Fanfics - Justin Bieber

sábado, 16 de novembro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 36 - I will not let you go

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Justin’s POV

- Eu não vou levá-la para o Hospital. É perigoso. – disse enquanto imprensava a barriga da Mellanie para não sair tanto sangue. Tínhamos saído de frente da boate, só estávamos em um local mais afastado, menos tumultuado.


- Como não? Quer que ela morra com essa bala na barriga seu imbecil? Eu vou levar a minha amiga agora pro Hospital e ninguém vai me impedir.  Vou ligar pro Renan. – Lilly disse quase se descabelando e pegando o celular.

Bufei. Essa porra não entende.

- Não vai ligar pra porra de Renan, e não vai pra Hospital nenhum. Vamos dar um jeito nisso, Ryan caralho, ligou pro médico?

- Liguei cara, ele já está a caminho da sua casa. Vamos para lá.

- Beleza. Vai dirigindo meu carro. – falei e entrei no banco traseiro onde Mellanie estava desacordada, minha mão já estava ensangüentada.

- Eu não vou deixar minha amiga só. Vou com vocês. – Lilly disse e entrou no carro do Chaz.
Revirei os olhos e logo o Ryan deu partida. Os moleques vinham nos acompanhando atrás. 

Ryan quase voava pelo asfalto. Eu tentava acordar a Mellanie, mas não tinha jeito. Ela apagou total. Já estávamos na estrada a um certo tempo, não sei pra quê viemos pra essa boate longe pra porra.

- Justin, tem alguns carros nos seguindo. E não são Chaz e o Chris. – Ryan disse e olhei para trás.

- Que porra. – soquei o banco. – Se for o desgraçado do Hugo, ele vai ver só. – disse e pulei para o banco da frente pegando uma arma no porta-malas.

- Se tu for atirar vai acertar os meninos. – Ryan disse.

- Pensa que eu não sei? – liguei o rádio. – Hey caras, tem uns manés seguindo a gente, metam bala, falow?

- Falow cara. – Chris e Chaz responderam.

Em seguida ouvi disparos. Ryan ia desviando de todos os carros, conseguia atirar algumas vezes. Mas parece que surgiam até carro do inferno pra vir atrás de nós. E pra completar, veio aqueles policiais do caralho nos mandando parar. Ninguém se quer deu ouvidos para eles e Ryan continuava na velocidade máxima. Agora, possivelmente Hugo ou seus capangas arrombados e a policia atrás de nós.

- Minha munição acabou. Merda! – disse e pulei para o banco de trás novamente.

- Deixa com os meninos agora. – Ryan disse. – Temos que chegar logo em casa.

- Eu sei bro, pisa fundo.

Olhei para Mellanie e ela estava acordando. Voltei a colocar a mão no seu ferimento, ela sentiu dor, era tanta dor que ele nem se quer conseguia falar nada.

- Olha, já estamos chegando em casa.  – disse tentando acalmá-la, apesar de nossa situação estar pior impossível.

Ela colocou sua mão por cima da minha, e a olhei. Droga !

- Calma. – disse novamente.

- Justin, um caminhão ! – Ryan gritou e quando olhei para frente só vi uma luz forte.

Ryan desviou e acabamos caindo da ponte metálica a baixo. Só sentimos o impacto do carro em um rio, vi logo Ryan abri a porta e sair. Ele abriu a porta pra mim e peguei Mellanie em meus braços. Ela estava desacordada de novo, a cada segundo o carro ia descendo para o fundo do rio, e o oxigênio em meus pulmões fugiam. Eu tinha que me salvar e salvar a Mellanie. Prendi o fôlego e tentei nadar até a superfície, Ryan tentava ajudar, tentativas falhas. O empurrei para que ele fosse logo para a superfície e fiz um sinal para conseguir logo ajuda, sei muito bem que os policiais e os infelizes que estavam atrás de nós estão comemorando lá em cima. Segurei Mellanie por debaixo dos braços e nadei o mais rápido que pude, finalmente cheguei a superfície recuperando ar, respirei fundo e continuei a nadar até um local seco, nadei até uma encosta do outro lado do rio. Coloquei primeiro Mellanie fora da água e depois eu subi. Me joguei em meio daquele mato respirando fundo, meus braços estavam dormentes de tanto nadar. Me lembrei que Mellanie ainda estava desacordada, me levantei num pulo e fui até ela. A sacudi pra ver se ela acordava, mais nada. Ouvi Ryan gritar meu nome.

- Estou aqui cara. Vai procurar ajuda agora. – gritei de volta.

- Mas e vocês?

- VAI LOGO PORRA.

Só ouvi o barulho das folhagens. Puta que pariu essas coisas só acontece comigo. Oh cara de sorte eu.

- Mellanie. – continuei a chamando. Mas ela não dava nem sinal.

Tentei fazer uma massagem em seu peito, mas nada. Ela engoliu muita água, eu acho. Me abaixei um pouco mais, encostei meus lábios nos seus, estavam gélidos. Fiz respiração boca a boca e massagem de novo. Fiz o mesmo processo umas duas vezes, e por fim ela acordou, tossindo água. Respirei aliviado, mas ela mal conseguia manter os olhos abertos, apesar de ser a noite, não estava totalmente escuro, a lua ajudava muito clareando.

- Justin... – ela disse muito baixo. – Eu não vou agüentar. – mal conseguia entender suas palavras, ela não parava de tossir. – Cuida direitinho do Jason, do nosso filho.

- Não fala nada. Você está fraca, e o Ryan já foi buscar ajuda. Calma.

- A dor está insuportável. Dói quando respiro. Eu não vou agüentar, eu vou morrer Justin.

Uma lágrima solitária escorreu em seu rosto, foi como mil facadas atravessassem meu peito naquele momento. Não podia acabar tudo isso, não vai acabar.

- Mellanie, não diz isso. Você é forte, por favor, você consegue. Daqui a pouco o Ryan volta com ajuda.

- Justin... – ela engoliu a seco. – Me promete que vai cuidar do Jason. – ela dizia entre soluços e tosse. – Promete por favor. – era uma suplica.

- Eu não vou prometer isso, porque nós vamos cuidar dele, Mel.

Em meio de lágrimas, ela deu um meio sorriso e respirou fundo. Juro que quase a vi partir.

- Eu estou morrendo, Justin. Promete logo.

Fechei meus olhos respirando fundo. Isso estava sendo doloroso pra mim. Homens não choram Justin. Não choram.

- Você não pode me deixar. Não pode ! – disse contendo minhas lágrimas.

Porra, eu disse que homens não choram.

- Eu vou sentir saudades. – ela apertou de leve minha mão. – Eu falhei Justin, desculpa.

- Eu não vou deixar você ir. – limpei rapidamente meu rosto.

- Estou sentindo frio, a dor está passando, eu quero dormir. – ela disse.

Ela não queria dormir. A morte é que estava se aproximando. A coloquei em meu colo, precisamente em meus braços.

- Não dorme, olha pra mim. – segurei em seu rosto. – Vamos converse comigo.

- Eu vou morrer...

- DROGA CADÊ A PORRA DO RYAN QUE NÃO CHEGA. – gritei desesperado.

- Justin... – ela me chamou e a olhei. – Eu ...

Devagar ela foi fechando os olhos. Ouvi Ryan chamar, graças a Deus.

- Mellanie. O Ryan chegou, abre os olhos, vamos, abre.

Ela nem se movia, seus batimentos estavam mais fracos do que nunca. Me levantei e a peguei no colo, eu não vou deixá-la morrer.

- Justin, Justin ! – Ryan chamava.

- Aqui. – gritei.

- Corre, tem uma ambulância aqui perto. – ele gritou de volta.

Corri com a Mellanie em meus braços, e consegui ver Ryan. Ele correu até a mim.

- Não me diga que... – ele disse olhando Mellanie completamente sem vida em meus braços.

- Eu não sei Ryan, eu não sei. – disse desesperados.

Continuamos a correr no meio daquela mata dos infernos. Chegamos finalmente até a beira de uma pista de terra. Realmente havia uma ambulância, enfermeiros e o médico que sempre contrato. A coloquei em cima da maca e colocaram uma máscara de oxigênio, ela não reagiu. Então ligaram o desfibrilador, o aparelho que é usado para parada cardíaca. Se ela não reagisse com isso, seria o fim.  Eu estava observando tudo de fora, com o Ryan, Chaz e Chris. Não sei onde estava a Lilly. Mas ela agora aqui não seria uma má idéia. Eu via seu corpo subir e descer com o impacto daquele aparelho, mas nada dela reagir. Eu não queria pensar o pior, mas eu estava vendo o pior. Eu não quero que ela vá, a quero aqui, mesmo ela longe de mim, mesmo implicando como sempre, mesmo me tirando do sério, mais eu a quero aqui. Comigo. Ela não pode ir, não pode. Pra completar aquele barulho irritante dos infernos de “piiiiii” não parava um segundo, pensei que só tivesse isso em Hospitais. E isso indicava também que ela não reagia. E eu me desesperava.

- Ela vai conseguir cara. Ela é forte. – Ryan disse batendo em meu ombro enquanto eu não desgrudava meus olhos da ambulância ali na nossa frente.

Com a queda, havia alguns machucados em mim. Mas nada disso importava.

- Jason irá se orgulhar da mãe que teve. – Chris disse.

Ele estava falando realmente como se ela estivesse morta.

- ELA NÃO VAI MORRER PORRA. NÃO VAI ! E VOCÊS, FAÇAM ESSA MERDA DIREITO, SE ELA MORRER, VOCÊS MORREM JUNTO. – gritei passando minhas mãos nos meus cabelos desesperadamente.

- Calma cara. Eles estão fazendo o que podem. – Chaz disse.

- Isso não é o bastante. – respondi.

- Senhor, ela não reage. – o médico filho da puta disse de dentro da ambulância.

- Como não? – disse e entrei lá dentro. – Larga essa merda. – disse e peguei o aparelho de sua mão. – Coloquem no máximo.

- Mais senhor...

- Mais senhor é o caralho, façam logo o que eu estou mandando ou morrem eletrocutados.

Disse e os enfermeiros bostinhas engoliram a seco. Fizeram o que eu pedi ,e ssa era a última tentativa. E eu estava apostando todas as minhas fichas nela. Aproximei o aparelho do peito da Mellanie e encostei, seu corpo subiu à proporção que eu levantei o desfibrilador, finalmente aquele barulho terminou, olhei para  um pequena tela ao lado que marcava seus batimentos, eles haviam voltado, só que fracos, respirei fundo aliviado e logo colocaram a máscara de oxigênio de novo.

- Graças a Deus... – murmurei e me levantei pra eles terminarem o trabalho deles.

- Justin cara, ligaram da sua casa e falaram que Jason não dormiu ainda chorando sem parar. – Chris disse.

- Ai meu Senhor, nem acredito que estou passando por isso. – disse passando a mão no rosto. – Manda aquela merda de empregada ou babá sei lá, cuidar dele. É pra isso que aquelas putas são pagas.

- Mais elas fazem isso desde as 10 horas da noite, são quase 3 da manhã cara. – Chaz respondeu.

- E vocês querem que eu faça o quê? – resmunguei e suspirei. Essa vida de pai não é fácil. – Porque não vai um de vocês colocar ele pra dormir, que porra.

- Porque o pai é você. – Ryan respondeu.

- Até parece que eu não sei. – disse. – Liga pra lá, e diz pra vagaba da empregada passar o celular pra ele.

- É serio que vai falar com o Jason por celular? – Chris perguntou.

- Quer que eu fale como? Por pensamentos? – bufei.

- Foi mal cara. – Chris disse levantando os braços.

Ryan discou alguns números no celular do Chaz. Porque foi tudo por água a baixo, literalmente, quando caímos no rio. Ele me passou o celular.

- Passa o celular pro Jason. – falei pra empregada, ríspido.

- Ele não para de chorar senhor... – ela tentou se explicar, essas putas são surdas ou o quê?
Me afastei um pouco dos meninos.

- Você ouviu o que eu disse? Falei pra passar pra ele, caralho. Vai logo e coloca no viva voz.

- Sim senhor.

Ouvi os gritos do Jason se aproximar.

- Jason. – disse e ele parou de gritar. – O que você tem cara? Já passou da hora de dormir.

- Eu quelo a minha mãe. Eu to cum medo papai.

Sabe, você pode ser a pior pessoa do mundo. Mas quando é chamado de “pai”, “ papai” parece que tudo em volta fica melhor, tudo muda. É tão estranho, mas bom ao mesmo tempo.

- Medo de quê? – perguntei calmo.

- Naum sei. – ele respondeu. Crianças. – Cadê a minha mamãe? Ela complou meu plesente?

- Ela comprou sim. Mas ela disse que só vai te dar se você for dormir agora.

- Ela tá ai? Quelo falar com ela.

- Campeão, sua mãe não pode falar agora.

- Cadê vuxê papai? Naum tá lá no carto, naum tá no clitólio, só vou dormir quando vuxê apalecer.

Ri da teimosia desse menino. Ele tem a quem puxar.

- Faz o seguinte. Fica ai no seu quarto e expulsa essa babá feia daí, assiste um desenho que daqui a pouco o papai chega ai, tá bom?

- Vai demolar?

- Não vou.

- Tlás a mamãe?

- Levo. Mas vou te contar um segredo da mamãe quando chegar ai. Agora vai fazer o que eu te falei, daqui a pouco estou em casa.

- Papai.

- Oi.

- To cum fome.  – ele disse e ri fraco.

- Pede pra alguém fazer comida pra você cara, eu tenho que desligar agora. Até já.

- Tiau.

Desliguei. Jason é um caso super sério.  Cheguei perto dos meninos e dei o celular para o Chaz.

- O que ele queria? – Chris perguntou.

- Queria nada. Coisas de crianças. – dei de ombros. - Escutem, amanhã vamos dar um fim logo no Luc e depois no Hugo, vou caçar aquele desgraçado até no inferno.

- Pode deixar com a gente. – Ryan disse.

Ficamos na espera lá naquela pista, só Deus sabe aonde. Depois o médico me chamou falando que havia retirado a bala e que Mellanie estava com febre. Quando eu digo que ela não tem sorte, vocês não acreditam. Mas a notícia boa, é que ela já podia ir para casa, porém ia ficar tomando soro e ficar na máscara de oxigênio. Menos mal. Fui na ambulância, e os moleques nos carros. Demorou um pouco para chegarmos em casa, Mellanie ainda estava desacordada por conta dos remédios que tinha tomado, foi difícil colocá-la lá em cima, coloquei no meu quarto, os enfermeiros ajeitaram tudo. Banho, só amanhã quando ela acordar. Paguei o médico e eles se mandaram.

- Ryan, cadê a Lilly? – perguntei.

- Cara, eu tive que dopar a garota. Ela ficou desesperada quando viu o carro de vocês despencando. – Chaz disse.

- Você é maluco, Chaz? – Chris disse.

- Relaxa, ela vai acordar só amanhã. Em falar nisso, estou vazando, foi muita coisa para um dia só. Amanhã, quer dizer, mais tarde eu colo aqui. – Chaz disse e fizemos nosso toque.

- Também estou indo cara. Dê notícias da Mellanie. – Chris disse e assenti com a cabeça.

- Eu também preciso descansar. Tchau pra vocês. – Ryan disse.

- Deixem de nhem nhem nhem e caiam fora logo. – disse e eles riram.

- Nossa que simpático. – Ryan disse e dei um dedo do meio para ele.

Eles vazaram do quarto e respirei fundo. Ainda tinha que ir ver o Jason, meu senhor. Espero que ele esteja dormindo, amém. Deixei os abajures ligados e saí do quarto, caminhei até o quarto onde Mellanie ficava, abri a porta devagar na esperança de encontrar Jason dormindo, e num é que ele ainda estava acordado? Devem ter pregado os olhos dessa criança. Ele estava tomando algo em uma mamadeira, meio deitado brincando com um dos pés.
- Nem acredito que ainda está acordado Jason ! – disse em um tom bravo. Só mentira.

- Papaaaaai. – ele largou a mamadeira e veio correndo de um jeito engraçado com seu pijama de dinossauros.

Me abaixei e peguei nos braços.

- Já cheguei, agora vai dormir.

Eu disse. Mas do jeito que ele estava grudado no meu pescoço, seria difícil.

- Cadê mamãe? – perguntou.

- Ela já está dormindo, só falta você aqui. – disse e fui desligar a TV. – Que feio em, homenzinhos não usam mamadeira.

- Naum usei, só peguei emplestada. – ele disse e ri fraco.

Ele tem que ser mesmo meu filho pra ser zoeiro assim.

- Quelo durmir com a mamãe. – ele disse quando saímos do quarto.

- Mas não pode se mexer muito. A mamãe tá um pouquinho doente,ok ?

- Tá dodói? É só dá um bejim que passa papai.

- Mais não passa só com um beijo Jason.

- Com dois. – ele fez dois com os dedos e eu ri.

- Talvez.

Entramos no quarto e vi a alegria do Jason quando viu sua mãe.

- Não faz barulho. Fica aqui deitadinho que eu vou tomar banho, já volto. – o coloquei do outro lado da cama.

Ele concordou com a cabeça e fui pro banheiro. Tirei aquelas roupas que estavam maltrapilhas e tomei um banho relaxante. Alguns machucados arderam pra porra. Me enxuguei e vesti uma boxer e uma calça de moletom pra dormir. Jason estava deitado de barriga pra baixo de olhos fechados e com uma mão cheia com os cabelos da Mellanie brincando, seus pés não paravam um segundo, balançando pra lá e pra cá. Ri fraco da cena e deitei ao lado dele. Resumindo. Ele estava no meio da cama, pegando todo o espaço. Mellanie e eu na ponta.

- Já dormiu? – perguntei e ouvi a risadinha do Jason.

- To duminu.

- Ótimo. – respondi e fechei os olhos me enrolando.

Hoje foi um grande dia. Quer dizer, um péssimo dia. Espero que amanhã seja melhor que hoje.

- Papai. – ouvi Jason, e eu pensando que ele já estava dormindo.

- Cadê meu plesente? – ele perguntou.

- Jason ! Vá dormir !

(...)

Acordei com uma mãozinha bem no meu rosto. Era Jason, com certeza. Abri os olhos e tirei aquela mão do meu rosto. Nem sei que horas eram, tateei a mesinha do lado e encontrei um relógio, quase nove da manhã. Coloquei meus pés para fora da cama, e me espreguicei. Me levantei e fui para o banheiro, tirei a boxer e a calça e fui tomar um banho pra despertar. Saí enxugando meus cabelos do banheiro, Mellanie ainda dormia e Jason nem se fala. Fui até o closet e procurei uma roupa, me vesti em segundos e arrumei meu cabelo. Já estava pronto, sai e vi uma movimentação na cama. Mellanie estava despertando, me aproximei da cama, ela piscou os olhos diversas vezes tentando se acostumar com a claridade, que era pouca no quarto, mas irritou seus olhos.


- Você está bem? – perguntei e ela assentiu devagar com a cabeça. – Dói alguma coisa? – ela negou com a cabeça.

Não iria doer nada porque estava a base de remédios.

- Jason está dormindo do seu lado. Ele não parou de perguntar por ti um minuto se quer.

Ela deu um sorriso quase não notado.

- Alguém vai vir cuidar de você. – disse e saí.

Tinha que resolver muitas coisas. Já que Luc estava em minhas mãos, Hugo seria minha prioridade agora. Ele vai queimar no quinto dos infernos com o amiguinho dele.

(...)

Já havia passado duas semanas. Mellanie já estava recuperada e já tinha viajado com o Renan. Não gosto nada dessa idéia. Luc continuava no porão daqui, porque Mellanie queria que ela presenciasse sua morte, então tinha que esperar a folgada voltar da maldita viagem. Jason continua comigo. Porém doente, é... O garoto deu pra adoecer nesses dois dias. Fazem dois dias que ele sente febre alta, já veio médica até do inferno aqui pra consultá-lo. E a resposta é sempre a mesma: Ele sente falta de uma pessoa querida e adoeceu. Como alguém pode adoecer por isso? São dois dias sem dormir direito. E cheguei a uma conclusão. Ele não vive sem aquela vadia da Mellanie. Sem contar, que ele está mais abusado que o normal, não come direito, e fica chorando o dia inteiro. Já nem sei onde arranjo tanto paciência.

- Cara, o jeito é você fazer o que eu te falei. Jason não vai sossegar. – Ryan disse tomando uma dose enquanto estávamos no meu escritório.

- Estou vendo que é o jeito. – bufei pegando meu celular.

Mellanie’s POV

Definitivamente não tive sorte nesses dias. Quase morro duas vezes. Estou acreditando que o capeta não me quer por lá mesmo. E todas às vezes acordo na cama do Justin. Mas voltando aos dias atuais, vim para Miami com o Renan resolver algumas coisas, ele disse que só era comigo. Lilly também está viajando, foi visitar um parente. Estava em um restaurante com o Renan, depois de uma manhã cansativa assinando contratos e mais contratos. Meu celular começou a tocar, vi no visor que era um número desconhecido, quase que não atendia, mas resolvi atender.

- Alô? – disse na ligação.

- Mellanie? É o Justin. Você precisa voltar pra Los Angeles agora. – ele disse mandão. Tá certo.

- Opa opa. Me dê um motivo convincente pra voltar? Estou cuidado dos meus negócios. – disse e Renan me olhou.

- Jason está doente há dois dias.

- Você não passou na minha cara que é pai e que tem que ficar com ele? Então, o pai também cuida do filho quando ele está doente.

- E você acha que eu fiz o que durante esses dias? Ele não tem melhoras. É uma febre que não passa nunca. – ele bufou irritado.

- Eu não posso voltar para Los Angeles agora. Jason vai ficar bom logo, como obrigação de pai você deve cuidar da saúde dele.

- Ah vai tomar no seu cú Mellanie. Eu já fiz de tudo, mais o menino não fica bom. Dá pra vir logo pra cá porra? Ou quer que eu vá te buscar pelos cabelos?

- Isso é patético Justin ! Que pai de merda você é?

- Um que se preocupa com o Jason, agora você que é mãe não está nem aí. Fica ai passando pra cima e pra baixo com esse viado. – ele se referiu ao Renan. – A causa da sua febre e irritação chama-se saudades de você, sua vadia.

- Eu me preocupo com o Jason sim. Eu te falei que ele não iria agüentar ficar muito tempo longe de mim, mas você é um estúpido e não me ouviu. Essas são as conseqüências.

- Eu não quero saber de porras de conseqüências. Você vai entrar na merda de algum jatinho e vir pra cá AGORA.

- Você não manda nem no seu pau, imagine em mim.

- Não faça ir te buscar ai. – ele rosnou de raiva. – VOLTA AGORA ! – e desligou na minha cara.

- Desgraçado, filho de uma puta. – o xinguei guardando o celular.

- O que ele queria? – Renan perguntou.

- Jason está doente há dois dias, e ele quer que eu volte para Los Angeles logo.

- Que eu saiba você não é médica.

- Mas eu sou a mãe dele Renan, ele adoeceu porque sente minha falta. – suspirei.- Quero um jatinho, vou voltar para Los Angeles agora mesmo.

- E o resto dos contratos? – Renan perguntou tentando me convencer pra ficar.

- É com você. – disse.

Terminamos nosso almoço, só fui ao Hotel que estava hospedada pegar minhas coisas e peguei um jatinho de volta para Los Angeles. Cheguei completamente destruída em casa, depois de algumas horas de vôo. Tomei meu banho e era oito horas da noite, Justin ligou umas trezentas vezes, puta que pariu. Que cara chato. Terminei de me arrumar, peguei uma arma, a chave de algum carro e desci. Entrei na garagem, e saí cantando pneus. Cheguei à mansão do Justin, e liberaram a passagem. Parei em frente e desci, toquei a campainha porque sou uma moça educada. A empregada atendeu e entrei sem nem olhar pra cara dela.

- Você aqui de novo? Não sai daqui mais não é vagabunda. – isso era a boa vinda da mãe do Justin.

- Oh despacho de encruzilhada não estou falando com você. E eu venho aqui quantas vezes for preciso. – disse e ela me encarava com nojo. – Cadê o Justin?

- Veio dar outro golpe nele, vadiazinha? – Jaxon disse rindo sarcástico.

- Vou dar um golpe nas suas bolas, moleque atrevido. – bufei e subi as escadas.

Cheguei ao corredor, de longe ouvi o choro do Jason. Fui até o quarto que antes era meu, abri a porta e ele estava numa briga pra vestir a roupa com uma das empregadas, Justin estava perto da janela com o celular na mão, ele caminhava pra lá e pra cá impaciente.

- Deixa isso comigo. – disse e todos me olharam.

- Mamãe. – Jason disse, quase a voz não saia de tanto gritar. Ele estava feito um pimentão.

- Oi meu amor. – disse e fui até ele, o pegando nos braços e o abraçando. Ele realmente estava queimando em febre.

- Finalmente chegou, eu não estava agüentando mais. – Justin disse e revirei os olhos.

- Cala a boca. – disse e tentei acalmar o Jason. – Meu amor, se você deixar a mamãe te vestir, prometo que trago outro presente. – falei para Jason.

- Quelo vuxe mamãe. Naum quelo plesente. – ele apertou meu pescoço num abraço sufocante.

Olhei para Justin, que estava com os olhos fixos em mim. É tão ruim ouvir isso.

- Você tem que falar isso para o seu pai, não para mim.  – disse.

- O papai vai dexar a mamãe comigu né papai? – Jason disse entre soluços.

- Só se você ficar bom logo cara. Há dois dias que não consigo dormir. – Justin disse.

- Pode ir dormir, vou ficar aqui com ele. – respondi e Justin não disse nada.

Aproximou-se de nós e deu um beijo na testa do Jason e saiu. Coloquei Jason na cama e terminei de vestir sua roupa, o coloquei nos braços e sai do quarto, desci as escadas e passei pela sala ignorando aquele povo. Fui até a cozinha, como esperado Jason não havia comido. Dei algumas gotinhas pra baixar a febre, e fiz uma sopinha, ele comeu reclamando, mais comeu.  Depois subi com ele, deitei com ele na cama, e fiquei fazendo carinho em seus cabelos. Ele estava com a cabeça apoiada em meus seios e a mão na minha barriga. Sua testa ainda estava quente, mais tenho que esperar o efeito do remédio. Meu celular vibrou indicando uma mensagem, o peguei e era do numero do Justin. Dizia na mensagem.

Vem até aqui.

Mandei para ele.

Pensei que estivesse dormindo -,- .

Se eu estivesse dormindo, não estaria mandando mensagens. O Jason dormiu?

Olhei para Jason e ele tinha fechados os olhinhos. Mas seus dedinhos ainda se mexiam em cima da minha barriga.

Quase.

Mandei.

Quando ele dormir, vem aqui.

Bufei e coloquei o celular do lado. O que o Bieber quer dessa vez? 



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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês ♥ 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 35 - Nightclub

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Mellanie’s POV

- Eu já disse que não vou comer isso ai. – falei impaciente para Justin.

- Azar o seu, quem vai ficar com fome não sou eu mesmo. – ele deu de ombros e retirou-se do quarto.

Filho da puta, se ele pensa que vou comer essa porcaria está redondamente enganado. Nunca gostei de sopa, parece lavagem. Tudo bem que tem até umas gostosas, mais essa só de vê-la já me embrulha o estômago. Fiquei deitada encarando o teto, adoraria me levantar, mais eu estava fraca e dolorida. Preferi ficar na minha mesmo, até uma alma caridosa aparecer e me servir algo que preste. Estava quase dormindo quando ouvi uma gritaria aproximando-se do quarto, quando virei o rosto vi Lilly entrando no quarto feito um furação. Atrás dela vinha um segurança tentando impedi-la.

- Não encoste em mim porra. – ela fechou a porta com força na cara do homem que me fez rir fraco. – Ai meu Deus amiga, o que fizeram com você? – ela correu até mim e me abraçou.
Reclamei de dor e ela desfez o abraço.

- Desculpa. Eu não deveria ter te deixado sozinha, me desculpa. – ela dizia segurando em minhas mãos com um ar de tristeza.

- Está tudo bem, Lilly. O Jason está a salvo. – disse sorrindo de lado.

- Eu o vi lá em baixo. – ela sorriu, mais logo desfez o sorriso. – Ele te bateu muito né.

- Sim bateu. Faz três dias e ainda sinto dores. Parece que está tudo destruído por dentro.

- Eu sinto muito. – ela suspirou. – Não está tomando nada pra dor?

- Eu não sei. Dormi durante dois dias, eu estou sem saber de nada.

- Vamos pegar o Jason e ir embora daqui, não vou permitir que ele encoste um dedo se quer em você. 

Lilly disse confiante e me lembrei do que Justin disse. Encarei o vazio e meus olhos começaram a encher de lágrimas.

- O que houve? – Lilly perguntou me olhando preocupada.

- O Justin, ele quer tirar Jason de mim. – algumas lágrimas rolaram pela minha face e Lilly me abraçou devagar.

- Ele não pode fazer isso. Você é mãe do Jason e cuidou dele durante todo esse tempo, ele não é louco em tirar Jason de você.

- O pior que ele é Lilly, e me dói em saber que não posso fazer nada.

- Como não pode? Isso não vai ficar assim. Justin está passando dos limites, primeiro ele te bate, a culpa de você ter ido parar no hospital foi inteiramente dele, segundo quer tirar o Jason de você. Ele perdeu a noção do perigo? Filho da puta.

Lilly disse irritada. Irritação estava longe do que eu estou sentindo, sinto ódio e raiva do Justin.

- Vou chamá-lo agora e vamos resolver essa porra aqui.

Ela disse e saiu, nem me deixando falar nada. Isso vai dar merda. A fome apertou, coloquei meus pés pra fora da cama e consegui me levantar, que Deus me livre de uma tontura agora. Eu ainda estava de roupão, e ficaria assim. Fui me apoiando nas paredes até chegar ao corredor. Não estava zero de energia, mas sentia que a qualquer momento minhas pernas não agüentariam o peso do meu corpo. Os seguranças me olharam com um ponto de interrogação na testa, como aqueles que aparecem em desenhos animados quando os personagens não sabem o que fazer, mas eu devo estar tendo alucinações mesmo. Balancei a cabeça negativamente e cheguei até as escadas.

- O que pensa que está fazendo? – ouvi aquela voz atrás de mim, levei um susto enorme que tive que me apoiar pra não rolar escada a baixo. Era o Ryan.

- Ai porra. Não te interessa. – resmunguei e desci um degrau.

- Vai rolar escada a baixo assim. – Ryan disse atrás de mim.

- Já ouviu falar que vaso ruim não se quebra? Eu sou um vaso ruim. – disse e fui descendo devagar. – Onde está o Jason?

- Com o Justin.

- Ele não larga do meu filho? Que porra.

- O filho também é dele.

- Não precisa ficar me lembrando, disso eu sei.

Ele não disse mais nada e consegui chegar até o último degrau, sentindo algumas tonturas mais deu certo. Estava rezando pra não encontrar ninguém da família por aqui, não estou em condições de voar no pescoço de ninguém. Fui até a cozinha e me sentei.

- O que tem pra comer? – perguntei uma daquelas empregadas novas.

Ela disse uma porção de coisas e no final me perguntou o que eu estava fazendo na cozinha, deveria estar no quarto e bla bla blá.

- Eu que faço as perguntas aqui ok? Então faça o favor de preparar alguma coisa pra me comer, não vou comer aquela porcaria de sopa. Entendeu? – disse estressada.

Já estava com fome, com raiva e ainda vem essa bendita querendo ser o Justin da vida? Querendo me dizer o que devo fazer ou não? Dar o cú ninguém quer, mais me deixa com fome querem. Eu estava sentada mesmo assim as tonturas não passavam, as vezes minha visão ficava escura, finalmente a bendita da empregada me serviu alguma coisa para comer. Antes amarrei meus cabelos em um coque mal feito só pra não ficar no meu rosto. Ouvi uma gritaria que estava se aproximando da cozinha, se falassem baixo e devagar poderia identificar as vozes, ou eu estava tão franca que estava perdendo até os sentidos.

- Que porra é essa? – ouvi a voz do Justin.

Bufei e continuei comendo.

- Eu falei com você Mellanie. – ele disse, levantei minha visão e vi Lilly com os braços cruzados atrás do Justin, ela estava aborrecida.

- Você não falou comigo, você perguntou que porra é essa. – respondi e dei um meio sorriso de boca cheia.

- Depois você quer que eu faça um acordo com ela. – ele disse para Lilly. – Faço porra nenhuma, vai ser do jeito que eu quiser agora.

- Do que vocês estão falando? – perguntei tomando suco de laranja.

- Só nos finais de semana e pronto. – Justin disse seco para Lilly e saiu da cozinha.

- O que aconteceu? – perguntei. – Não é o que eu estou pensando é?

- Se é o que você está pensando eu não sei. Mas Justin quer que você veja Jason só nos finais de semana. – ela respondeu sentando à minha frente.

- Desgraçado. Que ódio desse infeliz. Eu não vou deixar meu filho com ele.

- Mel, eu fui falar com ele e não consegui colocar na cabeça outra forma de vocês resolverem isso. A decisão dele já está tomada.

- Mas a minha não. – disse e tomei todo o suco. – Ele vai me ouvir. – me levantei.

- Mellanie, não piore a situação, por favor.

- Não tem como ficar pior Lilly. Pra onde será que ele foi?

- Escritório eu acho.

Assenti com a cabeça e fui em direção a escada. Que sofrimento. Bufei frustrada e lá vai uma longa subida, subi devagar mesmo. Finalmente cheguei ao corredor e me direcionei até o escritório do Justin, entrei sem bater. Eu nunca bati e nem vai ser agora que vou dar uma de educada.

- Fora. – Justin disse assim que me viu entrar.

- Cala a boca. Que história é essa que eu só vou poder ver Jason nos finais de semana? – perguntei em pé, enquanto ele estava sentado em sua mesa olhando para uns papéis.

- É essa a história, não precisa saber de mais nada. Só marcar o horário pra vir vê-lo.

- Acho que eu não entendi direito. Marcar horário pra ver meu filho? Pirou de vez.?

- Você que pirou em vir me afrontar aqui depois da surra que te dei. Sabe muito bem que minha paciência com você é curtíssima, então não me estressa falou?

Engoli a seco quando ele falou da surra. Mas não vou passar o resto dos dias com medo dele. Afinal, eu sou a Mellanie Fox, e os homens fazem o que eu quero, certo? Errado. Isso não funciona com o Justin.

- EU SOU A MÃE DELE. JASON VAI FICAR COMIGO. – gritei, minha cabeça doeu um pouco e abaixei o tom de voz. – Ele não é acostumado com você. Ele precisa de mim.

- E EU SOU O PAI. JÁ DECIDI, ELE VAI FICAR COMIGO. – ele levantou-se batendo forte na mesa com as duas mãos. – Você querendo ou não. Aceita isso numa boa, ou eu juro que sumo com o Jason e você nunca, está ouvindo? Nunca vai se quer saber notícias dele.

- Você não teria essa coragem... – disse com a voz falha.

- Já te disse pra não duvidar de mim. Eu sou capaz de tudo Mellanie. Você não me conhece o suficiente. – ele disse completamente seco, sem transparecer nenhuma emoção por seus olhos. Apenas aquele olhar frio que me machucava.

- Eu odeio você, Justin Bieber.

- Foda-se. Não quero nenhum sentimento bom que venha de você. Aliás, não quero nada de você. Só quero distância, sua falsa. Some daqui, agora.

Meus olhos marejaram e encarei Justin com ódio.

- Vamos ver por quanto tempo Jason vai conseguir ficar sem mim. – falei e saí batendo a porta.

As lágrimas embaçavam a minha visão, as limpei rapidamente e voltei para o quarto onde eu estava sem saber o que fazer. Eu tinha que aceitar o que Justin propôs,ou eu ficava sem meu Jason pra sempre. Ouvi algumas batidas na porta, em seguida ela foi aberta, era Lilly com o Jason nos braços. Chorei ainda mais ao ver meu pequeno anjo, só de imaginar que vou ter que ficar longos cinco dias longe dele me dói. E muito. Ninguém pode fazer isso com uma mãe. Ele desceu de seus braços e veio até a mim, coloquei ele em meu colo e o abracei, chorando muito e molhando sua blusinha do Batman.

- Justin pediu pra trazer ele pra você se despedir. Ele quer você o mais rápido possível fora daqui Mel. – Lilly disse sentando ao meu lado.

Eu só conseguia chorar. Parecia que a dor só fazia aumentar dentro de mim, as lágrimas eram incontroláveis. Eu não podia deixar isso acontecer, eu tinha que arrumar algum jeito de levar Jason comigo. Mas não vou deixá-lo com Justin. Ele tem que viver comigo, como sempre viveu. Nem que pra isso eu tenha que dar fim no Justin. Mas agora não, eu precisava pensar em como fazer isso .

- O ti foi mamãe? – Jason perguntou depois de ter me deixado chorar horrores agarrada com ele. – Tá dodói?

Assenti com a cabeça.

- Aqui dói. – coloquei sua mãozinha no meu coração.

- Masucou? – perguntou. Nem parecia uma criança de quase três anos. Ele é mais compreensivo do que muitas pessoas por ai.

- Sim amor, está muito machucado.

- Quem masucou? – ele perguntou raivoso, tive que soltar um meio sorriso em suas lágrimas.

- Ninguém meu amor. É que a mamãe vai ter que viajar por alguns dias pra comprar um presente enorme pra você e... – algumas lágrimas rolaram. – Vou ficar com saudades, é isso.

- Quelo ir com vuxê mamãe. – ele disse com as duas mãos no meu rosto.

- Não pode bebê, é surpresa. Você vai ficar com o seu pai.

- Surpesa? – assenti com a cabeça. – Obaaa ! – ele beijou minha bochecha.

- Não vai ficar com saudades de mim? – perguntei limpando minhas lágrimas.

Lilly estava ali o tempo todo prestando atenção na nossa conversa. Sei que ela está sofrendo como eu. Ela é muito apegada ao Jason. Ele é o nosso xodó. Meu bebê.

- Vou xim. Muitão axim. – ele abriu os braços me fazendo rir.

- Promete pra mamãe que nunca vai esquecer de mim? – meus olhos marejaram de novo.
Isso está sendo tão difícil pra mim. Meu Deus, o que eu fiz pra merecer isso?

- Plometo. Plomete que vai tazer meu plesente? – ele perguntou estendendo o dedinho, não sabia se ria ou se chorava. Mas optei por fazer os dois. Agarrei seu dedinho com o meu e os beijei.

- Eu prometo. A mamãe te ama tá?

- Também amo a mamãe. – o abracei forte.

- Vou ter que ir agora amor. Vai se comportar né?

- Xim. – disse e balançou a cabeça negativamente. Como o Chavez fazia, ri fraco.

- Jason !

- Vo mamãe, vo.

- Ótimo. Agora dá aqui o beijo da mamãe.

Apontei pra minha bochecha. Ele deu um beijinho nas duas e de brinde ainda ganhei um selinho molhado. Ri e beijei sua testa.

- Vai lá com a tia Lilly.

Ele assentiu, Lilly levantou-se e pegou Jason no colo. Ele saiu do quarto me dando tchau, meu coração se partiu em mil pedaços e mais uma vez estava chorando. Eu não vou conseguir ficar sem meu filho, sem meu Jason.

(...)

Fazia apenas 24 horas que eu tinha saído da casa do Justin e que estava longe do Jason. E a saudade já batia. Queria saber como ele estava, se ele não tinha se machucado em uma das suas brincadeiras, se ele tinha comido tudo, se tinha merendado, se estava dormindo direitinho, se comportando eu sei que ele não estava porque eu conheço o filho que eu tenho. Se ele estava com saudades de mim, se ele perguntava por mim, se a víbora da Pattie e a Jazmyn não o atormentava. Se ele estava sendo bem cuidado. Acho que não, porque ninguém cuida tão bem de um filho com a própria mãe. E no caso, ninguém cuida do Jason como eu cuido. Ele não vai estar bem cem por cento, ele está longe de mim.  Eu não consegui dormir na noite anterior, meus olhos ardiam e meu corpo doía pedindo por descanso, mais eu simplesmente não conseguia. Estava à base de remédios para dor, e para desinflamar qualquer machucado interior. Lilly estava me fazendo companhia, tentando me animar. Meu corpo rejeitava qualquer tipo de comida, nada mais importava. Eu só queria meu filho, aqui comigo.

- Mel, você não pode ficar assim.

Lilly dizia. Já perdi as contas de quantas vezes ela repetia essa frase, mais ela tinha a mesma resposta.

- Não posso, mas eu vou. – abracei um travesseiro.

- Ok, já chega né. Você tem que comer, pelo amor de Deus. Jason não vai te reconhecer quando for vê-lo, faz isso pelo menos por ele. Eu sei que você está com ódio do Justin e tudo mais, mas não pode ficar nessa deprê da porra. É assim que ele quer te ver, no fundo do poço, e eu acho que não vai demorar muito. Olha pra você!

Não iria demorar mesmo. Porque eu estava definitivamente no fundo do poço.

- Eu sei Lilly, eu sei.

- Renan ligou, ele quer saber notícias de você. – ela suspirou.

- Diga que estou bem, e que continue cuidando dos negócios. Não estou com cabeça pra isso.

- Você não está com cabeça pra porra nenhuma. Não quer comer, não quer dormir. O que você quer mulher?

- EU QUERO SUMIR, É ISSO!

- Isso. Realiza o sonho do Justin. É bom que ele fica com Jason só pra ele. Está entregando o menino de mãos beijadas para ele.

- Não entreguei nada. Ele me tomou. E ainda disse que se eu tentasse algo ia sumir com o Jason. O que eu faço? Faço nada, fico aqui obedecendo as ordens daquele filho de uma égua como uma cachorra na coleira.

- Estou cansada de discutir isso com você. Olha, eu sou sua amiga e eu só quero o seu bem. Creio que você também quer o meu então come pelo menos, você vai estar me fazendo um bem danado. Por favor, Mel.

Bufei inconformada. Lilly tinha razão. Não posso ficar nessa. Jason precisa de mim, e vou buscá-lo. Nem que Justin vá até o inferno, mais eu vou lá. Ela foi até a cozinha pegar algo para eu comer, já que concordei em comer algo. Não demorou muito e ela chegou com uma bandeja cheia de coisas dentro, e um suco de laranja. O copo era enorme, só pra constar.

- Olha a Rose fez tudo isso aí, e ela disse que é pra comer tudo pra você ficar boazinha logo. 
– Lilly disse.

- Não vou comer tudo. Mas está com uma cara ótima.

- Não só a cara como o sabor também. Come, só vou sair daqui depois que você comer.

- Nossa, quer dá uma de mãe agora é?

- Pretendo. – ela disse e ri fraco indo comer alguma coisa.

A comida estava realmente gostosa. Mas não entrou muita coisa no meu estômago, Lilly me obrigou aquele a tomar todo aquele suco de laranja, tenho certeza que tinha algo a mais ali, pois comecei a ficar logo sonolenta. Nem vi quando ela saiu com todas aquelas coisas.

(...)

Quarta-feira, e Lilly me convenceu sair de casa. É, não sei como ela conseguiu. Nem preciso falar da saudade enorme que eu estou de Jason. Nem ligar Justin deixa pra saber como ele estava. Filho da puta. Acho que se ele aparecesse aqui na minha frente, eu esqueceria a surra que ele me deu e encheria ele de porrada. Vamos ver se ele é homem o suficiente. Eu tinha que me distrair com alguma coisa, então Lilly escolheu uma boate para irmos. Não vou beber, nem nada. Só não quero ficar em casa, com todos os meus pensamentos voltados para Jason. Eu estava no banheiro terminando de arrumar o cabelo enquanto ela ficava me apressando.

- Calma tô terminando. – respondi e dei uma última olhada no espelho saindo do banheiro.

- Amém. Vamos logo. – ela pegou em meu braço e saiu me arrastando, só deu tempo pegar minha bolsa, meu celular e uma pequena faca que a carrego dentro da bolsa.

Não sou de me gabar muito, mas estávamos lindas. Eu vestia um vestido rosa bebê colado no corpo, um pouco curto mostrando minhas pernas e destacando minhas curvas, meus seios quase saltavam do decote enorme pra fora. Tinha alguns detalhes brilhantes no vestido, e meu salto preto enorme. Meu cabelo estava solto, apenas jogado para o lado. Em falar nisso, ele está enorme, batendo na bunda. Uma maquiagem bonitinha e um batom vermelho destacando meus lábios. Lilly vestia um vestido cinza, onde no meio era meio transparente, dos seios até o umbigo, seus seios estavam dando oi pra qualquer um que olhassem, espremidos iguais aos meus. Vestido colado e curto, e um salto alto na mesma cor do vestido, seu cabelo estava solto também, com uma maquiagem destacando mais os olhos, e um batom neutro. Estávamos lindas.

Escolhi um dos meus carros, o mais chamativo que tenho e o mais caro. Entrei e tirei meu salto porque dirigir com salto é foda. Liguei o carro, manobrei na garagem e saí passando pelo portão. Pisei fundo no acelerador e Lilly ia me indicando o caminho, mesmo tendo GPS. Não curto muito essas merdas. Em frente a boate estava completamente lotado, muitos carros luxuosos e umas putinhas encostados neles. Deduzi que aqui deve freqüentar bastante guri metido a cafetão. Estacionei bem na frente arrancando olhares de todos que estavam na fila pra entrar, calcei meus saltos e saí com a Lilly, logo veio um carinha e o paguei pra olhar meu carro. Recebemos alguns elogios maliciosos como sempre, mais eu ignorei porque hoje não to nem ai pra vida. Fomos até a entrada e uma muralha nos encarou com as sobrancelhas erguidas.

- Tem que esperar na fila, moças. – ele disse.

- Olha pra mim, e vê se eu tenho cara de esperar na fila? Libera logo a passagem porra. – Lilly disse me fazendo rir fraco.

- Epa docinho, quem é você pra falar assim comigo? – ele disse mudando o tom de voz.

- Ela é a amiga da Mellanie Fox. Então você vai liberar a porra da passagem caladinho ok?

- M-Mellanie Fox? – ele perguntou incrédulo.

- A mesma queridinho. Sai do meio.

Disse e passamos esbarrando nele. Rimos ao chegarmos lá dentro. A boate estava cheia, pelo o que a Lilly disse, era DJ novo na área. Ele deve ser muito bom, porque estava bombando. As luzes coloridas quase me deixavam cega. Arrastei Lilly até o bar porque eu estava morrendo de sede, sentamos e o barman gatinho veio nos atender.

- O que desejam, senhoritas? – perguntou e vi a Lilly sorrir maliciosamente para ele, ri dando uma cotovelada nela. 

- Eu quero você. – Lilly disse e gargalhei alto. Ela riu também e o garçom ficou totalmente sem graça. – Brincadeira lindinho. Uma dose de Martini, por favor, com cereja.

- Sim senhora. – ele sorriu sem graça. – E você? – me perguntou.

- Um copo com água.

Ele arregalou os olhos achando estranho o pedido.

- Água? – Lilly perguntou me olhando.

- Eu estou com sede poxa.

- Tá né. – ela deu de ombros e o garçom foi pegar as bebidas.

Nos viramos e ficamos olhando para a pista de dança olhando aquele povo transando com roupas, porque aquilo não parecia nada com uma simples dança. Nossas bebidas chegaram e resolvemos subir para a área vip, mais tarde damos um pulo aqui.

Justin’s POV

Depois de um dia cansativo, resolvendo mil e uma coisas, já que esses caras não resolvem nada direito, Chaz deu a idéia de irmos para uma boate que ele freqüenta às vezes. Concordamos. Nos arrumamos e partimos em direção a tal boate, só quero que seja boa mesmo, porque não estou afim de dar viagem perdida. Quando o segurança soube que era eu logo liberou a passagem, até parece que Justin Bieber vai ficar na fila pra entrar em qualquer lugar que seja eu entro e pronto, não tem essa de ficar esperando. Realmente, a boate estava lotada. Passamos logo para a área vip, não me misturo com essa gentinha baixa. Quando entramos tinha umas gostosas lá, digo, vadias. Sentamos nos sofás e logo veio um garçom nos servir, não estava a fim de encher a cara, mas também não queria ficar em casa. Tenho certeza que Jason estaria acordado perguntando pela a mãe, esses dias ele tá dando um trabalho pra dormir, puta que pariu. Os moleques não paravam de conversar um minuto, nem dava pra acompanhar o ritmo da conversa já que eu estava com os pensamentos longe.

- Justin! – vi uma mão passar na minha frente, despertei do transe.

- Que é porra? – perguntei tomando meu ice.

- Olha lá. Não lembra ninguém? – Chris disse apontando pra duas gostosas escoradas na grade olhando para baixo, elas estavam de costas.

- Não. – respondi e continuei olhando.

- Como não cara? Aqueles cabelos, aquelas pernas, aquela bunda, puta que pariu...

Olhei novamente.

- Caralho, a Mellanie? – perguntei sem acreditar.

Essa vagabunda não deveria estar em casa chorando rios e mares porque estou com o Jason? E eu pensando que ela iria sofrer com isso, que nada. Ela está aqui enchendo a cara e se exigindo, que vadia.

- Ela e a Lilly. – Ryan concluiu.

- Só pode ser um azar muito grande em encontrar essas duas aqui. – bufei tomando um gole.

- Ou uma coincidência muito grande. – Chaz falou.

- Coincidência é uma porra. É sacanagem, isso sim. – falei.

- Mas vamos ficar aqui de boa, elas não viram a gente. – Ryan disse.

- Se ver, foda-se também. – dei de ombros.

Foda-se mesmo. Eu não estava nem aí para a Mellanie, por mim ela faz o que quiser da vida dela, até que começou a tocar Sexy Bitch, repito, sacanagem de novo. E pra completar elas começaram a dançar, eu não conseguia desgrudar os olhos do corpo daquela vadia, ela dançava como dançou naquele dia pra mim.

- Ah vá tomar no cú. – murmurei e peguei um saquinho de cocaína no bolso e joguei em cima da mesa.

- Mais já Bieber? – Ryan perguntou.

- Fica na sua vacilão. – respondi e tirei uma cédula do bolso, fiz as carreirinhas e inalei todas.

Funguei e passei a mão no nariz. Elas continuavam dançando, minha atenção era tomada pela Mellanie, ela ria como se não estivesse nem aí pra vida. Como não? Eu estou com o Jason, quero a ver sofrendo porra. Porque ela ri? Quero que ela chore e sofra, pra descontar o que ela fez comigo. Pedi uma dose de Vodka pura, a tomei duma vez, desceu queimando tudo, apareceu umas vadias no inferno e ficaram rebolando na nossa frente semi nuas, eu aqui de boa tendo uma visão ótima da Mellanie requebrando e aparece um tribufu desse. A música terminou e vi Mellanie falar algo para a Lilly, não consegui ler seus lábios por causa da distância, logo ela saiu deixando Lilly lá ainda dançando.

- Sai do meio, porra. – disse emburrando uma vadia e me levantando.

- Vai pra onde cara? – Chaz perguntou.

- Vou me punhetar quer fazer isso pra mim?

- Wow, não ta mais aqui quem falou estressado. – Chaz disse e ignorei seu comentário.

Saí da área vip e consegui ver Mellanie andar no meio da multidão. Não sei por que estou fazendo isso, mas resolvi segui-la, a atormentar um pouco essa noite não vai fazer mal algum. Ela entrou no banheiro feminino, tinha uma vadia querendo entrar, a tirei do meio de fechei a porta do banheiro. Mellanie deve ter entrado em um dos box, me escorei no mármore daquela pia grande de costas para o espelho enorme também, ouvi a descarga e a porta ser aberta, ela levantou a visão e tomou um susto ao me ver, sorri sínico para ela esperando sua reação.

Mellanie’s POV

Acho que eu tomei água demais porque me deu uma vontade imensa de ir ao banheiro. Deixei Lilly dançando lá sozinha e fui ao banheiro, graças a Deus não estava agüentando mais. Abri a porta e dei de cara com o Justin, levei um susto da porra. O que ele está fazendo aqui? Preferi fingir que não tinha o visto e me direcionei até a porta, girei o trinco e aquela merda estava fechada.

- Não adianta, estou com a chave. – ele disse e balançou no ar.

- O que você quer? – perguntei o encarando.

Suas narinas estavam vermelhas, ele havia se drogado.

- Eu estava pensando que você estava em casa chorando, sofrendo porque eu estou com o Jason, mas não, vem aqui encher a cara e dançar como uma vadia.

Ele começou com as provocações.

- Quer que eu passe o resto dos dias chorando? Eu não vi encher a cara porra nenhuma, a única coisa que tomei foi água e não te interessa como eu danço, ah e quer saber não vou ficar dando satisfação da minha vida pra você. Me dá logo a merda da chave.

Disse estressada e ele riu sínico.

- Jason nem sente sua falta.

- Mentira. Claro que ele sente.

- Ele nem pergunta por você.

- Pergunta sim porra. Para com isso. – disse passando a mão nos cabelos.

Justin sabe fuder com um psicológico da pessoa.

- Ele já esqueceu até que você existe. Ele está bem melhor comigo, Mellanie.

- É mentira sua. Eu conheço o Jason.

- Pergunte aos moleques, eles estão lá perto onde você estava requebrando com a Lilly.

- Não vou perguntar nada, abre essa porta. Não quero mais olhar pra sua cara. – disse com raiva.

Justin é um filho da puta. O que custava ficar na dele nessa merda de boate? Ele tem que vir aqui encher meu saco e estragar minha noite.

- Estou apenas falando as verdades, Jason vai te esquecer. Ele só tem dois anos e vai aprender muito comigo. – ele sorriu sínico.

A minha raiva só aumentava.

- Cala a boca. – disse entre dentes.

Ia acertar um tapa no rosto dele, mais fui parada por batidas fortes na porta que estava trancada. Eu e Justin olhamos na mesma hora para lá, uma pessoa “normal” não causaria todo esse escândalo.

- Bieber, sabemos que você está ai junto com a vadia. – ouvimos os gritos, era Hugo.

Pelo o que eu sei Luc está trancado no porão do Justin. Não sei o que ele pretende fazer com ele, mas tudo bem. Só não o quero solto por aí.

- Abre logo essa merda e vamos conversar civilizadamente. – Hugo disse, sentia a ironia em sua voz.

- Puta merda. – Justin disse e passou as mãos na cintura. – Deixei a arma em cima da mesa, porra.

- E tu acha mesmo que eu trouxe uma? – perguntei já estressada.

- Cala a boca eu estou pensando. – ele disse passando a mão entre os cabelos.

Por isso que não gosto de sair sem uma arma.

- Enquanto você pensa ele está quase arrombando essa porra. – respondi.

- Vem logo. – ele pegou em minha mão puxando até o último box.

Fiquei sem entender nada. Ele subiu no vaso mesmo aberto, colocando os pés de um lado e no outro, e esticou a mão pra eu segurar.

- O que você vai fazer?

- Você pergunta demais porra, sobe logo.

Peguei na mão dele e coloquei o pé no vaso, esses saltos não ajudam muito. Tentei me equilibrar naquela merda sem encostar no Justin, estou com ódio dele ok? Mas com aquele salto fino não ajudava nada.

- Estou escorregando. – disse baixinho enquanto as pancadas na porta aumentavam.

- Segura caralho. – ele disse segurando forte em minha cintura, enquanto ele se apoiava na parede também. – Agora cala a boca e escuta.

Desviei minha atenção dos seus olhos, porque não estava gostando dessa aproximação.

- Estamos em desvantagem, eles provavelmente estão armados até os dentes e você tem que cooperar comigo. Use esse canivete que está preso na sua perna, eu me viro.

- Como sabe que estou com um canivete? – perguntei, na verdade eu estava.

Ele estava preso em minha coxa com uma liga.

- Isso não interessa. Se livra desses saltos, daqui a pouco vão arrombar essa porta.

- Isso não vai dar certo.

- Faz o que eu to mandando. – ele disse e o encarei.

Respirei fundo e assenti. Nossas vidas estavam em jogo agora. Me apoiei nele e tirei os saltos, segurei nas mãos e ouvimos a porta ser arrombada.

- Sei que vocês estão aqui. – Hugo dizia e podia ouvir passos se aproximar. – Apareçam seus covardes.

Podia ouvir as outras portas dos boxes serem abertas com brutalidade.

- Me solta. – Justin disse baixinho.

Me soltei dele e tentei me equilibrar ali em cima. Então nossa porta foi aberta e era Hugo, Justin acertou um chute em cheio no seu rosto que o fez cair batendo a cabeça na parede, desci do vaso e peguei a arma que Hugo tinha deixado cair. Justin acertava ele com toda a força, levantei a visão e dei de cara com três brutamontes. Fudeu. Eles também estavam armados.

- Não se aproximem. – disse os olhando e eles riram.

- Você está em desvantagem mocinha. – um deles disse.

Justin ficou do meu lado, dei uma leve olhada e vi Hugo inconsciente, que frangote.

- Atira. – Justin sussurrou e senti ele passar a mão na minha coxa pegando o canivete discretamente.

 - E você? – perguntei.

- Atira logo porra.

Atirei em um dos grandalhões em minha frente e logo o outro foi disparando. Vai ser ruim de mira assim na puta que pariu. Justin jogou o canivete, acertando o olho de um. Já estava um morto no chão do tiro que eu dei, Justin socou o outro cara, mais ele me acertou na barriga, coloquei a mão em cima e ela veio ensopada de sangue. Droga. Mesmo sentindo dor atirei logo no outro que Justin estava socando, em seguida larguei a arma me apoiando na pia.

Justin’s POV

Estava terminando de socar o cara, é muito filho da puta mesmo ter que atrapalhar minha noite. Vi ele cair morto no chão, Mellanie tinha o acertado, me virei e ela estava encostada na pia já pálida com a mão na barriga, ela estava sangrando.

- Droga. – murmurei.

Fui até ela e tirei sua mão do local que estava sangrando, tinha acertado em cheio. Estou começando a achar que essa vida não é pra ela. Mellanie sempre se fode, sempre é acertada, apesar da sua mira ser impecável.

- Consegue andar? – perguntei e ela assentiu com a cabeça. – Vamos sair daqui, se apoia em mim.

Coloquei seu braço por cima dos meus ombros e coloquei minha mão por cima do ferimento, ela gemeu de dor. Conseguimos sair do banheiro, e todos olhavam assustados, encontramos Ryan no meio do caminho.

- O que foi isso bro? – ele perguntou.

- Hugo. Preciso de um médico, agora. – falei.

- Chama a Lilly. – Mellanie disse, seu corpo começava a ficar mole, suas pernas não a agüentava mais. – Ela me leva pro Hospital. – ela disse antes de desmaiar.

- Que porra. – disse. – Vai logo Ryan, caralho. – disse estressado.

Peguei Mellanie nos braços e caminhei em direção a saída. Cheguei até meu carro e abri a porta de trás a colocando lá. Logo vi Ryan, Chaz, Chris e Lilly correndo em minha direção.

- Meu Deus, o que houve? – Lilly perguntou.

- Não vou explicar nada agora. – disse e tirei meu casaco de couro em seguida tirando a camisa que eu estava vestindo, a rasguei e amarrei na cintura da Mellanie, ela não podia perder muito sangue.

Ela não é muito sortuda, puta que pariu. O foda é que se acontecer algo de ruim com ela, vou me sentir culpado pelo resto da vida.


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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês ♥