Fanfics - Justin Bieber

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dangerous Life 2° - Capítulo 15 - Sorry love

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Fiquei pelo menos uns dez minutos debaixo do chuveiro. Eu sou uma safada, meu Deus. Que vergonha ficar sonhando essas coisas. Me enrolei em um roupão, peguei uma toalha e sequei meus cabelos enquanto eu me olhava no espelho do banheiro. Penteei meus cabelos e saí do banheiro, fui até o closet, peguei uma calcinha e a vesti. Me virei em frente ao espelho para ver como estava minhas costas, aparentemente bem. As marcas estavam quase imperceptíveis. Coloquei o roupão novamente, saí do closet e caminhei até janela, puxei uma cadeira que havia ali e me sentei olhando pra fora, vendo o tempo passar e sentindo o frio da madrugada. Fiquei encarando o nada, até sentir meus olhos pesarem. 

Acordei com a claridade batendo em meu rosto, me espreguicei, havia dormido sentada, que ótimo. Me levantei ajeitando meu roupão, Justin ainda dormia. Fui escovar meus dentes, depois vesti uma roupa, e coloquei um sneaker, que faz um tempão que não uso. Enquanto dava um jeito no meu cabelo, um furacão entrou no quarto, furacão Jason.

- Mamãaaae! – ele chegou gritando.

- Bom dia meu príncipe. Quem abriu a porta pra você? – perguntei enquanto o colocava em meu colo e o beijava.

- Tia Jaz. – ele disse.

- Você acordou tão cedo hoje bebê. – penteei seus cabelos com a escova que estava usando.

Penteei pro lado, ele foi e desarrumou de novo. Ri dele e deixei como estava.

- Papai tá dormindo? – ele perguntou e assenti. – Vou codá ele.

O coloquei no chão e Jason escalou a cama. Poucos segundos ouvi Justin conversando com o Jason. Terminei de me arrumar e fui atrás da minha bolsa, recarreguei minha arma e pronto.

- Jason, já tomou café? – o perguntei enquanto terminava de colocar meus brincos.

Justin me olhou por alguns segundos e levantou-se, indo em direção ao banheiro.

- Não, quelo comer. – ele estendeu os braços para que o pegasse.

- Você pesa sabia? – o peguei nos braços e ele deu um sorrisinho.

- Mamãe linda! – ele disse e beijou minha bochecha. Me derreti.

(...)

Cheguei ao galpão às 8:46, porque fiquei esperando a professora do Jason chegar, conversei com ela pra saber como ele estava. As garotas já estavam lá há um bom tempo, estacionei meu carro e desci. Alguns seguranças me desejaram bom dia e entrei, vi alguns caminhões sendo descarregados e capangas vistoriando tudo. Pelo visto, as coisas andam normal por aqui. Fui direto para a minha sala, encontrei com Cait e Lilly conversando.

- A Emily nos trouxe novas rotas. – Lilly disse assim que entrei.

- Trouxe? Que milagre foi esse que o Renan saiu do pé dela? – perguntei colocando minha bolsa em cima da mesa.

- Ela foi deixar no meu apartamento às 3:00 da manhã, tem noção? Quase que a surrei por ter me acordado àquela hora. – Lilly disse bravinha.

- Caramba! – disse. – Mas enfim, já repassou pra todo mundo?

- Estávamos esperando você chegar. – Cait disse. – Aliás, você tem reunião hoje às 10:20 da manhã com seus fornecedores do zona Sul.

- Fala sério. – revirei os olhos. – O que eles querem?

- Não faço a mínima idéia. – Cait respondeu. – Vou confirmar a sua presença my lady.

- Idiota. – disse e ela deu risada.

- Aaaah você não sabe da nova, conta pra ela Lilly. – Cait disse enquanto digitava no seu Iphone capinha rosa feat strass.

- Me contem. – disse curiosa ligando meu Mac.

- O Ryan foi ao meu apartamento ontem. – ela disse com desgosto e dei risada.

- Mentira! O que ele queria? – perguntei a olhando.

- Aquela velha história “Não acredito que você fez isso comigo” e blá blá blá. Ele fez coisa pior comigo e com você e mesmo assim não armei barraco. – Lilly disse.

- Nossa que idiota. E o que você fez?

- Eu fechei a porta na cara dele e fui teclar com a Cait. – ela deu de ombros e dei risada.

- Coisa bem feita. – respondi. – Olhem só essas belezinhas que eu comprei, mandei embainhá-las a ouro. – mostrei o Mac pra elas.

- Que humilde você amiga. – Cait disse. – São lindas mesmo. De onde tirou essa idéia de banhar a ouro uma arma?

- O Justin tem uma, e sou apaixonada por ela. – respondi sorrindo. – Olha como ela é linda. – mostrei uma foto no meu celular, tinha tirado há algum tempo.

- Tenho que concordar que o idiota lá tem bom gosto. – Lilly disse. – Mas a sua é desse jeito?

- Não, tem o meu toque é claro. – disse me gabando.

- E as balas vão ser de ouro também? – Cait fez a infeliz piada.

- Quer que eu dê risada pra não perder a amizade? – perguntei e ela riu.

- Não. – ela disse revirando os olhos.

- Ok, vamos cuidar. – Lilly disse levantando-se. – Temos que repassar logo essas rotas.

- Bora! – respondi e me levantei.

Saímos da sala e caminhamos até onde os capangas estavam, em monte sem fazer nada.

- Acabou a moleza. – disse chamando a atenção de todos, que pararam o que estavam fazendo para me olhar. – Vocês que ainda estão descarregando, podem continuar. – disse e assim fizeram.

- O que temos pra hoje, chefe? – um deles perguntou.

- Primeiro quero saber se já passaram pra recolher a grana nas esquinas onde tem aqueles marginais.

- Sim passamos. Aqui está. – ele vinha com uma maleta que obviamente tinha dinheiro dentro.

- Entrega pra Lilly. – disse e ele entregou.

- Quanto tem aqui? – Lilly perguntou.

- Não contei senhora.

- Da próxima vez contem, não quero ter esse trabalho. – ela disse e ri, como ela é preguiçosa.

- Novamente, estamos aqui com novas rotas e vamos repassar pra vocês. É no mesmo esquema, formem grupos com um cabeça e venham falar comigo, e os cabeças  depois repassem para os demais. – disse e eles assentiram com a cabeça. – Claro que nem todos vão agir na hora de pegar o carregamento, mais da metade vai ficar na espreita caso algo dê errado, entendido?

- Sim senhora. – eles responderam.

- Ótimo, dou cinco minutos pra formar os grupos. – respondi e eles começaram a conversar entre si.

- Cait, tem mais cópias dessas rotas? – perguntei olhando os papéis que estavam com a Lilly.

- Tem, vou buscar. – ela foi para a sala e em instantes voltou com as cópias.

Tempo encerrado, os cabeças dos grupos vieram falar comigo, expliquei pra eles como seria, não tinha muito segredo, era só ir para o lugar que estava na rota, se esconder e agir na hora exata. Em um carregamento, o máximo de homens que vão no caminhão, são dois. E na escolta, três. Seria fácil pegar esse carregamento de maconha. Aliás, esse filho da puta do Renan só vende maconha? Já basta o carregamento que roubei dele, de péssima qualidade. Tudo repassado, eles começaram a agir, os caminhões de Renan iriam passar nas rotas às 11:00 e dessa vez era um pouco longe daqui, quase do outro lado da cidade, em estradas de terra que eu nem sabia que existiam. Saíram cinco grupos de dez capangas, era o bastante. E o resto continuou fazendo seus afazeres de sempre, vigiando o galpão, arrumando e separando os quilos de maconha, ensacando cocaína e cobrando quem me deve. Voltei com Lilly e Cait para nossa sala, elas começaram a contar a grana enquanto eu vasculhava algumas coisas na internet, então alguém bateu na porta.

- Entra! – disse.

Um capanga passou pela porta com uma caixa média nas mãos.

- Aqui suas armas senhora. – ele disse.

- Ok, pode sair. – disse e ele colocou a caixa em cima da minha mesa depois saiu.

Fui abrindo a caixa, e retirei de lá minha maleta. Meus olhos brilharam quando vi aquela belezura.

- Ah vadia não acredito, Louis Vuitton? – Lilly perguntou olhando.

- Eu disse que eram lindas. – disse abrindo e me deparando com minhas belezinhas. Quatro armas banhadas a ouro com a marca Louis Vuitton estampada em cada uma delas.

- Caralho, imagino a fortuna dessas armas. – Cait disse.

- Me apaixonei. – disse pegando e verificando as armas.

- Tenho que concordar que são fodas e que você é louca. – Lilly disse.

- Qual é gente, não vêem como estou feliz? – disse sorrindo.

- Mellanie, tu é uma vadia de luxo, isso sim. – Lilly disse e dei risada.

- Sempre. – sorri. – Enquanto vocês contam isso aí, vou responder esses e-mails aqui.

- E-mails de quem? – Cait perguntou.

- De pessoas interessadas em fazer negócios, acredita que tem um do Brasil? – disse impressionada.

- Do Brasil? Caralho, longe em. – Lilly disse parando de contar o dinheiro e me olhando. – Vai responder?

- Vou investigá-lo, depois respondo.

- Muito bem, nunca se sabe se é um traficante mesmo ou a polícia americana atrás de você. – Cait disse.

- Até agora sou uma cidadã como todas as outras perante a lei, eles não tem nenhuma prova contra mim, mas sabem que existe muita gente nesse ramo das drogas. – disse.

- Disso eu sei. Me admiro não terem descoberto o Justin. – Lilly disse.

- Já ouviu falar em propina? Então... – respondi.

O que de fato era verdade, até eu pago propina pra alguns policiais e homens do poder no governo pra continuar com o meu trabalho. Eles não se metem comigo e nem eu com eles, e a vida continua. Tem que ser esperta, se não, eles passam a perna em você. Fiz o que tinha que fazer e vi que estava quase na hora da reunião que seria em um condomínio fechado, onde um dos meus sócios mora. Deixei as meninas cuidando de tudo e peguei a estrada, pra estrear, caso tenha algum imprevisto, estava levando uma das minhas armas comigo. Dois carros me escoltavam, um na frente e outro atrás. O na frente me incomodava um pouco, eu queria correr e ele andava que nem uma lesma, esperei paciente até o local onde seria a reunião. Me identifiquei para que pudesse entrar no condomínio, dois seguranças foram comigo enquanto o resto ficava lá fora com os demais seguranças dos outros sócios.

- Senhora, estão lhe esperando. – uma secretária me avisou. – Pode me acompanhar? – assenti com a cabeça.

A segui até a sala de reuniões, entrei e todos já estavam em seus devidos lugares. Eram cinco sócios com suas secretárias. Da porta até a minha cadeira, a atenção era voltada somente para mim, o que me incomodou.

- Quero saber o porquê dessa reunião. – disse me sentando.

- Então Sra. Bieber... – um velho começou a falar. Sra Bieber? Oi? – Temos uma notícia nada agradável.

- Sobre? – perguntei.

- Olhe isso. – ele me entregou um papel.

O peguei e dei uma olhada enquanto ele começou a fazer um resumo do que estava escrito ali.

- De acordo com esse documento, você ou qualquer pessoa que esteja ligada com seus negócios, não pode andar por essas ruas aí na Zona Leste, consta que esses locais estão sobe o poder de Renan. Caso você não respeite esse acordo, bom ele vai reagir com toda certeza.

- O quê? – perguntei sem acreditar. – Você está me dizendo que Renan é quem manda na Zona Leste de Los Angeles? – ri sem humor. – Ele comprou por acaso?

- É o que consta nesse documento senhora. Recebemos esse outro, com sua assinatura concordando com isso. Deve ser do seu conhecimento e de todos, que nós lucramos mais na Zona Leste, e com esse acordo vamos ter uma queda nas vendas. – outro sócio disse me mostrando outro documento.

Meu queixo caiu quando vi minha assinatura. Como ele conseguiu? Não acredito nisso, como você foi burra Mellanie. Você tinha que ler todas aquelas merdas que ele te mandava assinar, como eu confiava no filho da puta só assinava e pronto. Agora olha só no que deu, burra.

- Que filho da puta! – bati com a mão na mesa. – Ele me enganou direitinho.

- Mas você assinou mesmo esse acordo? – outro sócio perguntou.

- Assinei, mas foi quando ele trabalhava comigo, não costumava ler o que ele mandava eu assinar, e agora me aparece isso. – disse com raiva.

- E o que vamos fazer agora? Acordos são acordos...

- Acordos são acordos o caralho, não concordei com nada e vou fazer ele engolir essa merda aqui. – me referi ao documento.

- O que você pretende fazer?

- Eu vou resolver isso ainda hoje. – disse.

- Você não pode ultrapassar os limites exigidos no documento, se não...

- Como não posso? Não vai ser um documento idiota que vai me impedir de fazer algo, além dos mais não tenho medo do Renan...

- Você que sabe... – o velhote disse.

- Sim eu sei, era só isso mesmo? – perguntei me levantando.

- Sim era. Mas vamos continuar com as vendas na Zona Leste?

- Óbvio. Me informem se meus homens forem atacados pelos homens do Renan.

- Faremos isso. – ele respondeu.

- Reunião encerrada. – disse pegando o documento, o amassei e coloquei no meu short e saí da sala bufando de raiva.

Como eu pude confiar tão cegamente naquele verme? Sabe lá quantos acordos existem com minha assinatura. O mais incrível é que desde sempre ele pensou em tudo, se um dia ele pudesse estar no comando de algo, ele me atacaria dessa forma, proibindo minhas vendas em pontos fortes de Los Angeles. Se nem a polícia americana me impede, não será um merdinha que vai me impedir. Saí do condomínio e pisei fundo no acelerador, iria agora mesmo para os meus pontos de vendas na Zona Leste, quero ver quem vai me impedir de pisar por lá... Demorou um pouco para chegar, comecei a andar devagar pelas ruas, queria ver mesmo se os capangas do Renan estavam de vigia, me aproximei de alguns becos onde acontecem minhas vendas, desci do carro armada, meus homens fizeram o mesmo.

Entramos no beco e o que encontramos foram corpos baleados com um único tiro no meio da testa, fechei os olhos com força, o filho da puta saiu apagando todos os traficantes que trabalhavam pra mim aqui. Entrei no carro novamente e fomos para outros becos, e cada um que eu entrava só tinha corpos e nada mais, nem as drogas, nem dinheiro. Meu celular começou a tocar, no visor vi o nome da Lilly.

- Onde você está? – ela perguntou rapidamente. – Não me diga que você está na Zona Leste.

- Estou, por quê? – perguntei olhando pra um corpo à minha frente.

- Ouvi algo parecido na linha em um dos celulares dos capangas do Renan, sobre você está na área deles. Você é louca?

- Aqui não é a área deles, quanto mais do Renan. O filho da puta apagou todos meus traficantes daqui, acredita?

- Mellanie, saí daí cara. Fiquei sabendo sobre o acordo, pra ele isso aí é dele. – Lilly disse.

- Não sabia da porcaria da existência desse acordo, eu não vou sair daqui, ele vai me pagar por esses prejuízos e vou fazer ele engolir esse documento. – disse com raiva.

Andei mais um pouco naquele beco e não tinha nada mesmo. Fui até o final, voltei enquanto conversava com a Lilly no celular.

- Me diz pelo menos com quantos homens você está aí. – ela disse, sentia sua preocupação só na voz.

- Seis. – respondi vendo eles na frente do beco olhando pros lados.

- QUER MORRER PORRA? E se Renan aparece aí? Volta pra cá agora.

- Eu sei me cuidar Lilly, e se ele aparecer eu quebro pelo menos a cara desse imbecil. Isso é prejuízo pra nós sabia? Só o que roubaram aqui equivale a 20 mil dólares em droga.

- A tua vida é mais cara que isso, saia daí caramba, depois resolvemos isso. Renan já sabe que você está aí, e com toda certeza vai querer te atacar sabendo que está em desvantagem.

- Mas Lilly...

- Me escuta cara, juro que depois voltamos aí e quebramos a cara desse infeliz, mas se você continuar aí quem vai se ferrar é você Mellanie.

- Tá bom, já estou indo. – bufei.

- Vem e some daí agora.

- Tchau. – encerrei a chamada e guardei meu celular no bolso do jeans.

Olhei para frente e tomei um breve susto vendo Renan caminhar em minha direção com um sorriso satisfatório nos lábios. Olhei por cima de seus ombros e vi meus homens rendidos pelos seus.

- Estou vendo que você não é uma mulher de palavra, Mellanie. Não tínhamos um acordo? – ele perguntou rindo feito um idiota.

- Acordo? Que acordo seu imbecil?

- Aquele que você assinou, não lembra? – ele perguntou mais sínico ainda. – Como você é idiota, sempre foi. Se deixa levar por boas carinhas, não podemos ser assim.

- Eu não assinei nada, nem concordei com nada então essa merda de acordo não existe. Você acha mesmo que vou deixar esses pontos de lucro pra você? Se toca, em que mundo você vive?

Estávamos em uma distância considerável, de uns seis metros.

- Eu vivo no meu mundo e você vai dançar conforme a minha música. – ele pegou sua arma e apontou pra mim. – Que pena que não tem mais ninguém pra presenciar esse momento histórico.

- Você é um merda Renan, não tem um pingo de coragem de puxar esse gatilho. Mas eu tenho coragem de puxar esse... – peguei minha arma na cintura e apontei para ele rapidamente.

- Coragem e vontade é o que não me falta. Mas não quero te matar agora Mellanie, quero que você mesma veja seu mundinho desabando, aí sim, irei te matar. – ele disse no seu sonho em um mundo imaginário do seu cérebro de titica de galinha.

Dei uma gargalhada alta.

- Te admiro por ser tão sonhador desse jeito. Auto estima é tudo na vida.

- Nunca é demais né. Como sou um bom homem, te dou duas opções. Primeira... – ele levantou um dedo. – Você cai fora daqui e nunca mais pisa aqui ou segunda... – levantou outro dedo. – Aceite a primeira e problema resolvido.

Ri novamente.

- Jura que eu vou deixar tudo isso aqui pra você. Jura mesmo? – disse em pura ironia. – Só se eu morrer.

- Então vai ser agora. – Renan disse e puxou o gatilho.

Graças ao meu reflexo, me esquivei e a bala passou perto do meu braço. Corri até uma parede que me protegesse e atirei em direção do Renan, ele não foi atingido, merda.

- Aceite minhas opções, vai ser melhor pra você. Você está em minoria Mellanie, deixa de ser burra. – ouvi Renan dizer.

Fechei os olhos com força. Realmente eu estava em minoria, meus capangas estavam rendidos e só um milagre pra me tirar dessa. Mas eu não posso fazer isso, não posso. Pensa Mellanie, pensa.

- Tudo bem, eu aceito. – respondi. – Abaixa a arma Renan.

- Apareça e eu abaixo. – ele disse.

Saí devagar de onde eu estava, caminhei em passos precisos.

- Coloca a arma no chão. – ele disse.

- Me deixa ir embora logo, já aceitei essa merda.

- Calma, coloca logo isso no chão e não me estressa. – ele disse e revirei os olhos.

Me agachei um pouco e coloquei minha arma no chão sem parar de olhar pra ele. Agora vai ser o que Deus quiser...

- Está vendo, como uma boa conversa sempre é ajuda? – ele disse ainda com a arma apontada para mim.

- Porque não baixa essa arma se só vamos conversar? – perguntei.

- Porque a única conversa que vai ter aqui, é da minha arma no meio da sua testa, sua piranha. – ele disse aproximando de mim.

Respirei fundo umas dez vezes. Meu sangue ferveu nesse momento.

- Desgraçado! – murmurei.

- Como? Repete vadia, repete que eu quero gravar seus últimos momentos.

- VAI PRO INFERNO! – gritei.

- Não era exatamente o que eu queria ouvir, mas serviu. – ele riu e destravou a arma. – É o seu fim!

Meu olhar estava fixo em sua arma, não tem como errar se ele disparar, e não nasci com a bunda virada pra lua pra ser tão sortuda a ponto de me esquivar de todas as suas balas. Se eu me agachasse para pegar minha arma, no meio do caminho ele já teria me baleado, então eu estava fodida mesmo.

- Não tenho tanta certeza disso. – uma voz soou atrás de Renan e nunca agradeci tanto a Deus por ter a ouvido.

Era Justin com sua arma linda e maravilhosa banhada a ouro apontada para Renan, notei que quem estavam rendidos dessa vez eram os capangas do Renan pelos os do Justin, e por sua vez os capangas do Renan estavam levando um corretivo dos nossos homens. Sem nem pensar duas vezes, me agachei pegando minha arma e disparei rapidamente, a bala acertou a mão no Renan que largou a sua arma, soltei a minha porque de nada ela iria mais servir. Renan estava com a mão ensangüentada, ele agachou-se para pegar a arma com a outra mão, mas fui mais rápida e pisei em cima da mesma impossibilitando isso. Segurei pelos seus cabelos e dei uma joelhada em seu rosto, ele gemeu de dor.

- Repete quem é a piranha agora, seu bosta! – o provoquei.

- Vagabunda dos infernos. – ele ainda conseguiu dizer com seu nariz sangrando.

- Continua! – ordenei e chutei suas costelas fazendo ele cair no chão.

- Deixe comigo Mellanie, ele vai aprender a te respeitar. – ouvi Justin dizer caminhando sem pressa alguma até nós.

Ele havia até guardado sua arma, e começava a subir as mangas de sua blusa social, acho que ele estava em alguma reunião. Me afastei vendo meu homem entrar em ação.

- Então quer dizer que você queria dar um fim na minha mulher? – Justin o levantou pela gola da blusa rindo sarcástico. – Como você sonha alto, Renan.

- Seu filho da puta! – Renan resmungou.

Dois capangas de Justin aproximaram e cada um segurou Renan por um braço, Justin fechou o punho e acertou bem em cheio no rosto do Renan, sujando até sua mão de sangue, em seguida foi uma seqüência sem fim de socos e chutes. Confesso que nunca vi ninguém apanhar tanto na minha vida, não que eu seja tão ruim assim, mas ele mereceu.

- Chega! – disse depois de um tempo vendo Renan apanhar de Justin. – Ele não merece morrer agora. – peguei o documento no qual estava o tão acordo, amassei ainda mais e fiz Renan abrir a boca. – Engole essa porra aqui.

Soquei o papel dentro da sua boca e fiz sinal para que os capangas de Justin o soltasse, ele caiu no chão desacordado. Peguei minha arma no chão e guardei.

- Você está bem? – Justin me perguntou me analisando de cima a baixo pra ver se não estava faltando nada.

Assenti com a cabeça e passei em sua frente. Cheguei até meus homens e nenhum estava ferido, menos mal.

- Mandem limpar os becos onde tem os corpos, amanhã tem que colocar gente nova trabalhando aqui. – os avisei e eles assentiram. – Cadê meu carro? – perguntei olhando pros lados, que eu lembre estacionei aqui perto.

- Um dos capangas do Renan iria levá-lo pra desmontar e vender as peças, mas ele já foi rastreado e provavelmente seu carro já está sendo levado para casa. Você vai comigo. – Justin disse.

- Senhor... – um cara ofereceu uma garrafa mineral ao Justin, de onde ele tirou isso?

Justin pegou e lavou as mãos. Ah claro, ele encostou no Renan. Viado é fresco mesmo oh. Sem dizer nada entrei logo no carro do Justin, ele falou mais algumas coisas com seus homens e depois entrou no carro, no meu celular tinha inúmeras ligações da Lilly não atendidas, resolvi ligar de volta para ela, para evitar que eu falasse com o Justin. Expliquei tudo para ela, o que aconteceu, não em detalhes, ela quase deu um troço e brigou horrores comigo, porque mandou ir embora e eu fiquei fazendo hora lá. Justin dirigia feito uma lesma, dava até pra contar as árvores, acho que alguém não quer chegar em casa hoje. Lilly teve que desligar, ia resolver alguma coisa sobre carregamentos, dei tchau e fiquei olhando pela janela do carro. Aos poucos vi o carro parando no acostamento, na estrada no meio do nada.

- Vai continuar assim até quando? – Justin me perguntou desligando o carro.

- Em casa conversamos. – o respondi.

- Em casa nada, vamos conversar agora! – ele disse.

- Mas eu não quero. – disse e quando pensei em abrir a porta do carro pra sair, Justin travou.

- Vai ser agora Mellanie. – ele disse autoritário, me encolhi no banco e olhei pra frente. – Você não acha que já está bom de me ignorar? Eu me arrependi do que fiz, fui um idiota eu sei. Mas não agüento mais você me ignorando desse jeito. Você é minha mulher caralho, e ficar nesse clima é chato demais.

- E você acha que eu gosto de apanhar de você? – perguntei com raiva o olhando.

- Eu estava com a cabeça quente, e você não deveria ter falado aquelas coisas para o Ryan.

- Eu não disse nada demais, só disse o que você está acostumado a sempre ouvir de mim, que você não presta e nem o Ryan, mas como sempre você não quis ficar por baixo ainda mais na frente do seu amigo e fez o que fez comigo.

- Ok Mellanie, eu sou um filho da puta mesmo, estou arrependido, você não vai me perdoar? – ele disse me olhando fixamente.

- Eu te perdôo Justin, como sempre. – respondi olhando pra frente.

- Não vai me xingar e nem nada? – ele perguntou, o olhei e ele estava com as sobrancelhas arqueadas.

- Não. Podemos ir embora agora? – perguntei impaciente.

Ele suspirou e ligou o carro. Se antes ele estava lerdo demais, Justin fez questão de pisar fundo no acelerador. Ele nunca está satisfeito com nada, olha... Não estou mais ignorando ele, deveria estar feliz. Chegamos em casa, Justin nem parou na frente pra me descer, foi logo indo pra garagem guardar seu carro, desci e bati a porta, em seguida Justin fez o mesmo, comecei a caminhar para fora dalí, mas Justin segurou em meu braço impedindo.

- Não fique assim comigo. – ele disse me olhando profundamente, sua mão do meu braço foi deslizando até chegar a minha mão, onde ele segurou.

- Não estou “assim” contigo.

- Então, me beija. – Justin disse me puxando até chegar bem próximo dele.

Justin colocou minhas mãos em seu peito e envolveu minha cintura com seus braços, enquanto ainda me olhava, como faz pra não se render? Não posso negar que estou morrendo de saudades dele, de seus beijos, abraços...

- Me desculpa, eu te amo amor. – ele sussurrou. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!


Amo vocês ♥ 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dangerous Life 2° - Capítulo 14 - Dinner fun

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O que Justin disse, entrou em um ouvido e saiu no outro. Eu posso ignorá-lo por mais tempo, e não vou falar com ele. Quero que ele aprenda. A pior coisa que tem é o silêncio e o desprezo. Ele continuava me olhando com o maxilar trincado, simplesmente peguei meu celular e inventei de mexer em alguma coisa.

- Mellanie, eu estou falando com você! – ele disse rude.

Ouvi as risadas de Jason, me virei e Jaxon vinha brincando com ele. O fazendo cócegas, enquanto Jazmyn queria tomá-lo.  Que bonzinhos. Depois dizem que não acontecem milagres, mudaram da água pro vinho, eu acho. Jazmyn sentou, olhou pra mim e pro Justin, e notou o clima tenso.

- Mellanie, você não sabe o que aconteceu! – Jazmyn disse rindo e empolgada olhando para mim.

- Se você não contar, ela não vai saber né, burra. – Jaxon disse e colocou Jason no meu colo.

- Cala a boca idiota. – ela olhou para Jaxon que sentou do seu lado. – Depois que demos água para o Jason, encontrei uma amiga de infância, o papai é muito amigo da família dela. Ela estava tomando Martini, e dentro do copo tinha umas cerejinhas, enquanto trocávamos papo, o Jason meteu a mão dentro do copo dela, pegou as cerejas e colocou na boca. Foi muito engraçado, depois ele deu um sorrisinho com a boca fechada como se nada tivesse acontecido. – Jazmyn disse morrendo de rir.

- Esse moleque é hilário. – Jaxon disse rindo. – Conquistou até a gatinha, que deu o resto das cerejas pra ele.

Olhei para Jason que deu um sorrisinho sacana, dei risada e beijei sua testa.

- Que coisa feia Jason! – disse, e o mesmo nem se importou.

- Vocês são loucos? Querem embebedar o moleque? – Justin se intrometeu na conversa.

- Deixa de ser exagerado. Ele só comeu as cerejas. – Jazmyn disse.

- Que estavam dentro de uma bebida que continha álcool. – Justin revidou. Revirei os olhos com a sua briguinha totalmente desnecessária

- Nossa, você tem razão Justin, daqui a pouco o Jason tá caindo pelos cantos de bêbado. – Jaxon ironizou. Não tem como negar, essa ironia toda vem de família. – Bêbado de sono. – ele completou e gargalhou com a Jazmyn.

Dei um meio sorriso. Bem feito.

- Cala a boca imbecil. – Justin disse arrogante.

Jaxon ia falar algo, quando Pattie e Jeremy chegaram à nossa mesa, acompanhados do mesmo casal que havia saído com eles. E logo atrás, uma garota que aparentava ter a idade da Jazmyn.

- Mellanie querida, pode sentar perto do Justin? – Jeremy perguntou sorrindo.

Eu estava sentada na frente do Justin, e não estava gostando, imagine de lado... Mesmo assim não neguei seu pedido, me levantei com o Jason nos braços e me sentei do lado de Justin, que nesse momento estava sorrindo para aquelas pessoas ainda desconhecidas para mim.

- Olha Mellanie, essa é a garota do copo que o Jason enfiou a mão. – Jazmyn disse enquanto a garota sentava perto dela.

- Você é mãe dele? – a garota perguntou. Assenti com a cabeça. – Tão nova. Seu filho é uma gracinha.

- Foi mal pelo ocorrido, você sabe como são as crianças. – disse e ela sorriu.

- Imagina. Adorei conhecê-lo. Posso pegá-lo?

Quê isso? Todo mundo quer pegar no meu baby. Sou ciumenta. Claro que não pode.

- Claro que sim. – disse sorrindo. Falsamente.

Ela levantou-se e pegou Jason nos braços. Ele ficou vermelhinho com tantos beijos que ela deu em sua bochecha. Ela voltou ao seu lugar. Estavam já todos sentados à mesa, mas ainda tinha uma cadeira vazia.

- Desculpem a falta de educação. Esqueci de apresentá-los. – Jeremy disse. – Mellanie esse é um velho amigo, do tempo de fuga. – Jeremy e o homem riu. – O Pedro, sua mulher Clara, e a filha deles Stefane. – ele apontou para cada e sorri como forma de cumprimento. – E a Mellanie, é casada com o Justin. – ele disse por fim.

Infelizmente. Quis murmurar. Mas como Justin estava bem perto de mim.  O mínimo que ganharia era um tapa na cara.

- Prazer querida, você é muito bonita e nova. – Clara comentou. Sorri.

- Esse nome, não me é estranho... – Pedro disse pensativo.

- Pai, ela é a Mellanie Fox. Quem não sabe quem é ela? – um rapaz, aparentemente mais velho do que o Jaxon disse, atrás de seu pai.

- Onde estava Rafa? – Stefane perguntou.

- Estava por aí, olhando o movimento. – o tal Rafa sentou-se perto de sua mãe.

- Esse é o meu irmão cabeça de vento, não liguem muito para ele. – Stefane disse e riram.

- Haha, que engraçadinha. – Rafa respondeu. – Então pai, já lembrou?

- Claro, claro. Como esquecer esse nome. – Pedro disse sorrindo.

- Essa menina tem uma carinha de anjo, que ninguém desconfia do que ela já fez. – Jeremy disse.

- Assim parece até que eu sou uma má pessoa Jeremy. – disse e ele riu.

- Longe disso querida. – ele levantou as mãos como forma de redenção.

- Sua vida parece ser bem interessante, queria eu poder ter essa adrenalina toda. – Clara comentou.

- Pra quê mulher? Seu lugar é em casa. – Pedro disse brincalhão.

Nossa, ela não imagina como a minha vida é interessante. Apanhar de cinto faz parte disso.

- Machista! – Pattie disse. - Nós mulheres temos o direito de sermos independentes. – Jeremy olhou torto pra ela.

- Independente? Você não sabe nem pilotar um fogão Pattie. – Jeremy disse e todos riram.

Justin continuava que nem uma estátua do meu lado observando a conversa. Jazmyn, Jaxon, e Stefane estavam também atentos, mas continuavam brincando com o Jason.

- Enquanto esse bendito jantar não chega, que tal você nos contar como exerce tudo com perfeição, sem nenhuma autoridade desconfiar? – Rafa perguntou. To achando esse moleque muito curioso.

Olhei para Jeremy com as sobrancelhas arqueadas.

- Pode contar Mel, estamos em família. – ele garantiu.

Revirei os olhos na minha mente. Que tédio falar disso. O que eu faço não interessa a ninguém, não conto nem pro Justin, dirá pra esse pessoal que conheci agora e que já faz parte da família. Mesmo assim, sem vontade nenhuma, comecei a contar, claro que nada em detalhes.

- Wow, você parece bem perigosa. – Rafa disse depois que contei tudo.

- Só não parece. Como é. – Justin se mencionou pela primeira vez. Colocando as mãos entrelaçadas em cima da mesa. Encarando o Rafa.

Oi, ciúmes! Você por aqui? Acomode-se e prepare a pipoca.

- Ui, poderosa! – Stefane disse e dei risada.

Rafa havia se calado depois do olhar matador de Justin.

- Você não sente ciúmes, a sua mulher no meio de tanto capanga? – Pedro perguntou. – Eu sentiria.

- Você sente ciúmes até do vento Pedro. – Clara disse e Jeremy riu.

- Você deveria ser assim Jeremy. – Pattie deu um tapa fraco no braço dele.

- Ciúmes de quê mulher? Tenho tempo pra isso não. – ele disse rindo e Pattie revirou os olhos.

- Então Justin... – Pedro disse.

- Eu sei que nenhum tem coragem de desrespeitá-la. Então não ligo muito. Eu confio nela. – Justin respondeu rapidamente.

- Que lindos! Isso que está faltando nos relacionamentos de hoje, confiança. – Clara disse.

Quase dei risada. Se eles pensam que nós somos o casal perfeito do século, estão redondamente enganados. Poderia até dizer, o quanto Justin confia em mim, mas acabaria com a moral dele na frente de todos, preferi ficar calada.

- Minha mãe é tão clichê. – Rafa revirou os olhos. Ele parece mais um playboyzinho que vai ter a vida toda sustentada pelo pai.

- Clichê nada. Você deveria se espelhar no Justin e criar vergonha na cara, ao invés de ficar se agarrando com uma e com outra. – Clara disse. Wow, agora a parada é pessoal. Adoro barracos em família.

- Me espelhar? – ele riu fraco. – Não obrigada.

Justin riu sarcasticamente e encostou suas costas na cadeira.

- Concordo com você cara. Algumas pessoas têm que ter porte pra ser que nem eu. Não é fácil, ou nasce com isso, ou morre sendo um perdedor. – Justin respondeu fuzilando o Rafa. 

Todos na mesa ficaram em silêncio observando o clima tenso. Vi Rafa respirar fundo encarando Justin também.

- Mas você sabe que quem está no topo, um dia pode cair. E o tombo vai ser irreparável. – Rafa continuou.

Justin voltou a rir. Adoro o sorriso dele sarcástico. É tipo “Que ódio desse filho da puta, mas vou continuar sorrindo porque ele é tão otário que nem meu ódio ele merece”.

- Concordo com você. Veja bem, existem duas categorias: Os que estão no topo, e um dia caem. E os que estão no topo, que sabem se equilibrar. Imagine em que categoria eu estou? – ele riu debochado

Wow, depois dessa eu me calava, só abria a boca quando chegasse em casa. Rafa ficou vermelho de raiva. Justin humilha com as respostas dele, até eu fiquei de boca aberta.  Jeremy percebendo que aquelas provocações iriam acabar em merda, ele mudou totalmente o rumo da conversa. O jantar chegou, Jason deu graças a Deus, porque foi o primeiro a enfiar a mão em umas uvas que havia ali. Stefane e Jazmyn ofereceram-se pra dar comida ao Jason, ótimo. Pelo menos não vai ser a mim que ele irá sujar.

- Mamãe! – Jason disse e abriu a boca pra me ver o que tinha dentro.

- Que nojo Jason. – disse e as meninas riram.

- Quelo bolinha rosa. – ele disse.

- Que bolinha rosa? – perguntei.

- Oh. – ele apontou para meu copo na mesa que tinha Martini com cerejas, vermelhas. Ele tá sabendo legal, distinguir as cores.

- Ele quer cereja. Viciou né! – Jaxon disse.

- São vermelhas Jason, não rosas. – expliquei.

- Eu quelo. – ele disse abrindo e fechando as mãos.

- Garçom! – Pattie o chamou. Ele veio até a nossa mesa. – Quero que traga cerejas frescas.
- Com Martini senhora, ou prefere que seja em um drinque? – ele perguntou.

- Sem bebida. Traga em alguma tigela, ou sei lá. – ela explicou.

Mesmo estranhando, o garçom anotou o pedido e saiu.

Comi bem pouco. Não estava com muita fome. Só fiquei bebendo mesmo. Justin depois de ter dado umas patadas no Rafa, jantava calado. Assim como Rafa. O garçom chegou com as cerejas, e Jason enfiou logo a mão. Jaxon também fez o mesmo. Os dois mastigavam bastante e abriam a boca, um mostrando pro outro.

- Vocês são nojentos. – Jazmyn disse.

- Eca! – Stefane concordou e os meninos riram.

- Crianças são tão lindas! – Clara disse. – Quando pretende ter outro bebê? – ela perguntou. Ela tinha que perguntar isso.

- Jason já rouba meu tempo demais e minha vida é corrida. Uma parte fico em casa, e a outra resolvendo meus negócios. Um bebê agora não daria muito certo. Esse moleque dá por dez. – disse e eles riram.

- É a genética que é boa demais. – Jeremy se gabou.

- Tenho que concordar. – Clara respondeu. – Mas não pensa em outro?

- Futuramente! – Justin respondeu após tomar um bom gole de Whisky.

O olhei com as sobrancelhas arqueadas. Por acaso, é ele que vai parir? Deve ser.

- Pensei que fosse a Mellanie que decidia. Não é ela a mulher da casa? – Rafa perguntou.

- E a quem você está se referindo que seja? – Justin perguntou rude. Eu que estava do lado dele dava pra ver seus punhos bem fechados, se Rafa falasse mais alguma coisa, alguém ia levar um murro bem no meio da testa. E não era o Justin.

- Relaxa cara, só é modo de falar. – Rafa disse rindo.

- Acho melhor você ficar calado, Rafael. – Pedro disse.

- Também acho. – Stefane olhou com raiva para o irmão.

Todos nós achamos. Não quero acabar festa de ninguém. Apesar de não tá lá essas coisas. Mas to adorando os barracos.

- Filho da puta! – Justin murmurou. Só eu ouvi, porque o resto do pessoal já começava outra conversa. Oh povo pra ter assunto.

Levei um susto quando vi e senti a mão de Justin pousar em minha coxa. Olhei para frente, porque uma hora ou outra ele vai ter que tirar a mão dalí.

- Mamãe! – Jason me chamou.

- Oi meu amor. – respondi e ele mostrou a língua que estava vermelhinha de tanto comer cereja.

As mulheres da mesa riram.

- Não dá pra competir com esse moleque, ele tem um buraco negro aí dentro. – Jaxon disse e dei risada.

- Ele puxou ao Justin, come que nem um condenado e não engorda de ruim. – Jazmyn disse.

- Não sou que nem você que passa o dia todo comendo porcaria por aí Jazzy, depois que tiver parecida com uma orca não diga que eu não avisei. – Justin provocou a irmã.

- Olha ele papai! – Jazzy disse e dei risada. Parecia uma criança mimada.

- Concordo contigo Justin! – Jaxon disse, Jazzy ficou mais emburrada ainda por tá sendo chamada de gorda na frente da amiga, não que ela seja gorda, mas esses homens quando querem detonar com a pessoa, não medem esforços.

- Deixem a garota! Você tá linda assim Jazmyn. – a defendi.

- Olhem só, essa mulher é demais. Até defende os pobres indefesos, espero muito que o Jason tenha o caráter da mãe. – Rafa começou. Justin apertou minha coxa com força, certeza que a mão dele tá coçando pra socá-lo. – Não que você seja um homem sem caráter Justin, longe de mim falar isso de você. Você vai servir como exemplo para mim, vou me espelhar em ti cara. Minha mãe tem toda razão. – ele disse em pura ironia.

Justin apertou minha coxa novamente, quase que ele arranca a minha epiderme fora. O olhei e ele respirou fundo, sei que ele está tentando se controlar. Socar o filho do amigo do seu pai, não seria legal, apesar de eu também achar que ele estava merecendo. Moleque atrevido.

- Cuidado pra você não se tornar uma cópia. Você sabe que o original é sempre melhor. Não se espelhe em mim, só procure ser alguém que preste e que seja reconhecido na vida. Você é o que você tem. Enquanto você não tiver nada, enquanto você ser sustentado pelos seus pais, você é um nada na sociedade. Seus pais, nossos pais, não são pra sempre, assim como nós não somos, então já tá na hora de sair debaixo das asas deles, e aprender a voar sozinho. Ou aprende, ou quando seus pais faltarem, você vai continuar sendo um merda. Não que você seja um merda, longe de mim falar isso de você. – Justin revidou enquanto alisava minha perna.

Se eu não estivesse brigada com ele, iria aplaudi-lo. Esse homem é lacrador mesmo. Cara, isso aqui tá muito melhor do que eu imaginei que seria. Segundo Round, por favor.

- Chega né rapazes! – Jeremy disse. Justin deu de ombros.

- Mandou bem cara. – ouvi Jaxon dizer, os dois fizeram um toque e deram um sorrisinho.

- Que idiotas. – Jazmyn murmurou.

- Acho que alguém aqui tá com soninho. – Stefane disse vendo Jason sonolento em seu colo.

Ela levantou-se e Justin estendeu os braços, finalmente tirando a mão da minha coxa, para pegar Jason. Ele o colocou em seu colo, onde Jason rapidamente se aninhou. Todos já tinham terminado de jantar, só continuávamos conversando. Aos poucos, as pessoas que estavam na mesa foram de dispersando. Jeremy e Pattie saíram novamente com Pedro e Clara, foram falar com mais amigos. Jaxon saiu dizendo algo sobre “pegar alguma gatinha”, Jazmyn saiu com a amiga, Stefane. E por fim Rafa, deve ter ido assediar alguma garota por ai. Jason já estava dormindo nos braços de Justin, e até eu já estava sonolenta, passei a noite toda sentada. Peguei o celular pra que eu me distraísse, Justin pareceu não se importar, porque ele também estava mexendo em seu Iphone. Tinha algumas mensagens no Whats, no grupo “ Vádias da márfia” eu sempre vou dar risada desse nome escroto que colocaram.

Cadê a vadia da Mellanie? – Lilly

Não faço a mínima idéia. To querendo falar com ela também. – Cait

O que houve? – Emily

Que desespero é esse? To aqui. – Mel

Onde você está? – Cait

To num jantar chato pra porra! O que foi que aconteceu? – Mel

Alguns capangas acabaram de nos avisar que nenhuma das rotas os levou até as cargas do Renan. Nenhum caminhão, carro ou que seja, passou por lá. – Lilly

Como não? Essas foram as rotas que a Emily nos passou. – Mel

É isso que nós queremos saber. O que deu errado. – Cait

Eu mandei pra vocês o que tinha no papel. Não sei por que deu errado. – Emily

Tem certeza que eram essas mesmo? – Mel

Tenho sim. Havia lá escrito que eram as próximas rotas, os próximos carregamentos. – Emily

Pois então Emily, você vai ficar responsável em saber o porquê que os caminhões não passaram nas rotas planejadas. Porque não podemos ficar mandando capangas pro meio do nada com qualquer informaçãozinha, temos nossos carregamentos para receber também. – Lilly

Eu sei disso. A culpa não foi minha. Juro que não sei o que aconteceu, mas vou tentar me informar. – Emily

Calma gente vai dá certo. – Cait

Pois é. Consiga essa informação Emily. – Mel

Vou fazer isso. – Emily

E o Adam, Cait? – Mel

O que é que tem ele? Já vão começar? – Cait

Não sei o que ela tá esperando pra dar uns pegas no Adam. – Lilly

Não sei quantas vezes vou ter que explicar pra vocês que ele é só meu AMIGO. – Cait

Amigos também se pegam. Quero ver até quando vai isso. – Mel

Acho a Cait tá escondendo o jogo. Adam é uma boa pessoa. – Emily

E bota boa nisso. – Mel

Hahaha. – Lilly

Safadas. – Cait

A família Bieber voltou à mesa e sentaram-se novamente.

- Pai, não sei vocês, mas já estamos indo pra casa. – Justin disse.

- Mais já? – Jeremy perguntou.

- Sim, já fiz o meu papel por aqui. E Jason está dormindo há séculos. – ele respondeu.

- Tudo bem, depois vamos pra casa. – Pattie disse. – Dirija com cuidado.

Justin revirou os olhos e levantou-se com cuidado.

- Tchau. Dê tchau para a sua amiga também Jazmyn. – disse.

- Pode deixar. – ela disse.

Me levantei e acompanhei Justin. Que bom que vamos pra casa. Saímos daquele recinto, chegando onde Justin havia estacionado o carro, peguei Jason em meus braços. Justin destravou o carro e entrei, ele deu a volta e entrou, logo dando a partida.

Lilly’s POV

Estava chateada pelo roubo das cargas do Renan por não ter dado certo. Porque desde cedo que planejamos tudo, para quem ia pra tal lugar, fazer tal coisa, ai do nada ficamos sabendo que nem um ser vivo passou nos lugares onde a Emily disse que passariam. Duas coisas eram certas, ou ela não tinha mesmo culpa, deve ter se enganado com as rotas, ou ela tá nessa com o Renan. Quero acreditar que ela deve ter se enganado mesmo. Estava conversando com a Cait no privado, sobre a pulga atrás da orelha que eu tenho quanto a Emily, quando a campainha do meu apartamento foi tocada. Vi no relógio 23:12 da noite, qual a criatura que vem fazer visita há essa hora? Me levantei do sofá e tropecei na latinha de coca-cola que eu havia jogado ali, xinguei baixinho e caminhei até a porta. Dispensei em vê no olho mágico e abri logo a porta, tive uma surpresa em ver Ryan Butler na minha porta.

- Ryan Butler... – disse o olhando.

Pude analisar sua feição. Sim, ele está puto comigo.

- Lilly, precisamos conversar. – ele disse sério.

- Não tenho nada pra conversar com você! – respondi, o encarando também.

- O que diabos deu na sua cabeça pra fazer essa merda comigo? – ele disse com raiva se referindo ao tratamento cinco estrelas que dei na noite anterior.

Dei risada. Ele ainda quer motivo maior?

- Admiro a sua cara de pau em vir me perguntar isso. Quer mesmo que eu responda? – cruzei meus braços.

- Vamos conversar aqui mesmo no corredor? – ele perguntou mais calmo.

- Aqui você não entra. Alias, nem sei porque veio até aqui.

- Por quê? – ele gritou. – Porque você é louca. Você viu as marcas que ficaram em mim? E essa tatuagem ridícula? Ficou maluca Lilly?

- Fala baixo comigo. E você viu as marcas que ficaram na Mellanie por sua culpa? Por ter sido fofoqueiro? Justin só tem amigos idiotas, aliás, ele é um idiota também. Mas os amigos que ele tem se superam. Era só isso? Tenho mais o que fazer.

- Não acredito que tenha sido só por causa disso. Eu contei, mas não sabia que o Justin ia fazer algo com a Mellanie.

- Você sabe como o teu amigo é impulsivo Ryan, você o conhece a mais tempo do que eu e a Mel, como não sabia? Me poupe!

- Não sabia caralho! Não acredito que o que você fez comigo tenha sido só por causa disso.

- Só? – ri sem humor. – Queria mais o quê?

- Com certeza você descontou sua raiva em mim por causa da Vick.

- Que Vick? Não conheço nenhuma Vick. – respondi. E não conhecia mesmo.

- É a filha do presidente da máfia Italiana. Claro que foi por causa dela. – ele disse ciente de suas palavras.

- Deixa de ser otário. Fiz o que fiz só por causa da Mellanie, porque ela apanhou injustamente, não foi por causa de você não meu filho, porque homem eu encontro em qualquer lugar, o que eu quiser, e bem melhor do que você. Imbecil! – o empurrei e bati a porta com força, a trancando.

- Lilly, abre essa porta. Eu não terminei de falar! – Ryan batia insistentemente na porta.

- Vai pro inferno e me deixa em paz. – gritei me jogando no sofá.

- Eu não vou sair daqui até você abrir essa merda. – ele insistiu.

- Azar o seu. – gritei de volta e caminhei pro meu quarto.

Ainda dava pra ouvir Ryan me chamando, mas nada que atrapalhe meu sono. Me joguei na cama e fui contar pra Cait o que estava acontecendo, ainda gravei áudio dele me chamando. Palhaço. No dia que eu estiver sofrendo por homem, eu me suicido.

Mellanie’s POV

Quando chegamos em casa, coloquei Jason em seu quarto, fui para o meu e tomei um banho rápido. Saí do banheiro e logo Justin entrou. Não trocamos nenhuma palavra. Coloquei um baby doll e me joguei na cama. Só precisava de uma boa noite de sono e nada mais.

Despertei com alguém me sacolejando como se eu fosse uma boneca, só tive um breve cochilo e alguém já estava me acordando, ninguém se nem pode dormir mais?!

- Me deixa dormir, que saco! – disse sem abrir os olhos, me virando.

- Mellanie! – ouvi Justin me chamar. – Amor, estou falando com você. – fui virada bruscamente.

- O que você quer? – perguntei com ignorância e o olhei.

Ele nem respondeu e veio pra cima de mim, beijando meus lábios com urgência. Nem tinha notado, mas ele estava completamente nu em cima de mim. Seus beijos me deixava sem fôlego, sua sede estava insaciável. E querendo ou não, eu também estava pegando fogo. Sua boca desceu para meu pescoço, dando fortes chupões, caralho vai ficar a marca. Justin estava bem selvagem, que rasgou meu baby doll de cima a baixo, me deixando apenas de calcinha, por alguns segundos, porque ele também a rasgou. Justin começava a judiar dos meus seios, os chupando, mordendo, lambendo, fazendo tudo o que tinha direito, eu me sentia completamente molhada, gemendo sem parar. Sua língua quente rodeava a aréola do meu seio, mordi meus lábios passando as unhas em suas costas, com força que fez Justin gemer. Ele tirou seus lábios dos meus seios, e foi traçando um caminho de beijos passando por minha barriga até chegar a minha intimidade. Ela pulsava pra que fosse tocada. Justin passou sua língua vagarosamente em meu clitóris, arqueei minhas costas com seu toque delicioso, ele continuou dando algumas pinceladas, gemi baixinho. Vagarosamente Justin introduziu um dedo em minha entrada, mas ele só colocava um pouco e tirava depois, testando a minha paciência. Droga, isso é torturante.

- Você só vai ter mais, depois que me chupar Melzinha. – Justin disse com uma voz sedutora.

Mordi meus lábios e o empurrei de cima de mim. Ele estava mais do que pronto, seu membro estava completamente ereto, aumentando meu apetite por tê-lo em minha boca. Beijei os lábios de Justin, e sem delongas, abocanhei o seu membro, chupei a cabecinha com força, ouvindo um gemido de Justin o que me fez sorrir. Passei minha língua por toda sua extensão e voltei a chupá-lo com força. Justin sussurrava coisas sujas e me xingava também, isso só fazia com que eu ficasse mais excitada, eu precisava dele entre as minhas pernas, me fazendo sua. Continuei o masturbando, sem parar, enquanto ele gemia como resposta.

Acordei com minha respiração falha no meio da madrugada. E quase me estapeei por ter tido um sonho erótico com o Justin. Puta que pariu. Olha só o que a falta de sexo está fazendo comigo. E por sinal, sentia minha calcinha úmida. Que porra, encarei o relógio que marcava 3:02 da madrugada, Justin dormia tranquilamente do meu lado. Aposto que nem ele, que é mais tarado, não sonha com essas coisas. Me levantei da cama, e caminhei pisando forte pro banheiro. Sim estou com raiva por ficar sonhando essas coisas, você não vive só de sexo Mellanie. Mas sexo é tão bom... Optei por tomar um banho gelado, pra ver se meu fogo baixava.


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Continua?
Obrigada por todos os comentários! 


Amo vocês ♥