Fanfics - Justin Bieber

domingo, 20 de outubro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 32 - I do not want flaws

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- Mellanie, estamos perdendo tempo... – Lilly disse interrompendo meu choro.

- Eu não sei o que fazer... – soquei o volante e limpei minhas lágrimas.

Merda, tudo tinha que dar errado. Tinha que ter uma solução pra tudo isso.

- Lilly, liga rápido pro Ryan e coloca no viva-voz.

- Ryan? Ele não vai me atender depois disso.

- Liga logo.  – liguei o carro e pisei fundo. – Coloca o cinto.

- Meu Deus, o que você vai fazer?

Ela me perguntou mais não respondi, estava concentrada demais desviando dos carros.

- Ele atendeu. – Lilly disse e colocou no viva-voz.

- Lilly, não sei como você tem coragem de me ligar depois de tudo que aconteceu. – Ryan falou bravo.

- Cala a boca, aqui é a Mellanie... – ele me interrompeu.

- O QUÊ? – Ryan gritou.

- Que porra, escuta. Se você não quiser que o seu amiguinho veja o sol nascer quadrado, chama Chaz e Chris e venha pra cá rápido. – disse rapidamente.

- Tá louca? Depois do que você fez não confio mais em você. Quer dizer, vocês. Não sirvo de palhaço pra entrar nessas brincadeiras de vocês.

- Eu estou falando a verdade. – bufei estressada. – Você tem que vir, estamos indo na direção leste. Estou acompanhando as viaturas.

- Garota, você bebeu? Se drogou? A essa hora o Bieber deve estar fudendo loucamente com alguma vadia nas boates. – ele riu debochado.

- AH VÁ TOMAR NO CÚ ENTÃO.

Ele desligou.

- Eu sabia que ele não ia acreditar. – Lilly disse.

- Desgraçado filho da puta. – bati no volante com força. – Sua arma está carregada?

- No que está pensando?

- Estou pensando na sua resposta, tá ou não? – perguntei impaciente.

- Sim está.

- Ótimo.

Acelerei ainda mais. Consegui acompanhar as viaturas, mas fiquei um pouco afastada para que não percebessem.

- Consegue acertar nos pneus? – perguntei a Lilly.

- Acho que sim.

- Ótimo, vou chegar mais perto e você acerta nos pneus das viaturas.

- Até a que o Bieber está?

- Sim, ele vai ficar bem. Ok?

Ela assentiu e me aproximei. Lilly baixou o vidro, e deu dois tiros acertando exatamente nos pneus de trás de uma viatura, a mesma acabou perdendo o controle e bateu no poste. As duas viaturas começaram a ir mais rápido, e os acompanhei, logo os policiais começaram a atirar, foda-se o carro é blindado mesmo.

- De novo Lilly. – disse e ela assentiu.

Abaixei o vidro também e coloquei minha arma pra fora, disparei na outra viatura, não pegou. Bufei e disparei novamente pegando no vidro que se quebrou em mil pedaços. Lilly acertou na outra viatura, que ficou para trás também. Era difícil atirar e dirigir ao mesmo tempo, porém consegui acertar no pneu da última viatura, e que o suficiente para parar. Dei uma freada brusca perto da mesma, desci com a Lilly armada e dois policiais desceram com as armas apontadas para nós. Um dos policiais era o Jones.

- Estou vendo que vocês não são mulheres de palavras. – Jones disse.

Ri debochada com a arma apontada para ele. Lilly apontava a arma para o outro policial que não sabia em quem mirar, em mim ou na Lilly. Ele parecia mais um idiota segurando a arma.

- Digamos que eu voltei atrás. – disse.

- Por quê? – ele perguntou.

- O porquê não te interessa. – respondi. – Dou cinco segundos pra vocês caírem fora, como se nada tivesse acontecido.

- Acha mesmo que iremos fazer isso?  - Jones debochou.

- Cinco. – comecei a contar.

- Quatro. – Lilly continuou.

- Ninguém vai perder pra mulherzinhas que mal sabem segurar uma arma.

- Três. – continuei.

- Dois. – Lilly disse e destravamos nossas armas.

- Pensa rápido. – disse e disparei a arma na mesma hora em que a Lilly acertando os dois em cheio.

Eles não quiseram nos ouvir. Eles caíram no chão, os tiros haviam sido certeiros, bem no peito.

- Gostei do pensa rápido. – Lilly disse me fazendo rir fraco.

- Ele está aqui. – apontei pro porta-malas.

Fui até a frente e peguei a chave da viatura, abri o porta-malas e Bieber me olhou assustado.

- Mas que diabos você pensa que está fazendo? Não tinha acabado com a palhaçada? Some da minha frente vagabunda. – ele disse praticamente cuspindo as palavras em mim.
Percebi que sua cabeça estava sangrando, talvez pela pancada da batida quando acertei o pneu.

- Deveria mesmo ter deixado você se fuder naquela prisão e virar mulherzinha dos pedófilos...

- E POR QUE NÃO DEIXOU? ASSIM QUE PUDER EU VOU MATAR VOCÊ MELLANIE, ESTÁ ME OUVINDO? – ele berrou e colocou as pernas pra fora do porta-malas.

- Mal agradecido... – murmurei e Lilly foi tentar ajudá-lo a sair de lá.

- Tira a mão de mim, vadiazinha.  – Justin disse e saiu de lá, ele continuava de algemas.
Agradeci a Deus por isso.

- Mal agradecido? – ele riu debochado. – Você que é mal agradecida da história, pela a segunda vez você me passa a perna Mellanie, você tinha tudo e joga tudo pro ar e fode com a minha vida de novo.

- Eu não tinha a minha vingança.

- Vingança? – ele riu debochado. – Vingança de quê? Eu só te fiz bem e você sabe disso.

- VOCÊ ME ESTUPROU SEU MONSTRO E ME USOU DURANTE UM MÊS LEMBRA?

- Vai dizer que não gostou? – ele riu alto me encarando, eu me controlei pra não chorar.

- Quem que gosta de ser estuprada por um desconhecido? Me diga, quem? O que eu fiz com você não é nem um terço do que você merece. Sou boazinha demais, deveria ter concluído meu plano, mas você o estragou...

- Você gosta ,vadias gostam de tudo. Gostam de sexo, dinheiro, roupas caras, carros importados na garagem, homens ricos, sexo e dinheiro de novo. Não vê? Estou te descrevendo, porque você é uma verdadeira vadia. A mais baixa que já conheci em toda a minha vida. Eu tenho nojo de você, nojo. Está ouvindo? Vou te procurar até no inferno, eu quero você morta. Uma vadia a menos ou a mais não faz diferença nenhuma. Outras como você tem de sobra por aí.

Cada palavra citada por ele foi um tapa na minha cara, derramei uma lágrima solitária. A única, mais que demonstrou o tamanho da minha dor. Podia sentir seu tom de desprezo a cada frase formada. Respirei fundo, e ergui minha arma em sua direção.

- Isso! Vamos atira, porque se eu não morrer você que morre. – sorriu sínico, sua frieza me machucava. – ATIRA PORRA.

- Você não vai me ver morta e nem nunca mais. Adeus Bieber.

Dei uma coronhada em sua cabeça, fazendo o mesmo cair no chão com a cabeça sangrando.

- Lilly, me ajuda a por ele no porta-malas do meu carro. – disse respirando fundo e ela assentiu.

Com dificuldade conseguimos colocar ele no porta-malas, afinal ele era muito pesado. Entramos no carro e fiquei em silêncio total, Lilly me entendia e ficou calada também. Dirigi até a mansão do Bieber, estacionei em frente ao portal.

- Ei vocês, peguem um presentinho no porta-malas. – falei para os seguranças.

Obviamente eles não sabiam do que tinham acontecido, pois obedeceram, ficaram assustados ao ver Justin desacordado mais não falaram nada.

- Cuidem do patrãozinho de vocês. – disse e arranquei dali.

- Pra onde vamos agora? – Lilly perguntou.

- Brasil. – respondi por fim e dirigi até o Hotel onde Jack estava com o Jason.

(...)


Hoje faz uma semana que estou tentando me adequar à vida aqui no Brasil. É difícil comandar meus negócios com essa distancia toda, mas ainda bem que sempre tem o Renan me ajudando em tudo. Lilly está morando comigo, sabe o dinheiro que “peguei” do Justin? Guardei para o futuro do Jason, mesmo Justin ter me falado aquelas palavras baixas que me machucaram, eu não ia dar uma de arrependida de novo e devolver o dinheiro dele. Sei que não fez a menor falta. Mesmo não confessando pra Lilly, sinto a falta de Justin. Talvez eu seja uma vadia mesmo, como ele sempre fazia questão de passar na minha cara. É difícil quando vou dormir, ele sempre estava ali do meu lado. Sempre me irritando de todas as formas, mas como ele diz vadias como eu tem de sobra.

- Mellanie, estou falando com você. – Lilly disse passando os dedos na frente do meu rosto, pisquei algumas vezes e a olhei.

- Que foi? – a olhei.

- Em que mundo você estava? Faz mó tempo que falo contigo.

- Desculpa, estava pensando em uma coisa.

- Em quê?

- Nada importante. – sorri de lado. – O que estava dizendo mesmo?

- Quero ir ao shopping. – fez bico.

- Então vai ué. – dei de ombros rindo.

- Não, quero ir com você.

- Lilly, nasceu pregada comigo foi?

- Foi. – riu – Ah, por favor, preciso de roupas novas.

- Estou cansada Lilly. Ontem passei a noite toda conversando com o Renan pelo Skype enquanto você estava fudendo com os brasileiros. – disse e rimos.

- Entendo. – parou de rir. – Mas olha, compras ajudam a relaxar. Por favor.

- Eu odeio você. – murmurei e me levantei da cama. – Jack. – a chamei e ela logo apareceu com o Jason. – Dá banho nesse porquinho ai, vamos sair.

- Aeeeeeee. – Lilly me esmagou em um abraço.

- Ah vadia. – a empurrei e ela riu.

Fui só pentear meus cabelos e passar lápis e rímel, tinha tomado banho há pouco tempo. Esperei Jason ficar pronto, saímos no meu carro que comprei aqui, uma BWM. Saudades das minhas belezinhas, mas vai ser por pouco tempo. Brasil pode ser lindo, mas não deixo minha Los Angeles. Dirigi até o shopping mais próximo, estacionei meu carro e entramos, fomos a várias lojas, compramos bastante coisa. Jack até renovou o guarda-roupa, me lembrei de Rose e comprei coisas para ela também. Não vou deixá-la nas mãos do Justin. Comemos no MC, deixei Jason comer um MC feliz, ele nem comeu todo, mas enfim... Já se passava das oito da noite, resolvemos voltar para casa. Coloquei o carro na garagem e abri a porta, cada um foi para seu quarto, compras me cansam. Tomei banho e dei outro banho no Jason, coloquei seu pijama de carrinhos e deitei junto com ele.

- Mamãe... – ele me chamou.

- Oi amor. – acariciei seus cabelos.

- Cadê o tio Ryan? – ele perguntou meio embolado o nome do Ryan.

- Ahm...- pensei em algo. – Ele anda ocupado amor.

- Mais eu quelo vê ele. O tio Chaz, Chris, meu papai.

- Não podemos ver eles agora, Jason.

- Putê?

- Porque eles não gostam mais da gente.

- Naum?

Neguei com a cabeça, ele fez uma carinha triste e colocou a cabeça sob meu peito.

- Eu te amo ok? – murmurei.

- Também mamãe.

Continuei fazendo carinho em seus cabelos, ele dormiu primeiro que eu.

Acordei cedo porque Renan queria falar comigo pelo Skype. Como os horários eram diferentes, eu tinha que me sacrificar.

- Oi Renan. – disse tomando café.

- Oi Mellanie, não tenho boas notícias. – ele disse.

- Prossiga.

- Justin contratou um matador de aluguel, e adivinha, ele sabe onde você está. Aconselho que venha embora o mais rápido que puder.

- O QUÊ? Filho da puta, não tem coragem de vir e manda um matador de aluguel. – bufei.

- Acontece que Bieber não pode cruzar para o Brasil.

- Droga. Tenho que ir mesmo?

- Sim, venha para a sua mansão. Se Justin vier aqui, ele vai sair igual uma peneira.

Ri fraco e assenti. Desliguei a chamada.

- Lilly. – disse entrando no quarto dela.

- Quê? – ela perguntou colocando o travesseiro no rosto.

- Levanta ! Precisamos conversar.

- Ah Mel, deixa pra depois ok? Eu quero dormir.

- LILLY! – gritei e ela me olhou coçando os olhos.

- Argh. – resmungou e sentou-se. – Fala.

- Precisamos voltar para Los Angeles, Justin mandou um matador de aluguel atrás de mim, e não vai demorar muito pra ele bater na minha porta.

- Aff que filho da puta,estraga as férias de qualquer um. Vamos quando?

- Se possível até hoje.

- Ótimo adeus Brasil todo maravilhoso. – bufou.

(...)

Já estávamos dentro do jatinho, Jason dormia tranquilamente em meus braços. Eu não conseguia dormir, alguma coisa me dizia que iria acontecer alguma coisa. E meu coração ficava ainda mais apertado, tive que tomar um comprimido pra poder dormir. Acordei com a Lilly nos avisando que já tínhamos chegado, Renan estava nos esperando no local com pouso com diversos capangas, de longe avistei minha Ferrari linda, carreguei Jason com cuidado pra que ele não acordasse.

- Seja bem vinda. – Renan disse sorrindo, ri fraco e ele me deu um abraço de lado, pois estava segurando Jason.

- Vamos? – perguntei e ele assentiu. – Dirigi pra mim, estou com o Jason.

Ele assentiu, Lilly e Jack entraram atrás e fui na frente. Renan me contou como ele ficou sabendo, chegamos à minha mansão extremamente linda. Renan não poupou na decoração, entramos e fui logo procurar meu quarto. Uns seguranças trouxeram nossas malas, Lilly se apossou logo de um quarto, Renan tinha providenciado um quarto para Jason também, porém preferi deixá-lo dormindo no meu. Essa viagem havia me deixado cansada. Tomei um banho relaxante e rápido, Renan ainda estava me esperando lá em baixo para conversarmos. Vesti qualquer coisa e desci.

- Então? – perguntei.

- Vou ter que viajar.

- Pra onde?

- Resolver seus negócios gatinha, esqueceu que tudo é eu? – ele perguntou brincalhão.

- Sério que você vai me deixar? – perguntei rindo.

- Só vai ser por alguns dias. Sei que não mando em você, mas cuidado quando for sair por ai, não podemos esquecer o Luc e Hugo que estão calmos demais, e principalmente Justin.

- Eu sei, vou me cuidar. – pisquei e ele sorriu.

- Vou ter que ir agora.

- Obrigada Renan, por cuidar de mim assim.

- Imagina, acho que é minha obrigação.

- Sim é. – rimos e o abracei forte. – Se cuida também.

Ele saiu e fiquei deitada lá no sofá descansando.

Luc’s POV

- Está tudo pronto? – perguntei a vadia que iria fazer um serviçinho pra mim.

- Sim senhor.

- Eu não quero falhas ok? Se não quem vai dançar aqui é você. – falei rude pra ela entender que eu não estava de brincadeiras.

- Sim senhor. – repetiu.

- Você vai esperar a idiota da babá se distrair quando tiver com o bastardinho e pegá-lo, vai ter um carro esperando por você. Tem que ser bem rápido.

- Entendi, eu não vou falhar senhor.

- Eu realmente espero que não. Vou acertar dois coelhos com uma única cajadada. – ri – Aquela vadia dos olhos azuis não perde por esperar.

Dei uma tragada.

- Agora venha cá, docinho. Vamos nos divertir.

A puxei bruscamente e arranquei logo a calcinha de seu corpo, ela sorriu safada e sua mão foi logo para meu pau, o apertando por cima do jeans.

Justin’s POV

- Eu disse que ela não prestava filho, você não quis acreditar em mim. – minha mãe pela milésima vez repetia a mesma frase desde quando Mellanie sumiu.

- QUE PORRA MÃE. EU JÁ ENTENDI, DEIXA DE ENCHER MEU SACO, QUE PORRA. ME DEIXA SÓ, VAZA.

Gritei estressado. Minha paciência estava se esgotando. Ela não disse nada e saiu do meu escritório. Mas é uma merda mesmo, ainda tenho que agüentá-la falando merda vinte e quatro horas por dia. Meu celular tocou.

- Alô? – perguntei rude.

- Senhor Bieber, tenho informações que você vai gostar de saber. – disse o carinha que eu contratei pra trazer a cabeça da Mellanie de bandeja pra mim.

- Diz.

- Ela está em Los Angeles.

- Quê? – me ajeitei na cadeira. – Ela não tinha sumido?

- Ela estava no Brasil, mas retornou para Los Angeles.

- Perfeito.

- Ainda vai querer meus serviços?

- Claro, quero aquela vadia morta. Não quero falhas entendeu?

- Sim senhor.  Ela não vai me escapar.

- Não machuca o garoto. – disse.

- Que garoto?

- O filho dela, quero que o traga pra mim.

- Claro senhor.

Desliguei o celular e relaxei na cadeira tomando um gole de alguma bebida. Eu estava “relaxado” demais pra raciocinar qual era. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês ♥ 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dangerous Life - Capítulo 31 - Sorry about that

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O que o Justin pensa? Que tudo se resolve com sexo?

Ele apertou minha cintura vagarosamente e o olhei.

- Ficou chateada? – ele perguntou.

- Não. – respondi breve.

- Não parece.  Você não pode ir pra uma boate cheia de machucados.

- Tá. Eu quero ficar sozinha, pode ser? – perguntei e ele me olhou confuso.

- Não pode. Ficar emburrada por causa disso é coisa de criança.

- E você acha que eu sou o quê? – perguntei irônica.

Ele deu uma risada forçada.

- Eu só queria fazer algo hoje à noite. Já que minhas noites são as mesmas, não faço nada de interessante. – inventei uma mentira esfarrapada.

- Tudo bem, vamos fazer alguma coisa. Quer encher a cara? Vamos encher a cara.

Ele disse me fazendo sorrir.

- Eu não disse que queria encher a cara. – falei.

- Não tem problema, eu bebo só. – deu de ombros e foi descendo suas mãos.

- Justin... - murmurei.

- Shiu, você fala demais.

Justin desamarrou meus cabelos os colocando de lado.

- Você fica sexy assim.

Até então meus cabelos permaneciam secos porque estavam amarrados, mais as pontas já começavam a molhar. Justin arrastou seus lábios pelo meu ombro nu, fazendo trilhas de beijos até meu pescoço e subindo por meu maxilar. Ele deu uma mordida de leve me fazendo sorrir de leve, logo seus lábios esbarraram nos meus, sua língua foi rápida e adentrou logo minha boca, coloquei minhas mãos em nuca fazendo carinho. Senti Justin roçar seu membro em minha vagina já me deixando excitada, o beijo ganhou outro rumo e os dedos de Justin já estava me estimulando, não sou muito fã de transar em banheiras, mas... Justin Bieber é outro nível. Ele posicionou seu membro já completamente rígido em minha entrada, com uma mão segurou em meu quadril e a outra no seu pênis, o fazendo sumir dentro de mim.  Gemi abafado apoiando meu queixo no pescoço de Justin que começou a movimentar lentamente seu quadril, a sincronia dos nossos corpos é perfeita, ainda mais por conta da água que deixava mais excitante.  Fazia com que nossos corpos deslizassem facilmente, rebolei lentamente e passei minhas unhas em suas costas, Justin apertou com força minha bunda e me deu uma entocada profunda me fazendo gemer alto. Cheguei ao meu ápice e senti minha vagina engolir lentamente o membro de Justin, ambos soltávamos gemidos. Eu gozei depois ele. Saímos da banheira e fomos tomar banho no chuveiro, Justin inventou de lavar o corte na minha cintura que ardeu pra caralho, ele já estava pronto, demorei porque fui secar os cabelos, tomei meu anticoncepcional – como sempre – e procurei um vestido folgado, pra não me apertar. Não encontrei vestido, mas encontrei uma blusa do Justin. Passei pomada na minha testa e no corte, desci e encontrei Jack dando comida para o Jason, fui pra cozinha e Justin estava sentado se servindo, sentei ao seu lado e fui jantar com aqueles olhos de Pattie, Jazmyn e Jaxon em cima de mim.

(...)

- Eu acho realmente que não tenho nada de interessante pra fazer, olha só o que estou fazendo. – Justin disse erguendo seu copo que continha Vodka.

Estávamos no seu escritório, ele resolvia algumas coisas enquanto bebíamos. Digo, ele bebia pra valer e eu só fingia. Já havia colocado meu anjo pra dormir.

- Chaz mandou mensagem falando que eles já estavam indo pra boate. – ele disse.

- Legal. – murmurei e fitei meu celular.

- Quem está cuidando dos seus negócios? – ele perguntou me olhando.

- Renan.

- Você confia demais nesse cara.

- Problema? – perguntei.

- Não nenhum. – levantou as mãos como forma de rendimento.- Acabou. – mostrou seu copo.

- Vou buscar mais. – peguei e me levantei.

- Sei que não está bebendo...

- Claro que estou. – pisquei e bebi de um gole só o que tinha no meu copo, desceu queimando.

Saí do escritório e fui até a adega. Peguei mais uma garrafa e coloquei uma dose em seu copo, peguei uma surpresinha e despejei dentro do copo do Justin, em seguida mexendo pra ele não notar nada. Dessa ele não passa. Fui até o escritório, me sentei a sua frente e entreguei seu copo.

- Vamos pro quarto? Estou com sono. – fingi um bocejo.

- Depois eu vou. – ele bebeu um gole.

- Ah não Justin... – cruzei os braços. – Depois você termina isso. – dei a volta na mesa e segurei em seu braço o puxando.

Ele riu e me puxou me fazendo sentar em seu colo e selou nossos lábios.

- Estou indo. – ele respondeu e me levantei.

Ele guardou algumas coisas, pegou seu copo e fomos para o seu quarto. Ele deitou do lado do criado-mudo e fiquei puxando conversa boba, ele tomou toda a Vodka, agora era só esperar fazer o efeito. Como Renan disse aquilo era muito bom, e não demorou muito pro Justin ficar sonolento, ele logo adormeceu. Sorri pegando o copo da sua mão, coloquei do lado e fui afastar o criado mudo, Justin acordaria só amanhã. Peguei meu celular e coloquei a senha, como Justin estava perto facilitou muito pra mim, puxei seu braço e coloquei seu dedo, fez um barulhinho confirmando sua digital e o cofre abriu, ajeitei Justin bonitinho na cama e fui ver o cofre, eu não conseguia esconder meu sorriso, como eu esperava Justin não guardava dinheiro aqui, guardava documentos, e era isso que me interessava. Peguei alguns documentos e comecei a ler, tinha tudo, eu não parava de sorrir, peguei um e encontrei a senha da sua conta no banco, peguei meu celular tirei fotos dos documentos e anotei a senha. Mais da metade do plano concluído. Tirei fotos de tudo que eu precisava, e guardei tudo bem bonitinho de novo, fechei e coloquei o criado-mudo em seu devido local, mandei uma mensagem para Lilly.

Oh bitch, vem aqui amanhã cedo. Peguei a senha da conta do Bieber, precisamos terminar o que começamos o mais rápido possível. Entre em contato com o policial, beijos.

Tirei os supras do Justin, com muito esforço tirei sua calça e a blusa, o deixando de boxe. Me deitei ao seu lado e fiquei encarando o teto.

- Espero não me arrepender depois. – sussurrei e dei um selinho em seus lábios.

 Fechei os olhos esperando o sono chegar.

No meio da madrugada acordei, era quatro da manhã pra ser exata. Eu não conseguia dormir, me revirei naquela cama, talvez procurando uma posição certa pra retomar meu sono. Não teve jeito, não dormi mais, levantei e liguei a TV, não tinha nada de bom passando, mas pelo menos iria me distrair. Era sete horas da manhã e eu ainda me encontrava assistindo TV, Justin começou a se mexer na cama, ele acordou coçando os olhos e me olhou confuso.

- Acho que dormi demais. – ele murmurou.

- Não, ainda são sete horas. Eu que acordei cedo demais.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não. Vou ver se o Jason acordou. – me levantei e dei um selinho rápido nele.

Peguei meu celular e saí do quarto indo para o meu, Jason ainda dormia, tomei um banho gelado, cuidei dos machucados e vesti uma roupa qualquer, iria esperar a Lilly. Desci, comi qualquer coisa antes que a família Bieber descesse, preparei o café da manhã do Jason e pedi pra Rose guardar.

- Rose, se a Lilly chegar pede pra ela subir ok? – ela assentiu com a cabeça. – E avisa pra Jack ir pegar o Jason pra tomar café, vou ter que resolver algumas coisas com a Lilly.

- Sim senhora. – ela respondeu e voltei pro meu quarto.

- Maaaaaaaaaaãe. – Jason gritou ao me ver entrar no quarto.

Ri de leve e fui pegá-lo, ele já tinha arrancado a blusa do seu pijama do corpo, os cabelos estavam em pé bastante bagunçados.

- Bom dia meu amor. – o enchi de beijos. – Vamos tomar banho?

- Depois. – ele disse fazendo gestos com as mãos.

- Nada disso.

Ele não quis ir, mas Jason não tem querer. Dei um banho gelado nele, coitado. O vesti e Jack veio buscá-lo pra tomar café, alguém bateu na porta, pensei que fosse a Lilly mais era o Justin.

- Não vai tomar café? – Justin perguntou.

- Já tomei.

- Ok, vou sair, qualquer coisa me liga.

- Uhum.

Ele saiu e me joguei na cama respirando fundo, em seguida Lilly entrou sem bater.

- Cheguei.

- Graças a Deus, que demora.

- Estressada. – ela disse. – Conseguiu? – ela perguntou animada.

- Sim. – respondi. - Olha.

Mostrei as fotos que eu havia tirado, e a senha da sua conta.

- MEU DEUS, VOCÊ É DEMAIS AMIGA. – ela disse me sufocando em um abraço.

Ri e a empurrei.

- Para idiota. Você falou com o policial?

- Sim, é só você falar o dia e a hora e pronto.

- Ótimo preciso que você pegue meu jatinho para irmos pra longe daqui, quando a poeira baixar nós voltamos.

- Algum lugar específico? – ela perguntou.

- Você decide.

- Brasil?

- Ótimo. – respondi. – Amanhã colocamos um ponto final nisso tudo.

Ela assentiu com a cabeça e ficamos combinando o resto das coisas.

- Mel, acho que você deveria mandar Jack logo junto com o Jason.

- Eu não confio em deixar o Jason viajar com ninguém, ele vai junto comigo, vai dar tudo certo.

- Você que sabe. – ela deu de ombros.

- Quero que você compre algumas roupas pra mim e o Jason, vai ser muito óbvio sair daqui com malas, e se hospeda em um Hotel meio longe daqui, para ninguém nos descobrir antes da hora.

- Pode deixar, farei isso tudo. Vou passar no galpão e avisar o Renan.

- Tá bom. Três horas da tarde eu vou ao banco.

- Ok, e eu pego Jason aqui junto com a Jack. – assenti com a cabeça. – Vai dar certo amiga.

- Eu sei que vai.

Tinha que dar certo, porque seria meu fim se algo saísse errado. Fiz algumas ligações e Lilly avisou ao nosso amiguinho policial, ela foi embora depois pra cuidar do resto das coisas. De hoje a tarde não escapa, desci e peguei o Jason, me sentei com ele na sala, fiquei assistindo TV na minha enquanto Jason brincava. Senti o sofá afundar do meu lado, era Jeremy.

- Como você está? – ele perguntou.

- Bem e você?

- Estou ótimo, mas tem certeza que está bem?

- Tenho.

- Se você diz... Como vão as coisas com o Justin?

- Ótimas.

- Sabe onde ele está?

- Não, ele disse que ia sair, mas não disse pra onde.

- Tudo bem, vou ver se consigo falar com ele.

Assenti com a cabeça. A cada minuto que se passava meu coração ficava ainda mais apertado. Mas não tem jeito, eu tenho que fazer isso. É questão de honra. Passei o resto do dia brincando com o Jason, Lilly me ligou pra dizer que estava tudo pronto, tomei um banho, coloquei uma calça jeans mesmo machucando meu corpo e uma blusa normal, peguei uma bolsa e coloquei alguns pertences dentro, recarreguei minha arma, peguei meu celular e desci.

- Jack, dá banho no Jason e se apronte também. Lilly vem daqui a pouco buscar vocês.

- Pra onde vamos senhora? – ela perguntou.

- Depois eu explico.

Ela concordou, na sala estava Jaxon se pegando com uma vadia. Virou puteiro agora? Ignorei totalmente e fui até a garagem pegando meu carro mais potente, ele não poderia me deixar na mão em uma fuga, caso desse algo errado. Passei pelo portão e dei uma rápida parada encarando pela última vez a mansão do Justin, pisei fundo no acelerador e fui em direção ao banco central. Demorou um pouco porque era meio longe, recebi uma mensagem da Lilly.

Já estou com o Jason e a Jack, estou indo deixá-los no Hotel aonde vamos nos hospedar até amanhã, quase ninguém o conhece. Depois vou para o banco.

Não respondi e estacionei meu carro na frente, prendi minha arma na calça por baixo da blusa, peguei meu celular e desci, entrei no banco e me direcionei até o gerente.

- Boa tarde, no que posso ajudá-la? – ele perguntou simpático.

- Oi, quero transferir o dinheiro da dessa conta – mostrei o número da conta – Para a minha. 

Ele deu uma olhada no computador e me olhou em seguida.

- Conta do Sr. Bieber?

- Exatamente. É que meu marido anda meio ocupado, e pediu pra me vir aqui fazer isso, ele prefere deixar todo o nosso dinheiro em uma única conta.

- Não sabia que o Sr. Bieber era casado.

- Ele não prefere espalhar isso por ai, sabe como é por segurança.

- Entendo senhora, a senha da conta dele, por favor.

Sorri, peguei meu celular e ditei para ele. Em seguida dei a senha da minha.

- É só aguardar um pouco, estamos fazendo a transferência. – ele disse e assenti sorrindo.

Esse um pouco custou alguns minutos, porque teve todo um processo. A conta do Justin aqui em Los Angeles estava zero, nenhum centavo.

- Pronto senhora. Todo o dinheiro foi transferido para sua conta, como pode observar. – ele me mostrou na tela do computador. - Obrigada pela preferência.

- Imagina, eu que agradeço. Tenha um bom dia.

Sorri e saí do banco. Em poucas horas Justin irá saber que não tem mais nada em sua conta. Topei com a Lilly no meio do caminho, fomos em disparada para o tal Hotel, pisei fundo no acelerador, não quero deixar pistas. Chegamos, e apesar de quase ninguém conhecer era bonitinho, estacionamos nossos carros.

- Deu certo? – ela perguntou eufórica.

- Sim, a conta do Justin está limpa como água. – disse e rimos.

- Somos demais. – ela comemorou. – Mel, acho melhor o encontro com o policial ser hoje, quer dizer , mais tarde. Porque Justin vai revirar o mundo todo atrás de nós.

- Tudo bem, remarca. Para as 10 horas da noite. – disse e fomos entrando no Hotel, pegamos o elevador.

- Ótimo. – ela pegou o celular.

Logo ela estava trocando palavras com alguém, talvez o policial corrupto.

- Marcado. – ela disse e saímos do elevador, andamos um pouco por o corredor e ela apontou uma porta. – Esse é o seu quarto, o meu é o do lado. Suas compras estão em cima da cama.

- Tá bom.

- Você vai ligar ou vai esperar ele ligar?

- Ele vai ligar.

Ela assentiu e entrei no meu quarto. Encontrei Jason pulando em cima da cama. Fui até lá e o abracei forte.

- Isso é por você meu amor. – sussurrei.

(...)

Já havíamos jantado, Jack colocava Jason pra dormir. Ele não parava um segundo, meu celular começou a tocar, vi no visor que era Justin e meu coração foi a mil. O peguei e respirei fundo, entrei no banheiro e atendi.

- ERA SÓ PELO O DINHEIRO, VADIA? ESTAVA COMIGO SÓ POR ISSO? – ele gritou.

Pude imaginar sua feição de ira. Se eu estivesse em sua frente ele quebraria minha cara, agradeci a Deus por estarmos falando só por celular.

- Justin...

- Responda. Era só pelo o dinheiro Mellanie? – ele tentava ficar calmo, sua respiração estava descompassada.

- Era. – murmurei.

- SUA DESGRAÇADA. COMO PODE FAZER ISSO COMIGO? SE ERA TUDO PELO O DINHEIRO, PODE FICAR COM ESSA MERDA. AGORA SÓ NÃO APAREÇA NA MINHA FRENTE, SE NÃO EU TE MATO.

- Me escuta, Justin. Por favor. – fingi choro, ou não.

Era difícil saber se era choro fingido, ou ouvir aquilo dele estava destruindo meu emocional.

- Não quero ouvir nada de você. Se você morresse não faria falta nessa merda de vida. 

- Eu fui obrigada a fazer isso. – murmurei fungando.

- O que você está falando? – ele perguntou.

- O Hugo, ele me obrigou a fazer isso. Eu não queria que ele te matasse.

- Que conversa furada é essa? Pensa que eu sou idiota Mellanie? VOCÊ PENSA?

- É a verdade Justin. Eu transferia o seu dinheiro pra conta dele, ele junto com o Luc nos deixaria em paz.

- Não acredito na merda que você está me dizendo. – ouvi algo ser quebrado. – Mellanie, eu juro por Deus que se você estivesse aqui na minha frente eu te mataria só de porrada.

- Eu vou sumir por um tempo, mas antes quero te ver.

- Quer me ver? – riu sarcástico. – Sua falsidade me comove. Se eu sair daqui é pra tirar sua vida com minhas próprias mãos.

- Que seja só preciso te ver. Vou te mandar o endereço... Ahm, eu gosto de você. – murmurei.

- Você gosta do meu dinheiro, como toda vadia gosta.

Desliguei e deixei algumas lágrimas descer.

Mellanie, o quê está acontecendo com você?

 Contei mais outra mentira, sobre o Hugo ter me obrigado. Eu fiz isso por livre espontânea vontade, e iria fazer algo por conta própria de novo. Respirei fundo, e lavei o rosto. Saí do quarto e fui até o quarto da Lilly, batendo algumas vezes na porta.

- Entra. – ela disse.

- Ele me ligou. – disse a olhando.

- Está tudo marcado?

- Preciso que me diga o endereço pra mandar pra ele por mensagem, não sei se ele vai, mas...

- Claro que ele vai, ele não vai perder essa chance.

Ela me disse o endereço e mandei por mensagem para Justin.

- O que ele disse? – ela perguntou.

- O que eu já esperava ouvir. – respirei fundo.

- Se arrepende? – ela perguntou me fitando.

Não respondi e suspirei.

- Sim? – perguntou novamente.

- Até agora não bateu o arrependimento. – disse. – Vamos, já são quase dez horas.

- Vamos no seu carro.

- Tá bom.

Fui até o quarto e dei um beijinho de boa noite no Jason. Desci com a Lilly e entramos no meu carro, meus pensamentos estavam longe. Dirigi até o endereço que Lilly havia me passado, chegando lá havia algumas viaturas da polícia, respirei fundo e estacionei logo um policial veio falar com a gente.

- Senhoritas, boa noite. – ele disse apertando nossas mãos.

- Boa policial Jones. Essa é a Mellanie. – Lilly nos apresentou.

- Está tudo nos conformes? – ele perguntou e assenti.

- Mas sugiro que vocês se escondam, ele pode aparecer a qualquer momento, e essas viaturas expostas ai não ajudam em nada. – disse.

- Sei o que faço. Ficaremos de olhos. – ele disse e afastou-se de nós.

Logo ele sumiu junto com as viaturas e fiquei encostada no carro junto com a Lilly. Não vou dizer que estava calma porque eu definitivamente não estava. Era minha cabeça ou a do Justin, escolhi a dele. Ouvi o motor de um carro, com certeza era do Justin.

- Entra no carro. – disse pra Lilly, ela fez o que eu pedi.

Ele deu uma freira brusca do lado do meu, Justin desceu rapidamente com uma arma na mão, podia ver ódio em seu rosto.

- Não é que a vadia quer morrer mesmo? – ele disse o mais frio possível.

Ele deu passos lentos indo em minha direção, atrás vi os policiais.

- Me desculpa por isso. – murmurei.

- Justin Bieber, você está preso. Largue a arma. – disse um policial com a arma apontada para a sua cabeça.

Era o policial Jones, havia muitos outros. Porque não é todo dia que se tem Justin Bieber nas mãos.

- VOCÊ ARMOU PRA MIM SUA DESGRAÇADA? – ele gritou.

Não tinha como ele escapar, ele apenas largou a arma e encarou com ódio. Eu nunca tinha o visto assim.

- Calado Bieber, tudo o que você disser pode e será usado contra você no tribunal. – Jones disse.

Justin não tirava os olhos de mim.

- Como pôde? – ele sussurrou.

- É questão de honra, e você a tirou de mim há dois anos atrás.

Respondi sem olhá-lo, eu só não conseguia encará-lo.

- Levem ele. – o policial disse e vieram mais dois o empurrando até o carro e o jogaram dentro do porta-malas.

Ele aparecia um bandido qualquer, agora nas mãos dos policiais.

- Foi muito bom negociar com você, senhorita. – disse Jones.

Olhei para Justin, ele parecia bastante abalado.

- Que seja. – respondi rapidamente e entrei no meu carro.

As viaturas passaram em minha frente, com aquele barulho chato pra caralho, no total eram três viaturas. Pisei fundo no acelerador, Lilly não falou nada. Cheguei até um certo momento que não agüentei e parei, desabando em lágrimas.

- O que eu fiz... – murmurei.

- Mel, o que houve?

- Lilly, me desculpa...

- Porque Mel?  O que foi?

- Por ter falhado, eu...

- Você gosta dele né? Sinto isso a cada lágrima que você derrama.

- Ele vai sofrer naquela prisão. Eu sou a pior pessoa do mundo.

- Não Mellanie, você não é. Só quis se vingar, e não é errado.

- MAS EU GOSTO DELE LILLY, EU NÃO DEVERIA MAIS EU GOSTO. – soquei o volante. – Gostar dele não fazia parte do plano. – chorei ainda mais.

- Amiga... – ela suspirou. – Eu vou te apoiar em qualquer decisão que você tomar, eu estou aqui pra isso. Não é a toa que fiz essa loucura com você.

- Mas ele me odeia agora.

- Nós sabemos que ele não irá durar dois dias naquela prisão, você sabe qual é o fim de traficantes procurados como o Justin.

- Já era, Lilly. Já era.

Chorei ainda mais. Era o fim pra Justin Bieber, e conseqüentemente pra mim também. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês ♥