Fanfics - Justin Bieber

domingo, 8 de dezembro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 39 - End of Luc

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Acompanhei Justin até o porão, depois de Luc ter fugido daquela vez a segurança por ali havia aumentado e muito. Chegamos até lá, só soube que era o Luc amordaçado porque Justin me contou, ele estava tão sujo que logo de primeira não consegui identificar. Resíduos de sangue estavam em toda sua roupa e corpo, estou vendo que a hospedagem aqui é cinco estrelas mesmo. Soltei uma risada amarga, o vagabundo ainda por cima estava dormindo.

- Acordem ele, agora. – disse em bom tom para aqueles capangas ouvirem.

Iam aproximando-se dois para acordar Luc.

- O que pensam que estão fazendo? – Justin disse os encarando e eles pararam. – Nem pra isso servem. – ele caminhou um pouco por ali, pegou um balde com água e jogou no rosto do Luc. – É assim que faz seus imprestáveis. – rosnou e jogou o balde em cima de um deles.

Luc começou a tossir, e finalmente estava acordado. Ele rapidamente fixou seus olhos em nós, sorri amarga.

- Feliz em me ver Luc? – perguntei com os braços cruzados, o encarando. Justin estava do meu lado observando tudo.

- Pensei que já estivesse morta, vadia. – mal consegui entender o que saia da sua boca imunda.

- Ainda me afronta a altura do campeonato? – perguntei e Justin riu amargo do meu lado.

- O jogo só termina quando o juiz apita. – Luc disse.

- Pois o jogo acabou pra você Luc. Pessoas baixas e nojentas como você não merecem viver...

- Quando você quiser... – Justin disse ao meu lado.

- Quero que algum de vocês grave o que vai acontecer a partir de agora, uma pessoa precisa ver. – disse e um pegou o celular assentindo com a cabeça.

- Já sabe o que fazer? – Justin perguntou.

- Claro. – sorri para ele. – Me tragam o alicate. – disse e logo ele estava em minhas mãos.

- Você não precisa fazer isso, não precisa se sujar com sangue desse verme. – Justin disse me olhando.

- Não, eu quero fazer isso. Quero fazê-lo sofrer, como eu sofri quando ele pegou o Jason.

- É Bieber, deixa a vadia fazer tudo sozinha. Pra te dar um golpe ela não precisou de ninguém pra ajudá-la. – Luc disse.

Justin fechou os punhos e vi suas veias do pescoço saltadas. Mais o impedi de fazer algo.

- Aprecie de camarote. – pisquei para Justin. – Segurem as mãos dele e não deixem fechar. – apontei para dois capangas, e assim eles fizeram.

- Sua cadela, vou vir do inferno pra te buscar. – Luc se debatia, ou pelo menos tentava, ele estava fraco demais para qualquer ação.

- Pode crer que o diabo não vai me querer por lá. Ele não vai querer perder seu trono, porque aonde eu chego, eu me aposso. – disse rindo.

Peguei o alicate e fui arrancando dedo por dedo das mãos do Luc. Me dava prazer vendo ele sofrer daquela forma, nenhuma lágrima escapava dos seus olhos. A dor era intensa demais para ele chorar, e nem quero que ele chore. Quero que ele sofra por dentro, lentamente, dolorosamente, até a morte. Das suas mãos gotejavam sangue sem parar, isso me divertia. Eu queria mais, não iria deixá-lo morrer assim. É pouco para ele.

- Me dêem uma faca. – disse largando aquele alicate. Peguei a faca e pedi pra que segurassem a cabeça de Luc.

Seus olhos transpareciam a dor, ele gritava internamente, para não se mostrar fraco. Mais ele é fraco sim, é um merda insignificante que agora vai queimar no quinto dos infernos.

- Sua desgraçada. – Luc me xingava, eu nem me importava, estava me divertindo muito pra me importar com qualquer coisa. Ainda mais vindo dele.

- Ui, acho que me ofendeu. – ri e logo fechei a cara. – Você mexeu com a pessoa errada, e esse foi seu pior erro.

Passei a faca afiada em sua bochecha que logo fez um corte profundo, começou a sair sangue sem parar, ele gritou alto. Eram musicas para meus ouvidos.

- Isso dói? – perguntei furando a outra bochecha. – Responde desgraçado, isso dói? – segurei com força em seus cabelos o fazendo me encarar.

Ele fez que sim com a cabeça, e eu gargalhei.

- Isso não é nada comparado a dor que eu senti quando você pegou o meu filho. Nada se compara, e nada mais justo do que você arcar com as suas conseqüências não é mesmo? Qual você quer que eu arranque primeiro, o olho esquerdo ou direito? – disse apontando a faca para um depois para o outro.

- Mellanie. – ouvi Justin me chamar.

Me virei e o encarei.

- Não precisa fazer isso...

- Eu quero fazer isso. – repeti o que tinha dito há alguns minutos atrás. – Vou mandar de presente para um velho amigo meu. Será que ele vai gostar Luc?

- Me mata logo sua vagabunda. – ele implorava.

- Está implorando? – ri - É isso mesmo. Continue implorando, não vou dar esse gostinho. Você merece sofrer.

Peguei a faca e enfiei a ponta no seu nariz e sai puxando para baixo, rasgando até o queixo. Realmente, ficou uma desgraça em seu rosto. Seu grito foi agudo, meu sorriso estava de orelha a orelha. Nunca me senti assim, tão realizada cometendo tal crueldade, que Deus me perdoe mais sei que vou pro inferno mesmo. Poderia deixá-lo sentindo dor até morrer, mais seria boazinha demais com ele. Ouvi o barulho da serra elétrica, me virei e era Justin. Ele esbanjava um sorriso enorme nos lábios, me afastei e observei meu homem entrar em ação.

- Chega, eu ainda tenho coisas mais importantes para fazer. – ele sorriu malicioso para mim, retribui o sorriso. – Quais suas ultimas palavras Luc? – Justin perguntou alto, porque o barulho da serra elétrica atrapalhava um pouco.

- Vão pro inferno. – Luc disse com dificuldade.

- Nos veremos lá.

Justin colocou a serra a altura do pescoço do Luc e foi passando a serra, jorrando sangue. Eu via seu prazer arrancando a cabeça do Luc fora, sei que não é hora de pensar nessas coisas, mais eu ficava excitada de vê-lo assim. Torturando alguém. Logo a cabeça de Luc estava no chão, e só havia sangue e mais sangue por todo o lugar.

- Terminem isso. – Justin jogou a serra elétrica no chão. – O quero em pedaçinhos.

- Quero a cabeça em uma bandeja de prata, e a gravação. E isso é pra ontem. – mandei e eles assentiram.

Olhei para mim e estava completamente imunda.

- O que vai fazer com a cabeça dele? – Justin perguntou quando já estávamos saindo do porão.

Não queria nem encostar nele porque o sangue do desgraçado do Luc estava impregnado em meu corpo. Que nojo.

- Adivinha? – sorri. – Hugo vai gostar do meu presente.

- Você gosta de cutucar a onça com a vara curta né? – Justin me perguntou sorrindo.

- Claro que não. E a onça aqui sou eu.

Justin riu, fomos para o seu quarto. Que claro, eu me apossei também. Entrei no banheiro e Justin já estava tirando sua blusa para tomar banho também.

- Ah não Justin, eu vou tomar banho primeiro. Sai. – disse.

- Que besteira é essa? Até parece que nunca te vi nua. – ele disse me olhando jogando a blusa no cesto. Pelo menos ele não é bagunceiro e deixa tudo jogado no chão.

- É mais eu quero tomar banho sozinha ok? Sabe esperar? Ótimo. Agora sai.

Na realidade, eu só não queria tomar banho com ele com um riacho de sangue entre minhas pernas. É desconfortável. Os homens têm que entender isso também.

- Vou tomar banho em outro banheiro. – bufou. – Fresca! – tirou a calça e jogou no chão, pegou uma toalha e saiu.

Retiro o que eu disse dele não ser bagunceiro. Bufei e peguei sua calça e joguei no cesto. Me despi e entrei debaixo do chuveiro. Não sei por quanto tempo fiquei ali, mais tinha que ter a certeza de que não tinha mais nenhum resíduo se quer do sangue daquele verme, eu precisava ficar limpa novamente.

- Morreu ai dentro? – Justin perguntou batendo na porta.

Bufei. Queria mandar ele tomar no cú.

- Sim eu morri. – revirei os olhos e peguei um roupão me enrolando.

- E mortos falam? – ele perguntou enchendo minha paciência.

- Não me enche porra. – resmunguei e saí do banheiro.

Justin estava todo esparramado na cama de boxe olhando para a TV enquanto tomava uma cerveja.

- Estressada.

- Sou mesmo, e ainda vem você encher minha paciência, é pedir pra morrer. – disse indo para o closet, lembrei que não tinha roupa minha aqui.

Nem roupa, nem absorvente, nem calcinha. Nem nada. Que porra.

- Maldição. – bufei saindo do closet.

- O que foi dessa vez? – Justin perguntou. Ele deve ter muita paciência comigo.

- Não te interessa.

- Porra Mellanie, eu entendo que seus hormônios estão à flor da pele por causa dessa maldita menstruação, nem sei por que tem essa porra mesmo, porque se não fosse isso estaria agora te fodendo, mais não é porque você está assim que tem que sair distribuindo patadas por aí. Eu estou falando direito com você porra, então me responda direito. Estou sem paciência para suas mudanças de humor hoje, fui claro? – Justin disse com raiva.

Preferi nem responder por que causaria uma discussão que se possível, iria durar até amanhã. Abri a porta, Justin perguntou alguma coisa mais era tarde demais, já havia fechado a porta. Se der sorte, ainda encontro absorvente entre as minhas coisas que deixei aqui. Entrei no quarto, que agora era do Jason, ele estava dormindo feito um anjinho, andei nas pontas dos pés e fui até o closet. Fucei e encontrei roupas minhas, abri umas gavetas e por milagre de Deus tinha absorvente ali, me vesti ali mesmo, coloquei um baby doll. Não vou dormir com a blusa do Justin hoje, mesmo que seja uma tentação, mesmo tendo seu cheiro, mesmo sendo confortável mesmo eu gostando, eu não vou. Dei um beijinho no Jason e saí do quarto, entrei no quarto do Justin e ele continuava na mesma posição de antes, peguei o seu secador de cabelo e fui secar os meus. A TV estava ligada, mais foda-se, tenho certeza que Justin não estava prestando atenção na TV.

- Mellanie. – ouvi ele me chamar, mas ignorei. – Caralho, desliga essa porra. Estou tentando ouvir algo.

Justin estava fritando a minha paciência. Contei até dez mentalmente, deixei ele reclamando sozinho e terminei de secar meu cabelo. Me deitei do lado que estava vazio e dei as costas para o Justin. Depois de um tempo Justin ficou me cutucando.

- Está dormindo? – ele perguntou.

- Não, estou treinando para quando eu for morrer. – respondi e Justin me virou brutalmente.

- Para de ser ignorante.

- Então não faz essas perguntas bestas. Me deixa e vá assistir a TV.

- Mel... – ele respirou fundo, tenho certeza que ele queria me dá um murro no meio da fuça.

- Mel o cacete. Não me enche tá bom? Se não quer levar mais patadas me deixa quieta na minha. Já que está sem paciência.

- Cala a boca, ok? – disse visivelmente estressado. – Nunca pensei que fosse tão difícil... – ele falou mais pra si mesmo do que pra mim.

- Do que está falando? – perguntei o encarando. – Eu disse que...

Justin segurou em meus pulsos e em um movimento rápido ele ficou em cima de mim, colando urgentemente seus lábios nos meus. Me soltei de suas mãos e segurei em sua nuca aprofundando o beijo, Justin segurou em minha cintura com força colando mais ainda em seu corpo. Arfei e mordisquei seu lábio.

- Eu disse que não daríamos certo nós morando juntos. – disse ainda com seus lábios próximos dos meus.

- Quem disse que eu gosto de coisas fáceis? – Justin me selou – Você é difícil Mellanie, mais não para mim.

Justin colou novamente nossos lábios, em um beijo de língua. As mãos de Justin começaram a passear por meu corpo, de cima a baixo, alisando, acariciando, apertando, ele realmente não se decidia no que fazer com elas. Eu já estava ficando sem fôlego, Justin tem um fôlego e tanto, ele desgrudou nossos lábios e desceu para meu pescoço, dando beijos quentes. Alguém avisa a ele que eu não vou transar com ele hoje? Primeiro, porque não posso e segundo , eu não estou afim. Mais era impossível abri a boca pra falar tamanha coisa com ele devorando meu pescoço ascendendo um fogo dentro de mim. Suas mãos foram rapidamente para debaixo da minha blusa, subindo.

- Justin... – murmurei.

- Hm. – ele murmurou voltando seus lábios para minha boca.

- Sabe que eu não posso né? – disse separando nossos lábios.

- Não me importo em transar com você desse jeito. – ele disse como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Mas eu me importo. Eu não vou transar com você assim. – revirei os olhos.

- Você complica tudo meu Deus. – Justin bufou saindo de cima de mim.

- Vai na mão colega, ou chama uma vadia das suas boates. Simples, boa noite.

Bufei e me virei me ajeitando para dormir. Ele que vá comer as vadias dele então.

- Nem um boquete? – Justin perguntou colocando seu rosto na curvatura do meu pescoço.

- Boa noite, Justin. – fechei os olhos.

Depois de alguns minutos senti Justin passar seu braço em minha cintura por debaixo da minha blusa.

- Chata. – ele disse.

- Eu ouvi isso em. – me virei e coloquei a cabeça em seu peito.

O sono acabou me vencendo rápido demais. Eu estava cansada.

(...)

Acordei e Justin não estava do meu lado, o que não era de se admirar. Me levantei na maior preguiça do mundo e fui ao banheiro fazer minha higiene, tomei um banho demorado e fui me arrumar. Vou sair, preciso cuidar da minha vida também, dos meus negócios e falar com o Renan. Ele não vai gostar nada da idéia de eu vir morar aqui com o Justin, mais tenho que olhar por um lado bom, vou ficar perto do meu filho, e do Justin. Coloquei um short jeans, uma blusa regata, um salto, peguei meu óculos escuro, bolsa, celular, arma e saí do quarto. Fui até o quarto do Jason, entrei e ele estava se mexendo na cama, provavelmente acordando agora.

- Bom dia meu amor. – sentei na cama e mexi nos seus cabelos.

- Mamãe. – ele se espreguiçou e coçou os olhos.

Jason é a coisa mais fofa do mundo quando acorda. Com os olhinhos inchados, cabelos bagunçados e todo manhoso. Tem como não amar?  Ele veio pro meu colo e o abracei.

- Vamos descer e falar com a tia Rose.

Ele assentiu. Coloquei minha bolsa de lado e o peguei nos braços. Jason envolveu suas pernas na minha cintura, e apoiou sua cabeça no meu ombro. Saímos do quarto e desci as escadas, Jason ia conversando comigo, chegamos na cozinha, Jazmyn estava tomando café com o Jaxon. Ignorei e chamei uma das empregadas, tenho que trazer Rose pra cá, tipo urgente.

- Sim senhora. – ela respondeu.

- Dê banho no Jason, e comida, vou ter que sair agora.

Ela assentiu, Jason não quis desgrudar de mim. Ainda chorou, mais eu precisava realmente sair.

- Bom dia queridos. – disse para Jazmyn e Jaxon, e mandei beijinhos.

Eles resmungaram alguma coisa e saí da cozinha. Fui até a garagem e peguei o meu carro, manobrei e saí passando pelo o portão. Pisei fundo e dirigi até a minha mansão, combinei tudo com a Rose, pedi pra que ela arrumasse suas coisas e depois a pegava. Liguei para Renan marcando um encontro com ele, no galpão. Assim que desliguei, meu celular começou a tocar de novo, dessa vez era Lilly.

- Fala vadia. – disse ao atender.

- Iai puta, já estou em Los Angeles.

- Que bom. Precisamos conversar.

- Vish, que merda andou fazendo em?

- Nem eu sei. – rimos. – Me encontra no galpão? Estou indo pra lá falar com o Renan.

- Falow, até.

A vadia desligou na minha cara, joguei o celular no banco do celular e afundei o pé no acelerador, queria chegar logo. Logo peguei a estrada de terra, a poeira cobria todo o meu carro, dá próxima vez mando asfaltar essa merda de estrada. Logo avistei o galpão naquele fim de mundo, entre as matas. Era grande, pra dar todos os caminhões com as minhas cargas, armas entre outras coisas. Vi o carro do Renan estacionado entre outros carros que os meus homens usam. Estacionei o meu e desci, logo veio uns capangas enchendo o saco.

- Bom dia senhora. – ele disse sorridente.

- Por acaso o dia ta bom pra você? Porque pra mim ta péssimo. – respondi rude, ele engoliu a seco e eles abriram os portões.

Entrei e encontrei Renan largado no sofá com um notebook no colo.

- Que mau humor é esse? – ele perguntou sem tirar os olhos do notebook.

- Normal ué. – dei de ombros e me sentei no outro sofá. – Só não gosto deles enchendo meu saco.

- Então, me chamou exatamente para quê?

- Está mexendo no que? – perguntei porque seus dedos não paravam um minuto.

- Estou vendo algumas estradas que os policias não conhecem, para passar suas cargas de propina.

- Ótimo. – sorri. – Então, continuando... Eu te chamei aqui pra te informar uma coisa.

- Vish, não enrola demais em. Já pode dizer o que é.  – Renan disse.

Realmente ele sabia quando eu enrolava demais.

- É que... Justin me fez uma proposta e...

Renan fechou o notebook e me olhou.

- Que proposta? Logo o Justin, Mellanie?

- Espera deixa eu terminar de falar. – bufei – A proposta é volta a morar com ele.

- Quê? Tá brincando né, claro que você não aceitou. – ele disse convencido do que falava.

- Eu aceitei Renan.

Ele arregalou os olhos para mim.

- Você aceitou? Pelo amor de Deus. Eu preciso te lembrar do que esse imbecil já fez com você?

- Não Renan não precisa porque eu sei de tudo, além do mais já aprontei com ele também. Mas essa é a única forma de ficar perto do Jason, eu não posso ficar longe dele.

- Longe do Jason ou do Justin? – ele perguntou irônico.

- Chega né. – disse estressada. – Faço isso pelo o meu filho.

- E isso envolve você... – ele procurava as palavras certas pra continuar a frase. – Você dormir com o Justin? Faça-me favor Mellanie. Não adianta mentir pra mim, você não aceitou só pelo o Jason, você quer viver lá enfurnada sendo... – ele parou de falar e eu o encarava incrédula.

- Continua Renan. Sendo vadia dele? Era isso?

- Não, eu não ia falar isso.

- Claro que ia. Olha o que eu tenho com o Justin não é da conta de ninguém, muito menos da sua. E se eu quiser dá pra ele, o problema é meu. – disse alterando minha voz.

- Mellanie. – ele fechou os olhos e respirou fundo voltando a me olhar. – Eu não queria falar isso.

- Você queria sim. Não adianta falar uma coisa que eu já sei.

- Desculpa é que você sabe como o Justin é. Ele não é de ninguém e você pode ferir seus sentimentos.

- Eu não gosto dele ok? Então não tem como ferir meus sentimentos.

Foi difícil concluir essa frase, porque eu sabia que no fundo, lá no fundo isso era totalmente mentira.

- Não minta pra você mesma. Eu só queria te alertar.

- Não precisa me alertar de nada Renan, eu sei o que faço da minha vida. Uma decepção a mais ou a menos não vai mudar em nada.

Renan ia falar algo quando a Lilly chegou causando como sempre.

- Oi vadia. Que saudades de você. – ela praticamente se jogou em cima de mim me abraçando.

- Ai Lilly, sai de cima caralho. – a empurrei e ela foi cumprimentar o Renan.

- Nossa, é essa que você recebe a sua melhor amiga, sua best, sua best friend forever.

- Lilly. – ri. – Vá dá o cú ok?

- Eu não dou. Só empresto.

Ela disse e gargalhamos. Renan levantou-se me olhou e saiu levando o notebook com ele.

- O que deu nele? – Lilly me perguntou.

- Sei lá. Ele ficou todo estranho porque aceitei morar com o Justin. – dei de ombros.

- VOCÊ O QUE PIRUA? – gritou.

- Filha da puta, estou bem do seu lado. Não grita ok? Foi isso mesmo que você ouviu. – revirei os olhos.

- Como assim você não me conta esse babado menina?

- Eu estou contando agora, oh santa.

- Mas como foi? Ele chegou tipo “Mora comigo se não você nunca mais vê o Jason” ou “ Mora comigo e vamos foder 24 horas por dia “ Qual das opções? – ela perguntou e eu gargalhei.

- Você não presta sua idiota. – disse ainda rindo. – Ele disse que queria resolver nossa relação, que desse certo entre nós.

- Qual a relação de vocês exatamente? – ela sentou sob as pernas com as mãos no queixo me olhando.

- Ahm...estamos ficando ué. – dei de ombros.

- Ah me poupe Mel, ficar é coisa de adolescentes. Ele está te comendo e isso é tudo.

Gargalhei e dei uns tapas nele, de leve.

- Sua vagabunda, então porque pergunta? – ela riu. – Eu não sei Lilly, vamos ver no que essa merda vai dar.

- Tá bom né. Eu quero ver o Jason, trouxe presentes para ele. – ele disse batendo palminhas.

- Na boa Lilly, às vezes você parece uma patricinha disfarçada de criminosa, senhor amado. – ela mostrou o dedo do meio, dei risada. – Trás presente pra ele e pra mim não? Que vadia.

- Meu bem, você limpa o cú com dinheiro então você que compre suas coisas.

- Te fode. – respondi rindo.

Olha a espécie de amiga que eu tenho. Uma dessas está em extinção a muito tempo.

- Meu benhe, está na hora de trabalhar. Vamos dá uma voltinha pelas as boates? – Lilly me perguntou. Ainda era cedo, tipo umas nove horas da manhã.

- Agora Lilly? – perguntei morrendo de preguiça enfurnada no sofá.

- Claro né. Recolher dinheiro, parece que não quer mais trabalhar. Que moleza é essa? Vem levanta. – pegou em meus braços puxando.

- Espera porra, to levantando. – me levantei e dei uma arrumada no cabelo.

- Ótimo, ah vadia eu tenho uma idéia e você vai amar.

- Então me conta enquanto eu vou dirigindo ok?

Ela assentiu.

- Oh Renan. – o chamei mais ele não respondeu. – Oh seus emprestáveis, cadê o Renan? – perguntei aquele horror de homem que tinha ali.

- Ele saiu senhora, ele tinha que resolver algumas coisas.

- Filho da puta, nem pra avisar. – bufei. – Quando ele der as caras por aqui, manda ele checar os carregamentos que vão chegar hoje, e a fronteira ele sabe qual é.

- Sim senhora.

- Vadia, eu vim no meu carro.

- Idai? Entra aqui no meu, depois voltamos e pegamos o seu.

- Você é um amor de pessoa sabia? – ela disse entrando, acabei rindo.

- Eu sei amor. – soltei um beijinho pra ela.

Liguei o carro e peguei aquela estrada de terra de novo.

- Me diz a idéia.

- Bom, sabe que a maioria das boates ou quase todas só tem umas vadias seminuas se esfregando naqueles ferros quase mostrando os ovários para os homens. – gargalhei e ela continuou. – Então você deveria colocar uns homens bem gostosos em uma das suas boates, porque não é só homem que paga pra comer as vadias. Talvez tenha mulher pagando pra ser comida. – ri novamente, mais a idéia era fantástica.

- Ai Lilly meu amor, você sabe que eu te amo né? Adorei a idéia. Isso vai bombar.

- Seja menos falsa, queridinha. – ela riu.

- Seu orifício anal. – disse e rimos.

- Então, concorda? – ela disse e assenti.

- Sobre preciso saber onde vou encontrar esses pedaços de mau caminho pra poder colocar na boate.

- Meu bem, você está falando com a pessoa certa.

- Sabe onde? Meu Deus anda se prostituindo com eles é baranga? – disse gargalhando e finalmente cheguei ao asfalto.

- Cala a boca porra. – ela riu. – Não é nada disso ok? Eu sou bem informada.

- Então você faz disso, pega esses machos e manda eles irem para uma das boates, a tarde vamos escolher. O que acha? – mordi os lábios, ela riu safada.

- Com direito a eles tirar a roupa? – Lilly perguntou, via a malicia em seus olhos.

- Claro bem, precisamos saber se as clientes vão gostar.

- Olha, adorei isso. – rimos.

Nossas risadas foram cessadas pelo o meu celular tocando. Atendi e coloquei na viva-voz, com a Lilly não tem segredo e ainda mais era o Justin.

- Onde está? – ele perguntou.

- Bom dia pra você também. – ouvi ele bufar.

- Onde você está?

- Estou dirigindo Justin, vou às minhas boates.

- Fazer o quê?

- Você acha que eu faço o quê lá? Vou receber dinheiro e dar ordens naquelas merdas, sacou?

- Não tinha mais ninguém pra fazer isso pra você? – ele perguntou me estressando ainda mais com o interrogatório.

- Vai interrogar muito? O que você quer?

- Fui ao quarto e você não estava lá.

- Claro eu estou aqui. – disse como se fosse óbvio, Justin bufou novamente e Lilly riu baixinho. – Do mesmo jeito que eu acordei e você também não estava.

- Eu estava no escritório, custava ir lá? Quem está aí com você? – perguntou estressado.

- Eu não sabia que você estava lá ok? É a Lilly. – revirei os olhos.

- Oi Justin. – Lilly disse.

- Eae. – Justin respondeu. – Vai demorar?

- Eu não sei Justin, cadê o Jason?

- Está brincando provavelmente. - Eu vou passar em casa, vou mandar alguém deixar a Rose ai ok? Eu quero comer mais a comida dessas empregadas ai.

- Fresca. – ele resmungou. – Aproveita e trás tuas coisas também. Tudo.

- Não exagera. – revirei os olhos e um ser me fechou assim que eu ia virar a rua, baixei o vidro. – SEU FILHO DA PUTA, ESTÁ COM O OLHO AONDE? NÃO ESTÁ VENDO O SINAL CARALHO.

- Mellanie porra, o que foi? – Justin quase berrou no telefone.

- Nada, só você que está me atrapalhando. Tenho que chegar logo em casa.

- Você está falando com os pés e as mãos ou a boca?

- Com o seu pau filho da mãe. – bufei irritada e Lilly riu.

- Realmente quando ele está na sua boca você não consegue falar. – ele riu safado. Lilly gargalhou.

- Justin cacete, cala a boca. Queria mais o quê? Fala logo ou eu desligo na sua cara. – falei impaciente.

- Quero que esteja aqui para o almoço. Meu pai vai chegar de viagem hoje.

- Não vai dar tempo, são quase dez horas.

- Foda-se. Esteja aqui para o almoço, Mellanie.

- Mas...

- Estou esperando. – ele disse e desligou o celular.

- Está vendo porque acho que isso só vai dar merda? Desgraçado, filho da puta. – resmunguei.

- Calma amiga, ele faz isso só pra te irritar.

- E ele está conseguindo né. E ainda mais o Jeremy meu senhor.

- Quem me dera com um sogro daquele. – ela mordeu os lábios.

- Oh sua tarada, para de fantasiar com o Jeremy. Não consigo imaginar ele em cima de você. – disse rindo.

- Pois eu consigo e muito. Oh fuck me Jeremy, fuck me. – ela disse gemendo.

Quase chorei de rir. Lilly é definitivamente uma jóia rara que não vale nada.

Fomos a quase todas as boates, só faltavam duas. E iríamos à tarde, voltamos antes do meio dia para a mansão do Justin antes que o biba se exaltasse. Lilly no caminho ligou para os garotos gostosos que ela conhece e marcou para irem todos para uma das minhas boates. Rose há essa hora já deve estar na mansão, depois eu pego o resto das minhas coisas em casa. Passei pelo o portão e estacionei o carro em frente, iria sair depois mesmo.

- Preciso de um banho. – disse saindo do carro.

- Eu também preciso. – Lilly resmungou subindo as escadas para chegar à porta.

- Não mais do que eu.

Entramos em casa, fui até a cozinha pra me certificar que Rose já estava comandando tudo. Lá estava ela com o Jason que logo esticou os braços em minha direção.

- Não amor, mamãe vai tomar banho e depois volta ok?

Ele choramingou e Lilly como uma boa babona que é foi pegá-lo e falou dos presentes. Ele se calou rapidinho.

- Interesseiro. – resmunguei. – Já volto.

Subi as escadas e fui até o escritório do senhor todo poderoso, Justin Bieber. Entrei sem bater mesmo e ele estava conversando com o Ryan.

- Cadê a educação? – Ryan zoou. Nossa ele tirou um ótimo dia pra frescar comigo.

- Foi dá o cú por ali, não quer ir também? – cruzei os braços, Justin me fuzilou.

- Mellanie. – Justin disse.

- Que é?

- Cara depois a gente termina essa conversa. Não quero ser picado por ela. – Ryan levantou-se.

- Por acaso me chamou de cobra? – o fuzilei.

- Fui. – Ryan disse.

- Seu viado. – gritei mais acho que ele nem ouviu.

- Eita meu senhor, que bicho te mordeu? – Justin perguntou.

- Nenhum. Pede pra servir logo a mesa, tenho que voltar daqui a pouco.

- Voltar para onde? – Justin arqueou as sobrancelhas.

- Para a boate, Lilly me deu uma idéia genial. Vamos escolher homens para dançar junto com as vadias que ficam se requebrando também, nada mais justo.

- Quê? Quem envolve esse vamos?

- Eu e Lilly.

- A Lilly pode ir, você não. – ele disse assinando alguns papeis.

- O que há de mal vê-los nus? Do mesmo jeito que vocês vêem as vadias das boates, também podemos ver eles ué. – disse inocente e Justin arregalou os olhos.

- Pior ainda. Ficou louca porra? Sai daqui pra ver macho nu, se quer ver pau tem o meu.

- Não seja estúpido Justin. Ninguém vai fazer nada demais, só ver se as clientes vão gostar ué.

- Eu vou dá na sua cara se continuar com essa história. – ele rosnou jogando a caneta em cima da mesa e me olhando. – Não vai e pronto.

- Escuta só, você não é meu dono pra mandar em mim ok? E se eu quiser eu vou você querendo ou não.

- Como é a história? – ele levantou-se me olhando fixamente.

- Isso mesmo que você ouviu. Estou menos de 48 horas debaixo do mesmo teto que você e já vem querendo me falar o que devo fazer ou não. Depois quando eu falo que essa porra não vai dar certo, você diz que eu que sou complicada, a culpada sou eu. Sempre eu.

- Eu não fico vendo vadias nuas se elas são boas ou não para os clientes. Os clientes que devem achar isso, eu não. Agora você quer ir ver um monte de machos nus? Não tem cabimento, Mellanie.

- Mais que porra! – disse com raiva. – O que não tem cabimento é você se meter nos meus negócios. Eu não me meto nos seus, e nem me importo o que fazem quando aquelas vadias chegam nos caminhões, não me importo.

- Até parece que não. Eu me importo sim com você, querendo ir ver se o pau do cara é grande ou não. Me poupe né.

- Eles não vão tirar a roupa. – suspirei, se eu fosse prolongar essa briga iria até mais tarde.

- Você disse que eles estariam nus, agora mudou de idéia porque eu não deixei?

- Que inferno. Se eu faço o que você quer, você também reclama? Ah vá tomar no cú Justin, e não me enche.

- Eu não sou otário Mellanie, eu vou com você pra boate.

- Não vai não.

- Não quer por quê? – provocou.

- Para de me estressar, que merda. Faça o que quiser também, porra. – dei as costas pra sair.

- Mellanie. – Justin me chamou, bufei e virei o olhando.

- Que?

- Não imagina como você fica sexy toda bravinha. – ele disse rindo sentando-se.

- Já sabe onde ir tomar né? – disse raivosa e sai do escritório batendo porta.

Justin me deixa louca. Puta que pariu, haja paciência senhor. Estragou minha brincadeirinha com a Lilly. Só porque íamos fazer uma festinha privada com os gatinhos, vem Justin dando um de meu dono. Tomar no cú que é bom ele não quer.

Lilly’s POV

Mellanie se enfurnou no escritório com o Justin pra variar. Esses dois são gato e cachorro, se mordem depois estão nos carinhos. Vai entender. Levei Jason para o quarto dele, ele ficou super feliz com os brinquedos e eu fiquei mais ainda ao vê-lo feliz. Deixei ele com a empregada e peguei uma roupa da Mellanie no seu antigo closet, sei que ela não se importa mesmo e roupa é o que não falta. Peguei a roupa e fui para um quarto ao lado, coloquei a roupa em cima da cama e fui tirando minha blusa, entrei no banheiro e levei um susto da porra quando vi Ryan.

Espera.

Ryan nu. Tomando banho.

Puta que pariu. Acho que quem tá mais molhada aqui sou eu. Só de vê-lo nu senti meus bicos ficarem rígidos, eu queria desviar meu olhar do seu corpo, mais aquele homem continuava mais gostoso do que antes.

 - Lilly? – Ryan disse assustado.

- Ai meu Deus, me desculpa. Eu não sabia que você estava aqui. Droga, aqui tem vários quartos e eu venho logo nesse. – passei a mão nos cabelos.

Ryan saiu do box e veio até a mim. Ai senhor, não conseguia tirar meus olhos de seu pau, porra.

- Acredita em destino, baby? – ele perguntou bem próximo de mim.

Eu já sentia o calor do seu corpo. Ryan colocou as mãos nos botões do meu short e os abriu, em seguida fez isso rapidamente com meu sutiã.

- Vem cá, vamos matar as saudades. – ele sussurrou e mordeu minha orelha.

Gemi baixinho e quando vi Ryan já estava me levando para dentro do box. Com meus seios descobertos e totalmente rígidos que chegavam a doer, e de calcinha. Ele me imprensou na parede e atacou meus lábios. 


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Continua?
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 38 - Resumption

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Depois da seção cócegas, fui tomar um banho pra despertar enquanto Justin e Jason continuavam na bagunça em cima da cama. Fiz minha higiene matinal, e saí do banheiro enrolada em um roupão, senhor estava de gelar. Fui até o closet do Justin, afinal minhas roupas não estão aqui, e andar nua é que não vou nesse frio da porra. Peguei uma cueca box, uma calça de moletom e uma blusa dele. Vesti, estava parecendo um homenzinho, mas com swag. Amarrei a blusa porque era grande demais. Saí do closet e fui colocar aqueles dois pra fora da cama.

- Se apossou mesmo? – Justin perguntou se referindo as suas roupas.

- Fazer o que né. – dei de ombros. – Vem Jason, vamos comer algo.

- Vamu papai. – Jason disse.

- Vão ter que me esperar tomar banho agora. – Justin disse levantando-se com Jason, e me entregando.

Daqui a alguns dias não posso mais carregá-lo, está meio pesadinho.

- Vai logo, já estou começando a ficar com fome também.

Justin entrou no banheiro e coloquei Jason no chão, fui arrumar os lençóis. Jason ficou se danando como sempre, crianças têm uma energia enorme. Depois de alguns minutos Justin saiu enrolado em uma toalha na cintura e outra secando os cabelos, dei uma olhada discretamente – ou quase – para seu corpo, Justin riu e foi para o closet, em minutos saindo vestido. Todo empacotado, era frio demais meu senhor.

- Podemos ir agora.

- Quero minhas roupas. – disse.

- Têm algumas no seu quarto. – Justin disse. – Você não as levou lembra?

Levantei as sobrancelhas me lembrando do episodio.

- Papai, papai. – Jason disse puxando a calça do Justin e levantando os braços.

- Não sabe andar não Jason? – perguntei.

- Deixa ele, Mellanie. – Justin falou defendendo seu filhote e o pegou, o colocando no pescoço.

- Se você derrubá-lo eu arranco suas bolas. – disse após sairmos do quarto.

- Você não tem coragem de fazer isso, com o que vai brincar? – ele disse sorrindo maroto, revirei os olhos dando um meio sorriso.

- Mamãe, também quelo blincar com as bolas do papai. – Jason disse inocente enquanto andávamos pelo corredor. – Papai blinca comigo?

Justin começou a rir alto, parecia um retardado rindo sem parar. Não me contive e comecei a rir também. Esse Jason...

- Não Jason, só a sua mãe que pode brincar com as minhas bolas. – Justin disse tentando recuperar o fôlego que havia perdido nas risadas. – Né Mellanie?

- Ah claro. – disse irônica. – Para de falar essas coisas na frente dele, seu imoral. – dei um tapinha no braço do Justin.

- Qual é? Eu não disse nada demais. – Justin disse dando de ombros, ou tentando, porque Jason estava em seu pescoço.

- Sei.

Chegamos até a escada. E pro meu desespero, Justin ficava brincando de derrubar o Jason, que ria da situação. Meu coração vinha na boca e voltava. Descemos a escada, e durante o percurso eu ia brigando com o Justin, que nem ligava. Passamos pela cozinha, Jazmyn estava vendo TV, mas seu olhar foi para nós, ela me olhou com nojo e surpresa por me ver ali, nem dei bola pra ela, porque me estressar uma hora dessas na vale a pena. Ela não vale a pena. Chegamos à cozinha e Justin tirou Jason do seu pescoço, e o colocou sentado, em seguida sentou do seu lado.

- O que vai fazer pra gente comer, Mellanie? – Justin perguntou.

- Eu? Não vou fazer nada. Pra quê que serve essas empregadas? – perguntei com os braços cruzados e sentando.

- Nossa. Que humor é esse? – ele perguntou.

Preferi nem responder e chamei uma daquelas folgadas pra vir colocar algo na mesa. Em minutos, a mesa estava repleta de coisas deliciosas. Ou aparentavam ser, mesmo assim prefiro as comidas da Rose. Sou fã daquela mulher. Nem em 10 anos sendo cozinheira, eu aprenderia tudo o que ela sabe. Então imagine, ela cozinha bem pra caralho.

- Mel, dá pra fazer um ovo mexido pra mim? – Justin perguntou todo manhoso com cara de cachorro que caiu da mudança.

- Me poupe né Justin, tem um horror de coisas aí pra comer, e você vai querer ovo mexido? – perguntei.

- Idaí? Vai me negar isso?

- Manda uma dessas empregadas. Eu tenho que ficar de olho no Jason.

- Não, eu quero que você faça. Se eu quisesse que alguma fizesse, teria pedido não a você. E eu fico de olho nele.

- Nossa... – disse e me levantei. – Não é sempre que você vai ter essas mordomias não meu filho e só pra avisar, eu não cozinho bem.

Peguei uma frigideira própria pra fazer ovo mexido, coloquei no fogo e esperei esquentar.

- Meu bem, se você sabe foder bem, você sabe cozinhar bem. Aprenda isso. – Justin disse.

- Papai, o que é foder? – Jason perguntou.

Meu Deus, hoje ele deu pra perguntar tudo.

- Justin... – disse o olhando pra ele não responder.

- É o que eu e a sua mãe fazemos. Um dia você vai fazer isso. – Justin disse naturalmente.

- Justin, cala a boca.

- Vou? – Jason perguntou.

- Vai sim. – Justin riu pelo nariz.

- Deus me dê paciência pra agüentar vocês dois. – disse e ouvi Justin rir.

Desviei minha atenção daqueles dois e fui fazer os ovos mexidos do Justin. Ficou pronto e coloquei na mesa, Justin lambeu os lábios.

- Ficou bom. – ele disse e arqueei as sobrancelhas. – Quer dizer, dá pra engolir.

Abri minha boca pra mandar ele ir tomar no cú. Mas não quero que Jason venha me perguntar o significado disso. Como eu iria explicar?

- Eu disse que não sabia cozinhar. – dei de ombros.

- Ficou bom sua chata.

- Então come essa merda calado. – bufei.

- Minha nossa senhora Jason, sua mãe tá estressada hoje. Está vendo? Me deu um milhão de patadas. – Justin disse para Jason. Um milhão não, mas umas três.

- Ela que blincar com as suas bolas papai. – Jason disse todo inocente.

Se ele não fosse uma criança, e não soubesse realmente o significado do que ele fala, eu não acreditaria no que estava ouvindo. Justin riu tanto que se engasgou.

- Mas ela já fez isso ontem à noite. – Justin disse tomando suco de laranja.

- Parem de falar isso, mais que porra. – disse estressada.

TPM é você? Justin calou a boca e Jason também. O celular de Justin começou a tocar, ele atendeu. Falou pouca coisa e desligou.

- Realmente vou ter que sair agora, me espere aqui não irei demorar.

- Se você sair, eu vou embora. – disse o olhando.

- São só alguns minutos... – ele disse frustrado.

- Não quero saber, se você sair eu vou pra casa. Aliás, já deveria ter ido.

- O que deu em você Mellanie? Anda se estressando muito rápido. Se foi por causa que o Jason disse... – o cortei.

- Não é isso. – suspirei. – Eu vou pra casa. – disse por fim.

- Não. – Justin disse seco.

- Você vai resolver suas coisas e eu vou pra casa.

- Eu já disse que não.

- Eu preciso ir para a minha casa.

- Sua casa é aqui. – Justin disse.

- Justin, por favor, não complica as coisas ok?

- Por favor, você né Mellanie, eu não estou complicando nada. Eu quero te manter por perto, e você quer se ver livre de mim e do Jason.

- Não é nada disso, não inventa história. O que eu quero é ir pra minha casa, é bem simples.

- O que quer fazer lá? – ele perguntou me olhando.

- Depois eu volto.

- O que você tem? – Justin perguntou preocupado.

Chama-se mudança de humor antes da TPM, isso é uma merda. Uma hora você se estressa, outra hora quer chorar, quer rir feito uma retardada, são humores diferentes. Resumindo: TPM é uma merda. Nem sei pra quê existe isso mesmo, só pra avisar que não estamos grávidas, só isso. Ah, e foder com nossas vidas.

- Tudo bem, você não quer dizer. Então vamos fazer assim, você vai comigo, te deixo na sua casa e eu vou resolver minhas coisas. Você resolve as suas, te busco e voltamos para a casa. Tudo bem assim estressadinha?

- Ok ok... – suspirei. – Vamos agora?

- Só vou lá em cima. E come tudo em Jason. – ele disse assanhando os cabelos do Jason e saindo da cozinha.

As famosas cólicas começaram a me atormentar. Fala sério. Tomei um copo d’água e fiquei vendo Jason devorar um pedaço de bolo, esse menino come demais. Em seguida Justin chegou à cozinha.

- Vamos. – ele disse para a mim.

- E o Jason? – perguntei.

- Margareth? – ele gritou e veio uma empregada. – Olhe o Jason, daqui a pouco estamos de volta.

- Sim senhor. – a empregada disse.

Justin saiu na frente e o acompanhei até a garagem. Vi meu carro entre os seus, que eu lembre tinha o deixado ontem estacionado em frente da porta principal. Percebi o olhar do Justin sobre mim enquanto olhava para meu carro.

- Eu mandei alguém guardá-lo aqui. E não, você não vai pra casa nele, eu vou te levar pra ter a certeza que vai voltar pra cá. – ele disse me puxando para um meio abraço.
- Eu nem disse nada.

- Mas pensou. – beijou minha testa.

Entramos no seu carro, ele fez manobra e saímos da garagem. Ainda chovia, mas estava fraco. Passamos pelo portão e Justin pisou fundo, as ruas estavam escorregadias e perigosas, em tempos de chuva os acidentes aumentam 50%, é o que dizem os jornais.

- Justin, vai devagar. – disse olhando pela janela.

- Não vai me contar o que você tem? – ele disse me dando uma leve olhada e depois para a estrada.

- Não quero que fique com raiva se eu mandar você se fuder, tá bom?

- Período menstrual? – ele perguntou. Pelo menos, lento ele não é.

- Estou sentindo algumas dores de cólicas, nada demais.

- Ontem você estava sentindo? – ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

- Não, foi hoje pela manhã.

- Isso explica o bom humor. – ele disse irônico.

- Desculpa. – murmurei.

- O que disse? – ele perguntou.

- Desculpa. – repeti.

- Ah?

- Desculpa.

- Acho que não ouvi direito, Mellanie Fox pedindo desculpa, é de se admirar. – ele disse risonho.

- Idiota. – ri.

Justin parou em um sinal vermelho, o que é um milagre.

- Quer que eu pare em alguma farmácia?

- Não, eu tenho comprimidos lá em casa. – respondi.

- Ok.

O sinal abriu, continuamos nosso percurso. Justin parou em frente ao portão, abaixou o vidro e falei pra liberarem a entrada. Justin entrou e parou em frente à entrada.

- Eu volto pra te buscar. – ele disse.

- Ok.

- Esteja pronta em uma hora.

- Tá tá.

- Estressada.

Puxou meu rosto e encostou nossos lábios. Justin passou sua língua entre meus lábios e os entre abri liberando a passagem da sua língua, que logo foi de encontro com a minha. Em um ritmo delicioso. Mordisquei seu lábio e separamos nossos lábios.

- Até daqui a pouco. – disse.

- Até. – Justin respondeu e dei um selinho nele saindo do carro.

Ele deu a volta, acenei e entrei em casa. Ah essa cólica infeliz que me mata.

- Senhora, a senhorita Lilly ligou. – Rose disse assim que me viu passar pela porta.

- O que ela queria? – perguntei indo até a cozinha, Rose vinha atrás de mim.

- Não sei, ela perguntou por você, eu disse que você estava na casa do senhor Justin.

- Ela vai me matar. – murmurei e fui até uma gaveta onde guardo meus remédios.

- Fiz mal senhora?

- Não Rose, está tudo bem.

Respondi e peguei uma cartela de comprimidos, tomei um e saí da cozinha. Rose veio me acompanhando.

- Está tudo bem Rose? – perguntei.

- Ahm...sim senhora. Mas tem uma pessoa que quer falar com você.

- Quem? – perguntei virando para olhá-la.

- A Jack. – ela respondeu com receio da minha reação.

- Ela resolveu dar as caras? – perguntei. – Fale pra ela que me procure outra hora, estou meio estressada hoje.

- Sim senhora. – Rose disse e voltou para a cozinha.

Subi as escadas e cheguei a meu quarto. Tenho que resolver a minha vida, não posso ficar pra lá e prá com o Justin. Tem que ser uma coisa concreta. Peguei meu celular e tinha muitas ligações perdidas da Lilly, eu tinha esquecido meu celular aqui pra variar. Retornei a ligação.

- Graças a Deus você dá um sinal de vida né sua vagabunda. Sabe pra quê serve esse celular? É pra levá-lo pra onde você for, até pra foder com o Bieber tem que levá-lo. Entendeu? E eu aqui morta de preocupada com você. – disse Lilly toda histérica como sempre.

Ri da afobação dela.

- Cala a boca Lilly. Eu esqueci o celular, foi mal...

- Foi mal é o cacete, eu estava quase com o cu na mão de preocupada. Nunca mais faça isso.

Gargalhei alto, só ela mesmo pra me fazer dar risadas com essas dores chatas, que doem até o último fio de cabelo.

- Eu que estou de TPM e você que fica estressada? Eu estou bem tá legal? Para com isso sua louca. Afinal, o que você queria?

- Como assim o que eu queria? Somos amigas lembra? Amigas gostam de falar com outras amigas, é assim que é a vida.

- Idiota. – ri. – Já chegou em Los Angeles? – perguntei, ela estava viajando.

- Ainda não, chego amanhã. Minha mãe não me larga, nem quer que eu vá embora.

- Quê? Nada disso. Eu vou te buscar aí se for preciso. – disse brincalhona e ela riu.

- Eu vou voltar, pode ficar tranqüila. – riu. – Mudando de assunto, a Rose disse que você foi pra casa do Justin... Que babado é esse? – perguntou eufórica.

- Fofoqueira. – ri. – Eu estava em Miami com o Renan, Justin me ligou louco da vida me falando que o Jason estava doente, e que a febre dele não passava. Então eu tive que voltar para Los Angeles e fui ver o Jason tinha, de acordo com o Justin ele ficou doente porque estava sentindo falta de mim. Então eu fui lá cuidar do meu filhote.

- Hum... Entendi. E você ficou cuidando do Jason e do Justin também ? – ela disse maliciosa, ri.

A essa altura eu estava deitada toda esparramada na cama.

- Ah Lilly . – disse rindo.

- Me engana que eu gosto. O que rolou com o gostosão do Justin?

- O que iria rolar?

- Vocês iriam matar as saudades que eu sei, ou já mataram né. Pode abrir o jogo.

- Estou vendo que não dá pra esconder nada de ti mesmo né. Pois é, nós transamos.

- CARALHO. – ela começou a rir feito uma louca. – Sei lá amiga, acho que vocês se merecem mesmo, maconha do mesmo saco.

Comecei a rir dela.

- Não seria farinha do mesmo saco? – perguntei ainda rindo.

- Sim, mas como somos do mundo do crime, é maconha mesmo. – gargalhamos.

- Ai amiga, só tu mesmo pra me fazer rir. Estou sentindo malditas cólicas, e parece que vem mais forte do que as outras vezes.

- Isso que dá foder forte com o Justin. – ela riu, ri alto.

- Para de dizer isso sua imoral.

- Você que dá e eu que sou a imoral?! – ela disse indignada.

Ficamos conversando e rindo por quase meia hora. Já era 11:30, daqui a meia hora Justin vinha me buscar.

- Lilly, vou ter que desligar. Vou tomar banho, daqui a pouco o Justin vem me buscar.

- Ui, cheia de encontro.

- Que nada. – revirei os olhos. – Vamos pra casa dele, sabe agora ele acha que é meu dono.

- E não é? – ela riu.

- Tchau vagabunda, beijos, e me liga quando chegar.

- Ligo sim, e vê se não esquece a porcaria do celular.

- Não irei esquecer. Beijooooos.

- Beijos vadia dos olhos azuis.

Rimos e desligamos. Me levantei na maior preguiça do mundo e fui para o banheiro. Tirei a roupa do Justin e entrei debaixo do chuveiro, olhei para o chão e escorria um líquido vermelho das minhas pernas. Estava demorando. Bufei me higienizei e terminei meu banho. Me enrolei no roupão, e fui até meu closet. Peguei minha lingerie e um absorvente, coloquei na calcinha e vesti. Escolhi uma roupa que me deixasse quente, porque o frio ainda continuava.

Só pra constar, essa blusa era do Justin. Faz um tempo que ela estava guardada em minhas coisas, eu gosto dela. Deixei meus cabelos soltos, passei perfume e peguei meu celular colocando no bolso. Desci e fui ver TV enquanto o Justin não chegava, aproveitei e peguei a cartela de comprimidos para a cólica, se apertar tomo dois logo. Ouvi a buzina do carro do Justin, dei tchau pra Rose e saí. Abri a porta do carro e entrei.

- Eu conheço essa blusa. – Justin disse dando uma olhada e dando a volta.

- Sério? Que bom.

- Pensei que tivesse tocado fogo depois de tudo que aconteceu.

- Eu estava com raiva de você, não da sua blusa. Aliás, eu gosto dela.

- Ok né.  – ele deu de ombros. – Quando chegar em casa quero conversar com você. – disse num tom sério.

- Conversar o quê? – perguntei curiosa.

- Acho que você não escuta bem. Eu disse quando chegar em casa quero conversar com você.

- Nossa. Valeu pela ignorância. – cruzei os braços.

- To brincando. – ele disse risonho e descruzou meus braços pegando minha mão e beijando as costas.

Ri pelo nariz. Anda carinhoso demais pro meu gosto. Gosto mais do tipo cachorrão.

- Estou com fome. – resmunguei, já era quase meio dia.

- Você sempre está com fome. – disse como se fosse o óbvio, e era óbvio. – Depois do almoço, vamos brincar um pouquinho com o Luc. O que acha?

- Pensei que já estivesse o matado.

- Eu tinha que esperar por você.

- Tudo bem.

Justin pisou fundo no acelerador e eu sempre brigando com ele. Justin é impossível. Chegamos à sua casa, entramos e a família estava toda reunida, que lindo, menos o Jeremy. Que bom, eu acho ele uma boa pessoa, ele era um doce comigo, só não sei como ele vai me tratar agora, depois que eu fiz com o Justin.

- Justin o que essa mulher faz aqui em casa? – Pattie perguntou irritada, essa mulher não cansa de causar confusões.

- Mãe, por favor. Não comece. A casa é minha e eu trago quem quiser pra cá. – Justin disse rude.

- Olha como fala comigo moleque, ainda sou sua mãe.

- Então para de encher meu saco, que porra. Vem Mellanie.

Ele segurou em minha mão, mandei beijinhos para a Pattie e companhia – Jazmyn e Jaxon -, me fuzilaram com os olhos e subi as escadas com o Justin. Fomos para seu escritório.

- Justin, a gente não pode conversar depois? Estou com fome. – resmunguei.

- Esfomeada, vai ser rápido. – ele disse.

- Ok, pode começar.

- Eu quero que você venha morar comigo. – ele disse e arqueei as sobrancelhas.

- Justin, eu tenho a minha casa e meus negócios.

- Isso não são motivos pra você não vir. É bem simples, é só você vir morar aqui comigo e com o Jason. – ele deu um sorriso de lado.

- Você diz isso como se fosse fácil.

- E é fácil. Posso administrar seus negócios com você.

- Não quero misturar as coisas Justin.

- Está vendo? Tudo você complica. Estou dando opções pra gente se resolver.

- Já está tudo resolvido. – disse e Justin bufou.

- Só ficará resolvido quando você vir morar comigo.

- Isso vai dar merda Justin, como deu quando passei quase dois meses morando com você.

- Mas daquela vez foi diferente, a menos que você esteja bolando outro plano. – arqueou as sobrancelhas.

- Ah claro que não. – resmunguei. – Você não agüentaria conviver comigo, acredite.

Justin sorriu de lado e levantou-se, vindo até a mim.

- Eu não agüentaria viver sem você. – ele disse e eu quase me derreti.

- Você está meloso demais esses dias.

- Qual é, sei ser romântico também falow. Vai aceitar ou não? Mesmo assim se não aceitar, te deixo trancada em um quarto e pronto.

Me levantei rindo dele.

- Seu idiota. Tudo bem eu concordo, mas tem exceções.

- Sabia, manda.

- Fala pra sua mãe e seus irmãos pararem com essas provocações, ando meio sem paciência esses dias.

- Tudo bem eu falo. Só isso estressadinha?

- Só. – disse manhosa, o abraçando pela cintura.

- Manhosa. – ele disse e riu pelo nariz.

- Não sou. Vamos comer, vem. – desfiz o abraço e sai o puxando escada a baixo.

Descemos e já estavam todos na cozinha, logo uma empregada chegou com meu Jason, coloquei sentado em minhas pernas. Estávamos em silêncio apenas comendo, via que Pattie, Jazmyn e Jaxon não estavam gostando nada da minha presença, e quem disse que eu ligo? Os incomodados que se retirem. E afinal, irei amar atormentá-los. Jason enfiou a mão diversas vezes no meu prato, pelo menos ele é saudável e pegava a alface e enfiava na boca, Justin prestava atenção a tudo que ele fazia, às vezes brigando com Jason, mas o mesmo nem obedecia.  Nem me importei, já estava acostumada com Jason se apossando da minha comida. Terminei de almoçar e levei Jason para cima, ele precisava de um banho e ir dormir. Sabia onde estavam suas coisas, no meu antigo quarto, já que Justin quer que eu venha morar aqui, precisamos reformar um quarto para Jason, pra ele fazer realmente sua bagunça no seu devido espaço. Dei banho no Jason e o arrumei, me deitei na cama com ele e liguei a TV, iria esperar ele dormir. Graças a Deus as gotinhas de remédio da noite anterior serviram para levar embora a febre, pois Jason estava em sua temperatura normal. A porta foi aberta, era Justin.

- Estou no escritório, quando ele dormir cola lá. – Justin disse.

- Tá bom.

Justin veio até nós e bagunçou os cabelos do Jason.

- Dorme logo paizão. – Justin disse de uma forma fofa para Jason que fez uma joinha com o dedo enquanto brincava com meus cabelos.

Cadê meu Justin cachorrão? Mas é bom saber que ele sabe ser amável também. Sorri para Justin que piscou pra mim saindo do quarto. Comecei a cantar uma musica de ninar que eu sempre cantava para Jason quando ele era bebê. Ele dormia rapidinho e dessa vez não foi diferente, assim que ele dormiu esperei um pouco pra me levantar, fui ao banheiro e procurei uma escova de dentes, escovei meus dentes, enrolei o Jason dando um beijo em sua testa e saí do quarto caminhando em direção ao escritório, entrei sem bater , Justin já deve estar acostumado com isso.

- Vamos ao porão? – ele perguntou largando uma caneta e levantando-se. – Luc nos aguarda. – ele sorriu perverso.

Assenti com a cabeça dando um meio sorriso. Hoje não ficaria nenhum pedaçinho intacto do Luc, arrancaria até suas bolas fora se for preciso. Mas de hoje não passa, ele vai dá um oi para o capeta por mim. 


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