- Mellanie, estamos perdendo tempo... – Lilly disse
interrompendo meu choro.
- Eu não sei o que fazer... – soquei o volante e limpei
minhas lágrimas.
Merda, tudo tinha que dar errado. Tinha que ter uma
solução pra tudo isso.
- Lilly, liga rápido pro Ryan e coloca no viva-voz.
- Ryan? Ele não vai me atender depois disso.
- Liga logo. –
liguei o carro e pisei fundo. – Coloca o cinto.
- Meu Deus, o que você vai fazer?
Ela me perguntou mais não respondi, estava concentrada
demais desviando dos carros.
- Ele atendeu. – Lilly disse e colocou no viva-voz.
- Lilly, não sei como você tem coragem de me ligar depois
de tudo que aconteceu. – Ryan falou bravo.
- Cala a boca, aqui é a Mellanie... – ele me interrompeu.
- O QUÊ? – Ryan gritou.
- Que porra, escuta. Se você não quiser que o seu
amiguinho veja o sol nascer quadrado, chama Chaz e Chris e venha pra cá rápido.
– disse rapidamente.
- Tá louca? Depois do que você fez não confio mais em
você. Quer dizer, vocês. Não sirvo de palhaço pra entrar nessas brincadeiras de
vocês.
- Eu estou falando a verdade. – bufei estressada. – Você
tem que vir, estamos indo na direção leste. Estou acompanhando as viaturas.
- Garota, você bebeu? Se drogou? A essa hora o Bieber
deve estar fudendo loucamente com alguma vadia nas boates. – ele riu debochado.
- AH VÁ TOMAR NO CÚ ENTÃO.
Ele desligou.
- Eu sabia que ele não ia acreditar. – Lilly disse.
- Desgraçado filho da puta. – bati no volante com força.
– Sua arma está carregada?
- No que está pensando?
- Estou pensando na sua resposta, tá ou não? – perguntei
impaciente.
- Sim está.
- Ótimo.
Acelerei ainda mais. Consegui acompanhar as viaturas, mas
fiquei um pouco afastada para que não percebessem.
- Consegue acertar nos pneus? – perguntei a Lilly.
- Acho que sim.
- Ótimo, vou chegar mais perto e você acerta nos pneus
das viaturas.
- Até a que o Bieber está?
- Sim, ele vai ficar bem. Ok?
Ela assentiu e me aproximei. Lilly baixou o vidro, e deu
dois tiros acertando exatamente nos pneus de trás de uma viatura, a mesma
acabou perdendo o controle e bateu no poste. As duas viaturas começaram a ir
mais rápido, e os acompanhei, logo os policiais começaram a atirar, foda-se o
carro é blindado mesmo.
- De novo Lilly. – disse e ela assentiu.
Abaixei o vidro também e coloquei minha arma pra fora,
disparei na outra viatura, não pegou. Bufei e disparei novamente pegando no
vidro que se quebrou em mil pedaços. Lilly acertou na outra viatura, que ficou
para trás também. Era difícil atirar e dirigir ao mesmo tempo, porém consegui
acertar no pneu da última viatura, e que o suficiente para parar. Dei uma
freada brusca perto da mesma, desci com a Lilly armada e dois policiais
desceram com as armas apontadas para nós. Um dos policiais era o Jones.
- Estou vendo que vocês não são mulheres de palavras. –
Jones disse.
Ri debochada com a arma apontada para ele. Lilly apontava
a arma para o outro policial que não sabia em quem mirar, em mim ou na Lilly.
Ele parecia mais um idiota segurando a arma.
- Digamos que eu voltei atrás. – disse.
- Por quê? – ele perguntou.
- O porquê não te interessa. – respondi. – Dou cinco
segundos pra vocês caírem fora, como se nada tivesse acontecido.
- Acha mesmo que iremos fazer isso? - Jones debochou.
- Cinco. – comecei a contar.
- Quatro. – Lilly continuou.
- Ninguém vai perder pra mulherzinhas que mal sabem
segurar uma arma.
- Três. – continuei.
- Dois. – Lilly disse e destravamos nossas armas.
- Pensa rápido. – disse e disparei a arma na mesma hora
em que a Lilly acertando os dois em cheio.
Eles não quiseram nos ouvir. Eles caíram no chão, os
tiros haviam sido certeiros, bem no peito.
- Gostei do pensa rápido. – Lilly disse me fazendo rir
fraco.
- Ele está aqui. – apontei pro porta-malas.
Fui até a frente e peguei a chave da viatura, abri o
porta-malas e Bieber me olhou assustado.
- Mas que diabos você pensa que está fazendo? Não tinha
acabado com a palhaçada? Some da minha frente vagabunda. – ele disse
praticamente cuspindo as palavras em mim.
Percebi que sua cabeça estava sangrando, talvez pela
pancada da batida quando acertei o pneu.
- Deveria mesmo ter deixado você se fuder naquela prisão
e virar mulherzinha dos pedófilos...
- E POR QUE NÃO DEIXOU? ASSIM QUE PUDER EU VOU MATAR VOCÊ
MELLANIE, ESTÁ ME OUVINDO? – ele berrou e colocou as pernas pra fora do
porta-malas.
- Tira a mão de mim, vadiazinha. – Justin disse e saiu de lá, ele continuava
de algemas.
Agradeci a Deus por isso.
- Mal agradecido? – ele riu debochado. – Você que é mal
agradecida da história, pela a segunda vez você me passa a perna Mellanie, você
tinha tudo e joga tudo pro ar e fode com a minha vida de novo.
- Eu não tinha a minha vingança.
- Vingança? – ele riu debochado. – Vingança de quê? Eu só
te fiz bem e você sabe disso.
- VOCÊ ME ESTUPROU SEU MONSTRO E ME USOU DURANTE UM MÊS
LEMBRA?
- Vai dizer que não gostou? – ele riu alto me encarando,
eu me controlei pra não chorar.
- Quem que gosta de ser estuprada por um desconhecido? Me
diga, quem? O que eu fiz com você não é nem um terço do que você merece. Sou
boazinha demais, deveria ter concluído meu plano, mas você o estragou...
- Você gosta ,vadias gostam de tudo. Gostam de sexo,
dinheiro, roupas caras, carros importados na garagem, homens ricos, sexo e
dinheiro de novo. Não vê? Estou te descrevendo, porque você é uma verdadeira
vadia. A mais baixa que já conheci em toda a minha vida. Eu tenho nojo de você,
nojo. Está ouvindo? Vou te procurar até no inferno, eu quero você morta. Uma
vadia a menos ou a mais não faz diferença nenhuma. Outras como você tem de
sobra por aí.
Cada palavra citada por ele foi um tapa na minha cara,
derramei uma lágrima solitária. A única, mais que demonstrou o tamanho da minha
dor. Podia sentir seu tom de desprezo a cada frase formada. Respirei fundo, e
ergui minha arma em sua direção.
- Isso! Vamos atira, porque se eu não morrer você que
morre. – sorriu sínico, sua frieza me machucava. – ATIRA PORRA.
- Você não vai me ver morta e nem nunca mais. Adeus
Bieber.
Dei uma coronhada em sua cabeça, fazendo o mesmo cair no
chão com a cabeça sangrando.
- Lilly, me ajuda a por ele no porta-malas do meu carro.
– disse respirando fundo e ela assentiu.
Com dificuldade conseguimos colocar ele no porta-malas,
afinal ele era muito pesado. Entramos no carro e fiquei em silêncio total,
Lilly me entendia e ficou calada também. Dirigi até a mansão do Bieber,
estacionei em frente ao portal.
- Ei vocês, peguem um presentinho no porta-malas. – falei
para os seguranças.
Obviamente eles não sabiam do que tinham acontecido, pois
obedeceram, ficaram assustados ao ver Justin desacordado mais não falaram nada.
- Cuidem do patrãozinho de vocês. – disse e arranquei
dali.
- Pra onde vamos agora? – Lilly perguntou.
- Brasil. – respondi por fim e dirigi até o Hotel onde
Jack estava com o Jason.
(...)
Hoje faz uma semana que estou tentando me adequar à vida
aqui no Brasil. É difícil comandar meus negócios com essa distancia toda, mas
ainda bem que sempre tem o Renan me ajudando em tudo. Lilly está morando
comigo, sabe o dinheiro que “peguei” do Justin? Guardei para o futuro do Jason,
mesmo Justin ter me falado aquelas palavras baixas que me machucaram, eu não ia
dar uma de arrependida de novo e devolver o dinheiro dele. Sei que não fez a
menor falta. Mesmo não confessando pra Lilly, sinto a falta de Justin. Talvez
eu seja uma vadia mesmo, como ele sempre fazia questão de passar na minha cara.
É difícil quando vou dormir, ele sempre estava ali do meu lado. Sempre me
irritando de todas as formas, mas como ele diz vadias como eu tem de sobra.
- Mellanie, estou falando com você. – Lilly disse
passando os dedos na frente do meu rosto, pisquei algumas vezes e a olhei.
- Que foi? – a olhei.
- Em que mundo você estava? Faz mó tempo que falo
contigo.
- Desculpa, estava pensando em uma coisa.
- Em quê?
- Nada importante. – sorri de lado. – O que estava
dizendo mesmo?
- Quero ir ao shopping. – fez bico.
- Então vai ué. – dei de ombros rindo.
- Não, quero ir com você.
- Lilly, nasceu pregada comigo foi?
- Foi. – riu – Ah, por favor, preciso de roupas novas.
- Estou cansada Lilly. Ontem passei a noite toda
conversando com o Renan pelo Skype enquanto você estava fudendo com os
brasileiros. – disse e rimos.
- Entendo. – parou de rir. – Mas olha, compras ajudam a
relaxar. Por favor.
- Eu odeio você. – murmurei e me levantei da cama. –
Jack. – a chamei e ela logo apareceu com o Jason. – Dá banho nesse porquinho
ai, vamos sair.
- Aeeeeeee. – Lilly me esmagou em um abraço.
- Ah vadia. – a empurrei e ela riu.
Fui só pentear meus cabelos e passar lápis e rímel, tinha
tomado banho há pouco tempo. Esperei Jason ficar pronto, saímos no meu carro
que comprei aqui, uma BWM. Saudades das minhas belezinhas, mas vai ser por pouco
tempo. Brasil pode ser lindo, mas não deixo minha Los Angeles. Dirigi até o
shopping mais próximo, estacionei meu carro e entramos, fomos a várias lojas,
compramos bastante coisa. Jack até renovou o guarda-roupa, me lembrei de Rose e
comprei coisas para ela também. Não vou deixá-la nas mãos do Justin. Comemos no
MC, deixei Jason comer um MC feliz, ele nem comeu todo, mas enfim... Já se
passava das oito da noite, resolvemos voltar para casa. Coloquei o carro na
garagem e abri a porta, cada um foi para seu quarto, compras me cansam. Tomei
banho e dei outro banho no Jason, coloquei seu pijama de carrinhos e deitei
junto com ele.
- Mamãe... – ele me chamou.
- Oi amor. – acariciei seus cabelos.
- Cadê o tio Ryan? – ele perguntou meio embolado o nome
do Ryan.
- Ahm...- pensei em algo. – Ele anda ocupado amor.
- Mais eu quelo vê ele. O tio Chaz, Chris, meu papai.
- Não podemos ver eles agora, Jason.
- Putê?
- Porque eles não gostam mais da gente.
- Naum?
Neguei com a cabeça, ele fez uma carinha triste e colocou
a cabeça sob meu peito.
- Eu te amo ok? – murmurei.
- Também mamãe.
Continuei fazendo carinho em seus cabelos, ele dormiu
primeiro que eu.
Acordei cedo porque Renan queria falar comigo pelo Skype.
Como os horários eram diferentes, eu tinha que me sacrificar.
- Oi Renan. – disse tomando café.
- Oi Mellanie, não tenho boas notícias. – ele disse.
- Prossiga.
- Justin contratou um matador de aluguel, e adivinha, ele
sabe onde você está. Aconselho que venha embora o mais rápido que puder.
- O QUÊ? Filho da puta, não tem coragem de vir e manda um
matador de aluguel. – bufei.
- Acontece que Bieber não pode cruzar para o Brasil.
- Droga. Tenho que ir mesmo?
- Sim, venha para a sua mansão. Se Justin vier aqui, ele
vai sair igual uma peneira.
Ri fraco e assenti. Desliguei a chamada.
- Lilly. – disse entrando no quarto dela.
- Quê? – ela perguntou colocando o travesseiro no rosto.
- Levanta ! Precisamos conversar.
- Ah Mel, deixa pra depois ok? Eu quero dormir.
- LILLY! – gritei e ela me olhou coçando os olhos.
- Argh. – resmungou e sentou-se. – Fala.
- Precisamos voltar para Los Angeles, Justin mandou um
matador de aluguel atrás de mim, e não vai demorar muito pra ele bater na minha
porta.
- Aff que filho da puta,estraga as férias de qualquer um.
Vamos quando?
- Se possível até hoje.
- Ótimo adeus Brasil todo maravilhoso. – bufou.
(...)
Já estávamos dentro do jatinho, Jason dormia
tranquilamente em meus braços. Eu não conseguia dormir, alguma coisa me dizia
que iria acontecer alguma coisa. E meu coração ficava ainda mais apertado, tive
que tomar um comprimido pra poder dormir. Acordei com a Lilly nos avisando que
já tínhamos chegado, Renan estava nos esperando no local com pouso com diversos
capangas, de longe avistei minha Ferrari linda, carreguei Jason com cuidado pra
que ele não acordasse.
- Seja bem vinda. – Renan disse sorrindo, ri fraco e ele
me deu um abraço de lado, pois estava segurando Jason.
- Vamos? – perguntei e ele assentiu. – Dirigi pra mim,
estou com o Jason.
Ele assentiu, Lilly e Jack entraram atrás e fui na
frente. Renan me contou como ele ficou sabendo, chegamos à minha mansão
extremamente linda. Renan não poupou na decoração, entramos e fui logo procurar
meu quarto. Uns seguranças trouxeram nossas malas, Lilly se apossou logo de um
quarto, Renan tinha providenciado um quarto para Jason também, porém preferi deixá-lo
dormindo no meu. Essa viagem havia me deixado cansada. Tomei um banho relaxante
e rápido, Renan ainda estava me esperando lá em baixo para conversarmos. Vesti
qualquer coisa e desci.
- Então? – perguntei.
- Vou ter que viajar.
- Pra onde?
- Resolver seus negócios gatinha, esqueceu que tudo é eu?
– ele perguntou brincalhão.
- Sério que você vai me deixar? – perguntei rindo.
- Só vai ser por alguns dias. Sei que não mando em você,
mas cuidado quando for sair por ai, não podemos esquecer o Luc e Hugo que estão
calmos demais, e principalmente Justin.
- Eu sei, vou me cuidar. – pisquei e ele sorriu.
- Vou ter que ir agora.
- Obrigada Renan, por cuidar de mim assim.
- Imagina, acho que é minha obrigação.
- Sim é. – rimos e o abracei forte. – Se cuida também.
Ele saiu e fiquei deitada lá no sofá descansando.
Luc’s
POV
- Está tudo pronto? – perguntei a vadia que iria fazer um
serviçinho pra mim.
- Sim senhor.
- Eu não quero falhas ok? Se não quem vai dançar aqui é
você. – falei rude pra ela entender que eu não estava de brincadeiras.
- Sim senhor. – repetiu.
- Você vai esperar a idiota da babá se distrair quando
tiver com o bastardinho e pegá-lo, vai ter um carro esperando por você. Tem que
ser bem rápido.
- Entendi, eu não vou falhar senhor.
- Eu realmente espero que não. Vou acertar dois coelhos
com uma única cajadada. – ri – Aquela vadia dos olhos azuis não perde por
esperar.
Dei uma tragada.
- Agora venha cá, docinho. Vamos nos divertir.
A puxei bruscamente e arranquei logo a calcinha de seu
corpo, ela sorriu safada e sua mão foi logo para meu pau, o apertando por cima
do jeans.
Justin’s
POV
- Eu disse que ela não prestava filho, você não quis
acreditar em mim. – minha mãe pela milésima vez repetia a mesma frase desde
quando Mellanie sumiu.
- QUE PORRA MÃE. EU JÁ ENTENDI, DEIXA DE ENCHER MEU SACO,
QUE PORRA. ME DEIXA SÓ, VAZA.
Gritei estressado. Minha paciência estava se esgotando.
Ela não disse nada e saiu do meu escritório. Mas é uma merda mesmo, ainda tenho
que agüentá-la falando merda vinte e quatro horas por dia. Meu celular tocou.
- Alô? – perguntei rude.
- Senhor Bieber, tenho informações que você vai gostar de
saber. – disse o carinha que eu contratei pra trazer a cabeça da Mellanie de
bandeja pra mim.
- Diz.
- Ela está em Los Angeles.
- Quê? – me ajeitei na cadeira. – Ela não tinha sumido?
- Ela estava no Brasil, mas retornou para Los Angeles.
- Perfeito.
- Ainda vai querer meus serviços?
- Claro, quero aquela vadia morta. Não quero falhas
entendeu?
- Sim senhor. Ela não
vai me escapar.
- Não machuca o garoto. – disse.
- Que garoto?
- O filho dela, quero que o traga pra mim.
- Claro senhor.
Desliguei o celular e relaxei na cadeira tomando um gole
de alguma bebida. Eu estava “relaxado” demais pra raciocinar qual era.
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Continua?
Obrigada por todos os comentários.
Amo vocês ♥


