Fanfics - Justin Bieber

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dangerous Life 2° - Capítulo 11 - Love marks

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Justin ficou me olhando com um ponto de interrogação na cabeça, claro que eu estava bem, foi só um mal estar passageiro.

- Ninguém vomita de uma hora pra outra Mellanie. Você tá bem mesmo? – ele insistiu.

Eu já estava com raiva dele, e ele enchendo meu saco só piorava a situação.

- Já disse que estou, me deixa em paz, tá legal? – disse sem olhá-lo e me levantei da cama rapidamente.

Saí do quarto batendo porta. Sem ninguém nos corredores, desci as escadas rapidamente, ou tentei. São enormes. Cheguei até a cozinha, e me deparei com Ryan tomando algo que parecia Vinho. Revirei os olhos e fui até a geladeira pegando uma jarra de água.

- Mellanie, posso conversar com você? – Ryan perguntou.

Peguei um copo, despejei a água no mesmo e bebi tranquilamente.

- Não, não pode. – respondi colocando a jarra na geladeira novamente.

- Caramba, você não entendeu nada. – ele disse um tanto aborrecido.

- Eu não sou burra Ryan, eu entendi tudo. Não precisa me explicar mais nada.

- Preciso sim! São só negócios Mel, quando tudo isso acabar, vou voltar com a Lilly. É dela que eu gosto.

- Gosta dela? – perguntei com um sorriso irônico nos lábios. – Fico admirada com essa forma de gostar. Aliás, ela te amava seu idiota. Sentiu a diferença? O teu gostar foi tão fraco que se vendeu por um plano suicida. Você sabe se o velho descobrir essa merda, vão caçá-los até no inferno.

- Você sabe do jeito que eu sou. Sabia até do jeito que o Justin era antes de vocês casarem. Nunca fui de uma mulher só, é tudo muito estranho essa coisa de sentimentos, de gostar, amar... Me entende! – ele passou a mão entre os cabelos e tomou todo o líquido que tinha no copo em uma golada só. – E só pra constar, nós sabemos o que estamos fazendo.

- Não vou entender porra nenhuma Ryan. Você não só magoou a Lilly, como a mim também. Ah, e não conte comigo para nada nesse plano escroto.

- Mas o plano não é só meu! O Justin que começou... – ele disse tentando dividir a culpa com o Justin.

- E você concordou. O que dá na mesma merda. Não adianta se explicar, não adianta cara.

- Ok Mellanie. Não vou tentar mais me explicar pra você. Pensei que você fosse minha amiga...

- Ryan, entre você e a Lilly, não pensaria nem duas vezes, escolheria a Lilly. Porque você é da mesma laia que o Justin, os dois não valem absolutamente nada. Maridos, namorados, ficantes, peguetes ou o que for, vem e vão, tem muitos por aí. Mas amigas verdadeiras não se encontram em qualquer esquina, são raras.

- A Lilly me ama, e com toda certeza, quando tudo isso acabar, ela vai voltar pra mim Mellanie, disso você não pode ter nem dúvida. É só eu querer...

- Só você querer? – dei risada. – E sabe o que eu quero? Eu quero que você vá pra merda, vá pra casa do caralho, vá a puta que te pariu, vá pra porra, vá pro quinto dos infernos e só pra completar, vai se foder.

Disse e passei esbarrando em seu braço. Ouvi ele me chamar, mas não dei importância e subi. Parei em frente ao quarto do Jason e entrei, precisava ficar um pouco com meu baby, Jack tentava fazê-lo dormir, enquanto o mesmo revirava na cama. Jason sempre malandro, dei uma risadinha vendo aquela cena e a atenção dos dois foi voltada para mim.

- Pode ir descansar Jack, o resto é por minha conta. – disse e ela sorriu agradecida, dei um beijinho em Jason e retirou-se do quarto. – Vem cá meu amor. – o chamei enquanto me sentava na enorme e confortável cadeira, que parecia mais um sofá, em formato de lua.

Jason levantou-se rapidinho e foi escorregando na cama até chegar ao chão. Ele veio arrastando um ursinho pelo chão até chegar a mim. O coloquei em meu colo e ele logo se aconchegou em meus braços. Dei um beijinho em seus cabelos e peguei em sua mão brincando com seus dedinhos.

- Porque o bebê da mamãe não quer dormir em? – sussurrei.

- To sem sono mamãe.

- Ahm... Então me conta o que você fez de bom hoje.

- Eu tudei.

- Tudei? – dei risada.

- É mãe, tudei com a fessora. – ele tentou explicar. Ri novamente.

- Estudei com a professora. – o corrigi ainda rindo.

- Mentila, foi só eu.

Gargalhei.

- Tudo bem, foi só você. E o resto?

- Blinquei, comi, e dormi muitão. – ele disse brincando com seu ursinho de pelúcia.

- Por isso que o mocinho não está com sono agora né?! – disse começando a fazer cócegas em sua barriga.

Ele só assentiu com a cabeça rindo.

- Conta histolinha mamãe.

- Mas eu não sei contar nenhuma. Pode inventar? – perguntei e ele concordou. – Ok, vamos lá... Era uma vez dois unicórnios...

- O que é isso?

Procurei algumas palavras certas para tentar explicar isso pro Jason, mas com certeza ele não iria entender.

- Esquece, não eram unicórnios. Eram veados.

Jason começou a rir.

- Viados... – ele repetiu. – Papai disse que o tio Ryan é viado. O que é viado mamãe?

Dei risada.

- É veados, é um animalzinho meu amor. E o seu tio Ryan é um viado mesmo. – disse e Jason riu divertido. – Continuando a historinha...

Inventei uma história sem pé nem cabeça, não tenho vocação pra isso. Mas no final deu certo, Jason acabou adormecendo em meus braços. Encostei a cabeça fechando os olhos, e pensando um pouco sobre o meu dia cansativo.

- Mellanie? Vai dormir aí mesmo? – ouvi a voz de Justin ecoar.

Sem perceber, adormeci por algum tempo com Jason em meus braços. Que agora Justin o pegava todo cuidadoso para pô-lo em sua cama. Me espreguicei e levantei, Justin cobria o Jason, liguei os abajures e desliguei as luzes, saí e Justin saiu em seguida fechando a porta. Andei em direção ao meu quarto e logo Justin me alcançou, me parando no meio do corredor.

- Já vai começar? – ele perguntou me fitando sério.

- Começar o quê? – perguntei sem desdém.

- Não é possível que você vá me ignorar até concluirmos o plano. – ele cruzou os braços, fazendo seus bíceps aumentarem.

- Duvida? – perguntei o desafiando e voltei a caminhar.

- Não me dê às costas enquanto eu estiver falando! – ele disse rude puxando meu braço com força.

 - Aí Justin! – reclamei puxando meu braço, mas ele não soltou. – É assim que você faz com a sua mulher grávida? – disse toda dramática e ele arregalou os olhos.

- O que disse? – ele perguntou soltando meu braço, segurei a risada e caminhei rapidamente até a porta, o deixando plantado lá, feito uma estátua.

- Otário. – murmurei rindo.

- Mellanie, me responde porra! – ele finalmente saiu do estado de transe e começou a caminhar em minha direção.

Ri entrando no quarto, me joguei na cama e me enrolei rapidamente. Ouvi a porta ser fechada e logo meu lençol ser puxado.

- Por isso, o mal estar né? – ele perguntou e gargalhei.

- Eu estava brincando. Eu vou dormir, faz silêncio ok. – disse e puxei meu lençol de novo.

- Então porque vomitou? – ele perguntou desconfiado.

- Devo ter tomado sorvete demais, agora deixa de viagem, eu não estou grávida ok? Só estava tirando uma com a sua cara.

- Mellanie, se você estiver mentindo... – ele me ameaçou.

- Não estou mentindo caralho! Não quero um bebê agora, não ia vacilar desse jeito entendeu? – disse estressada, Justin me olhou perplexo.

- Como pode dizer isso vadia? Se eu quiser que você engravide, você vai engravidar e pronto. – ele alterou o tom de voz.

- Ah claro, até porque eu tenho um tempo enorme para cuidar de duas crianças. Se toca Justin. Eu tenho meus negócios para cuidar.

- Que negócios o quê! Você é minha mulher e mãe do meu filho, tem por obrigação cuidar dele e de quantos mais vier. – ele disse autoritário.

- De quantos mais vier... – repeti rindo irônica. – EU NÃO ESTOU GRÁVIDA, E NÃO VOU ENGRAVIDAR OK?

- Como é que é sua puta? – ele perguntou tirando seu cinto inútil de couro.

- Puta é a sua mãe. – revidei. Nunca que eu fico por baixo.

- Vem cá que agora vou te ensinar uns bons modos, vai aprender a falar direitinho comigo. – ele disse perverso dobrando o cinto.

- Você não é nem louco. Fica longe de mim!

Justin segurou em meu pé e me puxou rapidamente, me fazendo deslizar pelos lençóis de seda da cama. Dei um chute em sua mão soltando meu pé, e em troca recebi uma cintada na coxa, que ardeu que nem o inferno. Pensei em gritar, só pra amenizar a dor, mas não iria dar esse gostinho ao Justin. Não mesmo. Sofro em silêncio, mas não dou nem um piu.

- Para com isso seu merda. Ficou louco por acaso? – perguntei tentando sair da cama, mas ele puxava meus pés.

- Calada vagabunda. Você vai aprender a me respeitar. Por bem ou por mal. – podia ver a raiva transbordando de seus olhos.

Justin deu outra cintada, pegando na minha outra coxa. Fechei os olhos com força, a coxa da cintada anterior já estava vermelha, com um filete de sangue, havia ficado perfeitamente a marca do cinto. Consegui chutar seu pulso e me levantei da cama, quem disse que eu vou apanhar? Justin havia largado o cinto e estava massageando o pulso, parti pra cima dele e acertei um tapa cheio em seu rosto, até a minha mão doeu. Mas ignorei esse fato, e dei outro tapa, do outro lado do seu rosto. Sei que estava em desvantagem, Justin é bem mais forte que eu, mas iria me defender até onde desse ou pudesse. Ele me olhou com ódio, querendo realmente me matar, durante essa brecha, consegui dar uma rasteira nele, só uma coisinha, eu bato que nem homem. Justin gemeu de dor com o impacto da queda, chutei sua costela com força, mas quase que quebrava o coitado do meu pé. Ele tentou se levantar, mas coloquei meu pé em seu pescoço, o imobilizando.

- Se acha muito esperto né Justin? Você se glorifica tanto, glorifica tanto seu sobrenome de merda, mas deixa eu te avisar só uma coisa. Eu sou a Mellanie, têm que ter pacto com o capeta pra bater de frente comigo. – disse o vendo ficar tão vermelho feito pimenta.

- Vo-Você vai pa-pagar caro po-por isso! – Justin disse com dificuldade.

Tirei meu pé do seu pescoço e acertei outro chute em sua costela. Rapidamente, Justin levantou-se, tentei dar outra rasteira, mas o mesmo conseguiu se equilibrar. Sua mão foi diretamente em meu pescoço, o apertou com força, fazendo meu ar sumir. Justin me jogou na parede, fechei meu punho com força, e deixei que ele viesse para cima, soquei seu abdome, com toda a força que me restava. Deveria ter comido alguma coisa, a porcaria daquele mal estar levou embora toda a energia do meu corpo. Já me sentia fraca, e eu iria apanhar feio. Justin pegou novamente em meu pescoço, me imprensando na parede, dessa vez meus pés nem encostavam o chão, bati em seus braços para que ele soltasse meu pescoço, atitude completamente inútil.

- A sua sorte, é que eu te amo sua vadia. Porque se não, já estaria debaixo de sete palmos faz tempo. – ele sussurrou com um certo desgosto em sua voz. – Mas te amar, não impede de que eu te ensine como deve me tratar.

Meus olhos já estavam marejando, e a falta de oxigênio em meu corpo já era presente.  Justin afrouxou sua mão em meu pescoço, e com a outra rasgou todo o meu baby doll, que era de um pano fino. Estava somente de calcinha. Milhões de coisas passavam na minha cabeça, sobre o que ele faria comigo.

- Agora me obedeça e deite-se naquela cama de bruços. Ouviu? – ele sussurrou.

- O-o que você vai fazer Justin? – perguntei com medo da resposta.

Recebi um tapa forte, fazendo meu rosto virar. Segurei o choro.

- Eu mandei você falar? Mandei? – ele rosnou, neguei com a cabeça. – Então faça o que eu realmente mandei sua cadela.

Justin me jogou com força , fui para na cama. Ele foi até a porta, provavelmente indo trancá-la, me estiquei até o criado mudo e procurei nas gavetas minha arma.

- Está procurando isso amor? – ele perguntou me mostrando a mesma.

Fechei os olhos com força, sabendo que realmente eu iria apanhar agora.

- Seu filho da puta! Porque está fazendo isso comigo? – perguntei sentindo um nó se formar em minha garganta.

- Estou te domesticando amor, te ensinando a me obedecer. Cansei de ser bonzinho com você, de ser seu capacho, as coisas vão mudar a partir de agora. – ele disse diabólico , colocou a minha arma em seu cós e pegou o cinto novamente. – Você acha que eu não sei o que conversou com o Ryan? Disse que eu não presto, não é mesmo?  Vou te mostrar que eu realmente não presto, amor.

Vou apanhar por causa do Ryan, desgraçado filho da puta. Ele vai ver só.

- Agora deita porra! – ele gritou autoritário.

- N-não. – murmurei.

- Eu ouvi um não? – ele disse pegando com força em meus cabelos. Prendi um grito. – Um não? – perguntou de novo puxando ainda mais meus cabelos.

Justin me colocou na posição que ele queria, de bruços. Peguei um travesseiro e coloquei em meu rosto, não queria que ele visse qualquer emoção transparecendo.

- Você tem uma bunda deliciosa amor, sabia disso? – ele disse passando o cinto em minhas nádegas. – Por isso vou poupá-la, só por causa disso. Vou te deixar algumas marcas, marcas de amor querida. – ele disse o mais irônico possível.

Naquela hora só sentia ódio do Justin. Como ele consegue ser assim? Como? Maldição. Sou muito filha da puta mesmo, só nasci pra sofrer. Sentia as duas cintadas em minhas coxas formigando, ardendo, doendo. Senti Justin subir em cima de mim, e em seguida cintadas em minhas costas. Era como se eu fosse uma escrava, amarrada em um toco, sendo chicoteada, por algo que o patrão não gostou. Será que ele sabe o tempo de escravidão já passou? Mordi o travesseiro sentindo meus olhos marejando. A cada cintada ele falava que era meu dono, e que era pra eu obedecê-lo. Perdi as contas de quantas cintadas eu levei, minhas costas já estavam completamente dormentes, doloridas, ardendo, queimando...

- Paraaa! – pedi , já não agüentava mais.

- Você que manda querida, agora você precisa de um banho. – ele disse levantando-se e me levantou pelos cabelos.

Escondi meus seios com as mãos, Justin me arrastou para o banheiro. Tenho certeza que quando ele morrer, ele vai pro inferno. Desgraçado. Com a água em contato com minhas costas, só iria arder mais. Podia me matar logo. Justin ligou o chuveiro e me empurrou para debaixo do mesmo, não consegui segurar o grito sentindo a água escorrendo em minhas costas.

- Nãaoo! Chega Justin, por favor... – supliquei tentando sair do banheiro.

Estava segurando o choro, mas não iria adiantar por muito tempo. Estava doendo demais.

- Quem manda em você? – ele perguntou, fiquei calada. – Responde!

- V-você. – murmurei.

- A quem você obedece?

- A você. – murmurei novamente.

Justin soltou meus cabelos. E saí debaixo do chuveiro.

- Eu larguei mão da minha vida antiga por causa de você, sua mal agradecida. Então faça o que eu mando, espero que tenha aprendido, da próxima vez não serei bonzinho assim. – ele disse frio.

Me sentei no chão do banheiro e comecei a chorar. Coloquei toda a dor pra fora.

- Esteja na cama em cinco minutos. – ele disse por fim e saiu do banheiro.

Coloquei minhas mãos em meu rosto e chorei, chorei, chorei muito. Não acredito que ele fez isso comigo. Tudo por culpa do Ryan, que ódio que estou dos dois. Olhei para as minhas pernas, as marcas estavam inchadas, imagino a desgraça que está nas minhas costas. Liguei o chuveiro, já havia sofrido mesmo, mas um pouco não faria diferença, tirei a calcinha me lavei rapidamente choramingando, peguei uma toalha e me sequei com cuidado nas costas, dei uma olhada no espelho e estava uma desgraça mesmo. Me enrolei e saí do banheiro, Justin não estava no quarto, suspirei, fui até o closet, vesti uma calcinha, procurei uma pomada , por sorte encontrei uma, espalhei em minhas costas e nas coxas. Vesti uma calça e blusa de moletom. Só fiz pentear mesmo os cabelos rapidamente e fui pra cama, me deitei de lado, de costas para a porta, não queria ver quando ele chegasse. Algumas lágrimas ainda ousaram cair, mas as limpei quando ouvi a porta sendo aberta.

- Fico feliz que esteja me obedecendo. – ouvi Justin dizer.

Justin arrastou a cadeira acolchoada ficando de frente pra mim, em uma distância considerável.  Ele estava com o litro de Sky nas mãos. Livrou-se rapidamente de suas roupas ficando de boxe, sentou-se na cadeira esparramado e pegou o litro tomando um bom gole.

- Espero que tenha uma ótima noite amor. – ele sorriu perverso.

Uma lágrima dolorosa escorreu de meus olhos, e os fechei com força. Só queria dormir e nada mais...

(...)

Acordei com o toque do meu celular. Graças a Deus Justin não estava no quarto, ele havia dormido naquela cadeira mesmo, menos mal. Me levantei devagar, caminhei até o espelho e levantei minha blusa, visualizando minhas costas, agora sim, as cintadas estavam bem formadas de tão inchadas. Suspirei e procurei meu celular, o peguei , era a Lilly, retornei. No segundo toque ela atendeu.

- Bom dia flor do dia. Porque não me atendeu? – ela perguntou, e pude imaginar sua cara de inconformada.

- Desculpa Lilly, não sabia onde o celular estava. – murmurei.

- O que aconteceu Mel? Você está bem? – ela perguntou preocupada.

Senti uma vontade enorme de chorar.

- Está tudo bem sim...

- Você não sabe mentir pra mim. Eu vou ai...

- Não não, eu vou no seu apartamento.

- Tá bom. Chamo a Cait?

- Você que sabe. Alguma notícia da Emilly?

- Sim, ela ligou cedo avisando que pegou novas rotas de carregamento.

- Tudo bem, depois vemos isso.

- Ok. Pode ter certeza que dessa vez o Justin me paga...

- Daqui a pouco chego aí, beijos.

- Fica bem amiga.

Desliguei o celular. Peguei minha arma que estava em cima do criado mudo e verifiquei se estava carregada, e não. O filho da puta tirou todas as balas, peguei um cartucho e coloquei. Arrumei logo a minha bolsa e fui tomar um doloroso banho, procurei em umas gavetas no banheiro onde guardava meus comprimidos, encontrei um pra desinflamar, o engoli , escovei os dentes e fui até o closet. Vesti uma lingerie, e escolhi uma roupa. Uma calça jeans, uma blusa de mangas grandes, um salto, amarrei meu cabelo, fiz uma maquiagem pra esconder algum vestígio de choro da noite anterior e pronto. Borrifei um pouco de perfume e peguei minha bolsa, saí do meu quarto e entrei no de Jason. Ele estava acabando de acordar.

- Bom dia meu amor. – disse para ele, que sorriu espreguiçando-se.

- Bom dia mamãe.

- Vamos tomar banho pra ir tomar café com a mamãe?

- Siiim! – ele disse animado e ri fraco.

Coloquei minha bolsa em cima da cama, e o despi. O fugitivo nu correu logo para o banheiro, o banhei no chuveiro mesmo, se eu fosse esperar a banheira encher iria demorar muito. Segurei Jason enquanto ele escovava os dentes, ele comia mais a pasta do que escovava. Briguei algumas vezes com ele, enquanto ele ria. O enrolei em seu roupão do Batman, escolhi uma roupinha e o vesti. Já pronto, descemos.

- Bom dia dona Mellanie. – Rose disse assim que cheguei à cozinha. – E pequeno Jason.

- Dona não né Rose. – disse rindo fraco.

Me sentei à mesa, e coloquei Jason em sua cadeira. Reparei que tinha muitos lugares postos na mesa, tem visita? Assim que iria abrir a boca pra perguntar à Rose, ouvi vozes se aproximando. Reconheci as vozes, só o que estava faltando mesmo, na cozinha apareceu Pattie, Jazmyn e Jaxon. Tava demorando... Rose colocou meu café da manhã e o de Jason, as três criaturas que estavam conversando animadamente ainda não haviam reparado a minha presença.

- Deseja mais alguma coisa? – Rose perguntou. Os três me olharam.

- Não Rose, obrigada. – respondi.

- Que surpresa boa. – Pattie disse. – Bom dia Mellanie.

Sorri falsamente. Jazmyn deu a volta e deu um beijo estalado na bochecha de Jason que riu.

- Que saudades que eu estava desse gostoso. – Jazmyn disse. – Oi Mellanie.

- Iai Mellanie. – Jaxon disse por fim. Os três sentaram.

Jazmyn fez questão de sentar perto do Jason.

- Oi. – respondi sem animo.

- Quem morreu? Que tristeza. – Jazmyn perguntou.

Ia responder, mas surgiram Justin e Jeremy na cozinha. Ah Jeremy...

- Que coisa boa! Família reunida novamente. – Jeremy disse alegre. Só ele mesmo. – Saudades de você menina. Levante pra dá um abraço no seu sogrão. – ele disse para mim.

Forcei um sorriso e levantei. Jeremy me deu um abraço esmagador, e sem querer soltei um gemido de dor por conta da desgraça que o filho dele encapetado fez em mim.

- O que foi? Apertei demais? – Jeremy perguntou me olhando.

Justin me olhou rapidamente, pensando que eu ia abrir a boca.

- Não. Está tudo bem. Saudades de você também. – sorri forçado e sentei.

Jeremy me olhou estranho por alguns segundos.

- Bom dia amor. – Justin disse e eu quase vomitei, só não vomitei porque não tinha nada no meu estômago.

Ele debruçou-se e me deu um selinho. E ele ainda age como se NADA tivesse acontecido. Eu te odeio Justin. Ele sentou-se do meu lado radiante.

- Cara, como esse moleque cresceu! – Jeremy disse babando Jason. – Será que ele ainda lembra do vovô aqui?

- Claro que lembra, deixa de ser dramático pai! – Justin respondeu.

Jeremy pegou Jason nos braços, Jazmyn que estava brincando com ele achou ruim.

- Oh pai! – ela reclamou.

- Diz pra ela que você é do vovô agora. Diz! – Jeremy disse fazendo Jason de aviãozinho.

- Sou um vião mamãeee, olha! – Jason disse em meio a gargalhadas. Todos riram, só abri um sorriso vendo meu pequeno.

Tomei meu café calada, Jazmyn fez questão de ajuda Jason com o café. Jeremy às vezes se metia também. Todos conversavam animadamente, parecia uma daquelas famílias felizes de comerciais. Estavam ocupados demais para reparar que eu estava quieta demais na minha, mas Justin mantinha o olhar sobre mim, para que eu andasse na linha.

- Podem ficar com o Jason? Preciso resolver algumas coisas. – disse tomando a atenção de todos.

- Pode deixar. – Jeremy sorriu bagunçando os cabelos do Jason. – Ainda trabalhando muito?

- Sim, até quando seu filho deixar. – disse e olhei para Justin. – Até mais tarde.

Me levantei, todos ficaram em silêncio e dei um beijo em Jason. Saí da cozinha e peguei minha bolsa. Peguei a chave do meu Audi R8, fiz uma manobra na garagem e logo sai da mansão. Pisei fundo indo a caminho do apartamento da Lilly.

(...)

- Pensei que não viria mais. – Lilly disse abrindo a porta.

Entrei e encontrei Cait sentada no sofá mexendo no celular.

- Pode ir logo nos contando o que aconteceu.

Joguei minha bolsa no sofá, dei as costas para duas e tirei a blusa.

- Meu Deus do céu Mellanie. O que foi isso? – Lilly perguntou.

- Quem fez isso? – Cait perguntou.

Me virei e as duas estavam horrorizadas, me sentei com a blusa nas mãos e olhei pro chão.

- Ele que fez isso... – murmurei com um nó se formando em minha garganta.

- O Justin fez isso? – Lilly perguntou sem acreditar.

- Sim, fez. – suspirei sentindo meus olhos marejarem. – Tem duas cintadas nas minhas coxas também.

 Comecei a chorar. Senti as duas sentarem do meu lado e me abraçaram.

- Ai meu Deus Mel... – Cait só conseguiu dizer isso.

- Estou me sentindo um lixo... – choraminguei.

- Não se sinta, porque você não é! Para com isso, por que aquele filho da puta fez isso? – Lilly perguntou com ódio.

- Por culpa do Ryan... Ele deve ter colocado um monte de merda na cabeça do Justin, e só sobrou pra mim. – limpei as lágrimas.

- Culpa do Ryan? – Lilly perguntou curiosa.

Prometi que não iria contar isso para ela. Mas a situação exige a verdade.

- Depois que saímos da sorveteria, fui perguntar a ele porque ele tinha sido tão covarde com você, a ponto de te trair. Então ele e o Justin me contaram toda a verdade.

- Que verdade? – Cait perguntou.

- A vadia que estava com o Ryan é filha do atual presidente da máfia italiana, então o plano deles é, que enquanto Ryan estiver com ela, vão passar a perna no velho. Eu fiquei indignada com isso. Ele feriu os seus sentimentos por causa de dinheiro, de um plano idiota. Discuti com os dois, acabei vomitando e mais tarde discuti com o Ryan de novo, e acabei dizendo que ele o Justin não valem nada. E o que o filho da puta fez? Acabou indo encher a cabeça do Justin e só sobrou pra mim... Justin veio com uma historia de que eu tava grávida só porque vomitei, eu disse que não queria engravidar, ele revoltou-se, e só somou as coisas. Essa é a verdade.

As duas ficaram caladas. Me olhando.

- Não posso acreditar no que ouvi. – Cait disse.

- Então o Ryan fez isso tudo por causa de dinheiro? – Lilly perguntou baixinho. – E você apanhou por causa dele? Ele não sabe com quem se meteu.

- O que você vai fazer? – Cait perguntou.

- O Ryan vai se arrepender pelo o que fez. Escrevam o que estou dizendo. – Lilly pegou seu celular e mandou algumas mensagens.

- Lilly, não faça nada, por favor. O Justin vai saber...

- QUE SE FODA O DESGRAÇADO DO JUSTIN! – ela gritou levantando-se. – Olha o que ele fez com você amiga... – ela sussurrou me olhando. – Quem ele pensa que é? Dono do mundo? Ele não é. – ela passou a mão entre os cabelos.

- Eu sinto muito por isso... – murmurei.

- Eu que sinto muito, por você amar um monstro Mellanie. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!


Amo vocês ♥ 

domingo, 14 de setembro de 2014

Dangerous Life 2° - Capítulo 10 - Ice cream

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No dia seguinte, acordei com Justin falando ao celular. Ele poderia ter um pingo de consideração pela a minha pessoa que ainda estava dormindo do seu lado, e falasse um pouquinho baixo. Ele parecia nem um pouco feliz falando com a outra pessoa, resmunguei enquanto coçava os olhos, me virei espremendo os olhos para conseguir visualizar o relógio em cima do criado mudo. Marcava 6:00 da manhã. Porra! Bocejei umas três vezes, fechei os olhos tentando dormir de novo, o que obviamente não funcionou, Justin finalizou a ligação largando o celular na cama e notou que eu havia acordado, alías, ele havia me acordado.

- Acordada a essa hora? – ele perguntou sínico me olhando. Fiz uma cara de poucos amigos e ele riu. – Foi mal amor. – ele me deu um selinho demorado.

- Quem era? – minha curiosidade estava me sufocando.

- Ryan. – ele respondeu com desdém assanhando ainda os cabelos.

- Porque não me passou o celular? Já to puta o suficiente com ele. – bufei.

- Falando nisso, Lilly terminou com ele porque mesmo?

- Ryan enfeitou a cabeça dela com uma vadia aí.

- Caralho! – Justin encarou o nada e depois me olhou. – Que vacilo véi.

- Nem me fale.

- Bom, já que a madame está com a vida ganha, deixe-me ir trabalhar. – ele levantou-se em um pulo.

- Hahaha que engraçadinho. – ri sem humor. Justin riu fraco e deu as costas indo para o banheiro. – Essa sua bunda gostosa me faz ter pensamentos impróprios. – mordi os lábios olhando para a bunda de Justin, incrivelmente gostosa dentro daquela boxe cinza da Calvin Klein apertada.

- Você anda tão safada Srta Bieber. – Justin disse me jogando um daqueles sorrisos de inundar calcinhas, e até desertos.

Joguei minha cabeça para trás me afundando nos travesseiros. Ouvi a risada de Justin. Porque meu marido é tão gostoso, por quê? Peguei um travesseiro colocando no meu rosto e rindo. Justin demorou tanto no banho que acabei adormecendo.

(...)

- Mamãe, mamãe! – Jason gritava e pulava em cima da minha cama. Resmunguei e abri os olhos.

- O que foi Jason? – perguntei olhando o pequeno ser em minha frente.

- Minha fessora chegou. – ele disse animado.

- Ai que legal. E o que você ainda está fazendo aqui? – perguntei olhando no relógio. 
Exatamente 8 horas.

- Vim chamar você ué. – ele disse dando de ombros.

- Tá bom. Vai indo que a mamãe já chega lá no seu quarto. – disse dando tapinhas em sua bunda.

- Papai saiu. – ele me disse descendo da cama e derrubando uns travesseiros.

- Você sabe pra onde amor? – o perguntei me levantando e juntando os travesseiros.

- Não sei mãezinha linda. – ele disse fazendo uma cara fofa. Dei risada.

- Own, meu bebê. – o peguei nos braços e o apertei em um abraço.

- Ai mamãaaaaae! – ele reclamou, ri fraco e dei um beijinho em sua testa.

- Agora vai lá, sua professora não pode ficar esperando. – o coloquei no chão e Jason saiu em disparada do quarto.

Me arrastei pro banheiro. Ando preguiçosa demais. Fiz minha higiene matinal, tomei um belo banho e sai enrolada em uma toalha do banheiro. Levei um susto enorme quando vi Lilly sentada na beirada da cama.

- Ai Lilly, que susto. – coloquei a mão no peito.

- Bom dia pra você também. – ela revirou os olhos. A ausência do Ryan tá fazendo um mal enorme pra ela.

- Ui, que mal humor é esse? – perguntei a olhando.

- Vou nem te responder, mas enfim, vim aqui pra gente dar uma passada nas boates. Faz tempo que não fazemos isso. O dinheiro tá acumulado.

- Tava esquecendo isso. – bufei. - Cadê a Cait? – perguntei me direcionando para o closet.
- Quando eu saí do galpão ela tava tagarelando com o Adam. – a ouvi dizer.

- O Adam tá no galpão? – perguntei procurando uma calcinha.

- Não doidinha, pelo celular.

Vesti a lingerie, um short jeans de cintura alta, e uma cropped preta, deixando meus seios saltados e fui pentear os cabelos. Passei uma maquiagem leve, peguei um óculos escuro, e minha bolsa com tudo o que eu precisava. Saímos do quarto e passei no quarto do Jason. A professora que ainda não a tinha visto, estava sentada junto com Jason no tapete, tinha algumas canetinhas e Jason rabiscava alguma coisa em seu caderno do homem-aranha.

- Olá! A senhora deve ser a mãe dessa coisinha linda! – disse a professora que é mais velha que eu, pelo menos uns 20 anos, e ainda me chamou de senhora. Me senti ofendida agora.

- Me senti uma idosa agora. – respondi e ela riu fraco. – Como estão as coisas por aqui?

- Está indo tudo muito bem. Seu menino é muito inteligente e diferente das outras crianças que já ensinei, ele não gosta de bagunçar.

Não gosta de bagunçar? Que mentira. Jason é uma figura mesmo. Tem duas caras, igualzinho ao pai. Mas sorri para ela, como se Jason fosse santinho mesmo. Esse menino a cada dia que passa me mata mais ainda de orgulho.

- Fico feliz com isso. Iria acompanhá-lo em sua aula hoje, só que tenho umas coisas importantes para fazer.

- Não se preocupe Srta. Bieber. Está tudo sob controle. – ela respondeu.

- Pla onde você vai mamãe? – Jason me perguntou parando o que estava fazendo.

- Vou resolver algumas coisas amor, mas assim que der eu volto.

- Ta bom. Oi tia Lilly. – Jason a cumprimentou.

- Oi Bieberzinho. Vem cá me dar um beijo. – Lilly agachou e Jason largou o caderno indo ao seu encontro, onde depositou um beijo demorado em sua bochecha.

Depois de Lilly esmagá-lo em um abraço, Jason veio para meus braços e agarrou-se em meu pescoço.

- Péssima hora pra você vir com manha. – disse para ele. Até parece que eu não conheço já seus truques.

- Abom mamãe. – ele resmungou.

- Vai continuar o que você estava fazendo bebê. A mamãe precisa ir.

- Deixa eu comer çocolate então?

- Só um pouquinho. – fiz um gesto com os dedos, indicando que era pouco.

- Um pouquinho assim? – Jason fez o mesmo. Dei risada.

- É bebê. – beijei sua bochecha. – Se comporte, até mais tarde.

Jason sentou-se no tapete e voltou a pintar. Dei tchau para a professora e saí com Lilly. Assim que cheguei aos últimos degraus da escada, minha barriga roncou.

- Vou comer alguma coisa. – disse para Lilly.

- Ainda? Já estamos mais do que atrasadas. – ela respondeu.

- Atrasadas para o quê? Não temos hora pra chegar às boates. Esqueceu que são minhas? – perguntei me dirigindo para a cozinha.

- Ui, foi mal toda poderosa. – Lilly levantou as mãos como forma de redenção.

- Não enche.

(...)

Se eu demorasse mais alguns dias, minhas boates virariam um verdadeiro puteiro. Tudo bem que tem as vadias que dormem com os cafetões, mas fora isso minhas boates são bem faladas e muita gente da alta sociedade as freqüentam. Aqui em Los Angeles, somam-se dez boates espalhadas por toda a cidade. Mas a que se encontra no centro, é sempre lotada, e conseqüentemente eu ganho bastante com isso. Essa era a última, Lilly mal falou alguma coisa durante essas duas horas. Estacionei meu carro em frente à boate, e descemos. Devem estar se perguntando se minhas boates não têm um nome específico. Claro que sim. São as On fire. O nome já diz tudo. Os seguranças que ficavam na porta nos cumprimentaram, devolvi o cumprimento porque já os conheço a bastante tempo, e permito esse tipo de intimidade. Entramos, estavam limpando tudo. Parece que a noite aqui foi bem agitada, tinha umas vadias limpando em cima do palco onde elas se esfregavam no pole dance, no bar avistei um rapaz arrumando as bebidas quentes em um suporte de vidro que ficava na parede. Passei direto com a Lilly para o escritório.

- Senhora, deseja alguma coisa? – um dos rapazes perguntou.

- Onde está Jéssica? – perguntei.

Jéssica é a responsável por deixar tudo aqui em ordem quando eu não estou. E cuida também do dinheiro. E também é vadia. É a mais cara daqui, resumindo, a vadia é gostosa mesmo e todos que freqüentam aqui pagam um absurdo de dinheiro para fodê-la. Óbvio que um terço do dinheiro vai para meu bolso.

- Vou chamá-la senhora. – disse ele e seguiu seu caminho.

Entramos no escritório e uma das vadias estava terminando de limpar. Ela acabou assustando-se com a nossa presença.

- Desculpe senhora. – ela disse acanhada.

- Terminou? – perguntei e ela concordou com a cabeça. – Ok, pode sair agora.

- Mandem encher esse frigobar. – Lilly disse abrindo o mesmo. Só tinha água e nada mais.

- Sim senhora. – a garota respondeu novamente, arrumou tudo em cima de um carrinho e saiu rapidamente.

- Odeio quando me chamam de senhora. – Lilly bufou jogando-se no sofá.

- Nossa Lilly, você também anda estressada demais. Meu Deus! – comentei sentando na minha cadeira de couro.

- Eu não estou estressada, só não tolero certas coisas. – ela respondeu.

- Até parece. Isso se chama Ryan que eu sei. – disse.

Sempre fui verdadeira com a Lilly. E o que eu pensava eu sempre falava pra ela. Aliás, não sou baú pra ficar guardando coisas.


- Você tinha que falar desse idiota não era? – ela exaltou a voz.

- Claro que eu tinha. Não é porque vocês terminaram que você precisa ficar nessa deprê toda. Quem perdeu foi ele Lilly, será que você não se toca?! – exaltei minha voz também.

- Caralho Mellanie! As coisas não são tão fáceis como você imagina. – ela passou a mão entre os cabelos.

- São sim. Você que está as dificultando.

- Eu dificultando? Me diga o que você faria se terminasse com o Justin? Se ele te traísse? – ela perguntou me deixando com um enorme ponto de interrogação na testa.

Isso nunca passou pela minha cabeça. Bom, terminar com ele já pensei sim. Mas nunca pensei se ele me traísse. Realmente não sei o que faria. Mas não ficaria depressiva, iria mostrar quem perdeu foi ele. Como tem que ser, ele é o único que perde.

- Eu não pensei nisso. Mas depende do seu ponto de vista Lilly. Ou você fica se lamentando porque ele te traiu, ou você dá a volta por cima e vê que foi ele quem perdeu. Tem que ser assim. Nós mulheres não podemos depender dos homens.

- Eu sei, eu que disse isso pra você. – ela suspirou. – Mas cacete, eu gosto dele.

- E você acha que eu não sei?! – disse e bateram na porta. – Entra.

- Mandou me chamar? – Jéssica perguntou com a cabeça para dentro da sala.

- Mandei! – respondi e ela entrou fechando a porta. – Prestação de contas.

Jéssica me deixou a par de tudo o que aconteceu aqui nos últimos dias. Fiz pagamentos, entre outras coisas. Guardei uma parte no cofre da boate e mandei depositar outra parte na minha conta. Estávamos conversando sobre algumas coisas quando o telefone da minha mesa toca. Ele serve mais para negócios que envolvem minha boate e as vadias. Jéssica resolveria isso se eu não estivesse aqui.

- Alô. – disse após atender.

- Com que eu falo? – uma voz grossa soou na linha.

- Mellanie, e com eu falo? – perguntei mais educada possível.

- Mellanie Fox? Me chamo George Martin.

- Eu mesma. O que deseja?

- Vou dar uma festa em minha mansão, e preciso de dez vadias para a festinha particular.

- Você sabe que as vadias da minha boate não andam em qualquer festinha, não é mesmo?

- Claro que eu sei, não se preocupe. Elas estarão em boas mãos. – ele disse maliciosamente, meu estomago revirou.

- Mas antes disso uma exigência, não me importo o que elas farão na sua festa, mas se aparecerem com marcas de algum tipo de espancamento, vai sobrar pra você. Porque sei muito bem do jeito que esses bêbados e drogados nojentos ficam, e minhas vadias sobem no palco e dançam, então não podem aparecer com nenhum tipo de hematoma.

- Sei disso, pode confiar. Qual o valor?

- Vinte mil dólares.

- O quê? É só uma noite.

- Idaí? Esse é o valor que eu ganharia se elas estivessem trabalhando. São as vadias mais cobiçadas de Los Angeles.  

- Tudo bem, a festa será hoje a noite e...

- Combine o resto com a Jéssica, tenho mais o que fazer. – disse e passei para Jéssica que foi falar com o tal George.

- Vem Lilly, vamos ver as vadias. – disse e saímos do escritório.

Andamos pelo extenso corredor, até chegarmos aos quartos onde algumas vadias dormiam, outras tinham suas casas e na hora do trabalho estavam aqui. Entrei em um quarto sem bater mesmo e tinha três garotas em cima da cama, pintando as unhas. O quarto estava uma verdadeira bagunça. Elas usavam apenas sutiãs e um minúsculo short, parecia mais uma calcinha.

- Que zona é essa? – perguntei cruzando os braços e as olhando. As mesmas estavam assustadas.

- Dorme gente ou porco aqui? – Lilly perguntou.

- Nos desculpem, já íamos arrumar. – uma delas respondeu.

- Estou vendo. – ironizei. – Chamem o resto, quero todas no salão em cinco minutos.

- Sim senhora. – elas responderam.

- E arrumem mesmo essa porcaria, vou mandar Jéssica fiscalizar os quartos depois.

Saímos e fui conversando com a Lilly até o salão. Em poucos minutos elas chegaram formando uma fila a nossa frente. As dez foram escolhidas e fui terminar meus afazeres por ali.

(...)

Almocei com a Lilly em um restaurante, porque não deu tempo de irmos para a casa. Cait ainda me fez ir ao galpão pegar o dinheiro para irmos depositar nas contas de nossos fornecedores. O que tomou um pouco do meu tempo, e ainda me fizeram de taxi e fui deixar Cait na casa do Chris, e Lilly no apartamento onde ela estava morando. Cheguei em casa por volta das 4 horas da tarde, o Fisker Karma prateado de Justin estava estacionado em frente, eu babo nesse carro! É tão foda, caralho. Entrei praticamente correndo, tinha apenas meia hora pra tomar um belo banho, me arrumar para irmos à sorveteria, onde Adam marcou para nos encontrarmos. Passei rapidamente no quarto de Jason, meu bebê estava dormindo agarrado com um urso. Fechei a porta sem fazer barulho e fui para o meu quarto. Ao entrar já encontrei blusa, calça e sapatos jogados pelo o quarto. Parece que Justin não consegue manter tudo arrumado, e jogar isso no cesto de roupas sujas, ouvi o barulho do chuveiro. Joguei minha bolsa em cima da cama e catei as roupas de Justin, entrei no banheiro e ele estava tomando banho. Que cena linda de se ver. Coloquei as roupas no cesto.

- Quando você for tomar banho, faça o favor de colocar as roupas no cesto ok? – disse para ele, que estava de costas lavando os cabelos.

- Tem quem ajunte. – ele disse com desdém.

- Engraçadinho. – ironizei e fui me despindo. Tirei logo os saltos.

Ia demorar muito pro Justin terminar seu banho.

- Espera! – ele disse lavando o rosto e passando as mãos nos cabelos, os deixando assanhados. – Deixa que eu tiro pra você. – ele mordeu os lábios.

- Não Jus... – ele nem me deixou terminar de falar seu nome e me puxou para dentro do boxe.

- Olha, já estou te fazendo o favor de ir nessa merda de sorveteria com o corno do Adam, então faça o favor de abrir as pernas pra mim, ok amorzinho?! – ele disse me imprensando na parede.

- Você só pensa em sexo é? Pelo amor de Deus.

- Deixa eu pensar... – ele fez aquela cara de cachorro safado enquanto abria o zíper do meu short. - Quase isso.

Sua boca foi rapidamente para meu pescoço, onde começou a dar beijos quentes e demorados. Fechei os olhos com força, ele sabe realmente como me deixar louca. Enquanto Justin se deliciava em meu pescoço, ele foi baixando meu short, até cair no chão. O chutei pra algum lugar, seus dedos começavam a passear agora sob minha vagina, subindo e descendo por cima da calcinha. Justin beijou meus lábios em uma rapidez, senti ele segurar na barra da minha calcinha pronto para rasgá-la.

- Se você rasgar, eu dou na sua cara. – o avisei, o mesmo soltou uma risada gostosa e gentilmente foi tirando minha calcinha.

- Que selvagem. – ele murmurou.

- Você não viu nada. – mordi meus lábios e desci minha mão por seu abdome malhado, chegando até onde eu queria. Seu membro. O apertei com força fazendo Justin gemer.

Guiei Justin até ele sentar no vaso sanitário, segurei em seu membro, passei minha língua por toda sua extensão e depois abocanhei, ao invés de chupar, passei meus dentes lentamente, da base até a cabeçinha.

- Isso vadia, continua. – Justin sussurrou segurando com força em meus cabelos. Fiz de novo e Justin gemeu. – Puta merda Mel...

(...)

Chegamos um pouco atrasados na sorveteria, por culpa do Justin. Inteiramente dele. Lilly me ligou umas trezentas vezes, mas não atendi porque já sei o que ela iria falar. A sorveteria era bem chique, nem sabia da existência dela, apesar de ter passado muitas vezes por essa rua. Era exatamente 5:12 da tarde quando chegamos, veio o atendente e nos direcionou até a mesa onde encontravam nossos amigos. A seqüência era: Adam, Cait, Lilly, Chris, Emily e agora eu e Justin.

- Que demora! – Lilly disse. – Sabe quantas vezes eu te liguei vadia?

- Parei de contar na décima vez. – sorri amarelo. Oi pessoal!

- Oi! – eles responderam.

- Tudo bem Justin? – Adam perguntou sendo gentil. Sendo não, ele é gentil. Cait estava toda derretida olhando pro Adam.

- Tudo em cima cara. – Justin respondeu com cara de poucos amigos. Belisquei sua perna por baixo da mesa discretamente, ele me fuzilou com os olhos. – E contigo? – ele perguntou por livre espontânea vontade, ou quase.

- Tudo indo muito bem. – Adam respondeu. – Vão querer o quê?

Fizemos nossos pedidos. Pedi uma taça enorme de sorvete, Justin me ajudaria a comer, é claro. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, mas a maioria do assunto era sobre negócio. Adam estava sendo legal com Justin e puxando assunto, mas como o Justin é muito fresco cortava logo o pobre Adam. Dei uns bons tapas nele por causa disso. Ouvimos algumas risadas atrás de nós, e não demorou muito para reconhecer as risadas, era Chaz e Ryan. Cait paralisou vendo Chaz, e ele por sua vez fuzilou Adam com os olhos. E Lilly se segurou na cadeira para não voar em cima do sínico do Ryan, que alías, preciso ter uma boa conversa com ele.

- Desculpem a demora galera, tivemos um imprevisto. – Chaz disse. E cumprimentou as meninas com um beijo no rosto. E os garotos com um toque sinistro.

Menos com Adam. Me segurei pra não rir daquela ceninha de ciúmes.

- Incrível a cara de pau da pessoa. – comentei olhando para o Ryan.

- Mel... – Justin sussurrou me repreendendo. Dei de ombros.

- Que filho da puta! – Lilly disse.

Ryan pareceu não se importar e sentou-se do lado de Justin. Chaz e Ryan fizeram seus pedidos, logo os nossos chegaram. Comecei a devorar meu sorvete sem me importar, Justin fez o mesmo.

- Você é o tal de Adam? – Chaz perguntou e todos nós olhamos para ele. Vou pegar minha pipoca pra assistir as próximas cenas.

- Sim e você, quem é? – Adam perguntou.

- Chaz, amigo da galera toda.

- Legal. – Adam disse sem dar importância.

Quando Cait começava a puxar conversa com Adam, Chaz se metia de novo.

- Onde se conheceram? – Chaz perguntou. Ri baixinho.

- O que... – Justin ia perguntar, mas enfiei sorvete na boca dele.

- Shii, calado. – disse e fiquei observando os dois brigando por Cait.

- No aniversario do Robson, Chaz. Pra quê o interesse? – Cait perguntou.

- Tem algum mal em perguntar? Preciso saber com quem as minhas amigas andam. – ele disse o mais irônico possível.

Emily estava boiando em toda a conversa. Até a Lilly que estava puta com o Ryan deu risada daquela cena.

- Relaxa, não vou fazer nada de mal com as suas amigas... – Adam ironizou também. Adoro isso.

- Gente, o que é isso? – Chris perguntou. – Relaxem aí brothers.

- Calado Chris, deixa eles continuarem. – Lilly disse e ri.

O garçom chegou com os pedidos de Chaz e Ryan. No meio daquela coisa toda, nem reparei o quanto aquele sorvete era delicioso, e logo foi embora a minha taça de sorvete, pedi novamente. Justin também era fominha.

- Acho que Chaz está com ciúmes da Cait. – Lilly disse e eu gargalhei alto.

Justin me olhou com um ponto de interrogação na testa, ele só pode estar pensando que eu sou louca.

- Também acho. – Emily se pronunciou.

- Concordo plenamente. – disse colocando mais lenha na fogueira.

- Acho que vocês são muito intrometidas. – Ryan disse.

- Cala a boca vacilão. – disse e quase joguei a taça vazia na cara dele.

- Ainda não estou entendendo porra nenhuma do que tá se passando aqui. – Justin disse confuso. Ri ainda mais.

- Argh, vocês estão vendo coisa onde não tem. – Cait disse brabinha.

- Eu realmente acho que não precisa desses ciúmes, se for o caso. A Cait é tão minha amiga como é de você Chaz. – Adam disse todo calmo. Esse homem não existe.

- Quem disse que eu to com ciúmes? Não viaja ok? – Chaz disse.

- Então gente, fiquei sabendo que Usher vai fazer um show por aqui. Vamos? – Chris disse amenizando o clima que ficou tenso.

- Usher? Caralho, faz tempo que não o vejo. – Justin disse empolgado.

- Você é amigo do Usher? – Emily perguntou boquiaberta.

- Claro, ele é meu parceiro faz tempo. – Justin respondeu.

- Ele tem umas musicas muito foda. – Adam disse. Vi Chaz bufar.

Marcamos de ir ao show do Usher. Acho que vou morrer quando vê-lo. Caralho, ele é um moreno delicioso de tirar o chapéu, a roupa e tudo. Estava cheia de comer tanto sorvete, ficamos apenas conversando, apesar dos apesares, o fim de tarde estava sendo agradável, evitei bastante trocar uma palavra se quer como Ryan, assim como Lilly estava fazendo, o ignorando completamente. É assim que tem que se fazer. Chris não deixou de contar suas piadas ridículas e sem graça. O que na verdade se tornava engraçado, Chaz deu mais um showzinho de ciúmes. Emily e Cait fofocavam baixinho e Adam trocava algumas palavras com o Justin. Tudo na santa paz. Demoramos mais um pouquinho e depois fomos embora. Lilly iria embora com a Emily, e Cait com Adam, o que deixou Chaz mais puto ainda. Ri muito por dentro, perdeu otário. Ficou dando um de gostosão, pegando todas, e agora tá sem nenhuma. Chris foi embora com o Chaz, e Ryan iria junto comigo e Justin. É agora que eu pego ele... Os dois foram conversando sobre algum carregamento, finalmente chegamos em casa, só esperei entrarmos para interrogar Ryan.

- Calma aí Ryan, precisamos ter uma conversa. – disse e ele me olhou confuso.

Justin que iria subir as escadas, parou no mesmo instante e veio até nós.

- Mellanie, já falei com você sobre isso. – Justin disse.

- Ryan, você tem merda na cabeça? – perguntei ignorando completamente o que Justin disse.

- Mellanie, eu acho que você não tem nada a ver comigo e com a Lilly. – Ryan respondeu.

- Como eu não tenho nada a ver? – ri ironicamente. – Ela é minha amiga cacete, e o que você fez com ela nem em um milhão de anos eu perdoaria.

- Foi por uma justa causa Mellanie. – Ryan respondeu.

- Justa causa? Nada justifica uma traição. Você podia muito bem terminar com ela, antes de ter feito o que fez.

- Eu tive que fazer isso. Depois a Lilly irá entender.

- Entender é o cacete. Porque fez isso em? – me exaltei e me aproximei do Ryan.

Justin ficou em minha frente. Ótimo, agora irá apanhar os dois.

- Mel você não irá entender. – Justin disse. O olhei confusa.

- Do que você sabe Justin? – perguntei o olhando fixamente.

- É uma longa história. – ele disse.

- Eu não tenho pressa! – respondi.

Justin e Ryan se sentaram, fiquei em pé mesmo com as mãos na cintura encarando os dois e esperando uma boa explicação para o que Ryan fez. Se é que tem uma explicação pra isso. Ah claro, a falta de vergonha na cara. Justin começou a contar a “longa história”, ouvi atentamente e quando ele terminou, eu não sei se espancava o Ryan ou o Justin por ter concordado com essa porra toda.

- Eu não acredito que vocês fizeram isso! Não acredito mesmo. – alterei meu tom de voz.

- É um negócio milionário, não podíamos perder isso. – Justin disse.

- Você cala a boca... – apontei para Justin. – Deixa eu ver se eu raciocinei direito. Quer dizer que a vadia que o Ryan está agora, é a filha do atual presidente da máfia italiana. Então, namorando a vadiazinha, vai passar a perna no velhote? É isso? – perguntei e eles assentiram com a cabeça. – QUE MERDA VOCÊS TEM NA CABEÇA? – gritei.

- Não grita porra! – Justin disse com raiva. – Era pra ser eu, só que não aceitei, e pedi pro Ryan fazer isso.

- Era pra ser você? – dei uma gargalhada alta. – Quer dizer que a palhaçada não para por aqui? Queria mesmo que fosse você Justin Bieber, porque aí sim você veria do que eu sou capaz. Vocês são muito idiotas, puta que pariu. E Chris e Chaz, porque não fizeram isso?

- Eles não aceitaram, então o único era eu... – Ryan disse.

- Claro, porque até eles são mais inteligentes do que vocês dois. E isso não justifica Ryan, o que você fez com a Lilly. Tudo por causa da droga de dinheiro, ela tem sentimentos porra. Vocês deveriam saber disso.

- Já acabou o que tinha que falar caralho? – Justin perguntou arrogante, no momento ele estava com muita raiva de mim. Eu que estou! – Agora sobe porra.

- Acabei sim. Tomara que vocês quebrem a cara nesse plano ridículo. Tomara que o velhote lá descubra e venha atrás de vocês. Seus merdas!  

- Como é que é?! – Justin perguntou com ódio segurando em meu braço com força.

- Me solta cacete! – puxei meu braço e subi as escadas pisando firme. – Vão tomar no cú. – disse lá de cima e continuei meu percurso.

Não vou nem dizer nada para a Lilly, porque aí sim ela vai se sentir um lixo. Passei rapidamente no quarto de Jason, Jack estava dando banho nele. Então fui para o meu, fazer o mesmo. Precisava relaxar, me despi rapidamente e tomei um banho quente, não demorei muito no banheiro e fui vestir um baby doll. Liguei a TV e me soquei debaixo das cobertas, senti meu estômago revirar e uma vontade enorme de vomitar, sei que estava com nojo daqueles dois, mas não era pra tanto. Fiquei quieta, esperando a sensação de ânsia passar, porém, não passou. Me levantei rapidamente da cama e corri pro banheiro, abri a tampa do vaso sanitário e vomitei.

- Sua vadia, porque me desrespeitou daquele jeito? – ouvi Justin berrar entrando no quarto.

Não dei importância, tava mais preocupada com a minha vontade enorme de vomitar sem parar. Minha visão estava embaçada, porque meus olhos marejavam quando vomitava. Acho que dessa vez vomitei até o café da manhã.

- Mellanie? – Justin entrou no banheiro e me encontrou naquela situação. – O que houve? – agachou-se do meu lado e acariciou minhas costas tentando amenizar a situação.

Quando senti que meu estômago estava normal , me levantei , dei descarga e fui escovar os dentes. Justin ficou me olhando com cara de tacho, sem saber de nada.

- O que foi? – ele perguntou.

- Eu estava vomitando, você é cego? – perguntei saindo do banheiro e sentindo meu corpo fraco.

- Porra, me responde direito. Eu fiquei preocupado. – ele disse me olhando.

- Você deveria se preocupar com a merda que fez. – disse e me deitei na cama.

- Está se sentindo bem? – ele perguntou ignorando o que eu disse e se aproximou da cama.

- Foi só um mal estar Justin, eu to legal. 



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Continua?
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Amo vocês ♥