Fanfics - Justin Bieber

domingo, 14 de julho de 2013

Dangerous Life - Capítulo 5 - New life / Jason

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Two years later…

Muita coisa aconteceu nesses dois anos. Nem sei exatamente por onde começar. Hoje eu tenho 20 anos, é... Não sou mais aquela garotinha inocente. Sou madura e respondo perfeitamente pelos meus, digamos “atos”. Talvez eu não tenha me tornado uma pessoa boa, afinal pessoas boas nesse mundo apenas se fode e são pisados por outras pessoas. Então para quê ser boa? Sendo que você pode ficar no topo e mandar e desmandar em quem quiser. Mesmo muitas coisas acontecendo, nunca irei me esquecer daquele filho da puta que tocou em mim, ele será o primeiro que irei me vingar, e não vai sobrar nenhum pedacinho dele. Será um ótimo jantar para os cachorros!  Puto! 

Tudo está em seu devido lugar. Está agora do jeito que eu quero. E eu sou uma filha da puta sortuda e esperta demais. Vou dá uma recapitulada sobre o que aconteceu durante esses dois anos.

Depois de ser abusada por aquele desgraçado, fiquei ainda mais uns dias em sua casa servindo de vadia somente para ele. Ele me fodia na hora que queria e bem queria, apanhei feito condenada para obedecer ele. Eu estava cansada daquela vida, cansada de todos ali. Depois que Hugo me vendeu nunca mais deu as caras naquela mansão, ótimo. Tudo bem, passou um mês e eu estava destruída por dentro sendo prisioneira ali, tinha que sair de qualquer forma. Até que um belo dia – digamos – consegui escapar, decidi que iria me vingar de alguma forma. Então fui atrás do Hugo, ele iria pagar caro, o filho da puta é tão idiota que ainda continuava naquela casa caindo os pedaços, apenas liguei para a polícia e o denunciei, em instantes bateram na porta o prendendo, ah isso foi tão lindo. Mas ele nunca desconfiou que foi eu que o entreguei, mas se souber agora que se foda. Não ligo.

Passei a morar naquela casa, era meu único teto. Um dia arrumando aquela bagunça, encontrei uma parede falsa, a quebrei e me deparei com dinheiro, quer dizer MUITO dinheiro. Porra Hugo, valeu ai. Então comecei a investir, não há nada melhor do que droga para vender. Dá um dinheiro da porra, e então fui construindo meu império, mudei de casa e comprei uma que tinha que estar a minha altura. Ao meu nível. Estava tudo indo muito bem, tudo perfeito... Até descobrir que estava grávida. Isso foi a gota para mim, como iria cuidar de uma criança? Céus.

E o pior que o filho era daquele que me tratou feito lixo durante um mês. Eu não sabia o que fazer, passei alguns dias pensando enquanto aquela criança ia crescendo no meu ventre. Não... Mesmo sendo “assim”, talvez uma louca não iria abortar uma criança, até porque eu tenho coração porra!  Seria somente minha, não teria pai. Cuidaria sozinha, e a educaria.  E talvez mais tarde a mandasse para um colégio fora daqui, não quero que ela tenha uma “vida” como a minha. Mesmo grávida consegui cuidar dos meus negócios, e a cada dia que passava meu nome era mais falado em Los Angeles.

Luxo. Dinheiro. Tudo do bom e do melhor. E mais dinheiro. 

Agora sim, estava na altura para destruir quem um dia tentou me destruir! Depois de seis meses, já que três passei ajeitando minha vida, meu filho nasceu. Sim era um menino, cara quando bati meus olhos nele só consegui chorar, não sou do tipo de pessoa que chora à-toa. Mas cara, era meu filho, e ele era lindo. Minha vida continuou normal, mas passava a cuidar do meu garoto. Além de exportar e vender drogas de todos os tipos, passei a vender vadias. Cara, isso dava um dinheiro enorme.

E em poucos meses, eu era a maior digamos que “traficante” de Los Angeles. Mas o fudido lá ainda mantinha seu posto, nunca consegui derrubá-lo, quer dizer não por muito tempo. Meu filho tem que ter o que é seu por direito, e vou tomar tudo que o idiota tem. Eu sei ser boa, mas também sei ser mal. 

Como diz aquele ditado: Aqui se faz aqui se paga. 

E ele irá pagar por tudo. Por ter me estuprado, ter me engravidado e ter destruído minha vida. Ah se vai. 

Como um dia normal, tinha que cuidar do meu garoto, que tem por nome Jason, ele tem dois anos e a cada dia que passa fica a cara daquele imprestável. Quem eu quero enganar? Ele é pai dele. Mas porque não saiu parecido comigo? Valeu ai. Ele é inteligente pra caralho, me admiro por ser uma criança de apenas dois anos, meu garoto... Aposto que ele vai me dar muito orgulho. Em falar nele, ele está tentando subir na minha cama com um urso de pelúcia nos braços, só tentando porque ele não alcança. Ri de leve encarando meu pequeno e larguei aquelas papeladas que eu tinha que assinar concordando a venda de drogas para um novo negociante. Os negócios estão ficando cada vez melhor. Me pus de pé e agachei pegando Jason nos braços, e o coloquei em cima da cama.

- Meu amor, você pode brincar ai junto comigo, mas não pode mexer nas coisas da mamãe, ok? – expliquei para ele, que apenas concordou com a cabeça. Jason é obediente, nunca me deu trabalho.

E me admiro por ele ser filho do Justin, porque ele é teimoso pra caralho. Mas só às vezes Jason fica teimoso, quando ele não quer tomar banho, quando não quer comer ou dormir. Mas é muito raro esse comportamento. Voltei a sentar na cama encostada na cabeceira a analisar aqueles documentos, era muita coisa pra ler, é uma merda ler tudo isso, mas não quero que nenhum se meta de espertinho pra cima de mim e me passe à perna. Jason levantou-se pegando seu ursinho de pelúcia e veio sentar no meu colo, ele ficou quietinho apenas observando o que eu fazia. Estava no último item daquele bendito acordo, estava tudo dentro dos conformes, peguei a caneta e assinei no local marcado, arrumei os papéis e coloquei dentro da pasta. Meu celular tocou, me estiquei para pegá-lo e atendi a ligação que era da Jack, babá do Jason.

- Dona Mellanie, tem um cara esperando você no escritório. – ela disse calma.

- O que ele quer? – revirei os olhos passando a mão nos cabelos lisos de Jason.

- Ele disse que quer receber os papéis, do acordo que vocês fizeram. 

- Ah, o mande esperar. Estou descendo, peça que algum segurança fique de olho nele, não confio nesses caras nem fudendo. 

- Sim, senhora. – desliguei.
- Mamãe, fome. – Jason murmurou, tirei ele do meu colo e desci da cama. O coloquei no chão e segurei em sua mãozinha.

- Vamos pedir pra Jack fazer alguma coisa pra você comer. – abri a porta e saímos do quarto. Jason parou no meio do caminho, o olhei sem entender nada, eles estendeu os braços pra mim. Entendi o recado e o peguei nos braços. – Que folgado. – disse dando beijinhos em seu rosto o fazendo rir.

- To tansado mamãe. – murmurou deitando a cabeça no meu pescoço enquanto eu andava por aquele imenso corredor.
 - De que? 

- Naum sei. – ele riu baixinho.

Revirei os olhos e desci as escadas. Chamei pela Jack que logo apareceu na imensa sala, aqui tudo era grande e exagerado.

- Jack, faz alguma coisa pra esse faminto comer, vou resolver lá com aquele cara. – disse passando Jason para os seus braços.

- Mamãe... – ele choramingou estendendo os braços na minha direção.

- Eu já volto, meu amor. Rapidinho. – dei um beijo em sua bochecha e fui andando pro meu escritório, o ouvi choramingar.

O foda é que Jason é muito apegado a mim, sempre quando saio ele faz uma novela enorme para não ficar com a Jack, mas mesmo ele não querendo eu deixo ele em casa, Deus me livre levar ele para onde eu costumo frequentar. Jason não vai se meter nisso nem fudendo, eu tenho dinheiro o suficiente pra ele crescer de bem com a vida, sem precisar se preocupar com nada. Nos corredores daqui costuma ficar dois seguranças em cada, essa casa é muito bem vigiada, tenho inimigos de sobra, pra dá e vender, e se eles tentar alguma coisa ninguém sai vivo pra contar história. Já matei uns carinhas que não valiam de nada, acho que fiz bem a humanidade. O barulho do meu salto ecoava no corredor, e nada mais. Entrei no meu quarto rapidamente e peguei minha arma colocando na cintura e a papelada, nunca na vida ando desarmada quando tenho que encontrar com esses traficantizinhos. Na porta do meu escritório havia mais dois seguranças, um deles abriu a porta pra mim, entrei e vi o elemento sentado na cadeira de costas. Dei a volta na mesa e joguei a pasta com os papeis em cima da mesa, bem na sua frente e sentei na minha cadeira. O cara era meio velho, daqueles que usam aqueles dentes ridículos de ouro, sinceramente isso é brega demais. Ri em pensamentos.

- Pronto. Aqui está tudo, se quiser verificar. – disse e indiquei com a cabeça.

- Não precisa, eu confio na senhorita.  – disse o velho que o nome não me interessa.

- Só pra lembrar que isso é um acordo, e qualquer descumprimento dessa bosta da papelada que você me fez ler, vai ter seu preço a pagar, entendido? E além do mais, tem minha assinatura ai, e creio que você sabe em que boca está se metendo. – disse relaxada na minha cadeira vendo várias emoções passar no rosto do velho.

- Claro, entendi perfeitamente. Quando chegará o próximo carregamento de cocaína? 

- Ainda essa semana. Marcaremos um local para entregar pra você, lembre-se a metade do lucro é meu. 

- Mas eu já vou estar te pagando uma boa quantia por essa carga, você ainda quer metade do lucro? 

- Foda-se. Você sabe que tudo que eu negocio são de boa qualidade e que não faltam negociantes, se você não aceitar, tem 10 na fila. Mas não seria legal da sua parte queimar comigo agora. – disse curta e grossa e tirei minha arma da cintura, e comecei a brincar entre os dedos. Vi o velho engolir a seco, amo fazer as pessoas ficarem assim, amedrontadas.

- Tudo bem, está combinado. Aqui está meu número pra você me avisar quando chegar o carregamento e marcaremos tudo. – me entregou um papel com um número, olhei por breves segundos e coloquei dentro da minha gaveta.

- Ótimo. Guarde esses papeis bem guardados... – levantei. – E passar bem. – ele levantou-se.

- Foi bom fazer negócio com você Srta. Fox. – estendeu a mão pra mim.

- Sem essas frescuras, ok? – disse entediada, ele concordou com a cabeça e saiu.

Logo em seguida sai também. Um segurança foi o acompanhando até a saída. Fui guardar minha arma e voltei pra cozinha, ver o que Jason estava aprontando. Da escada ouvi seu choro, cheguei até a cozinha, ele estava sentado na cadeira e Jack com um pratinho com sopa.

- O que está acontecendo por aqui? – perguntei vendo Jason todo sujo, tinha sopa em todo lugar.

- Ele não quer comer. – Jack disse respirando fundo. Imagino a luta que ela passou com ele, quando Jason quer ele chega a ser insuportável. 

- Jason, você disse que estava com fome, o que deu agora? – perguntei pegando uma fralda e tentando limpá-lo.

- Tá doenu, mamãe. – choramingou.

- O que dói? – perguntei o analisando, estava tudo em perfeito estado.

- Ati oh. – apontou pra boca.

- Abre. – disse.

- Naum, dói. – ele cruzou os braços.

- Jason, abre a boca. Vai doer mais ainda se você não abrir.

- Naum quelo.

- Ok, pare de birra e abra logo a boca. Por enquanto só estou pedindo, você vai continuar teimando? – disse autoritária. Não gostava de ser assim com ele, mas como eu disse... Ele tem um gênio muito forte, também né... Vejam o pai dele.

- Mamãe... – começou a chorar.

- Meu amor, me deixa ver... Só abre a boca. – disse limpando sua boca.

Aos poucos ele foi abrindo e achei o causador do choro do Jason.

- Filho, é só um dentinho que está nascendo. 

- Naum quelo ele, dói mãe. – ri de leve.

- Mas ele vai nascer você querendo ou não. Mas depois vai parar de doer, ok? Vamos comer a sopinha? 

- Dói, eu num quelo. – ele alterou-se.

E com vocês, filho de Justin Bieber. Filho de Bieber, Bieberzinho é.

- Epa. Tá estressado por quê? Eu sei que dói, mas você não pode ficar sem comer. – disse o levantando e colocando em meus braços.

- Dente mal. – choramingou e fez beicinho. 

- Oh bebê. Vamos tomar banho então? A Jack vai fazer um mingau gostoso pra você, né Jack? – pisquei pra ela, ela sorriu assentindo.

- Eu quelo leite. – Jason disse.

- Mas você não é mais bebê pra ficar tomando leite.

- Mas eu quelo, na mamadeila. – cruzou os braços e virou o rosto.

- Jason... – ri – Seu tempo de tomar leite na mamadeira passou.

- Intão num quelo mais. 

- Já negociei com muitas pessoas, de todos os jeitos e formas, mas negociar com esse daqui tem que ter muita paciência. Misericórdia. – suspirei e Jack riu. – Tudo bem Jason, você vai tomar leite na mamadeira, mas ai de você se não tomar todo, ai você vai ter sérios problemas comigo. – ele deu um sorrisinho de poucos amigos.

Tá vendo a criança que estou criando? A cópia do fudido lá. Jack foi fazer o leite desse mimado e subi com ele para meu quarto. Já eram quase 8:30 da noite, dei banho do Jason de chuveiro mesmo, porque ele estava sujo demais pra tomar de banheira, deixei ele em cima da cama assistindo desenhos e aproveitei pra tomar o meu banho que foi muito rápido. Passei meus cremes, vesti uma lingerie e um short e uma camiseta, fui pegar as coisas pra vestir Jason, a noite estava quente, então o deixei só de cueca e uma blusinha. 

- Senhora? Aqui está o leite do Jason. – Jack disse batendo na porta. Abri e peguei a mamadeira do folgado.

- Jack, diga lá as cozinheiras que daqui a pouco eu estou descendo pra jantar.

- Sim, senhora. – fechei a porta e fui até a cama.

Jason estava pulando feito louco. Me deitei e ele veio pra cima de mim, precisamente deitou em cima da minha barriga. Cada louco com a sua mania.

- Você vai tomar isso tudo, ok mocinho? – entreguei a mamadeira pra ele. Que era do Homem-Aranha.

- E se eu num tuma? – desafiou.

- Você leva um tapa. – disse e ele riu colocando a mamadeira na boca.

Que menino safado esse tal de Jason, na Tv estava passando um filme do Homem-Aranha, francamente. Ainda tenho que assistir com ele, o olhei e ele tomava seu leite com os olhos vidrados na TV. Estava fazendo carinhos em seu cabelo, e ele nem se mexia. 

- Cabeeeeei. – ele disse me mostrando a mamadeira seca. 

- Bom garoto.  – ri e peguei a mamadeira dele e coloquei sob o criado-mudo. 

Ele continuou assistindo e brincando com minhas unhas. Depois de alguns minutos o senti muito quieto, ele havia dormido. O tirei de cima de mim devagar e o coloquei do meu lado, o cobri e me levantei, peguei a mamadeira e sai do quarto em silencio pra ele não acordar. Desci e fui para a cozinha, o cheiro estava passeando por toda a casa, minhas cozinheiras são de mãos cheias. Deixei a mamadeira do Jason por lá e me sentei no banco do balcão, meu celular tocou. Vi no visor e era a Lilly. 

Lilly é minha amiga, nos conhecemos numa festa. Ela é muito mais louca do que eu, ela trabalha também nesse mundo de drogas, mas parou um pouquinho, sempre que dá ela está aqui em casa, adora encher meu saco, às vezes me irrita, mas ela é muito gente boa e de confiança. É com ela que estou planejando um plano infalível, vai ser o golpe do ano, e tenho certeza que vamos nos dar bem nessa. Atendi a vadia pra saber o que ela quer.

- Diz cachorra. – disse e ouvi sua risada.

- Oi piranha dos olhos azuis. – rimos.

- O que me conta de bom?

- Você já jantou? – ela perguntou, estranhei.

- Por quê?

- Estou passando ai na sua casa para a gente jantar. – ela riu.

- Você é muito folgada, nem te convidei. – ri.

- Esqueceu que eu já sou de casa baby? Eu me auto convidei. 

- Piranha, vem logo então. Estou morrendo de fome.

- Calma, já estou aqui no portão da tua casa e o segurança bonitão está abrindo o portão pra mim. – ela disse e gargalhamos. Que tapada.

- Vadia, tchau. – desliguei e continuei rindo. – Rose, coloca mais um lugar na mesa, a Lilly vai jantar aqui.

- Sim, senhora. – Rose respondeu.

A campainha tocou, era a piranha da Lilly. Ela jogou a bolsa dela no sofá e veio rebolando até a cozinha, ri e ela me abraçou de lado, e sentou-se.

- Huum... O cheiro está bom. Estou com fome – ela disse lambendo os lábios.

- Lilly, eu só te conheço com fome. Isso não é novidade. – revirei os olhos.

- É a vida. – ela deu de ombros. – Cadê o mini Bieber? 

Lilly conhece toda a minha história com o Justin, eu que contei para ela. Logo no início ela meio que não acreditou, até hoje eu nem acredito também que passei por aquilo. 

- Deixei ele dormindo, ele estava meio chato por causa de um dente que está saindo.

- O mini Bieber é chato até sem nem ter dente saindo. – ela riu e joguei um palito de dente nela.

- Wow... Ele só tem o gênio forte. – o defendi.

- Também né, queria mais o que? Ele é filho nada mais do que Justin Bieber, aquele puto gostoso. – ela se abanou e dei um dedo do meio para ela.

- Cala a boca, Lilly. – joguei mais palitos nela.

- Ai Mel, sua cachorra. – gargalhei.

Essa piranha só me chama de Mel, virou apelido. Ouvi choro do Jason.

- Ai meu Deus, ele acordou. – me levantei.

- Tava bom demais pra ser verdade. - Lilly resmungou. 

Ignorei e fui até a escada. Ele vinha chorando nos braços de um dos seguranças que ficam ali no corredor, o peguei nos braços. 

- Ele acordou agora, senhora. 

- Ok, pode voltar. – ele assentiu com a cabeça. – E você mocinho? Tirou o dia pra chatear hoje? – disse limpando as lagrimas do seu rosto. Ele afundou o rosto no meu ombro, abraçando meu pescoço. Voltei para a cozinha.

- Cadê o chato da tia Lilly? – ela disse quando sentei e coloquei Jason sentado no meu colo. – Não vai me dar um beijo? 

- Naum.

- Por quê ?

- Hoje eu to chatu. – ele disse e gargalhamos.

- Sabe que eu nem percebi né Jason. – Lilly disse rindo.

Rose foi colocando a comida em cima da mesa, nos servimos e começamos a jantar. Jason ainda estava no meu colo, metendo a mão no meu prato e comendo. Tudo aquilo era manha, acho que ele nem lembrava mais do dente que doía. Ele se sujou todo e me sujou, como sempre. Vida de mãe não é fácil, depois veio a sobremesa, era pudim. Nossa eu amo pudim. Dei pra Jason na colherzinha antes que ele fizesse maior bagunça, Lilly ia conversando sem parar sobre vários assuntos aleatórios, gosto de quando ela vem aqui, pelo menos não fico sozinha nessa enorme mansão cheia de machos nos quatro lugares.

- Mel, amanhã eu venho aqui bem cedo pra gente conversar sobre o que vamos fazer.

- Fazer em quê? – perguntei limpando as mãos do Jason e a boca.

- O plano Bieber, lesada. 

- Plano Bieber? Já deu nome foi?

- Claro, vai ficar pra historia. 

- Idiota. – rimos. – Tudo bem, vem mesmo quero por logo em prática isso ai.

- Quer pra essa semana ainda? 

- Tenho que me preparar. – ri fraco. Encarar o Bieber novamente depois desses anos todos não seria nada fácil. Mas melhor agora do que depois, pois não vou criar coragem. – Tudo bem, essa semana ainda, ok?

- Perfeito. – ela sorriu e olhou no seu relógio de pulso que eu tinha dado pra ela em seu aniversario, ela nunca tira ele do braço. – Vou indo gata, o dever me chama.

- Dever? – ri. – Sei esse dever. 

- Sabe de nada, vou indo. – levantou-se. – Obrigado pela janta. – riu.

- Espera, vou te acompanhar até a porta. 

- Não, não. Fica ai limpando o Bieber em miniatura... – rimos, toda hora ela inventa um apelido novo pro Jason. 

- Jason, dá um beijinho na tia Lilly, ela vai embora. – ele assentiu com a cabeça.

Lilly abaixou-se um pouco e Jason deu um beijo na bochecha dela.

- Hum... Que beijo gostoso. Igual ao pai. – ela disse. A vadia tinha que falar isso né? Gargalhamos e dei um dedo pra ela. – Beijos amores, amanhã estou de volta.

- Você deveria morar aqui, não sai da minha casa. 

- Eu em ! Eu sei que você me ama ok? E eu vou pensar no seu caso sobre morar contigo.

- Vai se ferrar. – ela riu e mandou um beijo e foi andando até a porta principal.

- Tchaau. – a ouvi gritar. Que louca.

- E você mocinho? Só outro banho, né ?  - ele gargalhou e meteu a mão no meu prato onde tinha o pudim e levou a boca.

Quer dizer, não adiantou nada limpar ele.


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Continua?
Obrigada por todos os comentários.


Amo vocês!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dangerous Life - Capítulo 4 - Rape

28 comentários | |



- Porra, não grita. – me virei e era Ryan. Maldito.

- Porra digo eu, quer me matar do coração idiota? – o empurrei.

- Quem manda andar vagando ai pela casa. 

- Olha quem fala. Me diz onde é a porra da adega, que o senhor todo poderoso quer um gole de vodka. 

- Fica ai que eu vou pegar a garrafa, não quero correr o risco de você destruir nossa adega.

Falou Ryan dando as costas. Me encostei no balcão, meu coração estava a mil e parecia que iria saltar pela minha boca a qualquer hora, o susto foi grande. Se eu estivesse grávida já tinha abortado junto com todas as minhas tripas. Esperei um pouco e Ryan chegou com a garrafa, coloquei em um copo e subi, deixando Ryan sozinho lá em baixo. Cheguei à porta do quarto do Bieber e respirei fundo, vou começar a assinar minha sentença de morte, entrei. Ele estava agora perto da janela com seus ombros largos e musculosos a mostra, com os braços cruzados a frente do corpo fazendo seus bíceps ficarem maiores ainda, olhando para um ponto fixo  enquanto a chuva caia forte lá fora, as gotas na janela de vidro desciam rapidamente. Fechei a porta, e ele me olhou fazendo um sinal com o dedo que eu fosse até lá. Ótimo além de vadia de traficante, vou ser cachorra também. Caminhei em passos lentos até lá, ele pegou a bebida da minha mão e deu um gole, lambendo os lábios em seguida. Dei as costas e fui puxada pelo pulso.

- Venha aqui. – ele disse me puxando pra sua frente, me fazendo encostar-se à grade da janela. – Beba. – falou aproximando o copo de Vodka da minha boca.

Sempre odiei Vokda, acho muito forte. 

 - Eu não quero. – murmurei.

Rapidamente sua mão livre foi até meu maxilar o apertando com força.

- Mandei você beber. – falou e colocou o copo em minha boca. Me fazendo engolir aquela porra a força que desceu queimando tudo. Estava pura como água. – Boa garota.

Ele tomou um gole e riu diabolicamente. Umedeci meus lábios tentando amenizar aquele gosto terrível de Vodka da minha boca, ele colocou o copo do lado e segurou forte me minha cintura me imprensado contra a janela de vidro.

- Vamos terminar o que começamos, docinho. 

Nem tive reação de impedir, ele é mais forte que eu. Justin rasgou meu vestido de cima a baixo, jogando os resto do tecido no chão, minha respiração começava a ficar ofegante e pesada, suas mãos foram para o feixe do meu sutiã enquanto ele me encarava, o olhei e pude analisar seus traços bem feitos, seus olhos claros e sua boca muito convidativa. O feixe foi rompido, ele desceu o sutiã sobre meus braços e o jogou, ele pegou o copo que continha um pouco de Vodka.

- O que vai fazer com isso? – perguntei angustiada.

- Shiiii... – falou e derramou a bebida sobre meus seios.

QUÊ? Logo o cheiro de Vodka entrou em minhas narinas me deixando um pouco tonta. Ele colocou o copo de lado novamente e logo aproximou seus lábios dos meus seios, passando a língua entre eles não deixando escapar nenhuma gota de sua bebida.

- Melhor assim. – falou me olhando malicioso. – Muito bom. 

- Bom mesmo vai ser quando acertar seu saco. – falei e ergui uma de minhas pernas.

Acertando bem no local planejado. Ele separou-se rapidamente de mim, me pegou pelo braço com força e fui jogada brutalmente em cima de uma parede, minhas costas chocaram-se causando tamanha dor, cai no chão gemendo de dor.

- FILHA DA PUTA, TENTEI DE TODAS AS FORMAS SER BOMZINHO COM VOCÊ, MAS TOU VENDO QUE CONTIGO SÓ VAI NA BASE DA PORRADA. – gritou e veio até a mim.

Ele segurou em meus cabelos com força e me fez levantar os puxando. Comecei a chorar, estava desesperada. Não sei o que esse monstro é capaz de fazer, e não tem ninguém que possa me ajudar aqui. Ele me jogou com força em cima da cama, me fazendo cair de cara entre os travesseiros. Me ajeitei rapidamente deixando cair mais lágrimas, seu rosto estava vermelho de tanta raiva. Vi ele tirar seu cinto de couro cautelosamente, ele tirou por completo e deu outra dobra e sorriu diabólico.

 - Agora vai aprender a fazer o que eu quiser.  – falou e aproximou-se da cama.

Eu apenas chorava e subia ainda mais na cama.

- NÃO TOCA EM MIM SEU MONSTRO. – gritei entre o choro.

- CALA A BOCA. – ele disse rude.

Justin me puxou pelo pé, minha força não era nem um terço da sua. Fui virada brutalmente ficando de bunda pra cima, ele segurou meus tornozelos com uma mão, eu me debatia mais de nada adiantava. Ele passou a mão em minha bunda por cima, e logo senti toda a sua força com a cintada que ele deu em minha bunda. Rapidamente minha bunda adormeceu e senti aquela região arder mais que tudo, dei um grito agudo em meio de lágrimas. Ele deu mais outra cintada, mais outra e mais outra. A dor era tão grande que nem minha bunda eu estava sentido, apenas o ardor.

- PARE. PELO AMOR DE DEUS, PARE. – supliquei me debatendo na cama.

- JÁ APRENDEU VADIA? VAI FAZER O QUE EU QUISER? EIN? RESPONDE. – deu outra cintada em minha bunda.

Estava chorando que nem uma condenada, ele soltou meus tornozelos e fui puxada brutalmente pelos cabelos me deixando cara a cara com ele. Seu sorriso de superioridade estava ali bem estampado enquanto eu me desmanchava em lágrimas.

- Vou... – murmurei chorando.

- VAI O QUÊ? 

- Vou fazer o que você quiser. – respondi fechando os olhos com força.

Ele me soltou me jogando em cima da cama, o vi jogar seu cinto longe, cinto pelo o qual apanhei feito uma criança de cinco anos quando faz burrada. Me encolhi na cama ainda chorando, vi ele tirar seu short e o jogar, ficando apenas de boxer preta.

- Agora seja uma boa menina e colabore, vai ser bem rápido. – sorriu sínico.

Apertei o travesseiro com força tentando controlar minhas lágrimas, me arrastei por cima da cama até chegar perto dele que estava na ponta da cama. Suas mãos foram diretamente em minhas coxas as puxando pra mais perto dele, controlei meu choro antes que ele me fizesse apanhar mais ainda. Suas mãos caminharam até meu quadril segurando a barra da minha calcinha, ele a puxou me deixando completamente nua.

- Deite. – ordenou.

Engoli seco e me deitei como ele havia mandado, em seguida foi sua vez de tirar a cueca, fiquei surpresa quando vi o tamanho de seu membro, aquela porra ia me arrombar com certeza. Era grande e grosso. Ele subiu na cama e encaixou-se entre minhas pernas, ele colocou minhas pernas em seu ombro e alisando minhas pernas até chegar em minhas coxas as apertando ,ele aproximou seus lábios do meu rosto me olhou por alguns segundos e encostou seus lábios de leve nos meus. Fechei os olhos sentido seu toque, ele deu dois selinhos na parte inferior do meu lábio e em seguida passou sua língua quente e macia em meus lábios, não hesitei em negá-lo, abri meus lábios dando passagem a sua língua.


Logo ele começou a movimentar a mesma com calma dentro da minha boca. Tanto a minha como a dele estavam com gosto de Vodka, mistura incrível de sabores. Por impulso levei minhas mãos até seus cabelos, entrelaçando em meus dedos e intensificando o beijo, nossas línguas moviam-se em perfeita sincronia. O beijo nem parecia que vinha dele, da pessoa amarga que ele é. Separamos nossos lábios por falta de ar, ele desceu seus lábios para meu pescoço passando a língua e mordendo, depois foi para meus seios chupando os dois com força.

Justin levou suas mãos e juntou meus seios, gemi e ele passou a língua entre os dois. Isso era excitante demais. Em seguida foi descendo seus dedos chegando em minha vagina, ele começou a estimular meu clitóris vagarosamente, apertei seus ombros com força e soltei um gemido abafado. Ele me olhava sorrindo vitorioso, afastou-se um pouco e foi abrindo minhas pernas, seus dedos começaram a ir em direção a minha entrada .Ele abaixou-se um pouco e passou a língua em meu clitóris, ergui meu quadril com seu toque, logo me dedilhou , enfiou um dedo dentro de mim e fechou os olhos sorrindo, apenas gemi.

- Vejamos. Temos uma virgem aqui. – riu – Vai ser maravilhoso te foder.

Tentei sair, mas ele me impediu segurando meus braços com força, Justin colocou seu membro em minha entrada, respirei fundo. Ele me olhava com um sorriso de superioridade. Gritei alto quando senti ele me penetrar de uma vez e com bastante força. Senti uma dor do caralho deixando assim gritos e mais gritos saírem de meus lábios. Com certeza meu hímen havia rompido com tal brutalidade. Ele não se importou se eu estava sentindo dor ou não e continuou me penetrando com força e rapidez, estava doendo, muito. 

- Você está me machucando. – murmurei entre suas entocadas fortes.

Ele continuou sem nem se importar com meu comentário, ele saia e entrava lentamente, nossas respirações estavam descompassadas. Eu não estava sentindo prazer algum, apenas dor, muita dor. Suas mãos grandes apertavam com força meus seios, depois minhas pernas. Gemi alto. Ele movia seu quadril rapidamente, a cama chegava a mexer-se um pouco com tais movimentos.

(...)

Justin estava já há alguns minutos fazendo o que ele queria com meu corpo. Me entocando com força, estávamos suados e eu estava completamente acabada .Ele saiu de dentro de mim, quando pensei que havia acabado, ele me fez levantar segurou em minha cintura com força deixando nossos corpos colados.

- Você é tão apertada... – sussurrou em meu ouvido e mordeu minha orelha.

Me arrepiei, ele desceu as mãos sobre minhas coxas e as segurou fazendo impulso pra eu subir, agarrei em sua cintura. Justin segurou em seu membro e começou a roçar em minha entrada, gemi baixinho.

- Vou te dá prazer... Muito prazer. – falou me olhando mordendo os lábios.

Retribui mordendo os lábios também e puxei sua nuca, colando nossos lábios. O beijei com urgência... Meu Deus o que tá acontecendo comigo? Dei um pequeno pulo em seus braços quando senti Justin me penetrar devagar,  a dor já havia passado. E começou a chegar o tal do prazer, mordi o lábio de Justin com força enquanto seu membro entrava e saia vagarosamente de dentro de mim. Ele segurou com força minha bunda, senti arder um pouco devido às cintadas. Mesmo sem muitas forças coloquei meus braços em seu pescoço e comecei a rebolar em seu pau, Justin gemeu. Dei um beijo em seu pescoço suado, mais foda-se. Estava ficando dolorida daquela posição, Justin me colocou no chão segurando em minha cintura firme e levantou uma de minhas pernas, entrando novamente dentro de mim. Mordi seu ombro com força, ele nem se importou.

Senti uma onda elétrica passar por todo meu corpo, pendi minha cabeça pra trás, minhas pernas começaram a ficar bambas e adormecer, sentia minha vagina engolir o pau de Justin enquanto ele gemia. Senti meu corpo todo relaxar e um líquido quente me invadir , Justin havia gozado primeiro que eu , depois foi minha vez. Acho que se Justin não estivesse segurando em minha cintura, havia desabado ali mesmo no chão. Nossas respirações estavam descompassadas e pesadas, Justin me encarou por alguns minutos e me ergueu beijando meus lábios. Esqueci de dizer que sou baixinha demais. Ele saiu de dentro de mim e me separei rapidamente dele, entrei rapidamente no banheiro escorregando pela porta até chegar ao chão.

Como eu pude deixar ele fazer isso comigo? O que eu fiz? Agora realmente me sinto uma vadia suja e da pior espécie por ter deixado ser fudida por Justin Bieber.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dangerous Life - Capítulo 3 - Do not touch me

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Só senti uma dor no meu braço, olhei pro mesmo e estava sangrando. Ele havia me acertado.

- OLHA O QUE VOCÊ FEZ. – gritei com dor.

Ele foi pra sua cadeira com sacrifício e sentou colocando suas mãos dentro da calça, possivelmente massageando seu saco.

 - QUER ME DEIXAR SEM PAU, VAGABUNDA? DEVERIA TER TE ACERTADO NA CARA, NÃO DARIA TANTO TRABALHO.

- ACERTA LOGO. NÃO VAI FAZER DIFERENÇA ALGUMA.

- NÃO VOU PERDER UMA GRANA POR CAUSA DE UMA PUTA MAL CRIADA COMO VOCÊ. 

Não disse nada, a dor no meu braço era muito maior pra me dar ouvidos aquele lascado.

- Ryan, venha até aqui. AGORA. – disse pelo interfone. 

- O que você vai fazer? – perguntei assustada.

Ele não respondeu, fechou os olhos e ouvi seus gemidos de dor. Bem feito. 

- Sorte a sua que não machucou tanto, se não, você seria uma vadia morta.

- Morro de medo de você. – disse e olhei pra minha mão ensanguentada. 

A porta foi aberta, era o tal Ryan.

- Diga Bieber. 

- Faça um curativo nesse ferimento ai, e depois a leve pro meu quarto. 

- Pro seu quarto? -  regalou os olhos.

- Está surdo? – perguntou rude.

- Não cara. Só me surpreendi...

- A tire daqui, antes que estoure os miolos dela.

- VAI SE FODER. 

Sai daquela sala, e ouvi passos vir atrás de mim. Fui puxada brutalmente.

- Calma ai apressadinha. – era o tal Ryan.

- Faz logo a porra desse curativo, isso tá doendo pra caralho.

- O que você fez ? Normalmente as vadias saem mortas do escritório do Bieber.

- Acertei seu saco, e ele me acertou.

- Você fez o que? – perguntou rindo.

Que retardado mental cara. O olhei revoltada, eu estava com dor e ele rindo feito idiota. Descemos a escada e as vadias no sofá me olharam com nojo.

- É acertei o saco dele. – disse.

- Por isso que ele ficou puto. – continuou – Senta ai. 

Falou quando chegamos a cozinha, sentei em uma cadeira, ele lavou a mão e pegou uma malinha de primeiros socorros.

- Tire a blusa. – falou colocando umas luvas brancas de enfermeiros.

- Até tu? 

- Eu preciso que você tire pra limpar o ferimento. 

- Não consigo tirar com só um braço.

Falei como se fosse óbvio, e é óbvio. Ele me ajudou a tirar minha blusa que estava encharcada, fiquei apenas de sutiã, seus olhos foram rapidamente para os meus seios.

- Podia pelo menos disfarçar, isso é constrangedor. – revirei os olhos.

- É... Foi mal.  – pegou em meu braço. Gemi de dor. – Sorte a sua que foi de raspão, irá cicatrizar rapidamente.

Falou passando algum líquido em um algodão e aplicando no ferimento. Gritei, ardeu pra caralho.

- ISSO ARDE CARA. 

- É pra arder mesmo. – falou. Filho de uma égua.

- Argh... – ele continuou passando. – Você sabe pra onde Hugo foi? 

- Não sei. 

- Você sabe. 

- Não sou autorizado pra falar essas coisas. 

Revirei os olhos, ele passou tipo uma pomada no ferimento, colocou um troço lá e pronto. Curativo feito, Ryan me ajudou a por a blusa mesmo ensanguentada. Lembrei que ainda estava com meu celular ,peguei e Ryan tomou rapidamente da minha mão.

- Me devolve. – disse.

- Ordens são ordens. Nada de vadias com celular.

- EU NÃO SOU UMA VADIA PORRA. – me levantei.

- Baixe o tom. Sabe que tenho permissão de dar o fim em qualquer vadia que me desobedecer? 

- Nossa... Sério? Parabéns, ganhou o prêmio de maior pau mandado do Justin Bieber do ano, continue assim. 

- Justin teve razão em ter te acertado. – puxou meu braço, e foi assim até chegar lá em cima.

Chegamos lá em cima e ele me jogou lá dentro.

- Liga pelo menos para o filho da puta do Hugo e pede minhas roupas. – disse.

Ele fechou a porta e trancou a mesma. 

DESGRAÇADOS. 

Suspirei, meu Deus... Me pergunto de novo, o que foi que eu fiz pra merecer isso? Me virei e encarei aquele quarto, a cama enorme , o quarto era enorme, olhei todos os detalhes, vi o frigobar , caminhei até lá e havia algumas bebidas, peguei água mesmo e tomei. Caminhei até a janela, a visão era de árvores, árvores e mais árvores, já começava a anoitecer, e eu precisava de um banho. Havia um divã ali, fui até o mesmo e me sentei, suspirei e sem querer as lágrimas começaram a descer.

Sabe quando eu falei que não tinha como minha vida ficar pior? Pois é, acabei errando. Piorou ainda mais, o viado do meu pai me vendeu pra esse outro fudido que se acha o tal, mais não passa de um moleque mandão. Meu braço ainda tá doendo, preciso de um banho e não sei o que vão fazer comigo. Ótimo ein, falta só eu ganhar na loteria, minha vida vai tá feita.

Fiquei encarando aquele teto durante muito tempo, nem sei exatamente. Mas nada me vinha a cabeça em como tentar me livrar dessa, e eu continuava a chorar. Eu odeio chorar, mas diante dessa situação quem iria estar feliz? NINGUÉM. Ouvi o trinco da porta ser rodado, limpei minhas lágrimas rapidamente e continuei sentada.

- Consegui suas roupas. Deveria me agradecer. – disse Ryan aparecendo com algumas malas e as colocando pra dentro do quarto.

- Não vou agradecer porra nenhuma. Diga lá aquele outro fudido que eu não sou um robô, preciso me alimentar. 

- Pode deixar. Tem toalhas limpas no banheiro. – falou e fechou a porta.

Fui até as malas e peguei uma pequena. Tinha algumas coisas minhas pessoais ali, abri as outras e o infeliz do Hugo havia mandado tudo, pelo menos isso. Fui ao banheiro e era enorme, me despi com um pouco de dificuldade por conta do ferimento, e tomei um relaxante banho, me enrolei em um roupão. Tinha algumas coisas ali nas gavetas, tirei aquele curativo e improvisei outro. Então me vesti.

Deixei meus cabelos lisos e grandes secarem sozinhos. Coloquei minhas malas perto da parede e me sentei na beirada da cama, e agora? O que eu vou fazer? Bateram na porta e a abriram, era um garoto lindo por sinal, acho que o vi hoje mais cedo sentado no sofá com aquelas vadias. Ele trazia uma bandeja com um prato de comida e uma bebida.

- Depois venho pegar.  – colocou em cima da mesinha ali perto e saiu novamente.

A comida estava com uma cara boa, só não acreditava que teria sido um dos machos daqui ou as vadias que fizeram. Eu estava com muita fome pra pensar nessas hipóteses, comi e depois fui escovar os dentes. Depois aquele mesmo guri veio pegar a bandeja, me sentei novamente na cama encostada nos travesseiros, tinha um controle ali perto, comecei a mexer lá, descobri que ligava a TV, comandava o ar, a luz entre outras coisas. Fui ver TV, to vendo que a vida aqui não vai ser muito diferente lá com o Hugo.

 (...)

Estava passando algumas merdas na TV, como de costume. Levei um susto ao abrir a porta, olhei de relance e era aquele viado que me acertou. Ele não disse nada e passou direto para o banheiro, menos mal. Depois de 10 minutos ele sai do banheiro de bermuda terminando de secar os cabelos, o olhei e não pude deixar de admirar seu abdome musculoso, combinando com seus braços fortes. Voltei a olhar pra TV, ele passou e sentou no divã que eu estava sentada mais cedo, pegou algo no bolso, era meu celular, filho da mãe.

- Seu pai disse que você é virgem, mais sabe, não acreditei. É o que todos dizem quando vão vender vadias. – falou mexendo no meu celular.

Permaneci calada, olhei pra TV.

- Então... O que você diz? – perguntou.

- Que você e o Hugo são da mesma laia sabe... – ele riu sarcástico.

Ele jogou meu celular na cama.

- Venha até aqui. Seja boazinha, não quero machucar ninguém. 

Coloquei o controle no mesmo canto e me levantei, parei em frente a ele que estava sentado de pernas abertas no divã.

- O que você quer?  - perguntei.

- Tire o vestido e o sutiã.

- Eu não vou fazer isso.
- Vamos recapitular, seu pai te vendeu pra mim. Você é propriedade minha, então significa que eu faço o que eu quiser, tire logo isso. Não tenho a noite inteira.

Disse sem importância, respirei fundo não iria chorar agora. Tirei meu vestido o deixando cair no chão, seus olhos da cor de mel queimavam sob meu corpo, ele acompanhava cada movimento das minhas mãos, não sei pra quê fui colocar sutiã que abre na frente, mas... Abri o sutiã e o segurei, a vergonha era tremenda.

- Está esperando o quê? TIRE. – falou rude.

Fechei os olhos tentando achar um pouco de coragem, soltei e por fim tirei o sutiã. Balancei minha cabeça negativamente, pensando que aquilo era apenas um pesadelo e que quando eu abrisse os olhos, nada disso estaria acontecendo. Abri os olhos na tentativa de isso ser só um pesadelo estúpido, mas não era, aquele ser olhava para os meus seios fixamente e mordia os lábios, podia ver o puro prazer transbordando em seus olhos. Respirei fundo umas dez vezes, eu queria chorar. 

- Vamos... Sente aqui. – bateu na sua coxa me olhando com um sorriso malicioso nos lábios.

- Não. – disse rapidamente.

- SENTA AQUI PORRA, AGORA. – gritou rude.

Engoli seco e respirei fundo. Se eu tivesse pelo menos aquele fuzil aqui estouraria os miolos desse filho de uma puta. Cheguei mais perto dele e fiquei imóvel, não consigo me imaginar fazendo essa palhaçada. Ele ergueu-se um pouco me puxando segurando em meu pulso me fazendo sentar a força em seu colo, gemi de dor. Minhas pernas estavam por cima dos braços da cadeira, e minha bunda sobre seu membro. Confesso que ficar assim tão perto dele, me causava uma excitação, ainda mais quando tinham aqueles olhos cor de mel me encarando com desejo. Suas mãos desceram para minha cintura apertando um pouco forte, o sorriso nos seus lábios não desaparecia um minuto se quer. 

- Vamos ver, prefiro acreditar que o Hugo não tenha me enganado.

Falou e me fitou, eu estava com muita raiva, muita mesmo. Mas a merda é que eu não poderia fazer nada. Suas mãos foram subindo por detrás dos meus ombros, me levando um pouco para perto de seu rosto.

- NÃO ENCOSTE EM MIM. – gritei o empurrando, fazendo ele bater com as costas no divã.

Ele rapidamente segurou firme em meus pulsos demonstrando toda sua raiva e os apertando.

- ME SOLTA. – me debati em seus braços mais de nada adiantou.

- VAI TER QUE FAZER O QUE EU QUISER VADIA. VOCÊ NÃO TEM ESCOLHAS. 

Gritou, segurei o choro. Ele me puxou com brutalidade pra cima dele, pude sentir seus lábios entrarem em contato com meus seios, tentava me manter o mais longe dele, mas suas mãos prendiam meus pulsos com força, ele abocanhou meu seio direito me fazendo gritar após dar uma mordida. Ele começou a passar a língua no meu mamilo, fazendo movimentos circulares, não posso negar mais isso começava a me excitar, aos poucos fui me deixando levar, meu corpo não respondia aos meus comandos. Ele começou a sugar meus seios com força.

- Amm... – meu gemido saiu sem querer, o olhei e ele sorriu enquanto passava a língua por todo o meu seio.

Aos poucos ele foi soltando meus pulsos, nem hesitei em lutar contra ele. Com certeza ele vai conseguir o que quer. Meu corpo agora não atendia mais as minhas vontades, estava a mercê dele. Quando vi minhas mãos estavam entre seus cabelos os segurando com força, empurrando contra meus seios, o impedindo que parasse de fazer o seu “trabalho”. Uma de suas mãos estava em minha cintura e a outra em meu seio massageando e o apertando. Meus gemidos saiam sem querer, e o filho da puta sorria com isso. Seus lábios macios começavam a fazer uma trilha em meu pescoço, me arrepiei dos pés a cabeça... Isso era demais pra mim. 

- Me deixa... – supliquei ao sentir sua língua passar por meu pescoço.

- Começamos agora. 

Senti a safadeza em sua voz, e sua respiração pesada bater em meu pescoço, apenas piorando a situação. Ele foi mais ousado e subiu seus lábios para meu maxilar, mordendo de leve e passando sua língua macia sobre ele, meu Deus... Que homem é esse? Ele está a prestes de fazer um estupro e eu pensando isso... Fechei os olhos ao sentir seu toque, isso era muito bom... Mas isso é errado. Pra mim é errado. 

- Belos seios que você tem. São deliciosos.  – sussurrou em meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha. Arfei e puxei seus cabelos com força. – Hugo caprichou ein. – sorriu sínico.

Tinha mais raiva ainda do seu sorriso que ele mantinha nos lábios, talvez por ele pensar que eu sou realmente uma vadia por estar me cedendo assim. Mas o que posso fazer? NADA.  Ele mordeu meu queixo, e na mesma hora bateram na porta, mas ele continuou desceu para meu pescoço dando chupadas, continuaram a bater na porta, ele me apertou mais contra seu corpo, 

- Bieber? – uma voz soou do lado da porta.

- Droga. – sussurrou e olhou pra porta. – O QUE VOCÊ QUER RYAN? – gritou.

- Um dos seus negociantes quer falar com você, no celular. 

- Porra, já estou indo.  – disse e me olhou.

Salva por o filho da puta do Ryan. Me levantei rapidamente e peguei meu vestido cobrindo meus seios.

- Não pense que você está liberada por hoje. – sorriu sarcástico lambendo os lábios. Respirei fundo. – Não demoro. 

Passou a mão no meu rosto, me afastei.  Ele foi até seu closet e pegou uma blusa de moletom a vestido rapidamente e saindo do quarto. Me sentei na cama e coloquei minha cabeça entre minhas mãos... Meu Deus me ajude, não mereço passar por isso. Coloquei rapidamente meu vestido e fui ao banheiro, me olhei no espelho e passei água no meu rosto. Notei a chupada que o desgraçado do Justin havia deixado, odeio essas porras de chupadas, tanto que não deixava nenhum garoto que eu ficava fazer isso. Nunca tive algo sério com garotos, apenas ficava com alguns nas festas que eu ia, apenas pra curtir mesmo. Dai vem um guri que nunca tinha visto na vida, nem o conheço e já quer que eu transe com ele, isso é assustador.

Voltei pra cama, que Deus não permita que aquele filho da mãe encoste em mim. Em falar em mãe, a mãezinha dele não o deu educação ou ele não aprendeu direito todas as regras. Estava tão aflita que estava prestes a roer todas as minhas unhas que eram grandes, estava viajando nos meus pensamentos a procura de algum meio de como fugir daqui, a porta foi aberta bruscamente, dei um pulo em cima da cama com o susto. Era novamente o Senhor Bieber, o olhei com desprezo, ele direcionou-se para o mesmo divã arrancando a blusa do seu corpo e pendendo a cabeça pra trás, ele parecia tenso. Nem ousei em falar nenhuma palavra se quer, apenas fiquei o observando com a respiração pesada.

- Vá buscar uma dose de vodka absolut pra mim. – murmurou de olhos fechados.

HAN? Ele pensa que sou alguma empregada dele? Basta o imbecil do Hugo pedindo pra me fazer aquilo e isso, ai vem ele também. 

- Não sou sua empregada. – disse baixo, mais dando pra ele ouvir.

Ele abriu os olhos rapidamente, e me encarou com raiva. 

- Não me estressa caralho, pega logo aquela porra lá em baixo. – falou pausadamente.

Acho que ele estava se coçando pra me acertar um tiro no meio da cabeça. Foda-se, era pra ele ter feito isso há muito tempo. Levantei e me direcionei a porta com passos firmes, saí daquele quarto. Agora vou usar meus poderes pra adivinhar onde fica a porra da adega de bebidas sendo que nessa casa tem milhares de compartimentos. Desci aquelas escadas, e dei graças a Deus chegar ao final, eram degraus pra porra. Estava tudo iluminado, deve ter alguma coisa na cozinha, fui até lá e procurei em alguns armários, abri todos pra falar a verdade, sinto mãos geladas e firmes segurarem minha cintura, dei um pulo enorme e um grito assustador.


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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dangerous Life - Capítulo 2 - Chief

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- Para aonde vamos? – perguntei ao meu pai pela milésima vez.

- Não te interessa, vá se arrumar.

- É claro que me interessa, vai me mandar matar? Perca de tempo. – ironizei. Ele me fuzilou com os olhos.

- Não tenho tempo pra besteiras, e não mandaria ninguém. Eu mesmo faria isso, suba e arrume-se e não tire minha paciência.

Revirei os olhos e subi pro meu quarto. E eu ainda estava sem saber aonde iria, nem pra dizer a ocasião, e que roupa eu vou? Que dúvida cruel. Como eu não sei pra onde eu vou, qualquer coisa tá bom demais. Vesti minha lingerie preta e uma roupa que eu havia comprado semana passada.

Estava fazendo muito frio mano. Passei meu perfume, uma maquiagem leve, nunca fui de me maquiar muito, as pessoas costumavam falar que meus olhos azuis já realçavam do que qualquer maquiagem, tá né. Peguei meu celular e desci cantarolando.

- Estamos atrasados. – ele disse me olhando. 

- Pra onde vamos? – perguntei saindo de casa, entrei no carro, ele deu a volta e entrou.

- Quando chegar você vai saber.

Bela lógica a dele. Ele andava em alta velocidade, e eu morria de medo. Na verdade, acho que ele é um louco, mas não admite isso. Foi quase 1 hora dentro daquele carro, naquele silêncio horrível e tendo que ficar calada. Entramos em uma rua, e eu pedia que fosse naquela, porque eu precisava sair e me movimentar, nem sentia mais minhas pernas. A rua tinha mansões extremamente luxuosas, minha boca ficou aberta em um perfeito “o”, iríamos mudar para cá? Claro que não, acorda Mellanie.

Chegamos a última que era destaque naquela rua toda, os muros eram altos pra caralho, e o portão maior ainda, tendo quatro seguranças em frente, todos bem vestidos de preto e óculos pretos e armas na cintura, okay... Comecei a ficar com medo. Muito medo.

- O que viemos fazer aqui? – perguntei ao ver ele parando o carro em frente ao portão enorme e baixando o vidro.

- Cale a boca. – falou entre dentes. 

Um dos seguranças, aproximou-se do carro, eu apenas observava tudo.

- O chefe está? – meu pai perguntou.

- Sim. – respondeu o segurança. – Liberem a passagem, é o Hugo. – falou para os outros três.

Imediatamente um comunicou-se por um interfone e o portão foi aberto. Hugo ligou o carro e entramos, se eu disse que era linda por fora, imagine a mansão por dentro. Extremamente incrível, o carro foi estacionado em frente à entrada.

- Pela última vez, o que eu vim fazer aqui? Quero ir pra casa. – protestei.

- Desça. 

- Não. – disse.

- DESÇA AGORA, OU TE DESÇO A FORÇA. 

Bufei e desci. Desgraçado. Ele segurou em meu braço e caminhamos até a porta. Ele digitou uma senha e entramos, meu Deus... Onde estamos? Era totalmente linda por dentro, mas passei a ignorar a beleza ao ver vadias, isso mesmo VADIAS seminuas no sofá com uns guris. Dei um solavanco, e me soltei do Hugo.

- Onde ele está? – Hugo perguntou.

Os guris nos olharam, e bem... Que gatos. E junto com seus olhares maliciosos vieram os das vadias com nojo. Revirei os olhos e cruzei os braços na frente dos seios.

- No escritório. – respondeu um. – Mercadoria nova Hugo? – me olhou de cima a baixo.

- Filho da... – iria xingar ele.

- Cale-se. – disse Hugo – Não sei Ryan, preciso saber se ele irá gostar.

 - Provavelmente sim .É rara ter uma dessas aqui.  – continuou o tal de Ryan.

Estão pensando que sou o que? Filhos de uma puta mal comida. 

- Vem. – disse Hugo me puxando.

Subimos as escadas enormes, assim que chegamos ao topo havia várias portas e um corredor enorme. Paramos em frente a uma porta de madeira bem trabalhada e com o trinco dourado, Hugo bateu duas vezes.

- Chefe, sou eu Hugo. Trouxe o que prometi. – falou.

O que? ELE prometeu o que? 

- Entra. – ouvi uma voz soar lá de dentro, meio abafada.

Hugo abriu a porta, entrou e me puxou. 

- Me solta caramba. Isso machuca. – dei outro solavanco puxando meu pulso de sua mão.

Massageei o local. Hugo fechou a porta, levantei meu olhar e dei de cara com um garoto sentado todo esparramado em uma cadeira de couro na cor preta, e uma mesa com papeladas, pude notar algumas coisas de ouro. OURO? Como assim? O tal garoto me fitava agora de cima a baixo, ele parecia olhar cada detalhe do meu corpo com a mão acariciando o queixo. E o filho da mãe é lindo, por sinal. Nessa casa só tem homens gostosos, mas ainda não entendi o que vim fazer aqui.

- Olha o que eu trouxe pra você. – disse Hugo dando um sorriso diabólico para o tal garoto que aparentava ter uns 18 a 19 anos.

Okay, meu pai deve ter titica de galinha na cabeça pra trabalhar pra uma moleque desse O garoto puxou a cadeira pra frente, apoiando os cotovelos na sua mesa enorme de vidro me analisando mais ainda.

- Tenho cara de mercadoria? – perguntei sem paciência. 

- Fique calada Mellanie. – disse meu pai.

- Hum... Vejamos. – disse o garoto. Sua voz era rouca e firme, muito sexy. – Onde arranjou Hugo? Normalmente só temos mercadorias assim vindas do Brasil.

- Ela é do Brasil. É minha... Filha cara. Vai ficar? 

- Não sou sua filha. – revidei. 

- Mentindo Hugo? – o garoto perguntou.

- Não. Ela é assim mesmo. – Hugo continuou – Então, negócio fechado? 

- Bom... Negócio fechado. – levantou-se e estendeu a mão pro Hugo, que a apertou.

Os dois sorriram diabolicamente e eu lá com cara de cú.

- Foi bom negociar com você Justin, aproveite. 

Ah o nome do garoto era Justin. E ele iria aproveitar o que? Hugo caminhou até a porta.

- Pra onde você vai? – perguntei.

- Pra casa.

- E vai me deixar aqui? 

- Sua casa é aqui agora. – Hugo respondeu saindo da sala.

- Okay... A palhaçada acabou. Quero ir pra casa agora.  – disse fitando aquele garoto.

Ele riu diabolicamente e sentou-se em sua cadeira rodando um pouco.

- Tire a blusa. – ele disse me olhando.

- O QUE? Tá maluco? – perguntei.

- Garota, vou ser meio que bonzinho com você por você ser a filhinha do Hugo, então agilize essa porra e tira logo a droga dessa blusa. Não tenho o dia todo. 

- Tá pensando que sou o que? Abre a droga dessa porta, quero ir pra casa.

Ele levantou-se e veio pra frente da mesa apoiando-se nela e cruzando os braços na frente do peito, deixando seus músculos maiores, mais do que já eram.

- Vamos começar de novo. – falou calmo. – TIRE A DROGA DESSA BLUSA, ANTES QUE EU FAÇA UM ESTRAGO EM VOCÊ COM ESSA BELEZINHA AQUI. – ele sacou rapidamente uma arma de sua cintura apontando pra mim. Ela era toda banhada a ouro. Engoli seco.

O que o fudido do Hugo fez? Eu juro que o mato. Okay, vou tirar a blusa depois ele vai me deixar ir pra casa, vou por veneno na comida do Hugo e fim. Todos felizes. Coloquei meu celular no bolso e tirei minha blusa, deixando meus peitos cobertos apenas pelo sutiã para aquele individuo que eu nunca tinha visto na vida. O olhei esperado ele fazer algo, ele cruzou novamente os braços coçando o queixo com sua arma, seu olhar estava fixo em meus seios, o vi lamber os lábios descaradamente.

 - Hum... - me olhou – Tire o short. 

-  O  QUE? NÃO VOU FAZER ISSO. – disse cobrindo meus seios com minha blusa.

- VOCÊ É SURDA, TIRA ESSA PORRA LOGO ANTES QUE EU ARRANQUE COM MINHAS PRÓPRIAS MÃOS  – aproximou-se mais de mim.

E a droga daquela arma apontada pra mim. Engoli meu choro que já começava a vir, não acredito. O que eu fiz pra merecer isso meu Deus? Respirei fundo, joguei minha blusa em cima de uma cadeira ali em cima, comecei a desabotoar meu short o olhando, seus olhos acompanhavam os movimentos de minhas mãos, e eu segurava o máximo meu choro. Não vou chorar na frente desse filho da puta que nem sei ainda quem é. Deixei meu short cair sob minhas pernas, que caiu no chão.

- Vira. – ele disse. 

- Diz logo o que você quer caramba... – disse o olhando com desprezo.

- Já mandei virar. 

Ele segurou em meu braço com força, me fazendo virar a força.

- MEU BRAÇO FILHO DA... - gritei havia doído pra caralho.

- Continue o que você disse, e eu faço você engolir todos os seus dentes. Tudo bem? 

Sussurrou em meu ouvido, confesso que me arrepiei inteira. Respirei fundo umas mil e quinhentas vezes.

- Hugo fez um bom trabalho. – soltou meu braço. 

Levei minha mão até o local massageando. Me vesti rapidamente.

- Pode pelo menos dizer o que eu estou fazendo aqui, oh manda chuva. – ironizei o olhando. 

-É bem simples. O seu querido pai estava me devendo horrores por conta de vadias e drogas, e como ele não tinha como pagar, vendeu você para me fazer o que eu quiser.

- VENDEU? Ele não pode me vender, não sou nenhum objeto.

- Mas é uma vadia. Vadias são negociadas assim. – colocou a arma na cintura.

- Vadias são as mães de vocês que os colocaram no mundo. – disse com desprezo. 

Rapidamente senti um tapa em meu rosto com o que fez que virasse bruscamente, senti meu rosto ficar dormente, passei minha mão no local.

- Já falei que não tocasse no nome da minha mãe, vadia. Não quero te matar, iria perder uma boa grana. 

- EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ, SEU VIADO DE MERDA. – as lágrimas de enxeridas começaram a descer.

- De todas que eu comi, nenhuma reclamou. Que viado foda ein. – falou segurando com força em meus cabelos.

Gemi de dor.

- TÁ ME MACHUCANDO CARALHO. – gritei e acertei um chute em suas partes íntimas. 

Ele soltou e gritou de dor.

- VADIA DOS INFERNOS. – ele sacou sua arma, e atirou em minha direção.



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sábado, 6 de julho de 2013

Dangerous Life - Capítulo 1 - My life sucks

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Los Angeles 08:00 AM  - Mellanie's POV

Oh vidinha de merda essa minha. Se bem que eu não estudo, só passo o dia em casa, mas o ser que sou obrigada a chamar de pai passa o dia enchendo o meu saco. Isso é um absurdo acordar a esse horário, e sabe pra quê? Pra fazer café pro fodido tomar e ir “trabalhar” como ele diz. Pra sorte dele não me falta nada, porque se não já teria saído daqui a muito tempo. Odeio ele, odeio essa casa, odeio esse lugar.

Preferia estar com minha mãe mil vezes do que nessa bosta que chamamos de casa, mas como se pode estar com alguém morta ? É, minha mãe morreu faz três meses, eu morava com ela no meu querido Brasil, mas tive que vir para cá, infelizmente. Desde então minha vida se baseia em um lixo total. Sem amigos, só comer, dormir, assistir e ter que aguentar os gemidos das vadias que esse imprestável vem comer aqui sob o “meu” teto. Por isso que é uma droga ter dezoito anos, não sou nem dona do meu próprio nariz, é o que fode tudo.

- MELLANIE. DESÇA PORRA, ESTOU COM FOME. – esses foram os gritos daquele imprestável que chamo de pai. – às vezes. Isso que ele é, nem pra torrar um ovo e comer ele serve.

- EU NÃO ESTOU SURDA CARAMBA. – gritei do meu quarto.

Estava pouco me fudendo para o seu Hugo – nome do meu pai -, meus cabelos lisos e grandes na cor castanho merecem mais atenção do que ele, vamos concordar. Terminei de penteá-los com a maior calma do mundo, e assim sai do meu quarto. Cheguei à cozinha e lá estava ele já todo vestido sentado na cadeira com um jornal nas mãos, até parece que ele tem interesse nessas coisas. 

- Que demora Mellanie, eu estou faminto e preciso ir para o trabalho. Não posso me atrasar. – comentou abaixando o jornal e me olhando.

Não disse nada, todos os dias é o mesmo papo. Nem sei onde ele trabalha e nem me interessa também, tendo todos os dias o tanto que eu quero em minhas mãos para estourar no shopping está bom demais. Preparei rapidamente o café e algumas panquecas, eu até que era boa com ele. 

- Porque não contrata uma empregada poderoso chefão? Não estou pronta pra ser sua empregada, beleza? – disse fazendo meu Nescau. 

Ele me olhou de relance e voltou a olhar para o jornal pegando na xícara enorme de café e tomando um gole. 

- Estou cheio de dívidas, não tenho meu dinheiro pra contratar ninguém. Enquanto você estiver morando sob meu teto, você que vai fazer os serviços de empregada.

Falou sem nem me olhar. Empregada? Uma ova, não saí do Brasil para trabalhar pra esse trouxa. Balancei minha cabeça negativamente, e tomei todo o meu Nescau de uma vez, limpando a boca com as costas da minha mão.

- Muito engraçado. – disse irônica. – Você tem dinheiro pra comer todas as noites essas vadias caras e não tem pra por uma empregada? Coloca uma dessas vagabundas pra limpar a porcaria que elas deixam nessa casa. – debochei.

Ele me olhou com raiva. Eu sabia que ele morria de raiva quando falava debochando dele, e eu gostava de vê-lo com raiva. Algo divertido no dia, pelo menos.

- Do meu dinheiro cuido eu. Eu como quem eu quero, e você vai fazer o que eu quiser. Cale a merda dessa boca, antes que fique sem os dentes. – disse rude.

Levantou-se da cadeira a arrastando no chão causando um barulho enorme, amassou o jornal e jogou em cima da mesa. Filho da puta!

- Vou chegar mais tarde hoje, tenho muitas coisas para fazer. – pegou a chave do seu carro na mesa da sala.

Saiu e bateu com força. Eu sei que tenho razão quando falo que minha vida é uma merda completa. Queria tomar um chá de sumiço para me livrar desse encosto, mais que pena que não tem como. Aposto que meu querido pai não faz merda nenhuma nesse trabalho dele, enquanto eu vou ter que arrumar a bagunça dessa casa. Droga
.
Eu realmente não tenho escolhas, a não ser aceitar o fato de que a minha vida não pode ficar mais fudida, pelo menos eu acho. E ter que conviver com isso... Sei lá por quantos anos. 

(...)

Limpei toda a bagunça dessa maldita casa velha, meu pai é tão miserável que nem pra comprar uma casa que preste...Essa está quase caindo sobre nossas cabeças. Subi e fiquei meia hora debaixo do chuveiro, precisava tirar aquela poeira do meu corpo junto com o suor por conta dos móveis desse chiqueiro. Pelo menos a tarde, tem a academia pra ir, nada mal. Me arrumei com trajes adequados, peguei meu celular e coloquei meus fones, fui para a academia. Não era tão longe daqui, por isso que resolvi ir. O bom da academia era que tinha aqueles lindos, gostosos e sarados instrutores que haviam ali, aposto que eles também aproveitavam-se de algumas meninas.

Mas fora isso... Uma bosta. Hoje fiz só 3 horas de academia, estou cansada demais pra fazer as 4. Fui para casa, tomei banho e coloquei uma roupa normal, comi qualquer besteira, e fui assistir TV. Que interessante ein. Ouço um carro estacionar em frente de casa, nem me movi. A porta foi aberta brutalmente, olhei e era meu pai. Legal, a casa já não presta e ele quer acabar de vez.

- Chegou cedo por quê? – perguntei inocentemente como boa filha preocupada com o pai.

Ele fechou a porta com força, e vi a chave do seu carro voar perto do meu rosto parando em cima da TV. Se ele queria me acertar, a sua mira está péssima, o olhei e ele parecia estar com raiva, sei lá.

- Não é da sua conta pirralha. – ignorante como sempre.

- Só pra lembrar, tenho 18 anos idoso. – olhei pra TV.

- CALE A MALDITA BOCA MELLANIE, NÃO ESTOU PRA BRINCADEIRAS AGORA. 

Gritou subindo as escadas, suas passadas eram largas e fortes. Fazendo a escada de madeira ranger um pouco. Até parece que seus gritos me assustam, ele quase todas às vezes chega assim em casa. Queria saber o motivo dessa irritação toda, queria saber o que ele faz nesse trabalho... E queria saber também onde está o meu CD novo que comprei há dois dias. Porra, não sei onde coloquei. Me levantei em um pulo do sofá e fui procurar na estante, virei e revirei tudo. E nada desse maldito CD que foi caro pra caralho. 

- Onde foi que eu coloquei esse maldito CD? – perguntei pra mim mesma andando de um lado para o outro na sala. Quem me visse assim, pensaria que eu fosse um louca e estaria surtando por falta de remédios.

Vi a chave do carro do meu pai lindo, e lembrei que da última vez que e o vi estava lá dentro. Tinha colocado lá por que... Na verdade não fui eu. Foi a porra do Hugo que me tomou e colocou lá porque eu ouvia toda hora. Já que ele não está aqui, peguei a chave e corri até a porta, a abrindo e fechando devagar, vai que ele escuta. Seu carro estava em frente de casa, ele vive reclamando que não tem dinheiro e a cada semana aparece com um carro mais luxuoso e mais lindo que o outro, vai entender né. Na minha frente estava uma linda BMW cinza, wow... Vi um dia que uma custava horrores, só pra quem tem mesmo a nota pra ter uma.

Começo a desconfiar de que meu pai andando assaltando bancos, só pode. Abri a porta só pra ver por dentro porque tinha certeza que o meu finado CD não estaria mais ali, lembro que ele colocou na Land Rouver que ele andava! Entrei e fechei a porta pra ninguém desconfiar, incrível mesmo era o que tinha dentro daquela belezura, os bancos eram de coro puro, o volante também. E curvei pra ver o que tinha ali nos bancos, levei um susto enorme quando vi um fuzil, meu Deus pra quê que o indivíduo anda com um troço desses? 

Tentei levantá-lo, mais essa porra era mais pesado que eu. Se meu pai me pegar aqui, é até arriscado ele estourar minha cara com isso aqui. Sai rapidamente do carro, entrei em casa e coloquei a chave no mesmo local, subi pro meu quarto e me joguei na cama. Não consigo entender o que acabei de ver, o quebra-cabeça agora ficou mais embaralhado ainda. Fuzil? Só quem anda com isso são traficantes... Mas pra quem ele trabalha? Tipo, eu sei que ele não presta mais chegar a esse ponto ele não chegaria, ou chegaria? 

Fiquei lá um tempo tentando raciocinar sobre qual trabalho, e o que meu pai fazia. Minha garganta começou a ficar seca, sai do meu quarto e caminhei em direção à escada, ao chegar ao topo vi meu pai no celular, dava para ouvir nitidamente. Me escondi um pouco e comecei a ouvir a conversa.

- Eu sei chefe. Eu vou conseguir seu dinheiro. 

-

- Não... Não vai ser preciso tomar providências alguma. – sua voz saiu em um tom amedrontado. 

-

- Tudo bem. Voltarei ai, logo à noite.

-

- Sim, senhor. 


Desligou e jogou o celular na parede. Quebra, tem dinheiro pra comprar outro mesmo. Dinheiro, chefe, armas, carros luxuosos, TRÁFICO? Fiquei totalmente paralisada, ainda não consigo acreditar. Talvez eu esteja encaixando as peças incorretamente... Mas...

-  O que você está fazendo ai menina? – perguntou me dando um baita de um susto.

O encarei sem saber o que falar. Inventa logo alguma porra, Mellanie.

- Nada, eu estava descendo. 

- Eu vou sair à noite, depois da janta. Então faça algo que preste. 

Passou por mim. Idiota, dou comida pra ele e ainda reclama, sei que é meu pai... Mas toma no cú mano. Só queria saber com quem ele estava falando, essas dúvidas cruéis estavam me matando. Fui para a cozinha, no relógio marcavam 06:43 PM, hora de começar a fazer algo aqui. Em minutos fiz uma lasanha, sempre fui boa na cozinha, minha mãe sempre dizia.

Ah minha mãe... Como isso soa tão estranho... Talvez estranha seja essa falta que ela me faz, não consigo entender porque ela foi e me deixou nessa droga de mundo. De pessoas más, violência e ódio, seria muito mais fácil se ela tivesse me levado com ela. Eu não sofreria tanto. Mas como dizem, Deus sabe o que faz, espero que ele saiba mesmo porque isso aqui não é vida. Hugo desceu todo arrumado, coloquei a janta dele e subi para tomar um banho, quando desci ele não estava mais ali, jantei, lavei os pratos e voltei pro meu quarto. Peguei meu notebook e fui mexer nas minhas redes sociais, tédio total. Fechei aquela porra e fui dormir, isso era mais interessante.

(...)

- MELLANIE, ACORDE ! VAMOS, PRECISO FALAR COM VOCÊ. LEVANTA GAROTA. – isso era o meu adorável pai me acordando, me sacolejando em cima da cama.

- QUE PORRA, SERÁ QUE NEM DORMIR EU POSSO? SAI DO MEU QUARTO, DAQUI A POUCO EU DESÇO. 

Gritei, ele saiu. Não acredito cara, não acredito mesmo... Como sou sortuda pra ter um pai assim. Não desejo isso nem pra minha pior inimiga, que no caso não tenho. Me levantei bufando de raiva, fiz minhas higienes e desci de pijama. Que diabos ele quer comigo? Desci pisando firme com minhas belas pantufas de coelhos, eram lindas e seduzentes. Ele estava na sala, batendo o pé sucessivamente no chão. Parei em sua frente e ele me encarou.

- Vamos, me diga o que você quer. Eu quero dormir ainda. – disse coçando os olhos.

- Vamos sair à tarde, coloque pelo menos uma roupa apresentável, não isso ai. – debochou do meu lindo baby doll de ursinhos.

- Não sei se você sabe, mais não vou me produzir toda pra ir dormir né... Por isso estou ignorando o que você disse.

Fui pra cozinha pegando o leite pra fazer meu Nescau.

- Afinal, pra onde vou contigo? – ergui uma sobrancelha o olhando.

- Não faça perguntas bestas, esteja pronta as 4:00 PM e só. Vai ajudar muito.

Falou e sentou-se na cadeira esperando que eu aprontasse seu café. 

- Você que manda ,chefe. – ironizei.

Ele me olhou arregalando os olhos. Ops... Acho que falei algo a mais.

- De onde tirou isso?

- De lugar nenhum. Vai querer mandar no meu vocabulário também? 

Ele não disse nada. Eu hein... Ele não gira bem das ideias. Ou eu sou uma peste em pessoa. Fiz logo seu café, ficar ouvindo aquele barulho horrível da sola do seu sapato batendo no chão fazia dá uma raiva tremenda, ele comeu apenas uma torrada e saiu. Eu subi correndo as escadas, correndo o risco de deslizar e quebrar a cara, mas eu gostava de adrenalina. Cheguei ao meu quarto e me joguei na minha cama quentinha, me enrolei toda e do nada começou a chover muito forte. Liguei a TV, estava passando Bob Esponja, meu desenho favorito. Quando eu era criança não cansava de assistir, agora parei um pouco, ter que limpar essa casa fez com que eu abandonasse algumas coisas, entre elas, meus desenhos animados. Meus olhos pesaram e acabei dormindo naquele friozinho gostoso debaixo das cobertas.

 (...)

Se eu tivesse aquele fuzil em minhas mãos eu juro que iria estourar todos os miolos do meu pai. Ele batia na minha porta repetidas vezes, é... Ele tinha me acordado.

- PORRA,PARA COM ISSO, JÁ ACORDEI CARALHO. – peguei algum objeto em cima da mesinha e joguei em direção a porta.

O objeto se quebrou em mil e um pedaços, caindo no chão. Beleza,vou ter que limpar depois.

- VOCÊ SABE QUE HORAS SÃO SUA VAGABUNDA ? – gritou Hugo.

- TÁ ME ACHANDO COM CARA DE RELÓGIO? O QUE VOCÊ QUER? – cobri meu rosto com o lençol.

- São 1:30 da tarde e eu estou com fome. 

- Porque não comeu na rua? Seria mais fácil e você não teria que vir aqui encher meu saco. – me levantei.

- Desça logo e faça algo para eu comer. AGORA.

FILHO DA PUTA. 

Argh. Fui ao banheiro e lavei o rosto, prendi meus cabelos e escovei os dentes. Coloquei minhas pantufas novamente, lá fora estava tudo molhado, mas a chuva já havia parado. Na minha janela as gotas continuavam ainda a cair, abri a janela e o vento frio entrou no quarto me fazendo tremer de frio. Fechei a janela rapidamente, arrumei minha cama de qualquer jeito e desci. Poderia por veneno na comida desse idiota e estaria feita da vida, mas ficaria sem dinheiro, então deixa quieto. Hugo estava sentado no sofá  - se lê jogado -, passei reto pra cozinha e fiz qualquer merda pra ele.

- Já está pronto. – disse subindo as escadas.

- Não vai comer? – o ouvi perguntar.

- Estou sem fome. 

Respondi e voltei pra minha toca. Peguei meu celular e liguei pra pizzaria que tem aqui perto, pedi uma pizza média de quatro queijos, e desci. Meu pai estava comendo ainda ,me sentei no sofá, fiquei passando os canais milhões de vezes até minha pizza chegar.

(...)


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Oi meus amores.
Espero que tenham gostado da nova Fic !


Amo todas ♥

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dois anos de blog \Õ/

20 comentários | |




Oi meus amores (:


Só queria agradecer pelos dois anos de blog juntas, obrigada à todas que me acompanharam até aqui, sempre comentando e ajudando o blog crescer cada dia mais. Todas são especiais para mim e nunca vou esquecê-las.

Obrigada de verdade.

Amo vocês!