Fanfics - Justin Bieber

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dangerous Life 2° - Capítulo 12 - Sweet revenge

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Tinha que concordar com Lilly. Justin nunca deixou de ser aquele que me fez prisioneira em sua casa à quase três anos. Nunca deixou de ser um ogro, um monstro, essa sua parte só estava adormecida. Nós estávamos indo tão bem, mas Justin Bieber tem que mostrar o seu verdadeiro eu, tem que mostrar para seus amigos que apesar de tudo, ele continua sendo o Justin filho da puta Bieber. Mas eu vou mostrar pra ele que não é assim que a banda toca, ele dança conforme a música que eu tocar. Ainda não sabia o que Lilly iria fazer, o meu medo era que Justin descobrisse alguma coisa e fudesse tudo de uma vez. O ódio de Lilly por Ryan duplicou, imagine eu que apanhei por culpa dele, minhas costas estão em desgraça. Depois que desabafei com Lilly e Cait, fomos para o galpão, Emilly iria para lá depois deixar as novas rotas do otário do Renan. Estou achando que ele está calmo até demais. Vinte minutos depois Emilly chegou, entregou uns papéis e fui analisar as rotas. Eram cargas de cocaína, de péssima qualidade só pra constar, mas como disse, vou falir Renan. Ele vai ficar somente com a roupa do corpo.

- Aconteceu alguma coisa? Tô sentindo o clima tão tenso aqui. – Emilly disse.

- Não há nada com o que se preocupar Emilly. – Cait disse olhando os papéis.

- Briguei com o Justin, foi só isso. – respondi sem desdém.

- Relaxa, daqui a pouco vocês se resolvem. – Emilly disse sorrindo.

- Acho que dessa vez vai demorar em. – Lilly disse.

Emilly entortou os lábios nos olhando, mas não pronunciou nada.

- Mudando de assunto, como foi o resto da noite com o Adam? – perguntei à Cait.

- Huuuum! – Emilly e Lilly fizeram em um uni som.

- Ah nem comecem. – Cait riu. – Ele só me deixou em casa e foi embora depois.

- Só isso? – perguntei e ela concordou com a cabeça. – Das duas, uma. Ou você é mole, ou ele é viado.

Emilly riu.

- Gente, o Adam é só um amigo... – Cait tentou se defender.

- Mas o Chaz não acha isso. – Lilly completou. – Ele deu um belo show de ciúmes na sorveteria. – ela riu.

- Verdade. – Emilly disse. – Eu estava boiando na conversa, mas deu pra perceber.

- Continuo achando que vocês estão vendo coisas onde não tem. E o Adam não é viado, ele é um fofo. – Cait disse.

- Se você diz. Mas o Chaz... – Cait me interrompeu.

- Que se foda o Chaz, ele não quis prestar, perdeu. – ela disse e rimos.

- Que orgulho de você. Merece palmas meninas. – disse e começamos a bater palmas entre gargalhadas.

(...)

Depois de repassar as novas rotas para meus capangas, resolvemos ir ao Starbucks, era quase meio dia e a fome já batia. Estacionamos nossos carros e descemos. O celular de Emilly tocou, era uma mensagem, e ela logo me mostrou. Era do Renan, avisando que tinha acabado de sair de uma reunião. Que bonitinho, daqui a pouco se ele for ao banheiro, ele vai ter que avisar também. Revirei os olhos e Emilly foi respondê-lo. Entramos no estabelecimento, e parece àquelas cenas de filme que todos param o que estavam fazendo para olhar quem estava entrando, no caso, nós quatro. Tudo bem, se eu fosse homem também olharia. E incrivelmente todos silenciaram, ouvindo assim somente o barulho dos nossos saltos em contato com o piso, caminhamos até uma mesa onde sentamos e veio logo uma garota nos atender. Me admiro ela não ter cara de puta como a maioria dos Starbucks, parece que é tradição ter uma puta em qualquer restaurante, lanchonete ou o que for referente à um ponto para comer. Sempre tem que ter uma para ficar flertando descaradamente com o seu homem. Acho incrível. A garota muito simpática, anotou nossos pedidos e retirou-se. Lilly ficou no celular a manhã inteira, ela estava aprontando... Certeza!

- Vou ao banheiro. – Emilly disse levantando-se.

- Ah, esqueci de contar pra vocês. A família do Justin voltou. Olha que ótimo. – disse revirando os olhos.

- Sério? Depois vou passar lá pra dar um oi. – Cait disse e franzi a testa. – Que foi? Tenho que manter a pose, a tia Pattie me adora.

- Dá vontade de vomitar na sua cara quando fala isso. Eca. – disse e ela riu.

- Pelo menos o Jeremy é legal, o único que se salva. – Lilly disse.

- Também acho. Ele é um amor de pessoa. – concordei.

- E é lindo dema... Temos companhia. – Cait disse.

- Quem? – perguntei sem virar pra trás, porque não sou nem uma tapada.

- Renan acabou de entrar. – Cait disse.

- Ele está sozinho? – perguntei.

- Com dois capangas do tamanho de um armário. Só isso.

- Se ele nos ver com a Emilly aqui, vai fuder tudo de uma vez. Ele já nos viu? – perguntei.

- Óbvio. A primeira mesa que ele pôs os olhos foi na nossa. – Cait respondeu.

- Alguém trouxe arma? Deixei a minha dentro do carro. – bufei.

- Toma. – Lilly me entregou a dela.

Prendi discretamente na minha calça.

- Fiquem de olho nos dois grandalhões. – disse me levantando.

- O que você vai fazer, louca? – Lilly perguntou.

- Vou salvar o nosso plano. – sussurrei.

Caminhei apressadamente até o banheiro. Tenho certeza que ele vai me seguir. Emilly já ia saindo do banheiro, peguei em seu braço e a empurrei para dentro do mesmo.

- O que foi? – ela perguntou assustada.

- Renan está aqui. – sussurrei. – Pra inicio de conversa, nós não nos conhecemos e...

Antes de concluir minha fala, Renan entrou no banheiro. Ele olhou para mim e depois para Emilly, surpreso em vê-la ali no mesmo ambiente que eu. Ergui um pouco a minha blusa para ele visualizar bem a arma no meu cós. E foi isso que aconteceu, seu olhar foi diretamente para a arma e ele automaticamente pôs a mão em cima da sua, também presa em seu cós.

- Fernanda? – Renan disse olhando para a Emilly. – O que faz aqui perto dessa vadia?

Quase que perguntava quem era Fernanda, mas lembrei que esse era o nome falso que Emilly havia dado para Renan.

- Está se referindo a mim Renan? – perguntei me olhando no espelho enquanto passava a mão nos cabelos.

- A única vadia que estou vendo aqui é você. – ele revidou irônico.

Emilly continuava estática. Ótimo, arruína o plano vai.

- Eu... Eu não conheço essa mulher, amor. – Emilly pronunciou-se.

Amor. Senti vontade de rir.

- E o que estava fazendo aqui com ela? – Renan perguntou desconfiado.

- Se eu fosse você colocava uma coleira na sua vadia Renan, você sabe como Los Angeles está perigosa ultimamente. – o provoquei.

Vi ele ficar vermelho. Hum... Era só xingar a Emilly que ele mostrava as presas.

- Está perigosa para você. Se acha muito poderosa pra andar pra cima e pra baixo sem escolta, pensa que é dona do mundo, quero ver esse seu poder quando levar um tiro bem no meio da testa... – ele riu puxando Emilly para perto dele.

- Às vezes eu acho que você é muito burro, e às vezes eu tenho a certeza de que você é burro mesmo. Qual o idiota que vai querer se meter a besta comigo? Me diz? Só pode ser um que não tem amor a vida. – cruzei meus braços o olhando.

- Admiro a confiança que você tem em si mesma. Incrível. Mas um dia você vai cair do cavalo, ah se vai... – ele disse.

- Só se for os cavalos das minhas Ferrari’s. Não parei pra contar ainda. – soltei uma risada. – Se eu fosse você parava de querer ser cafetão, de ser alguém na vida, e entrava para um circo, palhaços como você geralmente fazem sucesso.

- Repete vagabunda... – Renan disse sacando a sua arma em minha direção.

- Renan! Pare com isso... – Emilly disse assustada tentando baixar a sua mão.

- É Renan, escute a sua vadia. Não vai querer chamar a atenção dos clientes ou vai? – disse debochada.

- Não se meta nisso Fernanda! – Renan disse a ignorando.

- Você é patético. Traficantizinho de merda. Desiste, você nunca vai ser igual ao Justin!

- Quem disse que eu quero ser aquele imbecil? – ele perguntou exaltado.

- Só falta tatuar isso na sua testa Renan. – disse, mesmo com a sua arma apontada pro meu rosto. É, eu não tenho medo de morrer.

- Renan, por favor... – Emilly disse entrando no nosso meio.

Renan a empurrou e aproximou-se mais de mim.

- Olha aqui sua vadia de quinta, nunca mais diga isso. Eu quero mais é que você e o Bieber queimem no quinto dos infernos. Eu vou ver vocês afundando, e pra ajudar, ainda vou pisá-los. Escreve o que eu to dizendo! – ele disse com a arma na minha testa.

Peguei a minha arma rapidamente e mirei em direção a Emilly.

- Se você não tirar a porra da sua arma do meu rosto agora, eu vou escrever sim, vou escrever de bala na cara da sua puta! – disse mais arrogante possível destravando a arma.
Emilly estava praticamente chorando, não sei se ela estava atuando ou...

- Eu estouro seus miolos antes vagabunda. – ele rosnou.

- Você sabe que minha mira é impecável... – continuei o provocando.

- Renan... – Emilly choramingou.

Renan olhou para ela e aos poucos foi baixando sua arma.

- Caralho! Vá pro carro agora. – Renan disse para Emilly.

Ela não disse nada e saiu do banheiro.

- Não terminou aqui! – ele disse me olhando.

- Claro que não. Ainda vamos nos ver muitas vezes, ou posso encontrar por obra do destino a sua vadia por aí, quem sabe bato um papo legal com ela.

- Não ouse chegar perto da Fernanda, está me ouvindo? – ele colocou o dedo no meu rosto.

- Tira a porra do dedo do meu rosto. – rosnei batendo em sua mão, odeio quem coloca o dedo na minha cara. – E se eu chegar? O que vai fazer? Você só sabe ameaçar Renan.

- Se eu fosse você não duvidaria disso!

- Falou tanto de mim, disse que eu era uma vadia e está apaixonado por uma pior que eu. – dei risada.

- Não estou apaixonado por ela. – ele disse com ódio.

- Nem pra mentir você presta seu otário!

- Cala a boca! – ele gritou.

- Ops, não tá mais aqui quem falou. – fiz sinal de redenção com as mãos, com a cara mais cínica que papai do céu me deu. – Tchauzinho. – disse passando por ele, mas ele me impediu de continuar pegando em meu braço, o apertando.

- Eu não estou brincando Mellanie!

- Tira as patas de cima de mim. – puxei meu braço. – E você acha que eu brinco em serviço? Te cuida, ou qualquer dia desses a cabeça da sua Fernanda aparece na sua porta, Renan! – revidei a provocação e saí do banheiro.

Voltei para a mesa, e me sentei como se nada tivesse acontecido. Chamar a atenção das pessoas que estavam em volta era o que eu menos queria.

- Estava quase indo lá. – Lilly disse.

Renan passou quase voando perto de nós. Soltei uma gargalhada.

- O que aconteceu? – Cait perguntou. – Tô com o coração na mão. Nunca mais faça isso sua piranha.

- Aí como vocês são exageradas, até parece que não conhecem a peça. – disse.

- Pra onde a Emilly foi? – Lilly perguntou. – Ela saiu sem falar com a gente.

- Foi pro carro do Renan! Vocês não sabem, o idiota está apaixonado por ela.

- Sério? – Cait perguntou.

- Sim, você precisava ver como ele ficava zangadinho quando eu insultava a Emilly. – dei risada.

- Ele vai se foder legal quando descobrir tudo. – Lilly disse e rimos.

(...)

Terminamos de comer e saímos dalí. Notei algo estranho no meu carro, todos os pneus estavam furados. Mas o Renan é um filho da puta mesmo, nem pra ser um inimigo ele presta, que coisa imatura furar os pneus do inimigo. Bufei pegando meu celular.

- O que foi isso? – Cait perguntou.

- Adivinha quem. Meu inimigo é uma piada meninas. – disse e elas riram.

- Cait você vai com a Mellanie? Tenho que resolver umas coisas. – Lilly disse.

- Pra onde você vai? – perguntei. – Nós não íamos para o galpão? Ainda tem as rotas e...

- Depois eu chego lá. – ela disse dando a volta em seu carro. – Qualquer coisa, me liga.

Lilly ligou seu carro e pisou fundo no acelerador. Eu e Cait nos olhamos sem entender.

- Algo me diz que ela vai aprontar. – Cait disse.

- Eu tenho certeza disso. – respondi. – Deixa eu ligar aqui pra trazerem outro carro.

Liguei para um dos seguranças da mansão e pedi que trouxesse minha Ranger e dei as coordenadas de onde eu estava. Desliguei e me encostei no capô do carro com a Cait.

- Você acha que o Chaz gosta de mim? – Cait perguntou do nada, automaticamente olhei para ela com as sobrancelhas arqueadas.

- Isso está bem visível, só falta ele tatuar na testa. – disse e ela riu. – Mas porque a pergunta?

- Por nada. – ela deu de ombros. – Confesso que eu tinha uma quedinha por ele, só que ele nem me dava bola e saia comendo todas as vadias que apareciam em sua frente. Chega uma hora, que você cansa e se toca que não adianta ficar sofrendo por uma pessoa que não dá a mínima pra você. E a minha hora chegou... – ela disse e deu um longo suspiro.

- Wow... Tem que ser assim mesmo Cait, bola pra frente e tipo, tem o Adam gostosão todinho pra você. Você sabe que ele é um bom partido. – disse dando um empurrãozinho de leve nela, a mesma riu.

- Sim eu sei. O Adam é sem comparação. – ela disse e rimos. – Eu queria gostar dele como gostei do Chaz.

- Isso é só questão tempo amiga, e você tem que aproveitar bastante enquanto não se casa, porque olha pra mim... Esse casamento fudeu de vez com a minha vida. – lamentei.

- Mas entenda, você e o Justin nasceram pra ficar juntos. Apesar dos apesares, vocês se merecem, convenhamos que você também não presta né. – ela disse e dei risada.

- Mas aquele homem é fora do comum, ele me tira do sério, enche a minha paciência e... – meu celular começou a tocar, no visor mostrava que era Justin, mostrei para Cait que riu. – E não me deixa em paz. 

- Isso se chama amor. – ela zoou, dei um dedo pra ela.

- Faz um favor, atende pra mim. – entreguei meu celular para ela.

- Quê? Por quê?

- Porque não estou a fim de falar com esse idiota, diz que eu fui ao banheiro.

- Certeza? – ela perguntou.

- Atende logo. – disse e ela atendeu.

- Oi Justin, é a Caitlin. – Cait disse me olhando.

-

- Ela foi ao banheiro e deixou o celular na mesa.

-

- Estamos no Starbucks.

-

- Sim, já íamos embora quando vimos que um dos pneus estava furado. O segurança já saiu daí com o carro? – Cait disse e segurei o riso. Tão cínica meu Deus.

-

- Aviso sim. Era só isso?

-

- Tchau. – ela disse desligando a chamada e me entregou o celular.

- O que ele queria? – perguntei.

- Fez um interrogatório enorme e no final pediu pra você retornar pra ele depois.

- Pois ele vai cansar, não vou retornar porcaria nenhuma. Não sei se ele lembra do que fez, mas minhas costas ainda doem.

- Justin é um caso sério!

- A bipolaridade dele ainda precisa ser estudada pela ciência. – disse e Cait gargalhou.

Ficamos conversando sobre besteira, minutos depois chegou a minha Ranger. Dois seguranças vinham na mesma.

- Dêem um jeito no meu carro e depois levem pra mansão. – disse.

- Sim senhora. – um deles disse. – Deseja mais alguma coisa?

- Não, era só isso mesmo.

- O Senhor Bieber queria falar com a senhora.

- Já falei com ele. – menti. – Fiquem espertos, foi o Renan que furou os pneus.

- Com a gente ele se corta, relaxa senhora.

- Ótimo, vamos Cait.

Disse entrando no carro, Cait soltou beijinhos para o segurança só porque eram bonitos. Dei risada enquanto ligava o carro e ela fechava a porta.

- Como você é oferecida meu Deus! – disse rindo.

- Que foi? Eles são lindos Mel! – ela disse rindo.

(...)

Chegamos ao galpão. Emilly não havia dado sinal de vida e Lilly também não. O jeito foi resolver as coisas somente com a Cait, ainda tinha que passar na boate, mas a preguiça falava mais alto.

- O que será que a Lilly está fazendo em? – Cait perguntou enquanto nós duas mexíamos em MacBook’s deitadas nos sofás do escritório.

- Não sei, também estou curiosa. – respondi. – Olha essas armas, parecem ser de boa qualidade. – mostrei para ela no Mac.

- Também acho, que pena que não entendo muito do assunto. – ela disse e riu. Olhei com cara de tédio para ela.

- Se eu estivesse numa boa com o Justin, até perguntaria para ele, mas deixa quieto.
- Têm como me mandar as fotos pelo Whats? – ela perguntou.

- Tem, espera. – disse pegando meu celular.

Coloquei no mesmo site que eu estava vendo, salvei as fotos e mandei para ela.

- Pra quê tu quer? – perguntei.

- Vou ver o que Adam acha. – ela disse e dei uma risadinha. – O que foi? Ele é nosso amigo e pode ajudar.

- Não disse nada ué. – disse e ri.

- Vou comprar novas armas, e vender as ultrapassadas para os iniciantes no ramo da droga. Preciso de armamento pesado, de ótima qualidade.

- É um ótimo investimento, e de dinheiro eu entendo bem. – Cait disse e rimos. – Adam acabou de me dizer que essas armas são as melhores que tem.

- Mas como ele entende de armas? Pelo que eu sei ele trabalha com bebidas... – franzi a testa.

- Bom, isso eu não sei né! – ela respondeu e eu não disse nada.

Lilly’s POV

De uma escala de zero a dez, meu ódio por Ryan chegava a mil. Já estava me recuperando da possível “traição” e estava até de boa. Mas quando Mellanie me contou o real motivo e que apanhou por causa dele me subiu um ódio surreal. A traição nem conta tanto, mas a Mel apanhou por causa dele. Ela é como uma irmã pra mim, é como não, ela é uma irmã e não deixaria isso barato. Faria qualquer coisa por ela, assim como ela faria por mim sem dúvidas nenhuma. Ryan Butler vai aprender que com Lilly Jenner ninguém se mete. Depois que sai do Starbucks, fui a uma loja e comprei tudo o que eu precisava. Comprei uma maleta e guardei meus acessórios dentro da mesma, fiz algumas ligações e o que me restava era esperar a noite cair. Mandei uma mensagem para Mel avisando que não iria poder voltar para o galpão, ela mandou outra perguntando o porquê, preferi não responder. Fiquei a tarde inteira no meu apartamento pensando em tudo, nada poderia falhar, se não, cabeças iriam rolar e com certeza seria a minha. Às 9:00 da noite comecei a me arrumar, já pronta peguei a maleta e desci, entrei no meu carro e saí em disparada para uma das boates Bieber. Justin é tão cara de pau, que fez questão de nomear todas as suas boates com seu sobrenome, tem cafetão que prefere que ninguém nem descubra o seu nome. Pra entrar foi rapidinho, sem falar com ninguém fui para um dos quartos que disponibilizam pra vadia dar pra quem pagar, abri minha maleta e peguei minha máscara para combinar com minha lingerie, não podia ser reconhecida e a peruca que eu estava ajudava muito para isso. Me olhei no espelho e não dava para reconhecer que era eu. Ótimo. Guardei a maleta em baixo da cama e contei até os segundos. Às 10:32 da noite, a porta foi aberta, continuei na minha posição de puta em cima da cama, Ryan passou pela mesma trancando a porta.

- Pontual em vadia. – ele disse e senti um repulsa enorme dentro de mim. Quase que me levantei para espancá-lo, mas meu plano iria por água a baixo. – Vai abrindo logo as pernas aí que hoje não quero papo.

Ryan foi abrindo logo o cinto. Me levantei e caminhei sensualmente em sua direção. Fiquei até com nojo de mim mesma fazendo papel de puta. Dei a volta e fiquei atrás dele, coloquei minhas mãos por dentro da sua blusa e comecei a passar minhas unhas por suas costas, lentamente, subindo e descendo.

- Você deve ser boa no que faz, vadia. – ele murmurou.

Segurei na barra da sua camisa e a puxei, Ryan me ajudou a tirar.

- Tira logo essa máscara e cai de boca no meu pau. – ele disse me puxando para a sua frente.

- Shiii! – foi o que eu consegui dizer, não podia falar nada se não ele descobriria meu disfarce.

- Hum, então você gosta de brincar? Que comecem os jogos. – ele disse e tirou rapidamente sua calça ficando apenas de boxe.

Me concentrei no real motivo de eu estar ali. Vingança. Enquanto Ryan caminhava para a cama, fui até as taças de champanhe que havia em uma mesinha do lado da cama. Eu já havia preparado tudo. Peguei as duas e entreguei uma para ele, beberiquei um pouco meu champanhe e coloquei do lado. Ryan parecia estar com bastante sede e bebeu tudo de uma vez. Não pude conter meu sorriso, ainda bem que a máscara escondia até isso. Alcancei minha maleta e tirei de lá algemas, balancei na frente do rosto de Ryan e ele gostou do que viu.

- Quer dizer que a gatinha gosta de ficar no comando? – ele disse e deu risada. – Meu pau já está latejando só de ver essas algemas.

Fiquei por cima de Ryan, suas mãos foram diretamente para meu quadril. Friccionando seu pau em minha intimidade. Concentra Lilly. Tirei suas mãos do meu quadril e as prendi com a algema na cama. Ryan era insistente e beijava meu pescoço, que vontade de vomitar. Nojento filho da puta. Alcancei outra algema e foi a vez de prender seus pés.

- O que a vadia pensa em fazer em? – ele perguntou embolando as palavras.

Acho que meu toque mágico do champanhe estava fazendo efeito. Peguei meu brinquedinho dentro da mala, já vi muitos vídeos daquelas sapatas masoquistas usando, só que não sabia que podia ser tão divertido assim. Era um chicote, completamente lindo, couro puro.

- Gosta de bater vadia? Então bate uma pra mim. – Ryan disse e ri.

Acariciei o chicote, e bam... A primeira chicotada diretamente sob o membro do Ryan. Ele se contorceu.

- Ficou louca vagabunda? – ele disse forçando a visão.

Peguei a fita que eu havia trago, tirei um pedaço e coloquei em sua boca.

- Você fica mais bonitinho calado. – disse, peguei o chicote e foi dessa vez foi em seu abdome. Ele se contorceu novamente. – Você nunca vai esquecer essa noite.

Sussurrei ao pé do seu ouvido e mordi sua orelha. O filho da puta estava excitado, mesmo apanhando. Saí de cima dele antes que perdesse a concentração e a sessão de chicotadas começou, ele vai apanhar o dobro que a Mellanie apanhou. Cada grito era abafado, com uma fita na boca era impossível gritar. Como Ryan era branquinho, logo as marcas foram se formando em sua barriga e no peito. Já havia batido bastante nele e com a droga que havia colocado na sua taça de champanhe ele já estava sonolento. O virei, o deixando de bruços e dei umas chicotadas em suas costas, ele se contorcia.  O que ele estava sentindo, não é nem o terço que eu senti quando descobri a verdade, que ele me traiu só por causa de um plano ridículo, por causa de dinheiro, como se ele já não tivesse o suficiente. Depois de deixar suas costas bem marcadas, pra finalizar peguei meu outro brinquedinho, comprei mais cedo em uma loja de beira de estrada, era uma maquinazinha de tatuagem de rena. Bem que eu podia fazer uma tatuagem permanente, mas não sou tão ruim assim. Liguei a maquina e comecei o meu trabalho.

- Não se mexa querido, quero fazer um belo serviço aqui. – avisei soltando uma gargalhada.

Comecei a tatuar suas costas, se um dia eu cansar dessa minha vida, vou ser tatuadora, me garanto demais. Uns cinco minutos depois, terminei minha obra de arte, peguei meu celular e tirei uma belas fotos pra ficar como recordação. Tirei de suas costas, e tirei de frente, o animal havia capotado mesmo.  Mel estava on no Whats, mandei a foto com a seguinte legenda: Para a vadia dos olhos azuis, uma doce vingança.  Tirei as algemas de Ryan, do jeito que ele estava, só iria acordar amanhã. Guardei tudo na minha maleta, coloquei um sobretudo e saí da boate como se nada tivesse acontecido. Como diz o ditado, olho por olho, dente por dente, e chicotadas por chicotadas. Fui pra casa sorrindo até pro vento, só queria ser uma mosca pra ver Ryan acordando amanhã, ah como eu queria.

Mellanie’s POV

Cheguei em casa e graças a Deus não dei de cara com o Justin. Jeremy me disse que ele estava enfurnado no escritório. Ótimo, pelo menos ele não vem encher meu saco, aproveitei e fui brincar com o meu bebê. Precisava de um tempinho com ele, tomamos banho, jantamos e depois ficamos em seu quarto. Já estava ficando tarde e Jason já começava a ficar sonolento, deitei junto com ele em sua cama e fui colocá-lo para dormir. Fiquei fazendo carinho em seus cabelos finos enquanto cantarolava uma musica qualquer de ninar, tomei um susto com o barulho irritante do Whats avisando que tinha uma nova mensagem. Olhei para Jason que já dormia em um sono profundo, me levantei vagarosamente pra ele não acordar, dei um beijinho no meu bebê e peguei meu celular no criado mudo saindo do quarto. Abri a conversa que dizia “Para a vadia dos olhos azuis, uma doce vingança”, dei risada, ela havia mandado fotos, deixei carregando enquanto descia as escadas. Tudo na santa paz, as fotos já carregadas, as abri e nem acreditei no que eu vi. Era Ryan todo marcado de chicotadas, aparentemente ele estava dormindo ou dopado, porque nunca que ele deixaria fazer isso com ele, ficou lindo. Mas o melhor estava por vir, a última foto. Entrei numa crise de gargalhadas sem fim, ainda bem que já estava na cozinha. Na última foto as costas de Ryan pareciam bem marcadas de chicote, piores até do que as minhas marcas, mas a tatuagem nas costas foi a melhor, como a Lilly consegue pensar nessas coisas? Li a frase em voz alta.

- Mereci isso porque sou um filho da puta fofoqueiro.  – li e gargalhei alto.

Só quero ver a reação dele amanhã ao ver isso.

Você não existe Lilly. Obrigada por isso amiga ♥ - Mel.

Mandei no Whats para Lilly enquanto ria.

- Está rindo do quê? – ouvi a voz de Justin, me assustando. Rapidamente bloqueei o celular. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!


Amo vocês ♥ 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dangerous Life 2° - Capítulo 11 - Love marks

147 comentários | |






Justin ficou me olhando com um ponto de interrogação na cabeça, claro que eu estava bem, foi só um mal estar passageiro.

- Ninguém vomita de uma hora pra outra Mellanie. Você tá bem mesmo? – ele insistiu.

Eu já estava com raiva dele, e ele enchendo meu saco só piorava a situação.

- Já disse que estou, me deixa em paz, tá legal? – disse sem olhá-lo e me levantei da cama rapidamente.

Saí do quarto batendo porta. Sem ninguém nos corredores, desci as escadas rapidamente, ou tentei. São enormes. Cheguei até a cozinha, e me deparei com Ryan tomando algo que parecia Vinho. Revirei os olhos e fui até a geladeira pegando uma jarra de água.

- Mellanie, posso conversar com você? – Ryan perguntou.

Peguei um copo, despejei a água no mesmo e bebi tranquilamente.

- Não, não pode. – respondi colocando a jarra na geladeira novamente.

- Caramba, você não entendeu nada. – ele disse um tanto aborrecido.

- Eu não sou burra Ryan, eu entendi tudo. Não precisa me explicar mais nada.

- Preciso sim! São só negócios Mel, quando tudo isso acabar, vou voltar com a Lilly. É dela que eu gosto.

- Gosta dela? – perguntei com um sorriso irônico nos lábios. – Fico admirada com essa forma de gostar. Aliás, ela te amava seu idiota. Sentiu a diferença? O teu gostar foi tão fraco que se vendeu por um plano suicida. Você sabe se o velho descobrir essa merda, vão caçá-los até no inferno.

- Você sabe do jeito que eu sou. Sabia até do jeito que o Justin era antes de vocês casarem. Nunca fui de uma mulher só, é tudo muito estranho essa coisa de sentimentos, de gostar, amar... Me entende! – ele passou a mão entre os cabelos e tomou todo o líquido que tinha no copo em uma golada só. – E só pra constar, nós sabemos o que estamos fazendo.

- Não vou entender porra nenhuma Ryan. Você não só magoou a Lilly, como a mim também. Ah, e não conte comigo para nada nesse plano escroto.

- Mas o plano não é só meu! O Justin que começou... – ele disse tentando dividir a culpa com o Justin.

- E você concordou. O que dá na mesma merda. Não adianta se explicar, não adianta cara.

- Ok Mellanie. Não vou tentar mais me explicar pra você. Pensei que você fosse minha amiga...

- Ryan, entre você e a Lilly, não pensaria nem duas vezes, escolheria a Lilly. Porque você é da mesma laia que o Justin, os dois não valem absolutamente nada. Maridos, namorados, ficantes, peguetes ou o que for, vem e vão, tem muitos por aí. Mas amigas verdadeiras não se encontram em qualquer esquina, são raras.

- A Lilly me ama, e com toda certeza, quando tudo isso acabar, ela vai voltar pra mim Mellanie, disso você não pode ter nem dúvida. É só eu querer...

- Só você querer? – dei risada. – E sabe o que eu quero? Eu quero que você vá pra merda, vá pra casa do caralho, vá a puta que te pariu, vá pra porra, vá pro quinto dos infernos e só pra completar, vai se foder.

Disse e passei esbarrando em seu braço. Ouvi ele me chamar, mas não dei importância e subi. Parei em frente ao quarto do Jason e entrei, precisava ficar um pouco com meu baby, Jack tentava fazê-lo dormir, enquanto o mesmo revirava na cama. Jason sempre malandro, dei uma risadinha vendo aquela cena e a atenção dos dois foi voltada para mim.

- Pode ir descansar Jack, o resto é por minha conta. – disse e ela sorriu agradecida, dei um beijinho em Jason e retirou-se do quarto. – Vem cá meu amor. – o chamei enquanto me sentava na enorme e confortável cadeira, que parecia mais um sofá, em formato de lua.

Jason levantou-se rapidinho e foi escorregando na cama até chegar ao chão. Ele veio arrastando um ursinho pelo chão até chegar a mim. O coloquei em meu colo e ele logo se aconchegou em meus braços. Dei um beijinho em seus cabelos e peguei em sua mão brincando com seus dedinhos.

- Porque o bebê da mamãe não quer dormir em? – sussurrei.

- To sem sono mamãe.

- Ahm... Então me conta o que você fez de bom hoje.

- Eu tudei.

- Tudei? – dei risada.

- É mãe, tudei com a fessora. – ele tentou explicar. Ri novamente.

- Estudei com a professora. – o corrigi ainda rindo.

- Mentila, foi só eu.

Gargalhei.

- Tudo bem, foi só você. E o resto?

- Blinquei, comi, e dormi muitão. – ele disse brincando com seu ursinho de pelúcia.

- Por isso que o mocinho não está com sono agora né?! – disse começando a fazer cócegas em sua barriga.

Ele só assentiu com a cabeça rindo.

- Conta histolinha mamãe.

- Mas eu não sei contar nenhuma. Pode inventar? – perguntei e ele concordou. – Ok, vamos lá... Era uma vez dois unicórnios...

- O que é isso?

Procurei algumas palavras certas para tentar explicar isso pro Jason, mas com certeza ele não iria entender.

- Esquece, não eram unicórnios. Eram veados.

Jason começou a rir.

- Viados... – ele repetiu. – Papai disse que o tio Ryan é viado. O que é viado mamãe?

Dei risada.

- É veados, é um animalzinho meu amor. E o seu tio Ryan é um viado mesmo. – disse e Jason riu divertido. – Continuando a historinha...

Inventei uma história sem pé nem cabeça, não tenho vocação pra isso. Mas no final deu certo, Jason acabou adormecendo em meus braços. Encostei a cabeça fechando os olhos, e pensando um pouco sobre o meu dia cansativo.

- Mellanie? Vai dormir aí mesmo? – ouvi a voz de Justin ecoar.

Sem perceber, adormeci por algum tempo com Jason em meus braços. Que agora Justin o pegava todo cuidadoso para pô-lo em sua cama. Me espreguicei e levantei, Justin cobria o Jason, liguei os abajures e desliguei as luzes, saí e Justin saiu em seguida fechando a porta. Andei em direção ao meu quarto e logo Justin me alcançou, me parando no meio do corredor.

- Já vai começar? – ele perguntou me fitando sério.

- Começar o quê? – perguntei sem desdém.

- Não é possível que você vá me ignorar até concluirmos o plano. – ele cruzou os braços, fazendo seus bíceps aumentarem.

- Duvida? – perguntei o desafiando e voltei a caminhar.

- Não me dê às costas enquanto eu estiver falando! – ele disse rude puxando meu braço com força.

 - Aí Justin! – reclamei puxando meu braço, mas ele não soltou. – É assim que você faz com a sua mulher grávida? – disse toda dramática e ele arregalou os olhos.

- O que disse? – ele perguntou soltando meu braço, segurei a risada e caminhei rapidamente até a porta, o deixando plantado lá, feito uma estátua.

- Otário. – murmurei rindo.

- Mellanie, me responde porra! – ele finalmente saiu do estado de transe e começou a caminhar em minha direção.

Ri entrando no quarto, me joguei na cama e me enrolei rapidamente. Ouvi a porta ser fechada e logo meu lençol ser puxado.

- Por isso, o mal estar né? – ele perguntou e gargalhei.

- Eu estava brincando. Eu vou dormir, faz silêncio ok. – disse e puxei meu lençol de novo.

- Então porque vomitou? – ele perguntou desconfiado.

- Devo ter tomado sorvete demais, agora deixa de viagem, eu não estou grávida ok? Só estava tirando uma com a sua cara.

- Mellanie, se você estiver mentindo... – ele me ameaçou.

- Não estou mentindo caralho! Não quero um bebê agora, não ia vacilar desse jeito entendeu? – disse estressada, Justin me olhou perplexo.

- Como pode dizer isso vadia? Se eu quiser que você engravide, você vai engravidar e pronto. – ele alterou o tom de voz.

- Ah claro, até porque eu tenho um tempo enorme para cuidar de duas crianças. Se toca Justin. Eu tenho meus negócios para cuidar.

- Que negócios o quê! Você é minha mulher e mãe do meu filho, tem por obrigação cuidar dele e de quantos mais vier. – ele disse autoritário.

- De quantos mais vier... – repeti rindo irônica. – EU NÃO ESTOU GRÁVIDA, E NÃO VOU ENGRAVIDAR OK?

- Como é que é sua puta? – ele perguntou tirando seu cinto inútil de couro.

- Puta é a sua mãe. – revidei. Nunca que eu fico por baixo.

- Vem cá que agora vou te ensinar uns bons modos, vai aprender a falar direitinho comigo. – ele disse perverso dobrando o cinto.

- Você não é nem louco. Fica longe de mim!

Justin segurou em meu pé e me puxou rapidamente, me fazendo deslizar pelos lençóis de seda da cama. Dei um chute em sua mão soltando meu pé, e em troca recebi uma cintada na coxa, que ardeu que nem o inferno. Pensei em gritar, só pra amenizar a dor, mas não iria dar esse gostinho ao Justin. Não mesmo. Sofro em silêncio, mas não dou nem um piu.

- Para com isso seu merda. Ficou louco por acaso? – perguntei tentando sair da cama, mas ele puxava meus pés.

- Calada vagabunda. Você vai aprender a me respeitar. Por bem ou por mal. – podia ver a raiva transbordando de seus olhos.

Justin deu outra cintada, pegando na minha outra coxa. Fechei os olhos com força, a coxa da cintada anterior já estava vermelha, com um filete de sangue, havia ficado perfeitamente a marca do cinto. Consegui chutar seu pulso e me levantei da cama, quem disse que eu vou apanhar? Justin havia largado o cinto e estava massageando o pulso, parti pra cima dele e acertei um tapa cheio em seu rosto, até a minha mão doeu. Mas ignorei esse fato, e dei outro tapa, do outro lado do seu rosto. Sei que estava em desvantagem, Justin é bem mais forte que eu, mas iria me defender até onde desse ou pudesse. Ele me olhou com ódio, querendo realmente me matar, durante essa brecha, consegui dar uma rasteira nele, só uma coisinha, eu bato que nem homem. Justin gemeu de dor com o impacto da queda, chutei sua costela com força, mas quase que quebrava o coitado do meu pé. Ele tentou se levantar, mas coloquei meu pé em seu pescoço, o imobilizando.

- Se acha muito esperto né Justin? Você se glorifica tanto, glorifica tanto seu sobrenome de merda, mas deixa eu te avisar só uma coisa. Eu sou a Mellanie, têm que ter pacto com o capeta pra bater de frente comigo. – disse o vendo ficar tão vermelho feito pimenta.

- Vo-Você vai pa-pagar caro po-por isso! – Justin disse com dificuldade.

Tirei meu pé do seu pescoço e acertei outro chute em sua costela. Rapidamente, Justin levantou-se, tentei dar outra rasteira, mas o mesmo conseguiu se equilibrar. Sua mão foi diretamente em meu pescoço, o apertou com força, fazendo meu ar sumir. Justin me jogou na parede, fechei meu punho com força, e deixei que ele viesse para cima, soquei seu abdome, com toda a força que me restava. Deveria ter comido alguma coisa, a porcaria daquele mal estar levou embora toda a energia do meu corpo. Já me sentia fraca, e eu iria apanhar feio. Justin pegou novamente em meu pescoço, me imprensando na parede, dessa vez meus pés nem encostavam o chão, bati em seus braços para que ele soltasse meu pescoço, atitude completamente inútil.

- A sua sorte, é que eu te amo sua vadia. Porque se não, já estaria debaixo de sete palmos faz tempo. – ele sussurrou com um certo desgosto em sua voz. – Mas te amar, não impede de que eu te ensine como deve me tratar.

Meus olhos já estavam marejando, e a falta de oxigênio em meu corpo já era presente.  Justin afrouxou sua mão em meu pescoço, e com a outra rasgou todo o meu baby doll, que era de um pano fino. Estava somente de calcinha. Milhões de coisas passavam na minha cabeça, sobre o que ele faria comigo.

- Agora me obedeça e deite-se naquela cama de bruços. Ouviu? – ele sussurrou.

- O-o que você vai fazer Justin? – perguntei com medo da resposta.

Recebi um tapa forte, fazendo meu rosto virar. Segurei o choro.

- Eu mandei você falar? Mandei? – ele rosnou, neguei com a cabeça. – Então faça o que eu realmente mandei sua cadela.

Justin me jogou com força , fui para na cama. Ele foi até a porta, provavelmente indo trancá-la, me estiquei até o criado mudo e procurei nas gavetas minha arma.

- Está procurando isso amor? – ele perguntou me mostrando a mesma.

Fechei os olhos com força, sabendo que realmente eu iria apanhar agora.

- Seu filho da puta! Porque está fazendo isso comigo? – perguntei sentindo um nó se formar em minha garganta.

- Estou te domesticando amor, te ensinando a me obedecer. Cansei de ser bonzinho com você, de ser seu capacho, as coisas vão mudar a partir de agora. – ele disse diabólico , colocou a minha arma em seu cós e pegou o cinto novamente. – Você acha que eu não sei o que conversou com o Ryan? Disse que eu não presto, não é mesmo?  Vou te mostrar que eu realmente não presto, amor.

Vou apanhar por causa do Ryan, desgraçado filho da puta. Ele vai ver só.

- Agora deita porra! – ele gritou autoritário.

- N-não. – murmurei.

- Eu ouvi um não? – ele disse pegando com força em meus cabelos. Prendi um grito. – Um não? – perguntou de novo puxando ainda mais meus cabelos.

Justin me colocou na posição que ele queria, de bruços. Peguei um travesseiro e coloquei em meu rosto, não queria que ele visse qualquer emoção transparecendo.

- Você tem uma bunda deliciosa amor, sabia disso? – ele disse passando o cinto em minhas nádegas. – Por isso vou poupá-la, só por causa disso. Vou te deixar algumas marcas, marcas de amor querida. – ele disse o mais irônico possível.

Naquela hora só sentia ódio do Justin. Como ele consegue ser assim? Como? Maldição. Sou muito filha da puta mesmo, só nasci pra sofrer. Sentia as duas cintadas em minhas coxas formigando, ardendo, doendo. Senti Justin subir em cima de mim, e em seguida cintadas em minhas costas. Era como se eu fosse uma escrava, amarrada em um toco, sendo chicoteada, por algo que o patrão não gostou. Será que ele sabe o tempo de escravidão já passou? Mordi o travesseiro sentindo meus olhos marejando. A cada cintada ele falava que era meu dono, e que era pra eu obedecê-lo. Perdi as contas de quantas cintadas eu levei, minhas costas já estavam completamente dormentes, doloridas, ardendo, queimando...

- Paraaa! – pedi , já não agüentava mais.

- Você que manda querida, agora você precisa de um banho. – ele disse levantando-se e me levantou pelos cabelos.

Escondi meus seios com as mãos, Justin me arrastou para o banheiro. Tenho certeza que quando ele morrer, ele vai pro inferno. Desgraçado. Com a água em contato com minhas costas, só iria arder mais. Podia me matar logo. Justin ligou o chuveiro e me empurrou para debaixo do mesmo, não consegui segurar o grito sentindo a água escorrendo em minhas costas.

- Nãaoo! Chega Justin, por favor... – supliquei tentando sair do banheiro.

Estava segurando o choro, mas não iria adiantar por muito tempo. Estava doendo demais.

- Quem manda em você? – ele perguntou, fiquei calada. – Responde!

- V-você. – murmurei.

- A quem você obedece?

- A você. – murmurei novamente.

Justin soltou meus cabelos. E saí debaixo do chuveiro.

- Eu larguei mão da minha vida antiga por causa de você, sua mal agradecida. Então faça o que eu mando, espero que tenha aprendido, da próxima vez não serei bonzinho assim. – ele disse frio.

Me sentei no chão do banheiro e comecei a chorar. Coloquei toda a dor pra fora.

- Esteja na cama em cinco minutos. – ele disse por fim e saiu do banheiro.

Coloquei minhas mãos em meu rosto e chorei, chorei, chorei muito. Não acredito que ele fez isso comigo. Tudo por culpa do Ryan, que ódio que estou dos dois. Olhei para as minhas pernas, as marcas estavam inchadas, imagino a desgraça que está nas minhas costas. Liguei o chuveiro, já havia sofrido mesmo, mas um pouco não faria diferença, tirei a calcinha me lavei rapidamente choramingando, peguei uma toalha e me sequei com cuidado nas costas, dei uma olhada no espelho e estava uma desgraça mesmo. Me enrolei e saí do banheiro, Justin não estava no quarto, suspirei, fui até o closet, vesti uma calcinha, procurei uma pomada , por sorte encontrei uma, espalhei em minhas costas e nas coxas. Vesti uma calça e blusa de moletom. Só fiz pentear mesmo os cabelos rapidamente e fui pra cama, me deitei de lado, de costas para a porta, não queria ver quando ele chegasse. Algumas lágrimas ainda ousaram cair, mas as limpei quando ouvi a porta sendo aberta.

- Fico feliz que esteja me obedecendo. – ouvi Justin dizer.

Justin arrastou a cadeira acolchoada ficando de frente pra mim, em uma distância considerável.  Ele estava com o litro de Sky nas mãos. Livrou-se rapidamente de suas roupas ficando de boxe, sentou-se na cadeira esparramado e pegou o litro tomando um bom gole.

- Espero que tenha uma ótima noite amor. – ele sorriu perverso.

Uma lágrima dolorosa escorreu de meus olhos, e os fechei com força. Só queria dormir e nada mais...

(...)

Acordei com o toque do meu celular. Graças a Deus Justin não estava no quarto, ele havia dormido naquela cadeira mesmo, menos mal. Me levantei devagar, caminhei até o espelho e levantei minha blusa, visualizando minhas costas, agora sim, as cintadas estavam bem formadas de tão inchadas. Suspirei e procurei meu celular, o peguei , era a Lilly, retornei. No segundo toque ela atendeu.

- Bom dia flor do dia. Porque não me atendeu? – ela perguntou, e pude imaginar sua cara de inconformada.

- Desculpa Lilly, não sabia onde o celular estava. – murmurei.

- O que aconteceu Mel? Você está bem? – ela perguntou preocupada.

Senti uma vontade enorme de chorar.

- Está tudo bem sim...

- Você não sabe mentir pra mim. Eu vou ai...

- Não não, eu vou no seu apartamento.

- Tá bom. Chamo a Cait?

- Você que sabe. Alguma notícia da Emilly?

- Sim, ela ligou cedo avisando que pegou novas rotas de carregamento.

- Tudo bem, depois vemos isso.

- Ok. Pode ter certeza que dessa vez o Justin me paga...

- Daqui a pouco chego aí, beijos.

- Fica bem amiga.

Desliguei o celular. Peguei minha arma que estava em cima do criado mudo e verifiquei se estava carregada, e não. O filho da puta tirou todas as balas, peguei um cartucho e coloquei. Arrumei logo a minha bolsa e fui tomar um doloroso banho, procurei em umas gavetas no banheiro onde guardava meus comprimidos, encontrei um pra desinflamar, o engoli , escovei os dentes e fui até o closet. Vesti uma lingerie, e escolhi uma roupa. Uma calça jeans, uma blusa de mangas grandes, um salto, amarrei meu cabelo, fiz uma maquiagem pra esconder algum vestígio de choro da noite anterior e pronto. Borrifei um pouco de perfume e peguei minha bolsa, saí do meu quarto e entrei no de Jason. Ele estava acabando de acordar.

- Bom dia meu amor. – disse para ele, que sorriu espreguiçando-se.

- Bom dia mamãe.

- Vamos tomar banho pra ir tomar café com a mamãe?

- Siiim! – ele disse animado e ri fraco.

Coloquei minha bolsa em cima da cama, e o despi. O fugitivo nu correu logo para o banheiro, o banhei no chuveiro mesmo, se eu fosse esperar a banheira encher iria demorar muito. Segurei Jason enquanto ele escovava os dentes, ele comia mais a pasta do que escovava. Briguei algumas vezes com ele, enquanto ele ria. O enrolei em seu roupão do Batman, escolhi uma roupinha e o vesti. Já pronto, descemos.

- Bom dia dona Mellanie. – Rose disse assim que cheguei à cozinha. – E pequeno Jason.

- Dona não né Rose. – disse rindo fraco.

Me sentei à mesa, e coloquei Jason em sua cadeira. Reparei que tinha muitos lugares postos na mesa, tem visita? Assim que iria abrir a boca pra perguntar à Rose, ouvi vozes se aproximando. Reconheci as vozes, só o que estava faltando mesmo, na cozinha apareceu Pattie, Jazmyn e Jaxon. Tava demorando... Rose colocou meu café da manhã e o de Jason, as três criaturas que estavam conversando animadamente ainda não haviam reparado a minha presença.

- Deseja mais alguma coisa? – Rose perguntou. Os três me olharam.

- Não Rose, obrigada. – respondi.

- Que surpresa boa. – Pattie disse. – Bom dia Mellanie.

Sorri falsamente. Jazmyn deu a volta e deu um beijo estalado na bochecha de Jason que riu.

- Que saudades que eu estava desse gostoso. – Jazmyn disse. – Oi Mellanie.

- Iai Mellanie. – Jaxon disse por fim. Os três sentaram.

Jazmyn fez questão de sentar perto do Jason.

- Oi. – respondi sem animo.

- Quem morreu? Que tristeza. – Jazmyn perguntou.

Ia responder, mas surgiram Justin e Jeremy na cozinha. Ah Jeremy...

- Que coisa boa! Família reunida novamente. – Jeremy disse alegre. Só ele mesmo. – Saudades de você menina. Levante pra dá um abraço no seu sogrão. – ele disse para mim.

Forcei um sorriso e levantei. Jeremy me deu um abraço esmagador, e sem querer soltei um gemido de dor por conta da desgraça que o filho dele encapetado fez em mim.

- O que foi? Apertei demais? – Jeremy perguntou me olhando.

Justin me olhou rapidamente, pensando que eu ia abrir a boca.

- Não. Está tudo bem. Saudades de você também. – sorri forçado e sentei.

Jeremy me olhou estranho por alguns segundos.

- Bom dia amor. – Justin disse e eu quase vomitei, só não vomitei porque não tinha nada no meu estômago.

Ele debruçou-se e me deu um selinho. E ele ainda age como se NADA tivesse acontecido. Eu te odeio Justin. Ele sentou-se do meu lado radiante.

- Cara, como esse moleque cresceu! – Jeremy disse babando Jason. – Será que ele ainda lembra do vovô aqui?

- Claro que lembra, deixa de ser dramático pai! – Justin respondeu.

Jeremy pegou Jason nos braços, Jazmyn que estava brincando com ele achou ruim.

- Oh pai! – ela reclamou.

- Diz pra ela que você é do vovô agora. Diz! – Jeremy disse fazendo Jason de aviãozinho.

- Sou um vião mamãeee, olha! – Jason disse em meio a gargalhadas. Todos riram, só abri um sorriso vendo meu pequeno.

Tomei meu café calada, Jazmyn fez questão de ajuda Jason com o café. Jeremy às vezes se metia também. Todos conversavam animadamente, parecia uma daquelas famílias felizes de comerciais. Estavam ocupados demais para reparar que eu estava quieta demais na minha, mas Justin mantinha o olhar sobre mim, para que eu andasse na linha.

- Podem ficar com o Jason? Preciso resolver algumas coisas. – disse tomando a atenção de todos.

- Pode deixar. – Jeremy sorriu bagunçando os cabelos do Jason. – Ainda trabalhando muito?

- Sim, até quando seu filho deixar. – disse e olhei para Justin. – Até mais tarde.

Me levantei, todos ficaram em silêncio e dei um beijo em Jason. Saí da cozinha e peguei minha bolsa. Peguei a chave do meu Audi R8, fiz uma manobra na garagem e logo sai da mansão. Pisei fundo indo a caminho do apartamento da Lilly.

(...)

- Pensei que não viria mais. – Lilly disse abrindo a porta.

Entrei e encontrei Cait sentada no sofá mexendo no celular.

- Pode ir logo nos contando o que aconteceu.

Joguei minha bolsa no sofá, dei as costas para duas e tirei a blusa.

- Meu Deus do céu Mellanie. O que foi isso? – Lilly perguntou.

- Quem fez isso? – Cait perguntou.

Me virei e as duas estavam horrorizadas, me sentei com a blusa nas mãos e olhei pro chão.

- Ele que fez isso... – murmurei com um nó se formando em minha garganta.

- O Justin fez isso? – Lilly perguntou sem acreditar.

- Sim, fez. – suspirei sentindo meus olhos marejarem. – Tem duas cintadas nas minhas coxas também.

 Comecei a chorar. Senti as duas sentarem do meu lado e me abraçaram.

- Ai meu Deus Mel... – Cait só conseguiu dizer isso.

- Estou me sentindo um lixo... – choraminguei.

- Não se sinta, porque você não é! Para com isso, por que aquele filho da puta fez isso? – Lilly perguntou com ódio.

- Por culpa do Ryan... Ele deve ter colocado um monte de merda na cabeça do Justin, e só sobrou pra mim. – limpei as lágrimas.

- Culpa do Ryan? – Lilly perguntou curiosa.

Prometi que não iria contar isso para ela. Mas a situação exige a verdade.

- Depois que saímos da sorveteria, fui perguntar a ele porque ele tinha sido tão covarde com você, a ponto de te trair. Então ele e o Justin me contaram toda a verdade.

- Que verdade? – Cait perguntou.

- A vadia que estava com o Ryan é filha do atual presidente da máfia italiana, então o plano deles é, que enquanto Ryan estiver com ela, vão passar a perna no velho. Eu fiquei indignada com isso. Ele feriu os seus sentimentos por causa de dinheiro, de um plano idiota. Discuti com os dois, acabei vomitando e mais tarde discuti com o Ryan de novo, e acabei dizendo que ele o Justin não valem nada. E o que o filho da puta fez? Acabou indo encher a cabeça do Justin e só sobrou pra mim... Justin veio com uma historia de que eu tava grávida só porque vomitei, eu disse que não queria engravidar, ele revoltou-se, e só somou as coisas. Essa é a verdade.

As duas ficaram caladas. Me olhando.

- Não posso acreditar no que ouvi. – Cait disse.

- Então o Ryan fez isso tudo por causa de dinheiro? – Lilly perguntou baixinho. – E você apanhou por causa dele? Ele não sabe com quem se meteu.

- O que você vai fazer? – Cait perguntou.

- O Ryan vai se arrepender pelo o que fez. Escrevam o que estou dizendo. – Lilly pegou seu celular e mandou algumas mensagens.

- Lilly, não faça nada, por favor. O Justin vai saber...

- QUE SE FODA O DESGRAÇADO DO JUSTIN! – ela gritou levantando-se. – Olha o que ele fez com você amiga... – ela sussurrou me olhando. – Quem ele pensa que é? Dono do mundo? Ele não é. – ela passou a mão entre os cabelos.

- Eu sinto muito por isso... – murmurei.

- Eu que sinto muito, por você amar um monstro Mellanie. 


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Amo vocês ♥