Fanfics - Justin Bieber

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 37 - Very hot

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Vi que Jason estava em um sono profundo. Tirei sua mão e sua cabeça de cima de mim e o ajeitei em um travesseiro, o deixando confortável. Me levantei devagar e olhando se ele não acordava. Realmente não sei que merda eu tenho na cabeça de atender ao pedido do Justin, mas sabe... A curiosidade – ou safadeza – matou a gata. Fechei a porta devagar e fui até a cozinha pra tomar água. Subi as escadas devagar, a casa estava silenciosa, passei pelo corredor até chegar à porta do quarto do Justin. Eu abri a porta sem bater, eu nunca bato pra ser sincera, na cama os lençóis estavam meio desarrumados, talvez ele estivesse deitado ali, porém agora ele havia sumido feito vapor d’água. Qual é a desse idiota? Pede pra eu vir aqui e fica brincando de esconde-esconde. Estava quase dando meia volta quando a porta do banheiro foi aberta, era o Justin, óbvio.

- Que bom que veio. – ele disse aproximando-se de mim.

- O que você quer? – perguntei.

- Se você não soubesse, não teria vindo aqui. – ele sorriu sínico.

Foi a minha vez de dar uma risada sarcástica. Era isso mesmo?

- Não sei. Quero ouvir de você. Que as palavras saiam de sua boca. – cruzei os braços esperando sua resposta.

- Não se faça de inocente Mellanie, porque isso você não é.

- Nós dois sabemos disso caro Justin. Já que você não vai falar, tchauzinho. – disse dando as costas e caminhando em direção a porta.

Suas mãos foram rapidamente para minha cintura, colando meu corpo com o seu, suas mãos me rodearam me impossibilitando sair. Podia sentir seu membro encostando em minha bunda, mordi os lábios.

- Eu quero te foder. – ele sussurrou em meu ouvido e tive que soltar uma risada.

Me soltei de seus braços e o olhei.

- Quer dizer que você quer foder com a vadia que queria só seu dinheiro, que é uma falsa que não vale nada, e que você não queria nada de mim. É isso mesmo? Eu não ouvi direito.
- Isso são meros detalhes.

- Nunca cuspa no prato que comeu, Justin. Como você disse, eu não passo de uma vadia interesseira, então deixa eu te contar uma coisinha, a vadia interesseira não vai transar com você e quer que você se foda. Passar bem !

- Não. – segurou em meu braço. – Espera. – me olhou. – Eu estava com ódio de você quando disse aquelas coisas, você tem que entender o meu lado.

- Eu não tenho que entender nada. Você sempre me tratou como uma vadia, e nós sabemos que eu posso ser qualquer outra coisa, mas vadia eu não sou.

Ele respirou fundo e passou a mão nos cabelos ainda me olhando.

- Tudo bem Mellanie. Você não é uma vadia qualquer ok? – aproximou-se de mim segurando em meus braços e me olhando intensamente. – Você é a MINHA vadia.

Suas mãos desceram para minha cintura, prendendo meu corpo contra o seu, mantínhamos o contato visual, bem próximos.

- Eu não sou sua... – murmurei.

- Você é minha desde o dia que colocou os pés na minha casa, você é minha porque eu fui o primeiro e único que tocou em você. Você é minha porque eu quero que seja, e você sabe que é. Totalmente minha Mellanie. Podem existir outros, mais serei o único. Onde você estiver, serei eu que irei te deixar noites sem dormir, que rondarei por seus pensamentos, sou eu quem você deseja. Sou eu quem te dá prazer, sou eu o seu dono e pai do seu filho. Quer mais motivos? – ele segurou em meu queixo e nossas respirações se confundiam.

Fechei meus olhos e senti a respiração do Justin bater em meu pescoço me causando arrepios. Como ele podia ter tanta certeza disso? Talvez por que ele saiba que eu sou dele. Eu não quero enganar a mim mesma, ele tem razão.

- Você é minha... – ele sussurrou fitando meus lábios e depois meus olhos.

Eu queria poder me afastar dele. Dizer um não para ele, mas eu simplesmente não consigo. Odeio me sentir assim, submissa. Justin levou seus lábios para minha mandíbula dando demorados beijos ali, fazendo acender meu corpo. Sua respiração suave batia em meu pescoço, causando leves arrepios. Suas mãos faziam carinhos em minha cintura. Tudo lentamente e torturante. Ele só pode querer que eu admita que a foda dele me faz falta. Nossos olhares se encontraram novamente, minha respiração estava descompassada, meus lábios começavam a ficar ressecados, porque até então, havia esquecido até como se respirava, e estava com a boca entre aberta sugando o máximo de oxigênio que eu podia, Justin passou a língua em seus lábios e os encostou-se aos meus. Estavam molhados e macios, como sempre. Ele fez uma pequena pressão, o que deu pra sentir bem a maciez deles. Até então minhas mãos estavam imóveis, mas as subi, fazendo um caminho por seu abdome até chegar a sua nuca, pousando-as ali.

Entre abri meus lábios e foi “a deixa” para a língua de Justin tomar conta da minha boca. O beijo era lento, mais não deixava de ser quente. Sua língua acariciava a minha, a envolvia e a chupava. O beijo do Justin é incomparável, ele sabe realmente o que fazer com a sua língua, em todos os sentidos. Ele segurou entre os meus cabelos dando intensidade ao beijo, eu estava tão colada ao seu corpo que sentia seu membro, isso é excitante. Mesmo ele não estando “no ponto”, sentir o membro de um homem encostar em qualquer parte do seu corpo te deixa excitada, e isso é óbvio. Prendi seu lábio entre meus dentes, dando espaço para respirarmos um pouco, fui soltando devagar, logo retomando o beijo, Justin sugou meu lábio inferior com vontade, me deixando sem chão, pedindo por mais. Encerramos o beijo e ficamos de testas coladas apenas sentindo a respiração do outro, afastei-me do Justin e nos olhamos.

- E você é meu? – perguntei.

Afinal, não gosto de dividir o que é meu ,o que deve ser meu e o que penso que é meu. Sou mesmo egoísta.

 - Eu sou o que você quiser... – ele sussurrou dando um meio sorriso.

Ri fraco e Justin segurou em minha mão me levando até a cama.

- Você diz isso porque quer transar comigo. – disse.

- Cala a boca, nós vamos nos amar agora. – piscou me fazendo rir.

- E você faz amor? – perguntei.

- Eu não faço amor, eu fodo com força, digamos que é a minha forma de fazer amor.

Gargalhei alto.

- Fodendo com força? – perguntei arqueando as sobrancelhas.

- Você nunca reclamou. – ele deu de ombros.

Me sentei na cama e comecei assisti-lo tirar sua roupa. Eu sou uma filha da puta mesmo, jurei ódio eterno por Justin e olha onde eu estou agora? Na sua cama, pronta pra abrir as pernas para ele. Justin tirou sua regata, me dando aquela visão de seu abdome, peitos e braços definidos. Ele é gostoso pra caralho.Em seguida, ele tirou sua calça de moletom, ficando apenas de cueca preta totalmente colada em seu corpo, ressaltando suas coxas e seu pênis, mordi meus lábios. Justin estendeu sua mão, peguei e levantei. Ele aproximou-se de mim e suas mãos foram para a barra da minha blusa, a levantando tirando do meu corpo e a jogando em qualquer lugar. Ele sorriu maroto e seus dedos encontraram os botões da minha calça, enquanto ele dava beijos em meu ombro nu suas mãos abriam o zíper da calça, ele a desceu até a minha bunda e foi me empurrando para a cama, deitei, Justin tirou meus saltos os jogando longe e puxou a calça do meu corpo.

- Sempre gostei de roxo. – ele disse ao ver minha lingerie roxa.

Revirei os olhos sorrindo, Justin pegou em minha perna e a acariciou da ponta dos pés até a parte inferior da minha coxa, me causando sensações incríveis e tremores. Ele me lançou um olhar matador e começou beijando meus pés, fazia um pouco de cócegas, fiquei o olhando a avançar sua trilha de beijos por minha perna, passou pelo joelho chegando à coxa, ele levantou minha perna e senti sua respiração no meio das minhas pernas, me deixando em chamas. Seus lábios encostaram na parte inferior da minha coxa, fechei os olhos com força respirando fundo, ele deu alguns beijos e passou a língua, algumas vezes. Sua respiração tão próxima da minha intimidade me deixava louca, seus lábios encostaram de leve por cima da minha intimidade por cima da calcinha que estava bem molhada, dando um beijinho demorado e logo senti sua língua passar de leve, me deixando sem chão, sem ar, sem nada, apenas com vontade de senti-lo o mais rápido possível. Ele riu pelo nariz e passou para a outra perna, fazendo o mesmo processo que fez com a outra. Depois disso, os beijos reiniciaram da minha intimidade – ainda coberta pela a calcinha – passando por meu umbigo, onde ele fez questão de enfiar sua língua e mordiscar, soltei um pequeno riso. Ele foi subindo com os beijos, até chegar ao meu sutiã. Ele pulou a parte coberta e deu alguns beijos por cima, eu olhava cada coisa que ele fazia comigo, cada abuso que ele praticava em meu corpo, abusos esses, que eu estava adorando.

- Hoje eu vou foder esses seios deliciosos, Mel. – ele sussurrou me olhando e passando sua língua entre meus seios, que estavam bem saltados por conta do sutiã.

Orgasmos me esperam hoje. Eu já estava mais do que encharcada e com esse ser me torturando, não iria demorar muito para o primeiro orgasmo.

- Vamos fazer tudo o que você tem direito. – sua voz estava incrivelmente e fodidamente sexy.

Oh meu senhor. Que homem é esse?

Segurei em sua nuca o puxando para um beijo. Que foi bem rápido, por sinal. Ele separou nossos lábios e passou suas mãos por minhas costas, me arqueei e ele abriu meu sutiã, ele puxou os libertando.

- Perfeitos para uma espanhola. – ele disse segurando meus seios com força, seus polegares foram direto para os meus mamilos, me fazendo morder os lábios.

 Ele saiu de cima de mim e ficou deitado de lado, sua boca foi logo para um dos meus seios, o abocanhando com força e o apertando ao mesmo tempo. Ele sugava com força, mordiscava, lambia, fazia tudo o que tinha direito, ou o que ele achava que tinha. Justin passou a língua no meu mamilo que já estava mais do que rígido, não me contive e soltei um gemido rouco, minha boceta pedia por atenção, ela pulsava, eu queria ser tocada.

- Justin... Me toque. – murmurei mordendo meus lábios que estavam mais do que vermelhos a essa altura do campeonato, e olha que o jogo nem havia começado, ainda.

- Shii... Tenha paciência, uma coisa de cada vez. Você vai gostar... – ele disse e colocou meu seio em sua boca, sentia sua língua brincar com meu bico, Justin o prendeu com os dentes e quase gritei.

Sua mão foi para o outro, dando um pouco de atenção, segurei em seus cabelos, fazendo carinhos, em seguida Justin começou a dar a devida atenção para meu outro seio, fazendo o mesmo processo. Depois disso, ele me levantou me deixando sentada na cama, e me olhava com pura malicia e com um sorriso safado no rosto.

- Vamos fazer um oral ao mesmo tempo, vai ser divertido gatinha. – ele me beijou. – Conhece o 69?

- Já ouvi falar.

- Então vamos praticá-lo.

Ele levantou-se e livrou-se de sua cueca, deixando seu pênis totalmente armado, saudades do meu doce favorito. Me levantei e me livrei da minha calcinha molhada, Justin deitou-se e me chamou com a mão. É sempre bom tentar algo novo, principalmente no sexo. Nunca tentei esse 69, mas deve ser bom pra caralho. Me sentei na barriga do Justin de costas para ele, pronta pra deitar.

- Cuidado pra não se engasgar com meu pau. – ele piscou, e ri fraco.

- Cuidado pra você não engolir a minha boceta.

Justin riu e me deitei. Eu estava de quatro, a única diferença era que Justin estava debaixo de mim. Vai ser foda, receber prazer e dar prazer, é difícil se concentrar em duas coisas. Senti a respiração do Justin entre minhas pernas e logo sua língua dando lambidas na minha vagina, de cima a baixo, lambidas essas que faziam minhas pernas estremecer, as mãos grandes de Justin estavam em minha bunda a apertando, olhei para seu pau em minha frente e procurei me concentrar no belo boquete que daria a Justin, pelo menos ia tentar, porque não é todo dia que tem alguém lambendo,chupando,mordiscando sua boceta e você ainda ter que pagar um boquete. Peguei em seu pau e passei a língua na cabecinha e em toda a extensão do seu membro, digamos que o lubrificando, coloquei somente a cabeçinha em minha boca e a suguei, nesse momento Justin me chupou com força que foi inevitável não gemer.

- Oh my god... – murmurei.

- Continue cachorra. – ele disse e deu um tapa em minha bunda.

Coloquei o máximo que pude o pau de Justin na minha boca, e o que não dava eu masturbava, o chupando com força, retribuindo todo o prazer que ele estava me dando. Com a outra mão apertei as bolas de Justin, devagar, as massageando. Ele bateu em minha bunda novamente, senti adormecer, mais nada disso doía, só aumentava o tesão. Quando achei que não passaria de chupadas, Justin passou seu dedo em minha entrada até meu clitóris, porém voltou para minha entrada e o enfiou dentro de mim, nesse momento quase mordi seu pau, se eu estivesse mordido seria meu fim, não a nada mais precioso para Justin do que seu enorme, gostoso e pulsante pau, mais ele tem razão, não é todo mundo que tem um pau incrivelmente gostoso como esse. Enquanto seu dedo saia e entrava em mim, sua língua continuava com seu trabalho, dando pinceladas em meu clitóris, tirei seu pau da minha boca e continue masturbá-lo, me ajeitei um pouco para alcançar suas bolas, as chupei com vontade, apertei a sua glande ouvindo um gemido abafado de Justin, ele sugou meus lábios maiores e tirou seu dedo, colocando sua língua que fazia voltas dentro de mim, caralho eu estava indo a loucura, quase subindo pelas paredes. Eu não agüentaria mais, sentia um orgasmo chegando, pronto pra ser disperso na boca de Justin, ainda chupando seu pau rebolei em sua boca me fazendo fechar os olhos com força, sentindo minhas pernas estremecerem e meu corpo todo se contorcer, foi quando não agüentei mais e liberei aquilo que estava preso dentro de mim, gozei na boca de Justin que limpou tudo, enquanto isso sentia as veias de seu pau engrossar em minha boca, não parei e aumentei a velocidade, o masturbando e o chupando ao mesmo tempo, Justin apertou com força minha bunda com as duas mãos e ele gozou em minha boca, seu leitinho quente e gostoso foi engolido por mim, sem deixar escapar uma gota se quer. Me ajeitei saindo daquela posição, Justin sentou-se massageando seu pau.

- Deita, vou fuder gostoso esses peitões. – ele disse, soltei um sorriso safado e deitei. – Quero que os segure. – pegou em minhas mãos e posicionou – Isso, assim pra mim.

Eles estavam colados um no outro pra ser sincera e com os mamilos mais rígidos do que nunca.

- Vai ser prazeroso pra nós dois. – Justin disse e rodeou suas pernas em minha cintura.

Com seu pau apontado para mim. Justin colocou seu pau debaixo dos meus seios, e foi o empurrando para o meio, onde eles estavam bem apertados, sentir seu pau entre meus seios era algo novo, muitas novidades essa noite... Estou gostando. Novo, mais não deixava de ser bom. Seu quadril logo foi pegando uma velocidade, enquanto seu pau deslizava em meus seios, saindo e entrando, literalmente fodendo. Eu segurava meus seios, os apertando e mordendo os lábios, o pau de Justin conseguia chegar até meu queixo nessas indas e vindas, coloquei minha língua pra fora, para que o tocasse toda vez que ele se aproximava, parece que Justin adorou a idéia, pois não parava de gemer.

- Isso vagabunda... – ele disse.

Isso era apenas um das coisas sujas que ele falava. Justin tem realmente um vocabulário podre enquanto fode, mais o deixa sexy. Depois que ele matou a vontade dele de fuder com meus seios, Justin me beijou e se pôs entre minhas pernas, as acariciando enquanto seu pau batia em minha intimidade, me ergui para beijá-lo. Enquanto isso ele foi posicionando seu pau em minha entrada, e foi entrando lentamente em mim, chupei seu lábio inferior com força enquanto ele ainda entrava em mim, prendi minhas pernas em sua cintura gemendo baixinho, ele ficou alguns segundos imóvel dentro de mim, enquanto nos beijávamos. O beijo acabou e ele começou a movimentar seu quadril lentamente, entrava e saia devagar, porém ao entrar ele me entocava forte, me fazendo ir para trás, e meus seios se mexerem.

- Ahm... – um gemido escapou de meus lábios.

E Justin continuou na mesma sincronização, hoje ele queria mesmo foder com força, pois não poupava em suas entocadas, alcançando meu principal ponto de prazer, e ele sabia, por isso não parava de me torturar. Ele queria mesmo era torturar hoje, e estava concluindo isso com sucesso. Minha testa começava a suar, grudando os cabelos em meu rosto, assim como os dele. Totalmente sexy seu cabelo na foda e pós-foda. Passei minhas mãos entre eles, o assanhando ainda mais, Justin abriu sua fileira de dentes branquinhos e perfeitos, ele tem um sorriso lindo, perfeito até. O puxei novamente para um beijo, era um desejo insaciável de seus lábios grudados nos meus. Depois de alguns minutinhos ele saiu de mim, deitando-se ao meu lado, e entendi seu recado. Ele queria que eu tomasse conta da missão, me levantei e sentei em cima da sua barriga, esfregando minha boceta ali, Justin mordeu os lábios olhando. Me abaixei arrastando minha vagina por seu corpo, alcancei seu peito, se ele quer tortura hoje, vamos torturar. Passei minha língua no seu mamilo, e ele gemeu gostoso.

- Mellanie...

- Só uma brincadeirinha, baby. – respondi e fiz movimentos circulares com a língua em seu mamilo.

Isso é o fim para os homens. Prendi entre meus dentes puxando um pouco seu mamilo, sorri safada para ele. Em troca, levei outro tapa na bunda, vou acordar toda roxa amanhã. Fiz a mesma coisa no outro, ele estava gostando, porque gemeu bonitinho pra mim. Parei de brincar com ele, e fui realmente para o que me interessava foder, foder e foder. Sentei no pau de Justin e apoiei em seu peito, subindo e descendo, Justin segurava em minha cintura, me ajudando. Meus seios pulavam junto comigo, não que eu estivesse pulando feito uma louca em cima dele, mais eu estava cavalgando feito uma, pau gostoso só dá nisso. Estava ficando cansada daquela adrenalina toda, comecei a ir devagar, deslizando em seu membro, nossos gemidos se confundiam, sem querer arranhei com força o peito de Justin enquanto rebolava, sentindo completamente o membro de Justin dentro de mim. Tombei a cabeça para trás enquanto o suor corria por meu corpo, apoiei minhas mãos nas coxas do Justin e continuei a rebolar. Prendi meu lábio inferior entre meus dentes não deixando escapar mais gemidos, mesmo assim saiam abafados, o cansaço estava visível, voltei a quicar em seu pau, minhas pernas começaram a estremecer, eu me contorcia enquanto gozava no pau de Justin. Ele não havia chegado até seu ápice, então continuei subindo e descendo, e não demorou muito para acontecer, ele gozou dentro de mim e cai cansada do seu lado.

- Sabe... Depois de uma transa nunca temos o que dizer um para o outro. – disse olhando para Justin, que estava sexy suadinho e com o cabelo bagunçado.

- Eu tenho. Você me cansou. – ele disse e eu ri fraco. – Vamos tomar banho, vem.

- Daqui a pouco eu chego lá, vou trocar os lençóis.

- Ok.

Ele disse e saiu para o banheiro, me dando visão daquela bunda gostosa.

- Sua bunda é gostosa. – disse para ele que virou rindo.

- Não mais do que a sua. – piscou e entrou no banheiro.

Ri e fui até o closet pegando lençóis novos, troquei os da cama e fui para o banheiro. 
Precisava mesmo de um banho, amarrei meu cabelo em um coque porque não estava a fim de molhar e ter que secar à uma hora dessas.

- Demorou, estou quase terminando. – Justin disse tirando o shampoo do cabelo.

- Termina logo vai. – disse pegando o sabonete liquido, e passando em mim.

Justin terminou o banho e deixou o banheiro inteirinho pra mim. Olha a alegria da pessoa, tirei o sabonete do meu corpo.

- Justin! Aqui não tem sabonete intimo? – perguntei.

- E eu vou ter sabonete intimo pra que mulher? – ele gritou de volta.

Ri, realmente pergunta idiota essa a minha. Terminei meu banho e me enrolei em um roupão, saí do banheiro e Justin estava todo esparramado na cama de cueca boxe, fui até o seu closet e procurei uma pra mim, achei uma – quer dizer, peguei qualquer uma – e vesti, fui até a parte das camisas do Justin e achei uma cor creme, peguei e a vesti, estava com o cheiro dele. Joguei o roupão por lá mesmo e saí do closet.

- Antigamente as pessoas ainda perguntavam se podiam pegar as coisas emprestadas... – ele referiu-se a sua roupa.

Ri e me joguei na cama.

 - Vai negar que gosta de me ver vestida com as suas roupas? – perguntei.

- Ok, até gosto. Sua bunda fica enorme nas minhas cuecas.

- Você diz isso porque não viu a sua. – disse rindo, ele riu e me puxou para seu peito.
Como sou folgada, estiquei logo uma perna pra cima dele. Sua mão fazia carinho em minha cintura, e eu fazia desenhos imaginários em seu peito nu.

- Você era linda quando chegou à minha mansão com 16 anos. – ele disse do nada e o olhei enquanto ele continuava falando. – Acho que por isso que não te vendi mesmo você não tendo noção do que era transar, eu gostava de transar com você. Sei lá, você tinha algo que as outras não tinham. Você era teimosa pra caralho, não me obedecia e fazia de tudo pra me irritar, hoje continua do mesmo jeito. – ri fraco e ele continuou. – Eu nunca gostei de te dividir, sou egoísta mesmo quando o assunto é você. Ninguém olha ninguém mexe e muito menos toca. Acho que por isso que você foi embora, eu não te dava espaço pra nada.

Realmente era verdade. Ele me sufocava. Não me deixava fazer nada.

- Porque está me dizendo isso? – perguntei o olhando.

- Acho que você deveria saber. – ele beijou minha testa. – Ainda descubro qual o feitiço que você jogou em mim. – rimos.

- Então se for assim, você também é um feiticeiro. – disse e ele sorriu maroto. – Ok, vamos deixar essa conversa pra amanhã. – bocejei. – Estou morrendo de sono. – me aconcheguei em seus braços.

- Ok, boa noite. – Justin disse beijando minha testa.

- Boa. – murmurei e fechei meus olhos.

Ficou ainda matutando o porquê do Justin falar aquilo tudo pra mim. Mesmo assim não demorei muito pra dormir, eu estava cansada e com sono. Acordei com o Justin levantando da cama, me espreguicei e ele entrou no closet, em seguida vestido com uma calça de moletom, parou em frente a janela enorme e cruzou os braços olhando para fora, percebi que estava chovendo e não era pouco.

- Justin... – o chamei. – Volta pra cama, é cedo ainda.

- Está chovendo forte Mellanie, volte a dormir, tenho que sair daqui a pouco.

Bufei e me levantei indo até ele, o abracei por trás, ele estava quentinho apesar do frio que já começava a fazer.

- Você não vai sair chovendo, vem deitar comigo.

- Eu tenho coisas para resolver. – ele disse virando-se para mim.

- Depois você resolve isso, vem. – peguei em sua mão e fui puxando ele para a cama.

Ele bufou mais concordou. Justin deitou-se e deitei entre suas pernas, apoiando minha cabeça em sua peito, ele nos cobriu e ficou fazendo carinhos em minhas costas.

- Se eu acordar e não te encontrar aqui se considere um cara morto. – disse e ele revirou os olhos. – Estou falando sério.

- Ok ok, agora volte a dormir. – ele disse mandão, ri e dei um beijinho nele de consolação.

Dessa vez acordei com o Jason me chamando, olhei para o lado e Justin ainda dormia.

- Mamãe, papai, codem, to cum fome. – Jason disse sacudindo o Justin.

Ainda chovia, pelo visto vai ser o dia todo assim. Não que eu ache ruim, eu acho ótimo quando chove o dia todo. Me virei e olhei no relógio do criado mudo que marcavam quase 10 horas da manhã.

- Jason, deixa seu pai dormir. – disse o tirando de cima do Justin.

- Eu já estou acordado. – disse Justin coçando os olhos. – Caralho, ainda chove.

- Mãe, o que é caralho? – Jason perguntou me olhando.

- Justin ! – olhei para Justin o repreendendo.

- Eu não disse caralho, eu disse carvalho filho. – Justin disse pegando Jason dos meus braços e fazendo cócegas nele.

Ri daqueles dois. E achei fofo Justin chamando o Jason de filho. Eu sei que ele é bom um pai, disso eu não tenho dúvidas.  O quarto foi tomado por gargalhadas, de ambas as partes, no final, sobrou só pra mim. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês ♥ 

sábado, 16 de novembro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 36 - I will not let you go

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Justin’s POV

- Eu não vou levá-la para o Hospital. É perigoso. – disse enquanto imprensava a barriga da Mellanie para não sair tanto sangue. Tínhamos saído de frente da boate, só estávamos em um local mais afastado, menos tumultuado.


- Como não? Quer que ela morra com essa bala na barriga seu imbecil? Eu vou levar a minha amiga agora pro Hospital e ninguém vai me impedir.  Vou ligar pro Renan. – Lilly disse quase se descabelando e pegando o celular.

Bufei. Essa porra não entende.

- Não vai ligar pra porra de Renan, e não vai pra Hospital nenhum. Vamos dar um jeito nisso, Ryan caralho, ligou pro médico?

- Liguei cara, ele já está a caminho da sua casa. Vamos para lá.

- Beleza. Vai dirigindo meu carro. – falei e entrei no banco traseiro onde Mellanie estava desacordada, minha mão já estava ensangüentada.

- Eu não vou deixar minha amiga só. Vou com vocês. – Lilly disse e entrou no carro do Chaz.
Revirei os olhos e logo o Ryan deu partida. Os moleques vinham nos acompanhando atrás. 

Ryan quase voava pelo asfalto. Eu tentava acordar a Mellanie, mas não tinha jeito. Ela apagou total. Já estávamos na estrada a um certo tempo, não sei pra quê viemos pra essa boate longe pra porra.

- Justin, tem alguns carros nos seguindo. E não são Chaz e o Chris. – Ryan disse e olhei para trás.

- Que porra. – soquei o banco. – Se for o desgraçado do Hugo, ele vai ver só. – disse e pulei para o banco da frente pegando uma arma no porta-malas.

- Se tu for atirar vai acertar os meninos. – Ryan disse.

- Pensa que eu não sei? – liguei o rádio. – Hey caras, tem uns manés seguindo a gente, metam bala, falow?

- Falow cara. – Chris e Chaz responderam.

Em seguida ouvi disparos. Ryan ia desviando de todos os carros, conseguia atirar algumas vezes. Mas parece que surgiam até carro do inferno pra vir atrás de nós. E pra completar, veio aqueles policiais do caralho nos mandando parar. Ninguém se quer deu ouvidos para eles e Ryan continuava na velocidade máxima. Agora, possivelmente Hugo ou seus capangas arrombados e a policia atrás de nós.

- Minha munição acabou. Merda! – disse e pulei para o banco de trás novamente.

- Deixa com os meninos agora. – Ryan disse. – Temos que chegar logo em casa.

- Eu sei bro, pisa fundo.

Olhei para Mellanie e ela estava acordando. Voltei a colocar a mão no seu ferimento, ela sentiu dor, era tanta dor que ele nem se quer conseguia falar nada.

- Olha, já estamos chegando em casa.  – disse tentando acalmá-la, apesar de nossa situação estar pior impossível.

Ela colocou sua mão por cima da minha, e a olhei. Droga !

- Calma. – disse novamente.

- Justin, um caminhão ! – Ryan gritou e quando olhei para frente só vi uma luz forte.

Ryan desviou e acabamos caindo da ponte metálica a baixo. Só sentimos o impacto do carro em um rio, vi logo Ryan abri a porta e sair. Ele abriu a porta pra mim e peguei Mellanie em meus braços. Ela estava desacordada de novo, a cada segundo o carro ia descendo para o fundo do rio, e o oxigênio em meus pulmões fugiam. Eu tinha que me salvar e salvar a Mellanie. Prendi o fôlego e tentei nadar até a superfície, Ryan tentava ajudar, tentativas falhas. O empurrei para que ele fosse logo para a superfície e fiz um sinal para conseguir logo ajuda, sei muito bem que os policiais e os infelizes que estavam atrás de nós estão comemorando lá em cima. Segurei Mellanie por debaixo dos braços e nadei o mais rápido que pude, finalmente cheguei a superfície recuperando ar, respirei fundo e continuei a nadar até um local seco, nadei até uma encosta do outro lado do rio. Coloquei primeiro Mellanie fora da água e depois eu subi. Me joguei em meio daquele mato respirando fundo, meus braços estavam dormentes de tanto nadar. Me lembrei que Mellanie ainda estava desacordada, me levantei num pulo e fui até ela. A sacudi pra ver se ela acordava, mais nada. Ouvi Ryan gritar meu nome.

- Estou aqui cara. Vai procurar ajuda agora. – gritei de volta.

- Mas e vocês?

- VAI LOGO PORRA.

Só ouvi o barulho das folhagens. Puta que pariu essas coisas só acontece comigo. Oh cara de sorte eu.

- Mellanie. – continuei a chamando. Mas ela não dava nem sinal.

Tentei fazer uma massagem em seu peito, mas nada. Ela engoliu muita água, eu acho. Me abaixei um pouco mais, encostei meus lábios nos seus, estavam gélidos. Fiz respiração boca a boca e massagem de novo. Fiz o mesmo processo umas duas vezes, e por fim ela acordou, tossindo água. Respirei aliviado, mas ela mal conseguia manter os olhos abertos, apesar de ser a noite, não estava totalmente escuro, a lua ajudava muito clareando.

- Justin... – ela disse muito baixo. – Eu não vou agüentar. – mal conseguia entender suas palavras, ela não parava de tossir. – Cuida direitinho do Jason, do nosso filho.

- Não fala nada. Você está fraca, e o Ryan já foi buscar ajuda. Calma.

- A dor está insuportável. Dói quando respiro. Eu não vou agüentar, eu vou morrer Justin.

Uma lágrima solitária escorreu em seu rosto, foi como mil facadas atravessassem meu peito naquele momento. Não podia acabar tudo isso, não vai acabar.

- Mellanie, não diz isso. Você é forte, por favor, você consegue. Daqui a pouco o Ryan volta com ajuda.

- Justin... – ela engoliu a seco. – Me promete que vai cuidar do Jason. – ela dizia entre soluços e tosse. – Promete por favor. – era uma suplica.

- Eu não vou prometer isso, porque nós vamos cuidar dele, Mel.

Em meio de lágrimas, ela deu um meio sorriso e respirou fundo. Juro que quase a vi partir.

- Eu estou morrendo, Justin. Promete logo.

Fechei meus olhos respirando fundo. Isso estava sendo doloroso pra mim. Homens não choram Justin. Não choram.

- Você não pode me deixar. Não pode ! – disse contendo minhas lágrimas.

Porra, eu disse que homens não choram.

- Eu vou sentir saudades. – ela apertou de leve minha mão. – Eu falhei Justin, desculpa.

- Eu não vou deixar você ir. – limpei rapidamente meu rosto.

- Estou sentindo frio, a dor está passando, eu quero dormir. – ela disse.

Ela não queria dormir. A morte é que estava se aproximando. A coloquei em meu colo, precisamente em meus braços.

- Não dorme, olha pra mim. – segurei em seu rosto. – Vamos converse comigo.

- Eu vou morrer...

- DROGA CADÊ A PORRA DO RYAN QUE NÃO CHEGA. – gritei desesperado.

- Justin... – ela me chamou e a olhei. – Eu ...

Devagar ela foi fechando os olhos. Ouvi Ryan chamar, graças a Deus.

- Mellanie. O Ryan chegou, abre os olhos, vamos, abre.

Ela nem se movia, seus batimentos estavam mais fracos do que nunca. Me levantei e a peguei no colo, eu não vou deixá-la morrer.

- Justin, Justin ! – Ryan chamava.

- Aqui. – gritei.

- Corre, tem uma ambulância aqui perto. – ele gritou de volta.

Corri com a Mellanie em meus braços, e consegui ver Ryan. Ele correu até a mim.

- Não me diga que... – ele disse olhando Mellanie completamente sem vida em meus braços.

- Eu não sei Ryan, eu não sei. – disse desesperados.

Continuamos a correr no meio daquela mata dos infernos. Chegamos finalmente até a beira de uma pista de terra. Realmente havia uma ambulância, enfermeiros e o médico que sempre contrato. A coloquei em cima da maca e colocaram uma máscara de oxigênio, ela não reagiu. Então ligaram o desfibrilador, o aparelho que é usado para parada cardíaca. Se ela não reagisse com isso, seria o fim.  Eu estava observando tudo de fora, com o Ryan, Chaz e Chris. Não sei onde estava a Lilly. Mas ela agora aqui não seria uma má idéia. Eu via seu corpo subir e descer com o impacto daquele aparelho, mas nada dela reagir. Eu não queria pensar o pior, mas eu estava vendo o pior. Eu não quero que ela vá, a quero aqui, mesmo ela longe de mim, mesmo implicando como sempre, mesmo me tirando do sério, mais eu a quero aqui. Comigo. Ela não pode ir, não pode. Pra completar aquele barulho irritante dos infernos de “piiiiii” não parava um segundo, pensei que só tivesse isso em Hospitais. E isso indicava também que ela não reagia. E eu me desesperava.

- Ela vai conseguir cara. Ela é forte. – Ryan disse batendo em meu ombro enquanto eu não desgrudava meus olhos da ambulância ali na nossa frente.

Com a queda, havia alguns machucados em mim. Mas nada disso importava.

- Jason irá se orgulhar da mãe que teve. – Chris disse.

Ele estava falando realmente como se ela estivesse morta.

- ELA NÃO VAI MORRER PORRA. NÃO VAI ! E VOCÊS, FAÇAM ESSA MERDA DIREITO, SE ELA MORRER, VOCÊS MORREM JUNTO. – gritei passando minhas mãos nos meus cabelos desesperadamente.

- Calma cara. Eles estão fazendo o que podem. – Chaz disse.

- Isso não é o bastante. – respondi.

- Senhor, ela não reage. – o médico filho da puta disse de dentro da ambulância.

- Como não? – disse e entrei lá dentro. – Larga essa merda. – disse e peguei o aparelho de sua mão. – Coloquem no máximo.

- Mais senhor...

- Mais senhor é o caralho, façam logo o que eu estou mandando ou morrem eletrocutados.

Disse e os enfermeiros bostinhas engoliram a seco. Fizeram o que eu pedi ,e ssa era a última tentativa. E eu estava apostando todas as minhas fichas nela. Aproximei o aparelho do peito da Mellanie e encostei, seu corpo subiu à proporção que eu levantei o desfibrilador, finalmente aquele barulho terminou, olhei para  um pequena tela ao lado que marcava seus batimentos, eles haviam voltado, só que fracos, respirei fundo aliviado e logo colocaram a máscara de oxigênio de novo.

- Graças a Deus... – murmurei e me levantei pra eles terminarem o trabalho deles.

- Justin cara, ligaram da sua casa e falaram que Jason não dormiu ainda chorando sem parar. – Chris disse.

- Ai meu Senhor, nem acredito que estou passando por isso. – disse passando a mão no rosto. – Manda aquela merda de empregada ou babá sei lá, cuidar dele. É pra isso que aquelas putas são pagas.

- Mais elas fazem isso desde as 10 horas da noite, são quase 3 da manhã cara. – Chaz respondeu.

- E vocês querem que eu faça o quê? – resmunguei e suspirei. Essa vida de pai não é fácil. – Porque não vai um de vocês colocar ele pra dormir, que porra.

- Porque o pai é você. – Ryan respondeu.

- Até parece que eu não sei. – disse. – Liga pra lá, e diz pra vagaba da empregada passar o celular pra ele.

- É serio que vai falar com o Jason por celular? – Chris perguntou.

- Quer que eu fale como? Por pensamentos? – bufei.

- Foi mal cara. – Chris disse levantando os braços.

Ryan discou alguns números no celular do Chaz. Porque foi tudo por água a baixo, literalmente, quando caímos no rio. Ele me passou o celular.

- Passa o celular pro Jason. – falei pra empregada, ríspido.

- Ele não para de chorar senhor... – ela tentou se explicar, essas putas são surdas ou o quê?
Me afastei um pouco dos meninos.

- Você ouviu o que eu disse? Falei pra passar pra ele, caralho. Vai logo e coloca no viva voz.

- Sim senhor.

Ouvi os gritos do Jason se aproximar.

- Jason. – disse e ele parou de gritar. – O que você tem cara? Já passou da hora de dormir.

- Eu quelo a minha mãe. Eu to cum medo papai.

Sabe, você pode ser a pior pessoa do mundo. Mas quando é chamado de “pai”, “ papai” parece que tudo em volta fica melhor, tudo muda. É tão estranho, mas bom ao mesmo tempo.

- Medo de quê? – perguntei calmo.

- Naum sei. – ele respondeu. Crianças. – Cadê a minha mamãe? Ela complou meu plesente?

- Ela comprou sim. Mas ela disse que só vai te dar se você for dormir agora.

- Ela tá ai? Quelo falar com ela.

- Campeão, sua mãe não pode falar agora.

- Cadê vuxê papai? Naum tá lá no carto, naum tá no clitólio, só vou dormir quando vuxê apalecer.

Ri da teimosia desse menino. Ele tem a quem puxar.

- Faz o seguinte. Fica ai no seu quarto e expulsa essa babá feia daí, assiste um desenho que daqui a pouco o papai chega ai, tá bom?

- Vai demolar?

- Não vou.

- Tlás a mamãe?

- Levo. Mas vou te contar um segredo da mamãe quando chegar ai. Agora vai fazer o que eu te falei, daqui a pouco estou em casa.

- Papai.

- Oi.

- To cum fome.  – ele disse e ri fraco.

- Pede pra alguém fazer comida pra você cara, eu tenho que desligar agora. Até já.

- Tiau.

Desliguei. Jason é um caso super sério.  Cheguei perto dos meninos e dei o celular para o Chaz.

- O que ele queria? – Chris perguntou.

- Queria nada. Coisas de crianças. – dei de ombros. - Escutem, amanhã vamos dar um fim logo no Luc e depois no Hugo, vou caçar aquele desgraçado até no inferno.

- Pode deixar com a gente. – Ryan disse.

Ficamos na espera lá naquela pista, só Deus sabe aonde. Depois o médico me chamou falando que havia retirado a bala e que Mellanie estava com febre. Quando eu digo que ela não tem sorte, vocês não acreditam. Mas a notícia boa, é que ela já podia ir para casa, porém ia ficar tomando soro e ficar na máscara de oxigênio. Menos mal. Fui na ambulância, e os moleques nos carros. Demorou um pouco para chegarmos em casa, Mellanie ainda estava desacordada por conta dos remédios que tinha tomado, foi difícil colocá-la lá em cima, coloquei no meu quarto, os enfermeiros ajeitaram tudo. Banho, só amanhã quando ela acordar. Paguei o médico e eles se mandaram.

- Ryan, cadê a Lilly? – perguntei.

- Cara, eu tive que dopar a garota. Ela ficou desesperada quando viu o carro de vocês despencando. – Chaz disse.

- Você é maluco, Chaz? – Chris disse.

- Relaxa, ela vai acordar só amanhã. Em falar nisso, estou vazando, foi muita coisa para um dia só. Amanhã, quer dizer, mais tarde eu colo aqui. – Chaz disse e fizemos nosso toque.

- Também estou indo cara. Dê notícias da Mellanie. – Chris disse e assenti com a cabeça.

- Eu também preciso descansar. Tchau pra vocês. – Ryan disse.

- Deixem de nhem nhem nhem e caiam fora logo. – disse e eles riram.

- Nossa que simpático. – Ryan disse e dei um dedo do meio para ele.

Eles vazaram do quarto e respirei fundo. Ainda tinha que ir ver o Jason, meu senhor. Espero que ele esteja dormindo, amém. Deixei os abajures ligados e saí do quarto, caminhei até o quarto onde Mellanie ficava, abri a porta devagar na esperança de encontrar Jason dormindo, e num é que ele ainda estava acordado? Devem ter pregado os olhos dessa criança. Ele estava tomando algo em uma mamadeira, meio deitado brincando com um dos pés.
- Nem acredito que ainda está acordado Jason ! – disse em um tom bravo. Só mentira.

- Papaaaaai. – ele largou a mamadeira e veio correndo de um jeito engraçado com seu pijama de dinossauros.

Me abaixei e peguei nos braços.

- Já cheguei, agora vai dormir.

Eu disse. Mas do jeito que ele estava grudado no meu pescoço, seria difícil.

- Cadê mamãe? – perguntou.

- Ela já está dormindo, só falta você aqui. – disse e fui desligar a TV. – Que feio em, homenzinhos não usam mamadeira.

- Naum usei, só peguei emplestada. – ele disse e ri fraco.

Ele tem que ser mesmo meu filho pra ser zoeiro assim.

- Quelo durmir com a mamãe. – ele disse quando saímos do quarto.

- Mas não pode se mexer muito. A mamãe tá um pouquinho doente,ok ?

- Tá dodói? É só dá um bejim que passa papai.

- Mais não passa só com um beijo Jason.

- Com dois. – ele fez dois com os dedos e eu ri.

- Talvez.

Entramos no quarto e vi a alegria do Jason quando viu sua mãe.

- Não faz barulho. Fica aqui deitadinho que eu vou tomar banho, já volto. – o coloquei do outro lado da cama.

Ele concordou com a cabeça e fui pro banheiro. Tirei aquelas roupas que estavam maltrapilhas e tomei um banho relaxante. Alguns machucados arderam pra porra. Me enxuguei e vesti uma boxer e uma calça de moletom pra dormir. Jason estava deitado de barriga pra baixo de olhos fechados e com uma mão cheia com os cabelos da Mellanie brincando, seus pés não paravam um segundo, balançando pra lá e pra cá. Ri fraco da cena e deitei ao lado dele. Resumindo. Ele estava no meio da cama, pegando todo o espaço. Mellanie e eu na ponta.

- Já dormiu? – perguntei e ouvi a risadinha do Jason.

- To duminu.

- Ótimo. – respondi e fechei os olhos me enrolando.

Hoje foi um grande dia. Quer dizer, um péssimo dia. Espero que amanhã seja melhor que hoje.

- Papai. – ouvi Jason, e eu pensando que ele já estava dormindo.

- Cadê meu plesente? – ele perguntou.

- Jason ! Vá dormir !

(...)

Acordei com uma mãozinha bem no meu rosto. Era Jason, com certeza. Abri os olhos e tirei aquela mão do meu rosto. Nem sei que horas eram, tateei a mesinha do lado e encontrei um relógio, quase nove da manhã. Coloquei meus pés para fora da cama, e me espreguicei. Me levantei e fui para o banheiro, tirei a boxer e a calça e fui tomar um banho pra despertar. Saí enxugando meus cabelos do banheiro, Mellanie ainda dormia e Jason nem se fala. Fui até o closet e procurei uma roupa, me vesti em segundos e arrumei meu cabelo. Já estava pronto, sai e vi uma movimentação na cama. Mellanie estava despertando, me aproximei da cama, ela piscou os olhos diversas vezes tentando se acostumar com a claridade, que era pouca no quarto, mas irritou seus olhos.


- Você está bem? – perguntei e ela assentiu devagar com a cabeça. – Dói alguma coisa? – ela negou com a cabeça.

Não iria doer nada porque estava a base de remédios.

- Jason está dormindo do seu lado. Ele não parou de perguntar por ti um minuto se quer.

Ela deu um sorriso quase não notado.

- Alguém vai vir cuidar de você. – disse e saí.

Tinha que resolver muitas coisas. Já que Luc estava em minhas mãos, Hugo seria minha prioridade agora. Ele vai queimar no quinto dos infernos com o amiguinho dele.

(...)

Já havia passado duas semanas. Mellanie já estava recuperada e já tinha viajado com o Renan. Não gosto nada dessa idéia. Luc continuava no porão daqui, porque Mellanie queria que ela presenciasse sua morte, então tinha que esperar a folgada voltar da maldita viagem. Jason continua comigo. Porém doente, é... O garoto deu pra adoecer nesses dois dias. Fazem dois dias que ele sente febre alta, já veio médica até do inferno aqui pra consultá-lo. E a resposta é sempre a mesma: Ele sente falta de uma pessoa querida e adoeceu. Como alguém pode adoecer por isso? São dois dias sem dormir direito. E cheguei a uma conclusão. Ele não vive sem aquela vadia da Mellanie. Sem contar, que ele está mais abusado que o normal, não come direito, e fica chorando o dia inteiro. Já nem sei onde arranjo tanto paciência.

- Cara, o jeito é você fazer o que eu te falei. Jason não vai sossegar. – Ryan disse tomando uma dose enquanto estávamos no meu escritório.

- Estou vendo que é o jeito. – bufei pegando meu celular.

Mellanie’s POV

Definitivamente não tive sorte nesses dias. Quase morro duas vezes. Estou acreditando que o capeta não me quer por lá mesmo. E todas às vezes acordo na cama do Justin. Mas voltando aos dias atuais, vim para Miami com o Renan resolver algumas coisas, ele disse que só era comigo. Lilly também está viajando, foi visitar um parente. Estava em um restaurante com o Renan, depois de uma manhã cansativa assinando contratos e mais contratos. Meu celular começou a tocar, vi no visor que era um número desconhecido, quase que não atendia, mas resolvi atender.

- Alô? – disse na ligação.

- Mellanie? É o Justin. Você precisa voltar pra Los Angeles agora. – ele disse mandão. Tá certo.

- Opa opa. Me dê um motivo convincente pra voltar? Estou cuidado dos meus negócios. – disse e Renan me olhou.

- Jason está doente há dois dias.

- Você não passou na minha cara que é pai e que tem que ficar com ele? Então, o pai também cuida do filho quando ele está doente.

- E você acha que eu fiz o que durante esses dias? Ele não tem melhoras. É uma febre que não passa nunca. – ele bufou irritado.

- Eu não posso voltar para Los Angeles agora. Jason vai ficar bom logo, como obrigação de pai você deve cuidar da saúde dele.

- Ah vai tomar no seu cú Mellanie. Eu já fiz de tudo, mais o menino não fica bom. Dá pra vir logo pra cá porra? Ou quer que eu vá te buscar pelos cabelos?

- Isso é patético Justin ! Que pai de merda você é?

- Um que se preocupa com o Jason, agora você que é mãe não está nem aí. Fica ai passando pra cima e pra baixo com esse viado. – ele se referiu ao Renan. – A causa da sua febre e irritação chama-se saudades de você, sua vadia.

- Eu me preocupo com o Jason sim. Eu te falei que ele não iria agüentar ficar muito tempo longe de mim, mas você é um estúpido e não me ouviu. Essas são as conseqüências.

- Eu não quero saber de porras de conseqüências. Você vai entrar na merda de algum jatinho e vir pra cá AGORA.

- Você não manda nem no seu pau, imagine em mim.

- Não faça ir te buscar ai. – ele rosnou de raiva. – VOLTA AGORA ! – e desligou na minha cara.

- Desgraçado, filho de uma puta. – o xinguei guardando o celular.

- O que ele queria? – Renan perguntou.

- Jason está doente há dois dias, e ele quer que eu volte para Los Angeles logo.

- Que eu saiba você não é médica.

- Mas eu sou a mãe dele Renan, ele adoeceu porque sente minha falta. – suspirei.- Quero um jatinho, vou voltar para Los Angeles agora mesmo.

- E o resto dos contratos? – Renan perguntou tentando me convencer pra ficar.

- É com você. – disse.

Terminamos nosso almoço, só fui ao Hotel que estava hospedada pegar minhas coisas e peguei um jatinho de volta para Los Angeles. Cheguei completamente destruída em casa, depois de algumas horas de vôo. Tomei meu banho e era oito horas da noite, Justin ligou umas trezentas vezes, puta que pariu. Que cara chato. Terminei de me arrumar, peguei uma arma, a chave de algum carro e desci. Entrei na garagem, e saí cantando pneus. Cheguei à mansão do Justin, e liberaram a passagem. Parei em frente e desci, toquei a campainha porque sou uma moça educada. A empregada atendeu e entrei sem nem olhar pra cara dela.

- Você aqui de novo? Não sai daqui mais não é vagabunda. – isso era a boa vinda da mãe do Justin.

- Oh despacho de encruzilhada não estou falando com você. E eu venho aqui quantas vezes for preciso. – disse e ela me encarava com nojo. – Cadê o Justin?

- Veio dar outro golpe nele, vadiazinha? – Jaxon disse rindo sarcástico.

- Vou dar um golpe nas suas bolas, moleque atrevido. – bufei e subi as escadas.

Cheguei ao corredor, de longe ouvi o choro do Jason. Fui até o quarto que antes era meu, abri a porta e ele estava numa briga pra vestir a roupa com uma das empregadas, Justin estava perto da janela com o celular na mão, ele caminhava pra lá e pra cá impaciente.

- Deixa isso comigo. – disse e todos me olharam.

- Mamãe. – Jason disse, quase a voz não saia de tanto gritar. Ele estava feito um pimentão.

- Oi meu amor. – disse e fui até ele, o pegando nos braços e o abraçando. Ele realmente estava queimando em febre.

- Finalmente chegou, eu não estava agüentando mais. – Justin disse e revirei os olhos.

- Cala a boca. – disse e tentei acalmar o Jason. – Meu amor, se você deixar a mamãe te vestir, prometo que trago outro presente. – falei para Jason.

- Quelo vuxe mamãe. Naum quelo plesente. – ele apertou meu pescoço num abraço sufocante.

Olhei para Justin, que estava com os olhos fixos em mim. É tão ruim ouvir isso.

- Você tem que falar isso para o seu pai, não para mim.  – disse.

- O papai vai dexar a mamãe comigu né papai? – Jason disse entre soluços.

- Só se você ficar bom logo cara. Há dois dias que não consigo dormir. – Justin disse.

- Pode ir dormir, vou ficar aqui com ele. – respondi e Justin não disse nada.

Aproximou-se de nós e deu um beijo na testa do Jason e saiu. Coloquei Jason na cama e terminei de vestir sua roupa, o coloquei nos braços e sai do quarto, desci as escadas e passei pela sala ignorando aquele povo. Fui até a cozinha, como esperado Jason não havia comido. Dei algumas gotinhas pra baixar a febre, e fiz uma sopinha, ele comeu reclamando, mais comeu.  Depois subi com ele, deitei com ele na cama, e fiquei fazendo carinho em seus cabelos. Ele estava com a cabeça apoiada em meus seios e a mão na minha barriga. Sua testa ainda estava quente, mais tenho que esperar o efeito do remédio. Meu celular vibrou indicando uma mensagem, o peguei e era do numero do Justin. Dizia na mensagem.

Vem até aqui.

Mandei para ele.

Pensei que estivesse dormindo -,- .

Se eu estivesse dormindo, não estaria mandando mensagens. O Jason dormiu?

Olhei para Jason e ele tinha fechados os olhinhos. Mas seus dedinhos ainda se mexiam em cima da minha barriga.

Quase.

Mandei.

Quando ele dormir, vem aqui.

Bufei e coloquei o celular do lado. O que o Bieber quer dessa vez? 



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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês ♥