazer, fui assistir os desenhos do Jason, era bob esponja. E como parece que eu nunca consigo ficar só, a porta foi aberta e era Justin. Peguei meu celular e fiquei fingindo mexer, qualquer coisa seria interessante do que olhar para Justin.

- Vai ficar me ignorando até quando? – ele perguntou arrancando o celular das minhas mãos.
Bufei e não disse nada. Olhei para TV e Justin sentou-se do meu lado.

- Amor, eu estou falando com você! – ele disse calmo.  – Me desculpa por ontem, realmente não queria ter chegado àquela situação.

- Era só isso mesmo? – perguntei. – Eu quero assistir e com você falando não consigo prestar atenção. – estava tentando ser a mais fria possível, me chamando de amor não vai amolecer meu coração e nem voltar o tapa que recebi.

Justin apertou os olhos com força e respirou fundo. Sei o quanto a mão dele coçou naquele momento para dar na minha cara de novo, mas se ele fizesse isso, seria a última vez.

- À noite tenho um jantar de negócios, você vai me acompanhar. Esteja pronta às 8:00 horas.

- Porque eu tenho que ir? – perguntei nada satisfeita, odeio esses jantares de negócios, tanto que os meus eu não vou a nenhum, sempre mando alguém.

- Porque eu quero que vá. – ele disse levantando-se.

Acho que ele não se tocou de que não quero ir à porcaria nenhuma de jantar. Justin saiu do quarto e joguei uma almofada na porta o xingando de todos os nomes possíveis. Me levantei e fui até o quarto do Jason, ele tem que acordar pra me fazer companhia. O acordei, dei banho e o arrumei. Descemos porque ele reclamava de fome, encontrei Jeremy na cozinha lendo um jornal, fico até admirada com essas coisas. Bem que o Justin poderia ser igual ao pai, nossa convivência seria bem mais fácil.

- A última pessoa nessa casa que pensei que estaria aqui era você, Jeremy. – disse sentando Jason e pegando leite na geladeira, peguei cereais e despejei tudo em uma mini tigela, peguei uma colher e dei para Jason, ele iria comer até não querer mais.

- Eu iria sair, porém está uma chuva horrível lá fora e dirigir assim não é muito agradável. – ele tentou se explicar.

- Entendo. Pensei que não gostasse... – apontei com a cabeça para o jornal.

- Isso aqui? – ele perguntou levantando um pouco o jornal em seguida dando um riso breve. – Eu não gosto, é que não tenho nada para fazer. Prefiro ficar lendo essa besteira a agüentar Pattie tagarelando em meu ouvido, um inferno. – ele bufou me fazendo rir.

- Sei bem como é. – ri fraco.

- Você e Justin estão bem? – ele perguntou olhando para o jornal.

- Porque a pergunta? – estranhei. Justin o contou?

- Papai bateu mamãe. – Jason respondeu com a boca cheia. Jeremy o olhou, e depois para mim.

- Isso é verdade? – Jeremy perguntou.

Jason e sua boca grande, até com a boca cheia.

- Sim é. Justin é do tipo de homem que não agüenta ouvir verdades e desconta sua raiva assim, ele me deu um tapa.

- Aquele moleque tem o gênio muito forte, o que ele aprontou? – Jeremy parecia chateado.

- Jeremy, falando sério... Você me trocaria pra responder e-mails idiotas? Ele simplesmente me ignorou quando chegou em casa ontem, me pediu pra deixá-lo em paz, então eu saí do quarto e fui para o do Jason, minutos depois ele chega lá me pedindo pra voltar, sinto muito mas eu não sou pau mandada do Justin, eu disse que não ia e ele começou a discussão como se fosse meu dono.

- Com todo respeito, eu não trocaria. – ele riu. – Justin é um imbecil, isso sim. Onde já se viu colocar negócios em primeiro lugar? Tudo bem que dinheiro é importante sim, mas a família tem que vir sempre em primeiro lugar.

- Eu disse pra ele que é um completo imbecil, mas seu filhinho não agüenta ouvir isso. Porque você não ensinou essas coisas a ele em?

- Eu ensinei Mellanie, mas Justin puxou a mãe. É ambicioso demais. – ele suspirou.

- Mas tudo bem, comigo ele vai andar na coleira. – disse e Jeremy riu.

- Essa eu pago para ver. – ele disse. – E você rapaz, o que está comendo? – perguntou à Jason.

- Celeal. – Jason respondeu brincando com a colher.

- Hum, isso é bom. Escuta Jason, você não pode deixar seu pai bater na sua mãe, ouviu?

- Viu. – Jason respondeu e Jeremy riu.

Ri fraco e fiquei observando os dois conversar.

(...)

Durante a tarde liguei para as meninas, contei para elas sobre o acontecido, elas nem ficaram surpresas porque já estão acostumada com minhas brigas com o Justin, então isso já é normal. Agora era exatamente 7:10 da noite, Jason brincava no tapete do meu quarto com horrores de lego, e eu procurava um vestido para me usar hoje a noite na porcaria de jantar, separei e fui juntar os milhares de brinquedos espalhados pelo quarto, nisso a porta foi aberta, Justin passou pela mesma foi tirando os sapatos junto com as meias e jogando em qualquer lugar, se ele pensa que eu vou juntar ele está redondamente enganado.

- PUTA QUE PARIU! – ouvi Justin gritar, fui ver o que era e ele havia pisado em um lego, quis rir muito da cara do idiota, porém eu não podia. – Quem que colocou essa merda aqui? – perguntou massageando o pé.

Bem feito. Que ele pise em mais dez legos, amém!

- Oh a boca papai. – Jason brigou com ele.

- Jason porque você não vai brincar em outro lugar?

- Pute mamãe dechou eu blincar ati.

- Tudo bem, só não deixe essas coisas espalhadas por aí. – ele disse e foi entrando no banheiro.

Me joguei na cama, peguei um travesseiro e comecei a rir feito uma retardada. Depois disso fui juntar os legos do Jason porque eu acabaria pisando em um desses e sei exatamente que não é nada agradável.  Guardamos em uma caixinha, coloquei no cantinho do quarto e deitei na cama com o Jason assistindo qualquer coisa. Minutos depois Justin saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, fui para o banheiro para tomar meu relaxado banho, nem poderia demorar muito porque ainda tinha o cabelo e a maquiagem, terminei o banho e a noiva do Justin ainda se arrumava, peguei uma calcinha e a vesti, dei um jeito de passar pomada nos ferimentos, coloquei o vestido que era um azul longo, com as costas nuas e de mangas compridas rendado, não precisaria usar sutiã, dei mamar ao Jason, mas meus seios não são caídos, coloquei um salto, não dava pra ver muito por conta do tamanho do vestido. Sequei meus cabelos e os coloquei de lado, depois fiz uma maquiagem, olhos esfumaçados e batom vermelho. Borrifei perfume e dei uma olhada no espelho do closet, nada mal. Saí do closet, nem sinal de Jason e nem de Justin, vou lembrar de agradecê-los por me esperar, saí do quarto e os seguranças quase me comeram com os olhos, nem dei importância e cheguei até as escadas, levantei um pouco o vestido porque era arriscado pisá-lo e eu rolaria escada a baixo, desci devagar e parecia aquela coisa toda clichê que passam em filmes, todos reunidos na sala me observando descer, olhei para Justin e ele usava um terno. Estava impecável e incrivelmente gostoso dentro daquele terno, cheguei até o último degrau sã e salva, logo Jason agarrou em minhas pernas, ok não tão salva assim.

- Jason, você vai derrubar sua mãe. – ouvi Justin repreendê-lo.

- Mamãe, pla onde vuxe vai? – Jason perguntou.

- Vou sair meu amor, mas daqui a pouquinho eu volto. – me abaixei e dei um beijinho em sua bochecha, ficou a marca bem certinha do batom vermelho.

- Eca mamãe. – ele disse fazendo careta, dei risada. – Rose! – a chamei e logo ela apareceu. – Cuida dele pra mim,ok?

- Sim senhora.

- Meu filho é um cara de sorte. – Jeremy disse com o peito estufado.

Ouvi Pattie o mandando calar a boca. Nossa que recalcada.

- Vamos Mellanie. – Justin disse.

Dei mais um beijinho no Jason e saímos de casa. Justin quando quer chamar a atenção não mede esforços, havia um carro luxuoso e perfeito em frente, no qual iríamos para o jantar. Entramos no carro e Justin saiu cantando os pneus.

- Afinal, você está maravilhosa. – ele comentou quando já não estávamos dentro da mansão.

- A acompanhante de Justin Bieber tem que está impecável não é mesmo?! O que vale é a impressão.

- Odeio quando você vem com as suas ironias.

- Não estou sendo irônica.

- Imagine se estivesse.

Dei de ombros e fiquei olhando as imagens borradas pela janela. Nem sei exatamente onde seria o jantar, mas espero que essa noite passe voando. Justin estacionou em frente a um restaurante luxuoso, abri a porta e já havia uma criatura do restaurante com a mão estendida para mim, segurei em sua mão e com a outra mão segurei no vestido, desci do carro e logo Justin estava do meu lado entregando a chave do carro para o carinha educado, Justin passou a mão em minha cintura e foi me conduzindo para dentro do estabelecimento. Como imaginei, o restaurante estava fechado apenas para esse jantar. Entramos e os olhares foram voltados para nós, Justin mantinha o sorriso mais falso do mundo, e eu tinha que sorrir falsamente também, como se fôssemos o casal mais perfeito do mundo. Pensei que iria encontrar apenas velhos engravatados, mas havia putas também, alias todo canto que se vá tem essa espécie. Até parece que eu não percebi essas oferecidas comendo o meu homem com os olhos, tudo bem que estou com raiva dele, estamos brigados e bla bla blá, mas ele continua sendo meu até o momento que eu quiser que seja. Justin cumprimentou muitas pessoas e eu tive que fazer o mesmo como a mulher simpática e adorável, havia uma mesa enorme para todos nós, sentamos e dei graças a Deus que a porcaria do jantar iria começar, eu estava sentada ao lado do Justin óbvio e do meu lado havia uma loira siliconada com cara de prostituta, nem dei a mínima e começaram com a ladainha.  Depois de alguns minutos, olhei para o lado e a loira mordia os lábios, pera aí, ela esta olhando para o Justin ou...Não, era para mim! Tentei ignorar ao máximo, mas algo tocando minhas pernas por baixo da mesa me fez “acordar” de novo. Não acredito que Justin está de frescura uma hora dessas, mas Justin estava de sapato e o que tocava era um pé, que porra é essa?! Todos na mesa estavam atentos demais a conversa para se importarem com qualquer movimentação debaixo daquela mesa, olhei para todos e em seguida meu olhar parou na loira, e ela novamente mordia os lábios. Não pode ser... Coloquei minha mão na perna de Justin e apertei, ele me olhou sem entender.

- Justin... – sussurrei. – Por acaso é você que está passando o pé nas minhas pernas? – perguntei discretamente.

- Quê? Claro que não. – ele respondeu negando com a cabeça.

- Então pelo amor de Deus, tira essa sapata daqui antes que eu rode a mão na cara dela.
Pedi mantendo a calma. Se algo que ninguém sabe, é que eu morro de medo de sapatão. Cara, ela quer meu corpo nu.

- Do quê você está falando? – Justin perguntou contendo o riso.

- Você ouviu. Essa filha da puta está me alisando.

- Deixa de paranóia Mellanie. Fica quietinha aí que o jantar já está acabando.

Ele disse e eu bufei, peguei a taça de vinho e bebi um pouco mantendo a calma. Se essa vagabunda não parar com essa putaria uma taça vai se partir acidentalmente nas fuças dela. Discretamente afastei um pouco mais minha cadeira, colocando mais perto do Justin, sei que o filho da puta queria rir, fiquei contando os segundos para aquilo acabar, ainda bem que ela havia parado.

Justin’s POV

Eu sabia que aqui haveria algumas sapatas, não iria se quer imaginar que uma estava assediando a Mel, queria rir muito da cara dela porque sei o quanto ela morre de medo de lésbicas, vai entender essa mulher. Só faltava assinar alguns papéis para concluir uma compra de um navio para exportar drogas e assim iríamos para casa.

- Mellanie, vou ali assinar algumas coisas, já volto. – a avisei e vi o desespero em seu rosto.

- Você vai me deixar sozinha aqui com essa sapata? – ela perguntou.

- É um minuto, daqui a pouco eu volto.

Me levantei e acompanhei os negociantes. Sei que Mel quer me matar, mas pagaria pra ver ela conversando com a sapata. Assinei o que tinha que assinar e caminhei novamente para a mesa, no meio do caminho Mel veio em fúria até a mim.

- Como você pôde me deixar sozinha com aquela sapata? – ela perguntou com raiva. – Você sabe o que ela fez?

- Não, o que ela fez? – perguntei segurando o riso.

- Ela pegou nos meus seios, você tem noção disso? – ela estava morrendo de raiva. Dei uma gargalhada, eu queria ter visto.

- E porque você deixou? – perguntei a provocando.

- Eu não deixei porra. Justin, você sabe que eu morro de medo de sapata. Porque fez isso? Se foi um castigo por eu ter te ignorado hoje, obrigada em.

Ela se fingiu de magoada, mesmo com fingimento ela me convencia. Envolvi meus braços em volta do seu corpo e dei risada, ela estava com a cabeça encostada em meu peito.

- Me diz, o que você fez com ela? – perguntei, vai que ela tenha dado na coitada.

- Dei dois tapas nela e joguei a taça de vinho na cara dela e vim pra cá. – ela disse normalmente.

- Você é louca? – perguntei ainda rindo. Claro que ela é louca.

- Você queria o quê? Que eu deixasse aquela vagabunda passar a mão em mim? – ela perguntou me olhando indignada. – Eu disse que dá próxima vez que ela fizesse isso eu arrancaria as suas duas mãos e não teria mais com o que foder as outras sapatas.

Dei risada novamente.

- Tudo bem, vamos lá nos despedir.

- Não vou não, tá louco? – ela disse agarrando-se em mim, só conseguia rir. – Afinal, o que ela está fazendo aqui? Nem veio negociar nada.

- Um desses caras deve comer ela. – dei de ombros.

- Mas ela é sapatona.

- Eles nem devem saber disso. Chega de conversa mole, vamos embora.

- Nunca mais eu venho pra um jantar desse, nunca mais Justin Drew Bieber.

Ela foi reclamando até chegarmos em casa. Pelo menos ela não está me dando um gelo, era melhor ouvi-la tagarelando sem parar sobre o episódio da sapata, do que me ignorando.

Mellanie’s POV

Está definitivamente decretado que nunca mais chego perto de uma sapatona. Aquela vagabunda pegou nos meus seios sem vergonha nenhuma na cara. Vai que ela queria me seqüestrar e me fazer sua escrava sexual? Puta que pariu, olha a besteira que estou pensando, acho que fiquei com trauma. Cheguei no quarto tirei os saltos os jogando e me joguei na cama, pra qualquer canto que eu olhasse eu via aquela filha da puta mordendo os lábios com cara de que queria dar. Soquei o travesseiro imaginando o rosto dela.

- O que foi dessa vez? – Justin perguntou tirando a roupa.

- Não fala comigo, estou com raiva de você!

- O que eu fiz? Foi a sapata que pegou nos seus seios, não eu. – ele disse sínico e deu risada.


- Cala essa boca. – disse com raiva.


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Continua?
Obrigada por todos os comentários. 


Amo todas, fiquem com Deus ♥