Eu devo ter jogado bastante pedra
na cruz, porque não é possível vir um pirralho tentar me seduzir. Só não meti a
mão na cara do Jaxon porque se Justin visse a marca, iria querer saber o
porquê, e só Jaxon ia se fuder.
- Moleque aposto que isso que
você chama de pênis nem faz cócegas. – disse debochada e o empurrei pra longe
de mim.
Dei uma risada.
- Me poupe. Justin vai quebrar
sua cara se souber disso aqui. – cruzei os braços.
- Foda-se o Justin.
- Jaxon, não vou ficar de papo com
você. O meu Justin me espera. – mordi os lábios e vi sua feição mudar, para
furioso. – Quando seu pênis crescer, talvez a gente converse. – enfatizei
“converse” e dei risada.
- Sua vadia, só estar com o
Justin por causa do dinheiro e de tudo que ele tem. – Jaxon disse aborrecido.
- Como soube disso? – disse ainda
rindo e fui em direção às escadas. - Vá bater sua punheta que tu ganha mais,
moleque atrevido.
Dei uma risada baixa e fui
subindo as escadas. Só o que me faltava mesmo. Cheguei ao corredor e me
direcionei até o quarto do Justin, fui logo abrindo a porta, ele estava de
cueca deitado na cama, todo aberto e com as mãos atrás da cabeça enquanto
olhava pra TV, que sexy.
- Demorou. – ele disse pegando o
controle remoto e mudando de canal.
- Fui tomar água. – dei de ombros.
- Deita aqui. – ele disse batendo
na cama, do seu lado.
Fui até a cama e deitei ao seu
lado.
- Estava assistindo o que? –
perguntei.
- Nada de interessante, estava
esperando você. – ele me olhou.
- Pra?
- Para o que você acha? – ele
disse dando um sorriso safado.
- Entendi. – dei risada. – Pra
gente dormir, tudo bem, vamos dormir. – disse passando o braço em sua cintura e
colocando minha cabeça em seu peito.
Justin deu risada e passou o
braço em volta da minha cintura.
- Eu não quis dizer isso, mas...
– Justin disse.
- Sim, você quis. – murmurei e ri.
Justin começou a fazer carinho em
minha cintura, enquanto eu fazia desenhos imaginários em seu peito, eu estava
com o pensamento longe, pensando sobre a minha vida, e em como eu fui me meter
nessa. Suspirei pesado.
- Nada.
- Hum... To pensando em fazer um
churrasco em família amanhã, o que acha?
- Sério que você está perguntando
o que eu acho? Normalmente você faz e pronto, até porque você é o fodão dono da
casa.
Justin riu.
- É... Mas quero saber o que você
acha.
- Acho legal. Cadê seu net book?
- Pra quê? – ele perguntou.
- Quero ver algumas coisas.
Ele apontou e fui buscá-lo.
Sentei sobre minhas pernas e coloquei o net na cama, fui pesquisar sobre uma
arma que quero muito comprar, tipo, ela é muito foda. Qual é, é meu sonho. O
que ela tem de foda, tem de cara.
- O que está olhando ai? – Justin
perguntou.
- Uma arma.
- Arma?
- É, uma que vou comprar.
- E vende pela internet?
- Se não vendia, vende agora. Já
comprei umas armas desse cara aqui.
- Me deixa ver. – ele pegou o net
sentando-se do meu lado e vendo a arma. – Já tive uma dessa, e realmente é
muito foda. Mas perdi...
- Como você perde uma arma
banhada a ouro? – disse surpresa.
- Foi num tiroteio com a polícia,
nem sei exatamente como perdi. – deu de ombros.
- Ela é perfeita. – disse
olhando. – Vou encomendar.
- Eu encomendo por você. – ele
disse e mexeu lá. – Pronto, agora vamos deixar isso de lado.
Ele colocou o net book na mesinha
do lado e veio deitando-se em cima de mim.
- O que você quer Bieber? –
perguntei passando as mãos em seus cabelos, os assanhando.
Ele sorriu sapeca. O mesmo
sorriso do Jason.
- Adivinha Mel. – ele beijou meu
pescoço.
- Você só me chama de Mel quando
quer foder.
- Isso não é verdade. – ele me
olhou e riu pelo nariz. – Só quero um pouco de carinho, estou carente.
Ele disse e dei um ataque de
risos.
- Pow, é verdade. – ele bufou e
jogou-se do meu lado.
Ri mais um pouco e fiquei entre
suas pernas, fazendo carinho em seu peito com minhas unhas.
- Jura que eu acredito Bieber. –
dei uns beijinhos em seu peito e fui subindo, até alcançar sua boca.
Ele riu e selou seus lábios nos
meus, suas mãos foram para minha cintura, fazendo leves carinhos. Minhas mãos
ficaram pousadas em seu peito, nossas línguas moviam-se lentamente naquele
beijo calmo. As mãos de Justin adentraram minha camisola, alisando minha bunda
e depois a cintura. Separei nossos lábios e me sentei sobre sua ereção, Justin
sorriu malicioso e logo suas mãos foram para minhas coxas as apertando, em
seguida puxando minha camisola, levantei os braços e ele a arrancou. Seu olhar
foi logo para meus seios, assim como suas mãos, os apertando com um pouco de
força, mordi os lábios com meus olhos fixos nos seus. Justin olhou para suas
mãos enquanto apalpavam meus seios, hoje não estava muito afim de preliminares,
me abaixei um pouco selando nossos lábios, em seguida tratei de me livrar da
minha calcinha, depois a cueca de Justin. Me deitei sobre ele apenas sentindo
seu corpo quente colado com o meu, é uma sensação incrível. Justin foi descendo
sua mão por debaixo de mim, encontrando minha carne já inchada e sensível,
passando seu dedo em meus lábios maiores, arfei.
- Oh Mel, tão molhadinha. – ele
murmurou mordendo os lábios e num movimento rápido, Justin ficou em cima de
mim. – Eu gosto dos seus seios. – Justin disse dando beijinhos entre eles, ri
de leve e fiz carinho em seus cabelos.
- Porque será né? – eu disse.
Ele deu risada e colocou minhas
pernas em suas costas, senti a sua glande em minha entrada, mordi os lábios.
- Pois é, porque será. – Justin
disse e apertou minha cintura me preenchendo.
Fechei os olhos repreendendo um
gemido enquanto Justin me entocava com força. Justin afundou seu rosto em meu
pescoço enquanto seu quadril movia-se rapidamente, me fazendo soltar gemidos
roucos, assim como ele. Senti seus lábios nos meus, não foi realmente um beijo,
porque nossos corpos moviam-se rapidamente. Justin foi saindo de mim lentamente
me arrancando gemidos, em seguida ele entrou com força, me fazendo gemer alto,
passei minhas unhas com força em suas costas, ele gemeu rouco. Sei que irá
ficar a marca, foda-se. O território é meu mesmo. Justin segurou com força em
minha cintura, e saia e entrava em mim numa velocidade incrível, me fazendo
gemer ainda mais de prazer.
- Auuum Justin.
- Vamos juntos, ok? – ele disse.
Me segurei pra não gozar, eu
estava quase subindo pelas paredes. Esse homem me deixa louca. Justin afundou
seu rosto em meu pescoço, vi seu cansaço, assim como eu. Minhas pernas
começaram a adormecer e uma onda elétrica passar por todo o meu corpo, arqueei
meu quadril sentindo gozar, logo senti Justin me preencher com seu liquido, ele
urrou.
- Oh gosh... – Justin murmurou.
Espasmos de prazer
ainda circulavam em meu corpo, nossas respirações descompassadas, encarei
Justin. Ele estava totalmente sexy, com os cabelos que antes eram um topete,
grudado em sua testa. Passei minha mão em sua testa suada, e adentrei seus
cabelos, os deixando mais rebeldes ainda.
- Vamos tomar banho? – perguntei
ainda mexendo em seus cabelos.
- Uhum. – ele disse e me selou
rapidamente saindo de mim, arfei e ele mordeu os lábios.
Justin levantou-se e estendeu a
mão pra mim, segurei e me levantei também. Ele foi me abraçando por trás até
chegarmos ao banheiro, fomos logo para o chuveiro. A banheira iria demorar
muito pra encher, liguei o registro e Justin foi logo me puxando, grudando
nossos corpos enquanto a água caia sobre nós. Ele encostou-se na parede do
banheiro e fiquei levando água na cara, ele riu. Coloquei minhas mãos em sua
nuca, e as suas passeavam em meu corpo. Coloquei minha boca em seu pescoço,
cravei meus dentes lentamente e chupei sua pele.
- Mel... – Justin disse e eu ri
de leve soltando sua pele. – Isso vai ficar a marca.
- Eu sei. – dei de ombros.
- Se eu fizesse em você, iria
reclamar. – ele disse.
- Claro.
Ele revirou os olhos e sua boca
foi em direção ao meu pescoço, tentei desviar enquanto ria, ele me imobilizou e
pensei que ele fosse fazer uma chupada daquelas, mas não, ele ficou dando
beijinhos que faziam cócegas.
- Para com isso. – disse dando
tapinhas nele, que ria.
- Espera. – ele disse me
afastando um pouco.
Não entendi direito, só senti sua
boca em um dos meus seios, o chupando com força. Não precisamente no bico, mais
sim de lado.
- Justin! – dei um tapa nele, ele
tirou a boca lá e logo vi a marca se formar.
Ele deu risada.
- Pronto, a minha marca
registrada. – ele disse orgulhoso.
O olhei incrédula e dei uns tapas
nele.
- Como vou colocar biquíni
amanha? – disse analisando aquela chupada.
- Colocando ué. – ele deu de
ombros.
- Filho da mãe. – bufei.
- Nem ficou feia. – ele disse me
agarrando. – Você também fez uma em mim, nada mais justo
.
Sua mão foi descendo para minha
bunda, dei um tapa na mão enxerida.
- Nada disso, safado.
Ele bufou. Terminamos o banho,
peguei uma boxe do Justin e uma blusa e vesti. Não estava a fim de ir ao quarto
pegar uma roupa, mudei os lençóis e me deitei com Justin. Levantei a blusa e fui
ver a chupada, estava meio roxa.
- Vai passar a noite olhando
isso? – Justin perguntou.
- Vou. – disse.
Fiquei em cima dele.
- Que foi? – ele perguntou sem
entender nada.
Direcionei minha boca pro seu
pescoço, e ele entendeu.
- Não, Mel. – Justin disse
ficando em cima de mim.
- Só mais uma. – disse rindo.
- Não mesmo. A minha também tá
roxa. – ele disse segurando em meus braços pra não tentar nada.
Ficamos naquela brincadeirinha,
mas logo me senti sonolenta.
- Amanhã você me paga. – disse
dando as costas e fechando os olhos.
- Aham, vou sim. – debochou e
puxou meu corpo colando no seu.
Me virei colocando minha cabeça
em seu peito, porque não sou de dormir de conchinha, digamos que acho
desconfortável. Justin passou seu braço em minha cintura fazendo carinho, senti
meus olhos pesarem ainda mais, e adormeci.
Justin’s POV
Acordei antes da Mellanie, ela
continuava agarrada em meu corpo como na noite passada. Saí da cama, fui para o
banheiro e tomei um banho rápido, precisava resolver algumas coisas ainda sobre
o filho da puta do Luc. Não vou sossegar enquanto não pegá-lo. Coloquei uma
bermuda e um boné, desci e fui pra cozinha, logo as empregadas vieram me
oferecendo dezena de coisas, só tomei um copo de suco de laranja, e um pedaço
de bolo. A cozinheira da Mel é ótima, só faz coisas gostosas. Ia em direção a
meu escritório fazer umas ligações quando um segurança parou em minha frente.
- Senhor, o garoto acordou. – ele
disse e ouvi o choro do Jason.
Crianças... Sempre chorando.
Bufei, e ele quer que eu faça o que? Mel que é a mãe dele. Tudo bem Justin, não
vai doer se você for lá.
- Ok. – respondi breve e me
direcionei pro quarto da Mel.
Entrei e o garoto parecia um
pestinha se revirando na cama entre berros. Isso aqui quando crescer vai dar
tanto trabalho que a Mel nem imagina.
- Que choradeira é essa cara? –
perguntei parando em frente à cama.
Ele parou de bagunçar tudo e me
olhou com os olhos vermelhos e nariz também. Jason é branquinho e qualquer
coisa dá pra notar.
- Mamãe. – ele disse entre
soluços.
- Eu quelo a minha mamãe. – Jason
disse.
Que menino chato. Mel que se
resolva com ele.
- Vem, vou te deixar lá.
Me agachei e o peguei, ele logo
grudou-se em meu corpo, colocando sua cabeça na curvatura do meu pescoço, ele
ainda soluçava baixo.
- Não vai parar de chorar?
- Naum. – ele disse me fazendo
rir fraco.
É birrento igual à mãe. No
corredor encontrei minha mãe, ela me olhou estranho porque estava com o Jason.
- Bom dia filho, sendo babá
tão cedo? – ela riu debochada, tinha que ser minha mãe.
- Bom dia mãe, por favor, me
poupe das suas ironias logo cedo. – revirei os olhos.
- Tá estressado por quê? A
vadia não da conta do meu filhote? – apertou minhas bochechas e resmunguei.
- Mãe! – a repreendi. – Por
favor, respeite a Mellanie.
- Qual é filho, sabemos que ela é
só mais uma vadia da sua lista imensa, e logo vai dar um pé na bunda dela.
Aquela mulher é de todos. – minha mãe disse cruzando os braços.
- Dona Pattie, guarde o seu
veneno ok? A Mellanie não é assim, e eu exijo que você a respeite.
- Justin! Isso é jeito de falar
com a sua mãe?
- E isso é jeito de falar com a
Mellanie? Bom, tenho que deixar esse chorão. Dê tchau pra ela, Jason.
Jason deu tchau com a mão
fechada, o que me fez rir. Dei as costas pra minha mãe e fui para meu quarto.
Não mereço ouvir essas besteiras da minha mãe logo às 6 horas da manhã. Mel
ainda dormia toda esparramada na cama, ela agarrava um travesseiro.
- Tá vendo, ela está dormindo. –
mostrei pra Jason que balançou as perninhas, indicando que queria descer.
O coloquei em cima da cama, ele
foi até a sua mãe e a balançou um pouco.
- Tá duminu. – ele disse me
olhando, assenti com a cabeça. – Naum, coda ela.
- Não Jason, deixa sua mãe dormir.
- Naum. – ele disse choramingando.
Se ele começasse com o berreiro,
Mellanie acordaria com certeza.
- Depois ela acorda, porque você
não volta a dormir? – tentei convencê-lo.
Ele negou com a cabeça. Que
teimoso.
- Puque naum. – ele disse e
segurou o rosto da Mellanie com as duas mãos. – Mamãe, coda.
- Jason! – o tirei de lá. – Vem,
vamos brincar de alguma coisa.
- Naum, quelo minha mamãe. – ele
disse e saímos do quarto.
- E eu quero que você cale a
boca, que porra. – disse e ele começou a chorar dizendo que queria a Mellanie.
Não gostava de vê-lo chorando.
Por algum motivo estranho, eu não gostava.
- Tudo bem, tudo bem... - o
peguei nos braços. - Tá com fome? – ele negou com a cabeça. – Eu não sei o que
fazer... – murmurei.
Fui pro meu escritório, sentei em
minha cadeira e o coloquei sentado em minhas pernas, ele ainda estava com um
pijama do Homem-Aranha. Peguei algumas folhas, e um lápis e dei pra ele riscar,
ele pareceu interessado, ele ficava rabiscando, aproveitei e fui fazer minhas
ligações.
Acho que serei um péssimo pai,
olha só, nem paciência com uma criança eu tenho. O foda é que Jason tem um
gênio muito forte, tem a quem puxar. Ainda tou pra encontrar uma mulher chata
como a Mellanie. Mas o que ela tem de chata, tem de gostosa. Fiz minhas
ligações e ninguém tinha noticia do Luc, que porra. Bateram na porta e era meu
pai.
- Bom dia filho. – ele disse
sentando-se na minha frente. – Virou babá agora? – riu.
Bufei e larguei o celular na
mesa, enquanto Jason bagunçava uns papeis.
- Até você pai? – disse
estressado.
- Wow calma ai cara, alguém mais
pisou no seu calo?
- Minha mãe, às 6 horas da manhã
enchendo meu saco, vê se pode?
- Meu filho, sua mãe enche o meu
toda hora. Aquela mulher é demais. – ele disse e rimos.
- Não sei como você a aguenta.
- Eu não aguento, eu faço é
correr dela, pelo amor de Deus.
Rimos ainda mais. Meu pai é uma
figura, como ele pode dizer isso da minha mãe? Mas uma coisa ele tem razão, ela
é consegue ser chata quando quer. Tipo esses dias, que ela e a Jazzy resolveram
cismar com a Mel.
- Então filho, como vai os
negócios? – ele perguntou.
- Ótimos, pai. – sorri de lado. –
Só que andei vacilando esses dias.
- O que houve?
- Conseguimos pegar o Luc, e por
um descuido ele fugiu.
- O Luc? Nossa, há muito tempo
que esse cara perturba em.
- Exato. Mas os dias dele estão
contatos. – disse e ele assentiu. – Enfim, quero fazer algo hoje, tipo um
churrasco... Convidar família e amigos.
- Comemorar algo em especial? –
ele perguntou.
Jason jogou o lápis no chão, o
olhei com uma cara feia, ele deu um sorrisinho.
- Caiu. – ele disse, meu pai riu.
Apanhei o lápis e o entreguei.
- Não vou comemorar nada, só deu
vontade. – dei de ombros.
- Entendo. Esse moleque parece
muito com você quando era pequeno, sem vergonha do mesmo jeito. – ele riu.
Dei risada.
- Como sabe? Você mal esteve
presente quando eu era pequeno. – disse o provocando.
Gostava de passar umas verdades
na cara do meu pai. Mas mesmo assim, ele não se sentia culpado de jeito nenhum.
Ele é foda.
- Que isso filho?! – ele riu. –
Das vezes que eu te vi, você era assim, não que tenha sido muitas vezes...
Gargalhamos, Jason sem saber do
que a gente falava, riu também. Olhamos surpresos para ele, e rimos de novo.
Bando de anormais.
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Continua?
Obrigada por todos os comentários.
Amo vocês ♥


